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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Super clássico

Por Eduardo Louro

 

Foi um grande jogo, o super clássico espanhol. O Real Madrid foi melhor durante um pouquinho mais que metade do jogo. Na outra metade - um pouco menos - o Barça foi melhor. 

Só que quando o Real foi melhor, não foi apenas melhor. Foi muito melhor, e criou oportunidades para resolver logo ali o jogo. Não foi feliz, sofreu o primeiro golo quando já era claramente superior. Empatou (Cristiano Ronaldo), e fez ainda um segundo golo (Bale), mal anulado.

Continuou no mesmo ritmo depois do intervalo. Só que, á beira dos 10 minutos, um passe de 70 metros do Dani Alves isola o intratável e quesilento Luiz Suarez - se este tipo pensasse apenas em jogar a bola seria um grande jogador, talvez mesmo a valer o que o Barcelona pagou para o contratar, assim não passará de um arruaceiro que joga bem à bola - que, com uma recepção de génio e um remate feliz, fechou o resultado e mudou o jogo. O Real sentiu o golo, e a partir daí o Barça foi melhor. Até ao fim!

 

 

 

O SUPER CLÁSSICO

Por Eduardo Louro

 

O jogo que de há uns anos a esta parte se transformou num clássico planetário, mobilizando paixões por todo o mundo, teve hoje mais uma edição. Desta vez em Barcelona, e servia para apurar um dos finalistas da Taça de Espanha, por lá chamada de copa do Rei. Mas isso é sempre o que menos importa!

Importa o jogo e as emoções que desperta, importa o resultado e …importam Cristiano Ronaldo e Messi!

O Real Madrid ganhou por 3-1, e porque tinha empatado em Madrid (1-1), há cerca de um mês, irá disputar a final. O Barcelona continua sem conseguir ganhar ao rival de Madrid, nesta que é claramente a pior do Real de Mourinho: não deixa de ser curioso que é na sua pior época que a equipa de Mourinho se superioriza claramente ao Barcelona.

E se o jogo acabou em 3-1, o duelo especial entre C. Ronaldo e Messi acabou em goleada. Das antigas: dez a zero para o CR7!

O Cristiano Ronaldo, o único jogador a marcar sempre em Camp Nou, marcou dois golos – os decisivos primeiros dois (Varane, o francês de 19 anos que é já um dos melhores centrais do mundo, e que já fora decisivo no jogo de Madrid, marcou o terceiro) –, manteve sempre a defesa catalã em pânico, atacou, defendeu, construiu e marcou… Messi, não fez nada. Rigorosamente!

E sábado há mais. Dizer que será um jogo diferente não é mais que um lugar-comum. Dizer que será um jogo sem história, é blasfémia. É um jogo para o campeonato, que o Barça tem no bolso e que para o Real já não conta. Surge na véspera de dois jogos decisivos para ambos na Champions – se o Real se desloca a Manchester com necessidade absoluta de ganhar, parte com um empate a um golo, tal e qual como no jogo de hoje, o Barcelona recebe o Milan obrigado a recuperar de uma derrota de 0-2 – mas pensar  que as duas equipas o abordem em regime de poupança, é desconhecer o que é este super clássico.

São jogos que cansam só de ver. Não há volta a dar-lhe!

O "ACONTECIMENTO MUNDIAL" DO DIA

Por Eduardo Louro

 

Não admira que Real Madrid e Barcelona consigam transformar um simples jogo de futebol num acontecimento mundial!

Chegam e partem árabes e russos, a despejar milhões por todos os cantos. A Espanha afunda-se na sua e nossa crise mas, indiferentes a tudo isso, estes dois colossos tomam conta do mundo!

Ainda se não tinham atingido os 30 minutos deste acontecimento e os nossos olhos viam um Barcelona à beira do KO e um Real Madrid a mandar a crise para as ortigas, disposto à vingança final: ganhava por dois a zero, Valdez tinha evitado outros três golos e Adriano – já com a cabeça em água e a jogar no lugar de Dani Alves – tinha evitado outro, derrubando Ronaldo, que seguia isolado para o golo. Expulso, o Barça ficava com 10. À meia hora, naquele filme de imensa superioridade madrilista, e com mais um em campo, a coisa só podia acabar mal para os blau grana

Esquecemo-nos que quem joga com Messi nunca joga em inferioridade numérica, como já nos tínhamos esquecido que quem tem jogadores como aqueles que jogam de branco nunca pode estar em crise. Que quem tem Messi, e Iniesta, e Xavi, e Pedro ... nunca cai sem se levantar!

Ao minuto 45 Messi avivou-nos a memória: livre à entrada da área, barreira bem colocada, mas a bola saída dos seus pés resolve ir dar uma curva e aproveitar para entrar na baliza de Casillas. Sem qualquer hipótese…

Nos dois minutos de compensação dados pelo árbitro foi ainda Cristiano Ronaldo – que fizera no seu golo, o segundo, aquilo com que eu sonhava todas as noites quando jogava à bola (bem, na verdade, no meu sonho, o meu remate era imediato, sem deixar a bola cair depois daquele calcanhar) – a querer lembrar a Messi que também lá estava, como se ele não o soubesse bem. Um remate fabuloso, com a bola a bater nos painéis publicitários e a regressar ao campo, dando a ideia de ter sido devolvida pelo poste direito. E Di Maria, também próximo do golo.

A segunda parte veio quando já toda a gente pelo mundo fora percebera que nem havia crise nenhuma no Real Madrid nem o Barcelona estava de joelhos, quanto mais prostrado no chão. E se não começou tão intensa como a primeira, acabou por não lhe ficar atrás à medida que o tempo corria: sempre espectacular.

Até com inversão de papéis. À entrada do segundo quarto de hora, o Barcelona, joga à Real Madrid, - Mascherano, cá de trás, como Pepe e Sérgio Ramos haviam feito nos golos de Higuain e Ronaldo, isola Pedro – e quase empata. Defendeu Casillas!

Poucos minutos depois é o Real que joga à Barcelona: Khedira faz de Messi (ou de Iniesta, ou de Pedro…) e vai por ali fora e área dentro. É Valdez que salva mais uma vez o terceiro!

E os últimos dez minutos foram de cortar a respiração, com oportunidades sucessivas numa e noutra baliza.

A supertaça ficou em Madrid (pelo golo fora marcado a mais), mas isso, lá como cá, como o próprio Mourinho fez questão de salientar, é o que menos interessa. O que conta é que foi o acontecimento mundial do dia!

DO PESADELO AO SONHO

 

Por Eduardo Louro

 

 

'Remontada' esteve perto, mas é Barça a seguir em frente (SAPO)

 

O Real Madrid por pouco não conseguiu a remontada e foi afastado da Taça do Rei pelo Barcelona. O costume, dirá quem não viu o jogo!

Não. Nada disso!

Estou em crer que hoje Mourinho libertou-se de um fantasma que o perseguia há dois anos. Desde aquela noite em que, com o autocarro neroazurri à frente da baliza, em Campo Nou qualificou o Inter para a final da champions, que viria a ganhar. Era esse fantasma que o levava a inventar sempre que defrontava o arqui-rival, transformando uma grande equipa de futebol num grupo de rapazes em pânico…

Nos jogos anteriores vimos sempre um Real Madrid derrotado e sem nada fazer para merecer a sorte que tinha. Hoje assistimos a um grande jogo onde o Madrid tudo fez para merecer a sorte que não teve… Com coragem, com classe, com vontade e capacidade para claramente vencer um adversário que antes achava imbatível. Que apenas não venceu por factores externos ao jogo. Mais que as contingências da sorte e do azar - o azar de uma bola na barra que cai na linha de golo e sai, de dois golos sofridos nos últimos dois minutos da primeira parte, de forma pouco mais que acidental – fez-se sentir uma arbitragem claramente adversa: um golo mal anulado logo no início do segundo tempo e um penalti claro (mão de Abidal na grande área) por assinalar!

Mourinho hoje ganhou, mesmo sem que tivesse ganho. Morreu na praia mas de pé, com honra e dignidade. E deixou claro que hoje ganhou o campeonato! Desde que não tenha nenhuma recaída, que não deixe que o fantasma volte a ganhar vida!

E O PESADELO CONTINUA...

Por Eduardo Louro 

 

Pepe Guardiola e o Barcelona continuam a fazer a vida negra a Mourinho e ao Real Madrid: um autêntico pesadelo sem fim! Sem fim e sem pausas…

O Barcelona faz do Santiago Barnabéu a casa assombrada dos madrlilistas. Em vez de entrarem com a confiança e o conforto de quem entra em casa, quando do outro lado está o Barça, os jogadores de branco entram borrados de medo, assustadíssimos e vêm fantasmas por todo o lado. Nada os tranquiliza, nem mesmo quando, como aconteceu hoje e já acontecera no último jogo – há pouco mais de um mês, que não consigo deixar de recordar aqui – os deuses estão a seu lado. Pura e simplesmente bloqueiam, como bloqueia o seu líder!

Mourinho transforma-se, como transforma a equipa, nestes jogos. Antes, durante e depois do jogo…

Desta vez, antes do jogo, optou por desvalorizar a Copa do Rei. Que não era importante, tinha sido importante no ano passado – único troféu conquistado, no único jogo que ganhou ao Barcelona – porque era um título que o Real há muito não ganhava. Este ano já não tem importância nenhuma…

Depois, já no jogo, abdica de todos os princípios do seu jogo e, ao atípico mas estandardizado 3X6X1 do adversário, reage com uma espécie de 7X3X0. A equipa fez um único remate em toda a primeira parte: o feliz remate de Cristiano Ronaldo, que deu o golo! No jogo todo fez três,  dois da segunda parte, um ao poste e outro para as núvens.

Um suplício bem evidente nas caras dos jogadores, vergados ao peso da superioridade (mas de 70% de posse de bola) de um adversário que lhes rouba o brilho e os transforma todos em jogadores mais que vulgares. Todos, não. O Pepe não se transforma num jogador vulgar, transforma-se numa besta!

Francamente: não consigo perceber como é que esse tipo tem permissão para continuar a pisar… relvados! As imagens televisivas estão aí: não servem para nada?

E o pesadelo continua. Na próxima semana há mais!

DESFECHO CLÁSSICO

 Por Eduardo Louro 

 

O clássico do futebol espanhol – agora com expressão mundial – teve no Barcelona um vencedor de mérito indiscutível, confirmando uma superioridade competitiva sobre o Real Madrid contra a qual Mourinho nada pode fazer, por mais voltas que dê. E que tem dado! Mourinho só se pode queixar da maldita sorte de apanhar com este Barcelona!

O Barcelona chegou ao jogo e, como gente fidalga e de boas maneiras, primeiro ofereceu a sua prenda (estamos no Natal) e só depois se apresentou. Deu um golo de avanço – aos 16 segundos, numa oferta do guarda redes Vítor Valdez - e depois, de imediato, partiu para ganhar o jogo.

O handicap do Real Madrid face a este Barcelona não é de um só golo. É de muito mais!

Poderá Mourinho lamentar-se de falta de sorte, como de resto já o fez, à revelia – mesmo penalizando - da sua imagem de profissional ímpar, para quem nunca as coisas se resumirão a meros factores aleatórios de sorte e azar. O segundo golo do Barcelona, é certo, tem a marca da sorte: aquela bola quis entrar naquela baliza e nada havia que a pudesse contrariar, pegando na imagem feliz de Luís Freitas Lobo. Em circunstâncias idênticas houve uma bola que, ao contrário, não quis entrar na baliza à guarda de Valdez. Recusou-se! E por duas vezes Cristiano Ronaldo poderia ter marcado, falhando o que normalmente não falha!

E isto leva-nos mais uma vez ao confronto directo entre Messi e Ronaldo e ao peso que têm no jogo quando se defrontam. Sai sempre Messi a ganhar - não me lembro sequer de uma excepção – e é este o factor decisivo, muito mais que sorte e azar. Sendo jogadores completamente diferentes, nunca deixarão de ser o pêndulo da exibição das suas equipas. E a verdade é que a confiança que sempre se notou no argentino nunca passou perto do português. Messi nunca se escondeu – como nunca se esconde - do jogo, não deixa para os outros aquilo que lhe compete a ele, toma a iniciativa sem medo e não falha. Cristiano Ronaldo, não se podendo dizer se tenha escondido do jogo, foi muito menos interventivo e mal sucedido em todas as iniciativas mas, acima de tudo, e o que faz toda a diferença, falhou dois golos que não podia falhar. E porque normalmente não falha, não deixará de revelar o condicionamento psicológico que estes confrontos directos com Messi já produzem no CR7.

Ronaldo é certamente o melhor jogador do mundo – deste mundo - porque Messi, esse, é simplesmente um jogador do outro mundo. Mas a superioridade estrutural deste Barcelona nem sequer se esgota neste pormenor. Nem no seu inesgotável tiki taka. É feita de tudo isto mas é, fundamentalmente, feita de crença. Da confiança que um Puyol intransponível e que cresce à medida das exigências do jogo, transporta para toda a equipa. Bem visível na forma como, pouco depois dos 16 segundos de jogo, foi buscar a bola ao fundo das suas redes, pegou nos colegas e os empurrou para o jogo, enquanto Benzema festejava com colegas e adeptos.

Banho de bola

Por Eduardo Louro

   

Barcelona de sonho em Real pesadelo (SAPO)Por culpa das eleições de ontem na Catalunha (também por lá, os socialistas levaram uma grande banhada:"votar foi um prazer"... mas nos outros) disputou-se hoje o grande clássico do futebol espanhol – um Braça v/s Real Madrid – de enorme expectativa. Lá, onde os bilhetes chegaram a atingir os 3 mil euros no mercado negro, e cá! Também por cá se seguiu o clássico espanhol a par e passo, com os portugueses divididos entre um Barcelona que encanta e fixa as maiores fatias das nossas simpatias – os clubes de fãs culés já vêm dos anos 90, do Barcelona de Robson (e Mourinho), Ronaldo e Rivaldo, – e um Real Madrid, agora transformado no maior fornecedor do onze titular da selecção nacional, onde três portugueses e meio (que me perdoe o Pepe) activam indisfarçáveis sentimentos nacionalistas.

Bastou ver a imprensa do fim-de-semana para nos apercebermos desses corações divididos. Pelo menos dos corações mais mediáticos! Os outros também não interessam…

Em confronto estavam duas coisas antagónicas. Sim, duas coisas e múltiplos sentimentos contrários: duas representações distintas – uma representação de uma comunidade e de uma região em oposição a uma representação de um estado que, em vão, se procura projectar numa nação; duas ideias distintas de construção de uma equipa – uma que o faz a partir das suas escolas de formação, da sua cantera (no onze do Barça apenas dois jogadores haviam sido adquiridos no mercado – Abidal e David Villa) e outra que o faz através de investimentos multimilionários na aquisição de jogadores por esse mundo fora (apenas um jogador da cantera no onze, o guarda-redes Casillas); duas ideias de jogo completamente diferentes – um que privilegia a posse de bola, o jogo rendilhado que encanta o espectador, com quinze a vinte passes antes de chegar à finalização e outro que o faz através de apenas dois ou três, um que encurta o campo e outro que o alonga. E até duas imagens opostas. Duas imagens que as principais figuras de cada lado bem personificam: um Mourinho superstar, arrogante (porque não dizê-lo com frontalidade! como diz o outro) e exuberante a par de um Pepe Guardiola que transpira humildade e recato. Ou um Cristiano Ronaldo de porte altivo e atlético, figura de grande inspiração mediática à custa das mais variadas extravagâncias, de namoradas e até de um filho e um Leonel Messi, atarracado e pacato, que limita o seu protagonismo ao rectângulo verde de jogo.

O jogo rendilhado do Barça, feito de uma interminável cadeia de passes e de uma obscena posse de bola, asfixiou por completo o Real Madrid de Mourinho. Um banho de bola, foi o que foi! Um banho que deixou em êxtase todos os que gostam de futebol, desse espectáculo fabuloso que Messi, Iniesta, Xavi, Pedro e Villa conseguem produzir com uma simples bola. Não sei se o Mourinho já percebeu bem o banho que o Guardiola lhe ofereceu: banho de bola, de humildade ou ambos?

Claro que esperávamos um grande jogo entre as tais duas ideias de jogo: as mesmas duas ideias de jogo que tão bem sucedidas vinham sendo até aqui. Era aí que residia a grande expectativa que rodeava o jogo.

Deu apenas Barcelona! É na frustração dessa expectativa que também está a humilhação de Mourinho!

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