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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

De morrer a rir

            capa Correio da Manhãcapa Públicocapa Jornal de Notícias

 

Hoje é notícia as buscas no Montepio, e muitas das irregularidades apontadas a Tomás Correia que têm barbas. Créditos sem garantias, fraudes em aumentos de capital e ... José Guilherme, que deu prendas a Ricardo Salgado com dinheiro que foi buscar ao Montepio. E é notícia que o governo se prepara para injectar no Novo Banco os últimos 1.400 milhões de euros. Sabíamos que o Orçamento que ainda está por aprovar contava com metade disso, mas parece que a ideia do governo é acabar com isto, e entregar de vez tudo o que, à luz dos brilhantes negócios daquele Sr Sérgio Monteiro, de que já ninguém fala, ainda falta para que a Lone Star venda o Banco, ganhe muito dinheiro e morra a rir de nós todos. Como riu Berardo e anda certamente a rir José Guilherme há uma porrada de anos.

Porque isto é mesmo de morrer a rir...

Intrujices

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No dia a seguir ao Natal as notícias costumam ficar-se pelo rescaldo das festividades e pelos números – sempre dramáticos - da operação da brigada de trânsito da GNR. Desta vez poderiam passar ainda pela mensagem natalícia do primeiro-ministro, exclusivamente dedicada à Saúde, até porque as cheias já aconteceram há muito tempo, e são assunto arrumado pelo ministro do Ambiente, e entrar directamente na intrujice.

Mas como intrujice é coisa que por cá não falta, a notícia do dia foi outra. É revelada por um jornal diário e diz que um banco pagava 2 mil euros por mês à mulher do seu presidente, que não era funcionária nem prestava qualquer serviço ao banco.

O rumor correu muito tempo pelos corredores do banco, e acabou por chegar ao Banco de Portugal. O banqueiro, que primeiro se achava apenas vítima de perseguição e de calúnia anónima, viria a confirmar tal situação numa carta, justificando que esse era o preço a pagar à mulher pela estabilidade emocional que lhe garantia, indispensável ao seu bom desempenho. Que a mulher era o seu fator de equilíbrio, que era professora e abandonara a profissão para se dedicar em exclusivo à tarefa de velar pelo seu equilíbrio emocional, e que tinha colocado essa condição quando tinha aceitado a presidência do banco.

No que toca a remuneração de banqueiros já nada nos surpreende. Estamos habituados a tudo, de remunerações milionárias a pensões pornográficas. E normalmente perdoamos-lhe tudo, mesmo quando acabamos por perceber que afinal somos nós sempre a pagar isso tudo.

Só que a “estória” não acaba aqui. O homem terminou o seu mandato, bem-sucedido certamente, e foi no mês passado reeleito para um segundo. A circunstância motivou uma entrevista a uma estação de rádio e a um jornal durante a qual, questionado sobre a subvenção da mulher, negou tudo. Negou o que afirmara por escrito e até que o tivesse feito,  e garantiu mesmo que a mulher era professora e que nada tinha a ver com o banco. 

Apanhado, não deu mais respostas. E foi então fonte oficial do banco a vir a público garantir que o seu presidente se referira apenas à situação no seu atual mandato.

É isto. São estas as elites que temos… e é nesta intrujice que vamos vivendo. E parece que já nem se pode dizer que a falta de vergonha desta gente é uma vergonha. Mas é mesmo!

 

 

Livre concorrência por memória. Ou para memória?

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Apetece dizer: até que enfim!

Até que enfim, que alguém neste país ousou afrontar a banca. Habituados a ver o país pôr e a banca dispor, habituados a que nada falte aos bancos, sempre com todos os cuidados, não vão eles constiparem-se, é com surpresa que vemos a Autoridade da Concorrência puni-los (14 bancos, ao todo) sem dó nem piedade - mais de 225 milhões de euros de coimas - por cartelização do mercado no crédito à habitação, no crédito ao consumo e no crédito a empresas. Durante uma década, que já terminou há quase outra...

Pois! Já ninguém se lembra. Os decisores já são outros, as administrações já são outras, e até, na sua maioria, são já outros os bancos. Não serve de atenuante, mas serve de reclamante...

Qualquer dia, lá para daqui a uma década, é bem possível que a Autoridade da Concorrência comece a desconfiar das gasolineiras... 

Notícias (d)e tempo

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"Durão Barroso goza férias milionárias".

"Porshe comprou a SIVA por 1 euro".

São duas notícias. A primeira data de 2003. A segunda, de hoje mesmo. Há 16 anos a separá-las...

16 anos é muito tempo... Às vezes, nem isso. É apenas muito dinheiro!

Há 16 anos Durão Barroso e a família iam passar férias com um amigo, que se deslocava num Falcon, que tinha uma ilha no Brasil, e que na Argentina tinha uma fazenda com a àrea do Alentejo. Hoje, o negócio que lhe alimentava a fortuna, que se limitava a importar, e distribuir através de uma rede de concessionários, por todo o país, apetecíveis automóveis das marcas Volkswagen, Audi, e Skoda, foi entregue aos alemães da Porshe, também donos das fábricas que produzem os automóveis que o negócio importa. E que para o negócio importam. Por 1 euro, mas porque os bancos perdoaram, para já e para as primeira impressões, 116 milhões de euros. Mas perdoarão mais, se for necessário...Trocos, pouco mais que isso, se comparado à banhada de Berardo. Nove vezes mais dinheiro. Mas muito menos tempo!

Da ilha no Brasil, e da fazenda do tamanho do Alentejo, na Argentina, não há notícias... E o Falcon já deve ter encontrado destino há algum tempo...

Sabemos e não podemos ignorar

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Surpreendentemente, o Relatório da auditoria da Ernst & Young à gestão da CGD nos primeiros 15 anos deste século acabou nos jornais. Por obra e graça da Joana Amaral Dias, que começou por divulgá-lo no domingo à noite na televisão que lhe paga, antes de o entregar aos jornais.

Apesar de todas as enormidades reveladas, da dimensão pornográfica do buraco, e da chocante revelação que mais de mil milhões de euros foram derretidos em crédito concedido contra a opinião das comissões de avaliação de risco do crédito, nada disto é grande novidade. Já toda a gente sabia que tinha sido assim, e nem os nomes na lista dos maiores "caloteiros" são novidade. Toda a gente já tinha falado deles!

A única coisa nova é a própria divulgação pública deste Relatório. Se não tivesse sido divulgado tudo ficaria na mesma, como sempre ficou no passado. É que, com esta divulgação pública, sabemos, e  não podemos ignorar!

Sabemos, e não podemos ignorar, quem foi quem. Quem foi que roubou ao país milhares de milhões de euros em proveito próprio. Quem foi que se locupletou com prémios de gestão por resultados falsificados por crédito irrecuperável. Quem foi que durante mais de 10 anos deixou passar isto na auditoria às contas. Sabemos, e não podemos ignorar, que eles andam aí... E eles sabem, e não podem ignorar, que nós sabemos!

O negócio dos bancos também é palavras

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Foi notícia na semana passada que o Novo Banco e o Millennium BCP perdoaram ao Sporting 94.5 milhões de euros de dívida, o que deixou os portugueses - admito que à excepção de grande parte dos sportinguistas, todos os que põem a clubite acima de tudo - de cabelos em pé. É que, se o Millennium BCP é um banco privado, e que já pagou o que pediu ao Estado na hora das maiores aflições, do BES e do Novo Banco é o que se sabe... A conta já vai em 10 mil milhões de euros, e ainda este ano, mesmo depois de vendido, leva mais 800 milhões do orçamento do estado!

Foi também notícia que, interpelados pela comunicação social, nenhum dos dois bancos se dignou a tocar no assunto. Isto é, dois bancos deitaram fora quase 100 milhões de euros e acharam que não deviam explicações a ninguém. 

Já esta semana - anteontem - na apresentação dos resultados trimestrais do MBCP, Nuno Amado, o CEO cessante, questionado directamente, limitou-se a responder que só teve por objectivo defender os interesses do banco, que não tem vocação para participar no capital dos seus clientes. E que, devolver por 30 cêntimos ao Sporting cada VMOC por que tinha pago 1 euro, ter pago 135 milhões de euros e receber de volta (sabe-se lá quando) 40,5,  era um racional acto de gestão. Que é melhor perder mais de 70% da dívida (sim, ainda há os juros), mas receber alguma coisa, que não receber nada por um activo no Balanço.

À boa maneira do nosso jornalismo, a resposta serviu e não se falou mais nisso. Ninguém se lembrou de perguntar por que razão, então, o Banco subscrevera as VMOC´s.

É que, como o próprio acrónimo indica, trata-se de Valores Mobiliários Obrigatoriamente Convertíveis. Isto é, trata-se de uma categoria de obrigações que, no vencimento, é obrigatoriamente convertível em capital. Mas o negócio do BCP - e o do Novo Banco, onde certamente António Ramalho fará sua a resposta de Nuno Amado, porque nestas coisas os banqueiros são todos muito iguais - não é entrar no capital do que quer que seja...

O negócio dos bancos também é palavras. E algumas são proibidas: default é delas! 

 

 

Ler os outros: "Não tens nada que agradecer, Sporting"

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A ler o João Mendes, no Aventar:

"Nunca falta dinheiro para salvar bancos. Nunca. Pode faltar na Saúde, na Educação, na Acção Social ou na Cultura, mas para salvar bancos, o que muitas vezes significa assumir calotes de devedores multimilionários que, pela posição que ocupam, poucos ousam incomodar, nunca falta um cêntimo.

De igual forma, nunca falta nos bancos dinheiro para salvar clubes de futebol. Pode faltar para as famílias, pode faltar para as empresas de outros sectores de actividade, mas para salvar clubes de futebol, o que muitas vezes significa assumir os custos de operações que, por mero acaso do destino, encheram os bolsos de meia-dúzia de agentes e dirigentes desportivos, também não falta um cêntimo que seja.

Desta vez foi o Sporting. Podia ter sido o Porto ou o Benfica, pois também eles receberam as suas borlas no passado. Uns mais que outros, é verdade, mas nenhum com grande motivo para reclamar. Mas desta vez foi o Sporting. O BCP e o Novo Banco, falido e mantido a respirar com o dinheiro dos contribuintes portugueses, perdoaram quase 95 milhões de euros de dívida que o Sporting tinha para com estas duas instituições bancárias. Reestruturaram-lhe a dívida, prática considerada profana num passado não muito distante.

Os dois bancos, tal como o Banco de Portugal, recusaram responder às perguntas dos jornalistas da SIC. Compreende-se: não é fácil de explicar. Principalmente quando um dos mecenas é um banco intervencionado pelo Estado, supostamente a parte boa que sobrou de um atentado terrorista contra os portugueses e contra as finanças públicas do país, onde só este ano iremos enterrar qualquer coisa como 800 milhões de euros. Num país onde existem crianças a fazer quimioterapia nos corredores do Joãozinho. Não tens nada que agradecer, Sporting".

"Qual é a parte do não há dinheiro que não percebem"?

Capa do Jornal de Notícias

 

Quando no governo "somos todos Centeno" - o ministro da saúde só poderá ficar na História por esta expressão, porque na sua pasta os seus feitos são defeitos - a versão fofinha do "qual é a parte do não há dinheiro que não percebem", as gentes e os agentes do teatro reclamam do Orçamento. Do mesmo Orçamento tão generoso para Novo Banco, que até já lá tinha 800 milhões milhões, quando parece que até só é preciso metade. Dos orçamentos do défice estragado pela Caixa Geral de Depósitos (mais 4,5 mil  milhões sem dizer a ninguém porquê nem por quem), ou dos orçamentos de bolsos abertos para os colégios privados sobrelotados de ex-governantes e decisores políticos amantes de bons carros e melhores vinhos.

O preço da genialidade

 

 

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Foram ontem, finalmente, apresentadas as contas do Novo Banco. Sem surpresa, mais 1,4 mil milhões de prejuízos. Porque a "herança" de Ricardo Salgado, que Carlos Costa nos transmitiu, é pesada e a Lone Star não vai em conversas.

É curioso como, no mesmo dia em que o Novo Banco nos apresenta o que desejamos seja a última factura, se ouviu, na assembleia geral que aprovou as contas de 2016 e 2017 da Mutualista do Montepio, Tomás Correia garantir com toda a convicção que “ao serem aprovadas as contas, a Associação Mutualista Montepio sai do ciclo de crise mais preparada do que estava no período que a antecedeu, com rácios de capital que lhe conferem solidez e confiança para o futuro”.

Genial! Com uma simples habilidade contabilística, sem um tostão, Tomás Correia tira a dona do  Montepio da crise econfere-lhe a solidez que projecta confiança e futuro. 

Foi com estes génios financeiros que aqui chegamos. Estranhamente continuam por aí!

"É tão bom, não foi?"

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O menor défice da democracia (0.9%), conseguido à custa da maior receita de impostos (que não necessariamente da maior carga fiscal, como alguns pretendem) e das maiores cativações dos últimos largos anos, chegou para acomodar mais uma factura da banca - desta vez de 4,5 mil milhões de euros, da CGD - sem que o país furasse o tecto do défice excessivo, garantido que já estava que a UE não a consideraria para efeitos de procedimento.

Uma coisa é a política, outra é a matemática. Politicamente, o governo tinha conseguido que a UE não considerasse o "envelope" da Caixa para procedimento por défice excessivo. Mas, nas contas, esse envelope não tem outro sítio para onde ir se não para o défice. Por saber isso é que Mário Centeno apertou por todo o lado!

Por isso o governo fica sozinho a celebrar um défice muito abaixo de todas as previsões, numa espécie de "é tão bom, não foi?"... Por isso, porque sabemos o que as cativações nos têm custado e quanto nos custa pagar os impostos que pagamos, temos que deixar o governo a festejar sozinho. Porque não somos capazes de esquecer que, nos últimos 10 anos, já demos mais de 17 mil milhões para o peditório dos bancos. Nem que, como aqui repetidamente se diz, o dinheiro nunca desaparece. Apenas muda de mãos! 

 

 

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