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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Os deveres de Estado e o estado dos deveres

 

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O presidente Marcelo foi a Barcelona sem autorização do Parlamento (sim, o Presidente da República precisa de autorização parlamentar para se ausentar do país). O primeiro-ministro também foi, mas esse pode sair quando quiser. 

Participaram ambos na missa na  espantosa catedral da Sagrada Família, de homenagem às vítimas do atentado nas Ramblas. Não terá sido a primeira vez que António Cosa tenha ido à missa. Nem a última, certamente...

Barça, naturalmente...

Por Eduardo Louro

 

 

Justificando o favoritismo o Barça ganhou á Juve e conquistou a Champions. A quinta da sua história na competição, uma história que começou em 1961, justamente quando disputou, e perdeu, com o Benfica a sua primeira final. Uma história que só começou a conhecer a glória das vitórias há pouco mais de 20 anos…

Foi um grande jogo de futebol como, com Iniesta, Xavi – em jogo de despedida -, Messi, Neymar, Suarez e Companhia, de um lado, e Buffon, Pirlo, Pogba, Tevez, Morata e Companhia, do outro, teria de ser. Grandes jogadores dão grandes espectáculos de futebol. Vale a pena carregar ali em cima e ver o primeiro golo, logos aos 4 minutos…

Ganhou o Barcelona, como ganhou tudo o que este ano tinha para ganhar. Porque é de novo a melhor equipa de futebol do planeta. Sem precisar dos golos de Messi: três, e nenhum da sua estrela maior. Se não é inédito, não estará muito longe…

 

Super clássico

Por Eduardo Louro

 

Foi um grande jogo, o super clássico espanhol. O Real Madrid foi melhor durante um pouquinho mais que metade do jogo. Na outra metade - um pouco menos - o Barça foi melhor. 

Só que quando o Real foi melhor, não foi apenas melhor. Foi muito melhor, e criou oportunidades para resolver logo ali o jogo. Não foi feliz, sofreu o primeiro golo quando já era claramente superior. Empatou (Cristiano Ronaldo), e fez ainda um segundo golo (Bale), mal anulado.

Continuou no mesmo ritmo depois do intervalo. Só que, á beira dos 10 minutos, um passe de 70 metros do Dani Alves isola o intratável e quesilento Luiz Suarez - se este tipo pensasse apenas em jogar a bola seria um grande jogador, talvez mesmo a valer o que o Barcelona pagou para o contratar, assim não passará de um arruaceiro que joga bem à bola - que, com uma recepção de génio e um remate feliz, fechou o resultado e mudou o jogo. O Real sentiu o golo, e a partir daí o Barça foi melhor. Até ao fim!

 

 

 

PASSAGEM DO TESTEMUNHO

Por Eduardo Louro

 

O Barcelona voltou a ser cilindrado pelos alemães do Bayern de Munique, desta vez em pleno Nou Camp, aos olhos incrédulos dos seus adeptos. Habituados já a ficar à porta da final – apenas por duas vezes nos últimos cinco anos lá chegaram – não esperavam que fosse desta maneira. Primeiro tinha sido o Inter, de Mourinho, a fechar-lhe a porta. Depois, há um ano, o Chelsea. Ambos – que, curiosamente, viriam a erguer o mais apetecido troféu de clubes - à custa do autocarro, de uma estratégia de jogo ultra defensiva que, em última análise, revelavam inequívoca vassalagem à superioridade da equipa de Messi, Iniesta e Xavi. De Guardiola!

Para os adeptos, não é a mesma coisa que a sua equipa seja afastada dos títulos por adversários inferiores, que aceitam, sem questionar, a sua superioridade ou por um adversário que acaba de exibir uma superioridade incontestável. Os adeptos que enchem sempre Camp Nou simplesmente viram que era o Bayern a jogar o futebol que a sua equipa queria jogar. Mas que não podia!

Mais do que à inversão dos papéis, assistiu-se à passagem do testemunho. O Barcelona entregou ao Bayern, em pleno Camp Nou, no coração do orgulho culé, o seu estatuto de maior equipa de futebol dos últimos anos. Uma passagem do testemunho com um simbolismo indisfarçável: o Barcelona deixa de ser o melhor quando perdeu Guardiola; o Bayern passa a ser o melhor quando ainda vai receber Guardiola!

Gary Lineker, que apesar de ter sido um grande jogador de futebol, e um dos maiores símbolos do fair-play, arrisca-se a ficar mais conhecido como criador de máximas do futebol - é sua, a mais célebre definição de futebol: onze contra onze e no fim ganham os alemães – dizia, no fim do jogo de Munique, que Guardiola fazia muita falta a uma daquelas duas equipas, e que uma não era o Bayern.

Assim é. A saída de Guardiola apressou o fim do ciclo do Barcelona. E este super Barça acaba por passar pelo ciclo de domínio das equipas que marcam uma era, com apenas dois títulos europeus. Dois títulos nos cinco anos da sua era - como acontecera com o Benfica na sua era de sessenta – é muito pouco. Tão pouco que é igualado por equipas que nunca atingiram esse estatuto, como o Nottingham Forrest, de que hoje ninguém se lembra. Ou mesmo como o Inter de Milão, que não sendo o ilustre desconhecido da terra de Robin dos Bosques, também os conquistou sem ter marcado uma era. Longe pois do Real Madrid, do Milan, do Liverpool, do Ajax ou do mesmo Bayern que, das suas eras, e eventualmente sem terem atingido o mesmo esplendor, tiraram bem maiores dividendos. 

ESCÂNDALO NA CHAMPIONS

Por Eduardo Louro

 

O Barcelona, para muitos a melhor equipa de futebol de todos os tempos, foi massacrada em Munique. Destroçada e humilhada pelos alemães do Bayern: quatro a zero, e podia bem ser pior!

As estrelas não se chamaram Messi - andou por lá a camisola 10, mas só isso - Iniesta ou Xavi. Chamaram-se Roben, Ribery e Muller, e fizeram gato sapato deste Barcelona. Que teve bola, como sempre, mas sem sequer a conseguir transportar. A uma deficiente condição física, agravada por um relvado propositadamente encharcado, juntou-se uma condição psicológica ainda mais baixa e um treinador mumificado, que nunca percebeu o que lhe estava a acontecer.

E pronto, Heynkes - para mim, a par de Artur Jorge, o pior treinador da História do Benfica, que pôs o João Pinto na rua - que se dava como irremediavelmente perdido para a alta roda do futebol, deixa um testemunho bem pesado a Pep Guardiola. Leva o Bayern a duas finais consecutivas da Champions. E parece que, ainda antes de percebermos como perdeu a do ano passado, para o Chelsea, já todos percebemos como irá ganhar esta!

Ah! Já que se fala tanto de árbitros... É que o de hoje, o Sr Kassai, uma espécie de Pedro Proença da UEFA, deixou dois penaltis por marcar e validou dois golos irregulares. Mas não foi por isso que o Barcelona saiu hoje de rastos de Munique!

O SUPER CLÁSSICO

Por Eduardo Louro

 

O jogo que de há uns anos a esta parte se transformou num clássico planetário, mobilizando paixões por todo o mundo, teve hoje mais uma edição. Desta vez em Barcelona, e servia para apurar um dos finalistas da Taça de Espanha, por lá chamada de copa do Rei. Mas isso é sempre o que menos importa!

Importa o jogo e as emoções que desperta, importa o resultado e …importam Cristiano Ronaldo e Messi!

O Real Madrid ganhou por 3-1, e porque tinha empatado em Madrid (1-1), há cerca de um mês, irá disputar a final. O Barcelona continua sem conseguir ganhar ao rival de Madrid, nesta que é claramente a pior do Real de Mourinho: não deixa de ser curioso que é na sua pior época que a equipa de Mourinho se superioriza claramente ao Barcelona.

E se o jogo acabou em 3-1, o duelo especial entre C. Ronaldo e Messi acabou em goleada. Das antigas: dez a zero para o CR7!

O Cristiano Ronaldo, o único jogador a marcar sempre em Camp Nou, marcou dois golos – os decisivos primeiros dois (Varane, o francês de 19 anos que é já um dos melhores centrais do mundo, e que já fora decisivo no jogo de Madrid, marcou o terceiro) –, manteve sempre a defesa catalã em pânico, atacou, defendeu, construiu e marcou… Messi, não fez nada. Rigorosamente!

E sábado há mais. Dizer que será um jogo diferente não é mais que um lugar-comum. Dizer que será um jogo sem história, é blasfémia. É um jogo para o campeonato, que o Barça tem no bolso e que para o Real já não conta. Surge na véspera de dois jogos decisivos para ambos na Champions – se o Real se desloca a Manchester com necessidade absoluta de ganhar, parte com um empate a um golo, tal e qual como no jogo de hoje, o Barcelona recebe o Milan obrigado a recuperar de uma derrota de 0-2 – mas pensar  que as duas equipas o abordem em regime de poupança, é desconhecer o que é este super clássico.

São jogos que cansam só de ver. Não há volta a dar-lhe!

UMA ESPREITADELA À BOLA AQUI DO LADO

Por Eduardo Louro

 

Caprichos do calendário da Liga de Futebol Espanhola colocaram hoje frente a frente as duas principais equipas de Madrid e Barcelona: o Real recebeu no Barnabéu o Espanhol de Barcelona – penúltimo classificado – e o Barça recebeu em Camp Nou o Atlético de Madrid.

Em Madrid, o super favorito Real empatou (2-2), prosseguindo a série mais negra de Mourinho e despedindo-se definitivamente do título. Limitou-se a jogar dez minutos – os primeiros da segunda parte – ao nível que lhe é exigido, e por isso não mereceu ganhar um jogo em que se viu a perder no primeiro remate do adversário, que teve a felicidade de empatar no último minuto da primeira parte e de chegar ao segundo golo logo no arranque da segunda. Aos dez minutos da segunda parte os merengues acharam que já tinham feito o suficiente. Correu mal!

Quem assistiu aos primeiros trinta minutos do jogo do Camp Nou convenceu-se que os colchoneros eram capazes de quebrar a invencibilidade dos culés. O Atlético dominava o jogo, Falcão enchia o campo e, mesmo no final desse período, à terceira oportunidade – depois de um remate de cabeça a um poste e de um remate a rasar o outro, isolado frente ao Valdez - o colombiano maravilha abria o marcador. Do Barcelona nem sombra, apenas as camisolas!

Durou cinco minutos a vantagem. O brasileiro Adriano, hoje a jogar a lateral direito, no que foi o primeiro remate da equipa, empata com um golo tão espectacular quanto improvável. Depois seguiram-se 10 minutos à Barcelona: sem jogar bem, mas sem que os madrilenos pudessem sequer respirar. No fim dos quais, já no último minuto da primeira parte, surgiu o segundo golo: na sequência de um canto e na segunda oportunidade.

Ainda dentro do primeiro quarto de hora da segunda parte, Messi, na primeira vez que lhe foi dado espaço para rematar, fez o terceiro golo. Siemeone, percebeu que o tempo não voltaria para trás, e que a equipa fora engolida após o golo do empate, e que o melhor mesmo era evitar males maiores. Reforçou o meio campo, abdicou do ataque e o jogo estabilizou naquele habitual e entediante domínio do Barcelona. E Messi ainda faria mais um!

Ainda se não chegou ao Natal e em Espanha já se sabe quem é o campeão. Com este futebol do Barcelona nunca se pode dizer que a equipa joga mal, mas a verdade é que também se percebe que não joga assim tão bem. Mesmo assim, mesmo sem entusiasmar, é de uma eficácia única, com a equipa a bater todos os recordes e, como se gosta de dizer por cá, a poder encomendar as faixas!

 

OPORTUNIDADE ÚNICA

Por Eduardo Louro

 Barcelona v Benfica Champions League 2012/13

O Benfica começou e acabou o jogo de Camp Nou - que tinha de ganhar para, sem estar dependente do resultado de Glasgow, continuar na Champions – a desperdiçar oportunidades de golo. Pelo meio, na primeira parte, foi tempo de marcar uma grande superioridade sobre aquele Barcelona que tinha pela frente e de enjeitar mais três ou quatro oportunidades claras e, na segunda, de criar e falhar mais uma oportunidade de golo, de se assustar com a entrada de Messi, de se encolher com a entrada de Piqué, de rebentar fisicamente e de suspirar de alívio com a lesão de Messi.

Quer dizer, o Benfica jogou bem durante toda a primeira parte, durante a qual podia e devia ter matado o jogo, frente a um Barcelona com apenas três ou quatro dos seus principais jogadores e sem nenhuma das suas superlativas vedetas. E percebeu-se que o fez à custa de um enorme esforço físico, que viria a pagar na segunda parte, quando teve de partir para o assalto final - nos últimos nove ou dez minutos em que o Barcelona, pela lesão de Messi, jogava com dez – já sem pólvora.

Jorge Jesus, no seu jeito sem jeito nenhum, perguntava ao entrevistador no final da partida se ele tinha visto alguma equipa jogar em Barcelona como o Benfica acabara de fazer. Não lhe respondeu, mas a resposta é claramente não. Mas também ninguém viu qualquer outra equipa jogar contra aquela equipa do Barcelona, que confirmou o que toda a gente já sabia: que são os melhores jogadores que convocam o melhor futebol. O soberbo futebol do Barcelona só o é quando executado pelos jogadores soberbos que constituem a sua equipa principal de futebol, onde não surgem corpos estranhos. Quando assim não é, o passe e a recepção já não são a mesma coisa, e a bola olha para aquelas camisolas e acha estranho!

Para nós, benfiquistas, este foi um jogo atípico e talvez único. Partíamos com a convicção clara de que só um milagre nos poderia garantir a continuidade na maior prova do futebol mundial. Começou o jogo e ficamos à espera do golo que se anunciava repetidamente. Esperamos até desesperar. Por momentos passamos a admitir que ele acabaria por surgir mas na baliza errada, e que nem o empate de Glasgow nos valeria. Por fim, desfeito – através de um penalti muito estranho - o empate em favor dos escoceses que fazia a vontade a Messi, quando era preciso um último fôlego para tentar fazer em poucos minutos o que não fora feito numa hora, percebemos que a equipa, mesmo querendo, já não podia…

Mas lá que foi uma oportunidade única e irrepetível de ganhar em Camp Nou, lá isso foi… E que foi o Benfica que, este ano, se afastou a si próprio da Champions, lá isso foi. E não foi apenas por este jogo de hoje…

Mas pronto: que venha então a Liga Europa. Há quem diga que é para ganhar! E por que não?

MANTA CURTA

Por Eduardo Louro

 

Não é fácil jogar contra o dono da bola. Nunca o foi, nem nunca o será!

Mesmo assim, sabendo que seria difícil, não deixaria de ser uma noite especial. De gala, mesmo!

Não é todos os dias que se recebe em casa tanta gente tão ilustre, mesmo que seja gente como esse mau feitio de quererem a bola só para eles. Valeu pela primeira parte, onde o Benfica esteve genericamente bem. A equipa estava organizada, criou oportunidades, rematou mais e com mais perigo que o Barcelona e, apesar de ter sofrido o golo muito cedo – logo aos 6 minutos – nunca se desequilibrou. Apenas por dois breves momentos – a meio da primeira parte e já nos instantes finais – se sentiu a equipa perdida. E teve boas exibições individuais, como foram os casos de Matic, Enzo Perez, Sálvio e Gaitan!

Percebia-se, é certo, que faltava manta. A equipa queria pressionar o Barcelona logo à saída da defesa – sem dúvida que a forma mais eficaz de enfrentar este adversário – mas percebeu-se logo que, fazendo-o, deixava as costas desprotegidas por onde, vencida a primeira barreira, surgiam em alta velocidade e em contra ataque jogadores como Messi, Fabregas, Pedro ou Alexis. Era isso: se tapava a frente – a cabeça – destapava os pés!

A consequência dessa falta de manta foi a opção de defender mais atrás, com as possibilidades de recuperar a bola a deslocarem-se para zonas mais atrasadas do terreno e, aí, com mais probabilidades de a voltar a perder sem chegar a zona de finalização.

A segunda parte foi bem diferente. O jogo piorou, muito porque o Benfica piorou. Em razão do segundo golo do Barcelona ter chegado bem cedo, logo aos 10 minutos, mas também porque Carlos Martins - que substituiu Bruno César ao intervalo - nunca entendeu bem o jogo que tinha para jogar. A equipa, mesmo sem que nunca tenha caído no abismo, foi perdendo bola e discernimento, acabando envolvida em quezílias dispensáveis, que valeram a expulsão de Sergio Busquets e bem poderiam ter valido a de Matic.

Nada está perdido mas, com a vitória do Celtic em Moscovo, as contas poderão complicar-se. Não por este resultado de hoje, mas pelo da primeira jornada, há quinze dias em Glasgow. Aí é que o Benfica podia e devia ter ganho, ficando claro que apenas o não fez por falta de ambição!

Um lamento pela lesão de Pujol. Um grande capitão e um grande profissional que irá ficar afastado dos relvados por mais algum tempo. Quando acabava de regressar de uma segunda lesão neste início de época…

O "ACONTECIMENTO MUNDIAL" DO DIA

Por Eduardo Louro

 

Não admira que Real Madrid e Barcelona consigam transformar um simples jogo de futebol num acontecimento mundial!

Chegam e partem árabes e russos, a despejar milhões por todos os cantos. A Espanha afunda-se na sua e nossa crise mas, indiferentes a tudo isso, estes dois colossos tomam conta do mundo!

Ainda se não tinham atingido os 30 minutos deste acontecimento e os nossos olhos viam um Barcelona à beira do KO e um Real Madrid a mandar a crise para as ortigas, disposto à vingança final: ganhava por dois a zero, Valdez tinha evitado outros três golos e Adriano – já com a cabeça em água e a jogar no lugar de Dani Alves – tinha evitado outro, derrubando Ronaldo, que seguia isolado para o golo. Expulso, o Barça ficava com 10. À meia hora, naquele filme de imensa superioridade madrilista, e com mais um em campo, a coisa só podia acabar mal para os blau grana

Esquecemo-nos que quem joga com Messi nunca joga em inferioridade numérica, como já nos tínhamos esquecido que quem tem jogadores como aqueles que jogam de branco nunca pode estar em crise. Que quem tem Messi, e Iniesta, e Xavi, e Pedro ... nunca cai sem se levantar!

Ao minuto 45 Messi avivou-nos a memória: livre à entrada da área, barreira bem colocada, mas a bola saída dos seus pés resolve ir dar uma curva e aproveitar para entrar na baliza de Casillas. Sem qualquer hipótese…

Nos dois minutos de compensação dados pelo árbitro foi ainda Cristiano Ronaldo – que fizera no seu golo, o segundo, aquilo com que eu sonhava todas as noites quando jogava à bola (bem, na verdade, no meu sonho, o meu remate era imediato, sem deixar a bola cair depois daquele calcanhar) – a querer lembrar a Messi que também lá estava, como se ele não o soubesse bem. Um remate fabuloso, com a bola a bater nos painéis publicitários e a regressar ao campo, dando a ideia de ter sido devolvida pelo poste direito. E Di Maria, também próximo do golo.

A segunda parte veio quando já toda a gente pelo mundo fora percebera que nem havia crise nenhuma no Real Madrid nem o Barcelona estava de joelhos, quanto mais prostrado no chão. E se não começou tão intensa como a primeira, acabou por não lhe ficar atrás à medida que o tempo corria: sempre espectacular.

Até com inversão de papéis. À entrada do segundo quarto de hora, o Barcelona, joga à Real Madrid, - Mascherano, cá de trás, como Pepe e Sérgio Ramos haviam feito nos golos de Higuain e Ronaldo, isola Pedro – e quase empata. Defendeu Casillas!

Poucos minutos depois é o Real que joga à Barcelona: Khedira faz de Messi (ou de Iniesta, ou de Pedro…) e vai por ali fora e área dentro. É Valdez que salva mais uma vez o terceiro!

E os últimos dez minutos foram de cortar a respiração, com oportunidades sucessivas numa e noutra baliza.

A supertaça ficou em Madrid (pelo golo fora marcado a mais), mas isso, lá como cá, como o próprio Mourinho fez questão de salientar, é o que menos interessa. O que conta é que foi o acontecimento mundial do dia!

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