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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Fantasmas eleitorais*

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No domingo passado fomos a votos, e decidimos a quem entregar os destinos das nossas terras para os próximos quatro anos.

Para trás ficaram vitórias e derrotas, egos inchados e egos mingados, muitas campanhas sujas e negras, e poucas elevadas, limpas e dignas. E ficaram os cartazes. Todos, dos mais mal-amanhados aos mais bem conseguidos. Muitos, deprimentes. Outros – poucos – norteados pela criatividade e bafejados por algum bom gosto. Ficaram e por aí continuam. Por muito tempo, como mais um subproduto dos fantasmas eleitorais.

E muitos foram os fantasmas destas autárquicas. Uns derrubaram lideranças partidárias. Outros ficaram-se pelo seu papel natural, e limitaram-se a assustá-las. Outros ainda, reforçaram-nas.

Que o digam Pedro Passos Coelho, Jerónimo de Sousa ou Assunção Cristas…

Para quem esperava e anunciava o diabo, ser apeado por um simples fantasma, será certamente frustrante. Quem duvidava do caminho, assustado pelo fantasma, vai querer voltar para trás. Mas quem encontra um fantasma protector, que lhe tapa a miséria e lhe realça a graça, não o quer perder de vista e só quer que a festa dure.

Mas sempre e só fantasmas. Como em Loures, onde o fantasma não passou disso, ou em Oeiras, onde ganhou vida.

E, com tantos fantasmas, bem dispensávamos a fantasmagórica pegada ambiental que os cartazes deixam nas ruas e praças deste país, a apodrecer ao sol e ao vento. Como não vamos lá pelo civismo, teremos que lá chegar pela força da lei: para quando uma lei a obrigar a limpar o lixo eleitoral em tempo higiénico?

 

* Da minha crónica de hoje na Cister FM

Passos explicou-se. Não precisava...

 

 

Passos Coelho lá acabou por anunciar o inevitável. Dando umas no cravo e outras na ferradura, Passos lá explicou o que não precisava de explicação. 

E lá disse que os resultados afinal não tinham sido assim tão maus. Que os do Partido Comunista tinham sido piores, e não se passava nada... E que continua convencido, nas suas convicções... E que não esperava nada disto. Que foi uma surpresa.

Só lhe faltou dizer que faria de novo tudo na mesma. Provavelmente esqueceu-se!

As extraordinárias vitórias de Medina e Cristas

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Muito se tem discutido sobre a forma como os nossos jornais e as nossas televisões começaram a virar as costas ao jornalismo, como passaram a tratar a notícia. Diz-se que é uma questão de desinvestimento, por falta de retorno financeiro. Que, por falta de retorno, os media não estão dispostos investir no tratamento sério da notícia, não estão dispostos a alocar-lhe os necessários recursos financeiros e humanos. Que o jornalismo desapareceu e se deixou tomar pelas redes sociais. Que a notícia foi substituída pelo boato, travestida de fake news. 

Os jornalistas acabaram por ficar preguiçosos e incompetentes. Mesmo quando fazer a notícia não custa nada, quando está tudo ali à mão e só é preciso olhar e ver, o jornalismo, preguiçoso e incompetente, segue o caminho mais fácil bem encarneirado na fila. Só assim se compreendem as notícias das extraordinárias vitórias de Medina, em Lisboa, e de Cristas, no país. 

 

Começou a campanha eleitoral. Quem diria?

 

 

Provavelmente muita gente fica surpreendida ao saber que arranca hoje a campanha eleitoral para as autárquicas. Mas é verdade. O que se tem visto por aí, e o que por muito lado se anda há seis meses a ver, não é oficialmente campanha eleitoral. É pré-campanha!

Enfim...

Perguntar-se-á: o que é muda?

Pouca coisa. Vêm "os tempos de antena", que dão um jeitão, em especial às rádios. E os líderes partidários e as respectivas cortes passam a percorrer freneticamente o país, sempre com as televisões atrás. O que faz toda a diferença.

Na pré-campanha, o que do Portugal profundo chegava ao grande público eram cartazes pitorescos, um festival de erros de português, ou habilidades linguísticas na exploração de nomes mais exóticos, de pessoas ou de localidades. Agora, na campanha, o que nos chega desse Portugal profundo é o discurso inflamado dos diferentes líderes partidários, a falar de tudo o que lhes interessa falar ... para as televisões. Estão ali, no meio das populações onde nunca põem os pés, mas não são elas que lhe interessam. Não falam para aquelas dezenas ou centenas de pessoas que ali têm à frente, mas para os milhões que estão à frente das televisões. Não conhecem um problema daquela realidade, nem uma única medida do programa do candidato que ali os traz.

Ver Jerónimo de Sousa em Mal Lavado (1) a exigir 25 dias de férias, Passos Coelho em Pedaço Mau (2) a dizer que é a ele que se deve a saída do lixo, António Costa garantir em Pé de Cão (3) que vai baixar a dívida pública, ou Catarina Martins na Cama Porca (4) dizer que, sim senhor, teria ido muito mais além que o primeiro-ministro, não é menos deprimente que prometer uma cidade com vaginas gratuitas.

Nem a Cristas, mesmo sem sair de Lisboa, escapa. E é vê-la na Penha de França, entre uns pulos e uns beijinhos, a desafiar o governo a entregar o Orçamento antes da data a que está obrigado. Mas essa tem desculpa: é dois em um, e tem que ter sempre um pé em cada lado. Em que se sente peixe na água...  

 

(1) Beja

(2) V.N. Famalicão

(3) Torres Novas

(4) Alhandra

Sem mãos a medir

 

 

 

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É estranho que a anterior número 2, e agora cabeça de lista do PSD, pretenda renovar o seu mandato de vereadora à Cãmara de Lisboa, em que sistematicamente falhou as suas obrigações.

Não dará para reconhecer grande vocação autárquica a quem tanto se borrifa para as responsabilidades assumidas na autarquia. É certo que, como já alguém do partido se apressou a vir esclarecer, a senhora não só faltou até agora a 91 reuniões, nem participou apenas em 5 das 27 dos últimos 6 meses, por ter estado de férias nas Caraíbas. Falhou porque tinha funções muito importantes para a país a desempenhar na Assembleia da República.

Esclarecido, portanto. A senhora não tem mãos a medir com tanta obrigação. Só não percebemos por que é que, então, não se deixa a senhora nas suas importantíssimas  - para o país, claro - funções de deputada. Por que é que se há-de continuar a obrigar a senhora a faltar às obrigações para que vai ser eleita?

A natureza é muita injusta para os cordeiros nesta época da Páscoa. E até para os coelhos...

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