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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Retratos

Portugal atento a processos de nacionalidade, em Goa foram 3 mil ...

 

As coisas não estão a correr nada bem. Cá dentro, em Lisboa o governo teve mesmo que forçar um passo atrás, com as medidas ontem anuciadas para entrarem em vigor na próxima quinta-feira. E, lá fora, apesar da "confiança" da UEFA no país, vários governos europeus fecham as suas fronteiras a viajantes oriundos de Portugal.

Esta medida, excepcional e pouco abonatória para um país ainda há poucas semanas apontado como exemplo de sucesso no combate à pandemia, desencadeou uma série de curiosas reacções.

A primeira chegou naturalmente do ministro dos negócios estrangeiros. Mas pouco diplomática. Pelo contrário, mais primária não poderia ser: vamos aplicar o princípio da reciprocidade. À Augusto Santos Silva, um ministro dos negócios estrangeiros com a sensibilidade diplomática do trauliteiro que não consegue deixar de ser. 

A segunda não tem menores traços de personalidade, e veio do Presidente Marcelo. Que diz que o fecho de fronteiras a quem vem de Portugal não é mais que uma guerra para conquistar turistas. À Marcelo, a deixar-nos de boca aberta: mas então quem quer conquistar turistas impede-os de entrar no país?  Mas deixa cá ver: é com a Dinamarca, a Áustria, a Lituânia e a Letónia que especialmente concorremos no turismo?

Não parece. Mas sabe-se que o que importa para Marcelo é a tese conspirativa. Se nada se lhe ajustar a culpa já não é dele!

Já António Costa simplesmente não entende como lhe estão a fazer uma coisa destas. Como é que eles não vêm que estamos a fazer mais testes, que somos nós que, ao contrário de todos os outros países, em vez de os esconder, estamos à procura de encontrar novos infectados. É simples má-fé. A mesma com que ninguém entendeu o prémio que tão genuinamente deu aos profissionais de saúde!

Há declarações que em vez de palavras têm imagens. São retratos!

Que chatice!

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Com tudo pacatamente à espera que as horas passem até que cheguem as últimas doze badaladas do ano, e com o Presidente a despachar a comenda do Jorge Jesus para fazer as malas de partida para o Corvo, não se passa nada. É uma chatice... Não fosse o "sempre em pé" Augusto Santos Silva ter dito umas coisas, que não deixam de ser verdade mesmo que as não devesse ter dito - logo ele, pouco senhor da verdade -, e não se passava mesmo nada. 

É verdade que não se passa nada, na mesma. Mas fala-se. E fala muita gente. E levou troco: "as afirmações proferidas pelo ministro dos Negócios Estrangeiros só podem ser entendidas por terem sido ditas por alguém que, vivendo fechado em ambientes palacianos, há muito que não sai à rua para ver como o mundo lá fora gira e avança". O que também não deixa de ser verdade!

A verdade também é uma chatice!

Diplomacia e palermices

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Não aprecio - antes pelo contrário, como por aqui tenho muitas vezes deixado claro - a figura de Santos Silva, o ministro dos negócios estrangeiros. Mas não consigo deixar de lhe atribuir mérito, e particularmente bom senso, na posição oficial do país nesta guerra diplomática contra a Rússia. Não é de resto a primeira vez que consigo acompanhá-lo, o que não muda nada da opinião pessoal que dele tenho. 

Tudo leva a implicar os serviços secretos russos na entativa de envenamento de um antigo espião (Skripal, de seu nome) e da sua filha, em Salisbury, no sul de Inglaterra, naquilo que é, nas palavras do próprio ministro, “ a primeira vez que depois da guerra fria se utilizam armas químicas em solo europeu”. Mas a verdade é que no mundo da espionagem nem sempre o que parece é. E no actual clima de nova guerra fria, do outro lado está Donald Trump, uma "coisa" que nunca existiu, sem padrão de comportamento. Ou melhor, com comportamento cujo padrão é fugir aos padrões.

Neste quadro, e mesmo tendo o Estado português o poder e a influência que tem neste cenário - muito pouco ou nenhum -, faz todo o sentido este "wait and see" da nossa diplomacia. Que alinhe a sua posição nas instituições internacionais que integre, como na Nato, mas que, sabendo que a verdade dificilmente se virá a descobrir, que provavelmente nunca se encontrarão provas irrefutáveis da autoria do ataque, em vez de uma "Maria que vai com as outras", tenha a sua própria posição. E, nesse sentido, a chamada a Lisboa do embaixador em Moscovo não é uma posição nem dúbia, nem fraca.

Fraca - fraquíssima - é a de Paulo Rangel. Considerar a decisão do governo português "inexplicável" não é muito abonatório da sua competência política; considerá-la "jogo ideológico", para agradar aos seus parceiros, é ainda menos abonatório da sua lucidez e da sua seriedade intelectual. Mas ameaçar com o "Foreign Office" é francamente deplorável. Uma palermice, Paulo Rangel!

 

 

Feira de gado: circunstâncias e surpresas...

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A tradicional acalmia política desta época de natal, uma espécie de mini-silly season, foi quebrada pela "feira de gado" de Augusto Santos Silva. Tínhamos dele uma imagem de truculento, a lembrar aquela de "quem se mete com o PS leva". Se calhar era mais  "quem se mete com o Sócrates leva"... Se calhar porque esse foi chão que já deu uvas, e quem passou a levar foi quem não se meteu com ele,  na sua reincarnação neste governo tem deixado uma imagem de um homem pacato, cordato, e nada dado traquinices.

É certo que a pasta ajuda: a um ministro dos negócios estrangeiros pede-se diplomacia, evidentemente. E não é muito exigente - especialmente num país como o nosso -  passando sempre ao lado das coisas que mais queimam.

Quero com isto dizer que a pacatez e a cordialidade deste peso pesado do PS, de que nenhum líder quer largar mão, é mais fruto das circunstâncias que do homem. Daí que ter comparado a Concertação Social a uma feira de gado não tenha nada de surpreendente. O que surpreende é que se tenha deixado apanhar. E logo pela TVI, onde não se consegue deixar de ver muito mais que uma simples pontinha de vingança.

Não me surpreende muito que o tenham obrigado a pedir a desculpa, e não me surpreende nada que a tenha pedido. O que a mim me surpreende mais é que tenha razão: aquilo é mesmo como uma feira de gado. Só que bem diferente daquelas de antigamente, feitas de muita arte e engenho. A arte de ver os dentes dos burros e o engenho para lhe aldrabar a idade!        

Não havia necessidade...

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Aí está o XXI governo. Novinho, pronto a entrar em funções logo que Cavaco entenda que ... pronto; acabou-se!

Não fossem Augusto Santos Silva e Capoulas Santos e diríamos que sim. Que era um governo capaz de não defraudar as expectativas. Assim, é mais difícil... São nomes que, por tão perto do pior que o PS lembra, deixam desde logo o PS muito longe do melhor a que está agora obrigado.

Relembrando o diácono Remédios: "não havia necessidade"...

PUGILISMOS

Por Eduardo Louro

 

Augusto Santos Silva, que tinha alguma fama de caceteiro e um bocado dado às causas do murro – quer dizer, da luta – não gosta de murros na mesa. Gosta mais de murros no estômago!

Assim que apanhou o Seguro a jeito não lhe poupou uma série de ganchos, com a direita e logo a seguir com a esquerda. Bem direitinhos ao estômago! 

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