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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

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Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Repugnante

Holanda nacionalizou quarto maior banco do país - Mundo - Correio ...

 

Alemanha, Áustria, Finlândia e Holanda estão prontas para assinar a certidão de óbito da União Europeia. Repugnante. Tal e qual António Costa chamou ao discurso do ministro das finanças holandês, o velho conhecido Dijsselbloem. Está de volta o tal nome impronunciável de um repugnante imbecil. E aldrabão, tanto quanto se diz...

Fim de semana quente

 

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Em contraste com o tempo frio e chuvoso do inverno que começa a apertar, este era um fim de semana de alta temperatura política aqui pela Europa.

Na Àustria, que antecipou em quase duas décadas o esgotamento do centrão que serviu de forma de governo à Europa do pós-guerra, e o reforço da extrema-direita, votava-se para as presidenciais. E temia-se pela eleição de Norbert Hofler, o candidato da expressiva extrema-direita austríaca, naquilo que vinha sendo prognosticado como a primeira presidência engolida pelo tsunami nacionalista e xenófobo que está previsto assolar a Europa neste ciclo eleitoral que se está a iniciar. Para já, e pela Áustria, não se confirmaram essas premonições: o novo presidente austríaco é Alexender Van der Bellen - que já havia sido o mais votado na primeira volta, em Maio -, um ecologista e um progressista.

Em Itália votava-se num referendo  (mal estruturado) para uma complexa revisão constitucional (não deve ser fácil conceber um modelo simples e eficaz de referendar alterações que mexem com mais de 40 artigos da Constituição) que o primeiro-ministro italiano resolveu simplificar transformando-o num simples plebiscito ao seu governo. Quando Renzi, há mais de quatro meses, anunciou que se demitiria se o "não" ganhasse, deixou tudo mais simples: afinal os italianos já não tinham que se preocupar muito se faz sentido (que não faz) que o Senado e a Câmara dos Deputados tenham o mesmo poder e façam a mesma coisa; ou se o sistema eleitoral deve facilitar a constituição de governos, favorecendo os grandes partidos (que, com 40% dos votos garantiam 54% dos lugares) para reduzir o incómodo dos pequenos - só tinham que dizer se queriam ou não aquele governo. 

E não quiseram... Tão claramente que Renzi nem precisou de muito tempo para declarar finito o seu governo.

Também aqui estamos perante o copo meio cheio. Está meio cheio se entendermos que os italianos simplesmente disseram que querem outro governo, e que acham que vivem bem com o sistema político com que sempre viveram. Isso é normal em Itália, habituada a mudar de governo como quem muda de camisa, sem que daí venha mal ao mundo. E a eles próprios, a oitava economia do mundo...

Mas o copo  já poderá estar meio vazio se a este se seguir outro, já colocado na agenda política pela maior parte da forças agora vitoriosas, para decidir a continuidade na União Europeia.

A Europa está de cabelos em pé. Será bom que respire fundo, reflita e corrija o rumo. Mesmo que se saiba que em Itália tudo é diferente. Que a Itália é diferente, tão diferente que nenhum outro país sobreviveria às condições em que tem crescido. E afirmado!

Um alívio que poderá não servir de muito

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A Europa estava em suspenso - ou se calhar nem estava - com a séria possibilidade de, na Áustria, ser eleito um nazi-fascista para a presidência da República. Encerradas as urnas, ontem, o candidato da extrema-direita, Norbert Hofer, era o mais votado. Faltava contar os votos por correspondência que, contados, parece que inverteram o resultado eleitoral, com o ecologista Alexander van der Bellen a ganhar com 50,01% dos votos.

Por um voto se ganha, e por um voto se perde - costuma dizer-se. Não terá sido por números muito diferentes que a Áustria escapou às garras da extrema direita que avança pela Europa fora. Ao que parece sem grande preocupação por parte da nomenklatura europeia. Longe vão os tempos em que a União Europeia ameaçava a Áustria de Heider. Ao conviver na paz dos anjos com os governos de extrema direita do leste europeu, o fundamentalismo neo-liberal europeu tudo tolera. Talvez nem estivessem assim tão preocupados com a chegada à presidência do sucessor de Heider.

Desta vez a Áustria escapou do manhoso Hofer. Por uma unha negra. Daqui a pouco está aí a França e a ainda mais manhosa Le Pen. E será bem mais complicado...

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