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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Inglório? Certamente! Mas...

 

Durante 70 minutos do jogo desta noite, na Luz, vibrante, o Benfica alimentou a ilusão de ter condições de o disputar com o colossal Bayern. De discutir o resultado, e até que perder não era a fatalidade anunciada.

Claro que poderia ter sofrido golos durante esse período, e sofreu até dois que, bem, o VAR anulou. Mas também poderia ter marcado e, acima de tudo, nunca foi uma equipa dominada e submetida. O Bayern resolve sempre os seus jogos muito cedo. No último domingo, com o Bayer Leverkusen, com quem então partilhava a liderança da Bundesliga, à meia hora de jogo já ganhava por cinco. O resultado em branco aos 70 minutos, com uma equipa que é uma máquina de marcar golos, e com o Benfica a fazer bem mais que simplesmente resistir, fazia oscilar os adeptos entre a esperança num bom resultado e o receio que, para aquela máquina de futebol, o golo seja apenas  uma questão de tempo. Ou de um erro!

Não se esperaria era que fosse numa bola parada. Já tinha havido duas ou três ocasiões para isso, e nenhuma tinha saído bem a Sané. Mas foi: Yaremchuk, na barreira, em vez de saltar, encolheu-se. E a bola passou por ali, direitinha às redes de Odysseas, sem possibilidade de fazer o que quer que fosse para o evitar. Aquele minuto 70 tornou inglório todo o esforço da equipa até aí.

E a partir daí foi o descalabro, perante um adversário impiedoso, com os erros a sucederem-se, e os golos a surgirem a um ritmo nunca antes pensável, até à temida goleada. Em casa, como já sucedera às outras duas equipas portuguesas na Champions. Por muito que o Benfica tenha feito bem mais neste jogo, perdendo por quatro, que então tinham feito os seus adversários nacionais, e companheiros de desventura nesta Champions, quando perderam por 5-1. 

Ninguém se fica a rir. Essa é que é essa. Como é este o nosso futebol no espaço competitivo europeu. O resto é conversa!

 

Incompetência gritante

 

Foi um Benfica de todo incompetente este que se apresentou esta noite na Trofa, para iniciar a sua participação na Taça de Portugal desta época.

Incompetente e mau de mais. A meter nojo. E a acabar o prolongamento com os jogadores completamente de rastos,  praticamente todos amarelados, com o guarda-redes a queimar tempo e toda a equipa encostada às cordas, a despachar bolas para a frente como uma equipa dos campeonatos distritais.

Ah ... mas o Benfica mereceu ganhar, podia ter marcado quatro ou cinco golos, e o Trofense marcou o golo na única oportunidade que teve, e sem muito bem saber como. Pois, mas tudo isso apenas reforça a enorme incompetência da equipa. De todos e de cada um dos 17 (!) jogadores utilizados! 

É difícil encontrar tanta incompetência e tanta incapacidade numa equipa de futebol!

Depois de uma jornada europeia ... é um problema. Depois das selecções ... é um problema... É só problemas. E desculpas que não têm desculpa. 

 

Sonhos

Eleições/Benfica: Rui Costa com 86% dos votos na Luz, avança TVI24

Os sócios do Benfica deram hoje expressão à grandeza do clube, com uma grande afluência às urnas para a eleição do seu Presidente, que bateu todos os recordes de participação eleitoral.

A primeira vitória do Benfica é essa participação, que inequivocamente reforça a legitimidade do presidente eleito. Os votos já estarão contados, e Rui Costa será eleito presidente do Sport Lisboa e Benfica com uma esmagadora vantagem (mais de 85% dos votos, tanto quanto já se anuncia) sobre Francisco Benitez, o seu único adversário.

Noutras circunstâncias este seria um momento de sonho dos benfiquistas. Ter na Presidência um ídolo, um jogador de futebol da expressão que Rui Costa atingiu, é a aspiração máxima de qualquer massa associativa. Pode haver grandes figuras, de grande prestígio pessoal, e de méritos indiscutivelmente reconhecidos, mas ... um jogador do clube, um daqueles que aplaudimos no estádio, que nos fez vibrar e que nos deu alegrias inesquecíveis, é outra coisa. Ninguém se lhe chega.

É raro. É muito raro um ídolo do clube ter condições para aí chegar. Tão raro que não há exemplos disso pelo mundo fora, com uma única excepção - o Bayern. E mesmo assim num quadro que não é exactamente o do Benfica, desde logo porque a Alemanha não é Portugal. Em Portugal, ao contrário da Alemanha e eventualmente mais dois ou três países, não é fácil encontrar jogadores de futebol de inquestionável ligação ao clube com perfil (e não é inocente a escolha do termo) para lhes serem reconhecidas condições para o exercício do mais alto cargo de um grande clube. 

Rui Costa, se não for caso único, não anda lá muito longe. Poder-se-á falar de outro, lá para a invicta. Que até poderá vir a chegar lá, mas se tudo for escrutinado, ver-se-á que é bem diferente. Rui Costa teve tudo. Chegou criança ao clube, e lá fez o seu percurso. Não o fez todo, saiu e passou os melhores anos da sua brilhante carreira desportiva com outras camisolas. Conhecem-se as razões, e sabe-se como elas terão sido independentes da sua vontade. Mas foi sempre um benfiquista, como sabemos que o são muitos outros que partiram. E que também querem, ou quiseram volta. E fez depois um percurso para, chegado o momento, estar preparado.

O problema está aí, nesse percurso. Que, de natural, de passo certo, acabou manchado. Por mero azar, por falta de prudência ou  de experiência, ou por falta de coragem. E é isso que faz com que a sua expressiva vitória de hoje não seja o climax. E que a expressiva maioria que conquistou não seja a unanimidade.

Luís Filipe Vieira, que tinha todo o direito de se apresentar a votar no acto eleitoral de hoje, e de se expressar, na televisão do clube ou onde quer que fosse, decidiu avivar a mancha de Rui Costa.

Quero crer que o Presidente Rui Costa tem consciência dessa mancha e que vai tratar de a limpar. E que vai honrar o Benfica. E, se não for pedir muito, peço-lhe que corte com o passado e devolva a transparência e a dignidade perdidas. E que nos traga vitórias, com o cavalheirismo e a elegância do Benfica dos anos 60, 70 e 80, um Benfica imaculado e ambicioso. E tão grande como a sua grandeza!.

Há jogos assim. Mas não é uma fatalidade!

Enquanto em Vilnius, na Lituânia, a selecção nacional de futsal se sagrava pela primeira vez campeã do mundo, em Lisboa, na Luz, o Benfica sofria a primeira derrota da época, depois de uma gloriosa quarta-feira europeia, com uma grande exibição, às mãos de uma equipa banal, igual a tantas outras do nosso campeonato, com faltas em cima de faltas, toda a gente a defender dentro da área, e tudo a servir para queimar tempo, que nos últimos anos lhe tem vindo a colocar grandes dificuldades.

Essas eram,  de resto, razões para deixar a equipa em estado de alerta. Alerta que o treinador fez passar para fora, falta saber se a fez passar passar para dentro da equipa. Aí é que era necessária.

Começo por aqui porque a primeira metade da primeira parte deixou a ideia que que não estaria alertada para as dificuldades do jogo. O treinador disse, no fim do jogo, que nesse período o Portimonense não deixou o Benfica jogar. Que vinha muito bem preparado para impedir o Benfica de apresentar o seu futebol, atribuindo o mérito aos treinadores portugueses, os melhores do mundo, como gosta de dizer. 

Não foi isso. Pelo menos não foi isso que vi. O que vi foi, nesse período. um Benfica sem intensidade, sem velocidade e sem rematar. E quando assim é, como está mais que demonstrado, os treinadores portugueses das banais equipas portuguesas, não têm dificuldade em anular o futebol do Benfica de Jorge Jesus.

Não se explicará a derrota do Benfica por isso. Ninguém poderá garantir o Benfica teria ganho o jogo se a equipa tivesse entrado no jogo suficientemente alertada, e colocado em campo os argumentos que a podem diferenciar. O contra factual é isso mesmo, a impossibilidade de demonstrar o que não aconteceu. 

E é também verdade que muitas equipas tidas por bem mais fortes fazem muitas vezes aquilo que se diz "entregar uma parte do jogo ao adversário". E que depois invertem na segunda parte, e acabam por ditar a lei do mais forte. Ao Benfica já aconteceu isso muitas vezes. E a verdade é que hoje até ofereceu apenas metade.

Foi a meio da primeira parte que o Benfica fez o primeiro remate, e com ele a primeira grande oportunidade de golo. Depois, até ao intervalo, mesmo sem atingir grande fulgurância exibicional, jogou para ganhar o jogo. Criou quatro claras oportunidades de golo, todas negadas pelo guarda-redes do Portimonense. Faz parte do jogo, o guarda-redes está lá para defender. Há que contar com isso.

Ao intervalo ficava a ideia que o ritmo tinha sido encontrado, e que era só mantê-lo para a segunda parte. Assim as pernas o permitissem. Sem que ninguém estivesse a fazer uma grande exibição, também só Gilberto tinha estado francamente mal. Fazia - e fez - todo o sentido tirá-lo da equipa, e Jorge Jesus assim fez. Com a surpresa de o substituir por Gil Dias, mas correu bem. O novo lateral direito entrou bem no jogo, e deu outra dinâmica àquele lado direito.

E a segunda parte arrancou bem. Até deu em golo, e tudo parecia entrar na normalidade. Só que Yaremchuk, o marcador, estava em fora de jogo, e o VAR anulou o golo. Não valeu e foi festa falsa. Pensava-se que, se não fora daquela, seria de outra. Era só apertar ainda um pouco mais, até porque o infalível guarda-redes do Portimonense nem tinha ficado muito bem naquela ocasião. Mas não foi assim, e a anulação do golo deu mais ânimo ao adversário que à equipa do Benfica. E ao fim dos primeiros dez minutos já se via que a equipa não estava a apertar mais, e o Portimonense começava a respirar melhor, e a conquistar alguns cantos, mais por erros alheios que por mérito próprio. No último, marcou.

Quem não marca, sofre - a velha lei do futebol. Faltavam 25 minutos para os 90, e não se imaginava ainda que o Benfica perdesse o jogo. E teve ainda mais que oportunidades suficientes para ganhar, incluindo um remate ao poste de Otamendi, já mesmo no fim. Mesmo sem nunca ter chegado ao nível do que tinha sido a última metade da primeira parte.

 Foi tudo com mais coração que cabeça, e as substituições também não ajudaram. A entrada de André Almeida (com Gila Dias a passar para a esquerda) em substituição de Grimaldo não se percebeu. A de Tarabt nunca se percebe, e não seria hoje que surpreenderia. E as de Cebolinha, mas especialmente a de Gonçalo Ramos (saindo Lucas Veríssimo - manter os três centrais durante tanto tempo, naquelas circunstâncias, é difícil de perceber), foram demasiados tardias.

Há jogos assim, em que por mais que se remate, e por mais ocasiões de golo que se criem, a bola não entra. Mas também se sabe que não começar por fazer tudo para marcar o mais cedo possível, ajuda a que haja jogos assim. Não é uma fatalidade que haja jogos assim!

É inglório perder a invencibilidade desta forma. E perder três dos quatro pontos de vantagem nesta altura. Nesta altura, pelo que a equipa vinha a produzir, nesta altura, em que o campeonato vai parar por quase um mês, e nesta altura do calendário, em que ainda não defrontou nenhum dos principais adversários. Ao contrário deles próprios.. 

Foi bonito ver o Estádio da Luz com tanta gente (mesmo que muito longe de cheio) como há muito não era possível. E foi bonito ver os jogadores saírem sob aplausos, embora nunca se tivessem visto as bancadas a puxarem pela equipa como na última quarta-feira. 

 

 

 

 

BENFIIIICAAAA!

Grande jogo, grande exibição e uma vitória enormíssima. Foi isto que o Benfica logrou esta noite, numa das maiores quartas-feiras europeias da Luz. Como há muito se não via. Como muitos benfiquistas talvez nunca tivessem visto.

Deste jogo só fica um sabor amargo, mas esse não tem nada a ver com o que aconteceu esta noite na Luz. Tem a ver com o que aconteceu há duas semanas, em Kiev. O sabor amargo que veio do jogo na Ucrânia cruza-se com o doce hoje. Com os três pontos incompreensivelmente não soube trazer do jogo com o Dínamo, o Benfica teria nesta altura 6 pontos, e estaria muito provavelmente a quatro do apuramento. No máximo, e em quatro jogos!

Não ofusca, evidentemente, o brilho desta vitória sobre o Barcelona. Como a não menoriza tudo o que se quiser dizer, exactamente com esse objectivo, sobre o momento actual do gigante catalão. Portanto, sem espinhas, uma grande vitória!

O Benfica não poderia ter entrado melhor no jogo, com cinco minutos infernais, e com o golo de Darwin logo aos dois minutos. Um golo madrugador, mas não acidental. Resultou da atitude da equipa, da confiança com que entrou na partida, e da estratégia adoptada para o jogo. Como se viria a ver depois, o ataque àquela posição defensiva do Barcelona era estratégico, e repetiu-se várias vezes ao longo do jogo. Com Darwin, mas também com Yaremchuck.

A partir dos 10 minutos o Barcelona conseguiu começar a equilibrar o jogo e a impor o seu futebol, à sombra do invisível  Busqets, mas sob a batuta do regressado Pedri. E como ele faz a diferença. Com ele em campo, o Barcelona é outra equipa. Com a subida de produção da equipa catalã veio ao de cima a superior organização defensiva do Benfica. E a categoria e a entrega de todos os jogadores, sem excepção.

O jogo entrou em ritmos altíssimos, com o Benfica sempre a responder, sem constrangimentos nem medos. Disputando todos os duelos e ganhando-os praticamente todos, e com Rafa a lançar o pânico sobre o meio campo do Barcelona. À meia hora o jogo poderia ter ficado logo sentenciado, com dois erros graves do árbitro seguidos, na mesma jogada, ao perdoar a expulsão a Piquet e um penalti sobre Darwin, ostensiva e claramente empurrado dentro da área.

Ao árbitro teria cabido assinalar o penalti, e advertir o defesa catalão com o segundo amarelo, pela entrada sobre Rafa em que, bem, tinha aplicado a lei da vantagem. Em vez disso amarelou Otamendi, por veemente protesto. Logo que o jogo foi interrompido Ronald Koeman fez o que o árbitro não fizera, mas que tudo apontava para que tivesse de vir a fazer, e tirou ele próprio Piquet do jogo, substituindo-o por Gavi, outra estrela em ascensão da formação blau grana.

O Barcelona beneficiou muito com esta substituição, já que recuou Frenkie de Jong para central, e isso fez toda a diferença no início da construção. Pela qualidade do internacional holandês, e pelo que isso baralhou a pressão alta do Benfica, e daí que o últimos dez minutos da primeira parte tenham acabado por ser o melhor período do Barcelona, e quando mais e maiores dificuldades colocou ao Benfica. 

Já em cima do intervalo, Valentino - finalmente, embalado pela exibição de toda a equipa, a a convencer os adeptos - lesionou-se e foi substituído por Gilberto, que acabou por fazer o aquecimento ao intervalo.

Na segunda parte o Benfica voltou a entrar bem, ficou por cima do jogo e nunca mais de lá saiu. Poderia ter chegado ao segundo golo tão cedo como na primeira, naquela bola ao poste do Darwin. Chegaria 20 minutos depois, depois de mais uma brilhante jogada de futebol, culminada numa triangulação entre Yaremchuk e João Mário dentro da área, e com a recarga fulminante, e de classe, de Rafa à sacudidela de Ter Stegen.

Então sim, aí o Barcelona caiu a pique e, já sem Busquets (também amarelado) e Pedri, exausto, mas con Ansu Fati, regressado no passado domingo com 10 minutos de sonho, passou a ser pouco mais que uma equipa banal. Dez minutos depois o Benfica marcaria o terceiro, num penalti que toda a gente viu menos, mais uma vez, o árbitro. Só que desta não havia como fugir ao VAR. Foi ver as imagens e apontou para a marca, para Darwin converter com classe, e tornar-se no homem do jogo.

Estava escrito que o Barcelona não acabaria o jogo com onze, por muito que Koeman fosse substituindo os jogadores amarelados. Mas eram tantos, tantas foram as faltas que tiveram de fazer, e ainda só há cinco substituições... E já bem perto do minuto 90, com a equipa completamente derrotada, calhou ao central Eric Garcia.

E foi assim, com um Barcelona destroçado pela exibição do Benfica, que se fez História na  Luz, esta noite. Só por uma vez havia ganho ao Barcelona. Tinha acontecido há 60 anos, em Berna. Na primeira Taça dos Campeões Europeus do Benfica!

Dificuldades, facilidades e surpresas

O Benfica passou - não se pode dizer exactamente que tenha sido com distinção, como se verá - o teste de Guimarães, que continua a ser sempre apresentado como um dos mais difíceis da prova que é o campeonato nacional.

Comecemos por aí: o Vitória apresenta-se normalmente com boas equipas, para aquele que é o padrão nacional, normalmente com bons treinadores, e a maior parte das vezes a jogar um futebol interessante. Tem uma massa associativa que é provavelmente a maior, a seguir aos três grandes, que cria no seu Estádio um ambiente pouco menos que infernal. É o único Estádio do país, sem contar com Alvalade e o Dragão onde, em condições normais de acesso de público ao futebol, o Benfica não consegue contar com a maioria de adeptos na bancada. E no entanto não haverá muitas deslocações onde o Benfica seja mais bem sucedido.

Os resultados tendem a demonstrar que a deslocação a Guimarães não é, bem pelo contrário, das mais difíceis. Mas a verdade é que o padrão - qualidade da equipa, do treinador e peso dos adeptos - faz com que todos os anos esta deslocação seja considerada de alto risco. Hoje voltou a correr bem, mas na próxima,  já daqui a um mês, para a Taça da Liga, voltará a ser uma deslocação difícil. Por acaso a mais difícil, porque é a única.

No imaginário benfiquista será sempre assim. Difíceis são todos os jogos, a equipa é que tem que os fazer fáceis, e o primeiro passo é antevê-los sempre com elevado grau de dificuldade. Nessa medida é óptimo considerar a deslocação a Guimarães no patamar mais alto de dificuldade, e talvez até seja por aí que comece esta história de sucesso.

Hoje em Guimarães o Benfica atingiu, na primeira parte, o seu melhor nível desta época. Com velocidade, intensidade e qualidade, em vez do passe para trás e para o lado, como ainda se não tinha visto. O Vitória cometeu alguns erros, é certo, de posicionamento no meio campo, mas também na defesa. Mas, a meu ver, foi da dinâmica do futebol do Benfica a maior responsabilidade por esses erros. 

O jogo foi então sempre disputado com grande competitividade, sempre rasgadinho. Nunca os jogadores vimaranenses, a não ser nos últimos cinco minutos, depois do segundo golo do Benfica, e de Yaremchuk, em que  só queriam que o árbitro apitasse para o intervalo, baixaram os braços e viraram a cara à luta. Nesses cinco minutos, sim. A equipa esteve perdida, e o Benfica poderia ter marcado três ou quatro golos, e dado uma expressão escandalosa ao resultado. Se às oportunidades de golo desse período juntarmos as que antecederam o primeiro (grande execução do avançado ucraniano), aos 30 minutos, percebemos que o que de melhor o Vitória tirou dessa primeira parte foi mesmo o resultado.

Na segunda parte, mesmo mantendo os mesmos 11 jogadores na reentrada, o Vitória melhorou o posicionamento do seu meio campo. E o Benfica também não poderia manter o mesmo ritmo, e a mesma pressão, da primeira parte. A conjugação destas duas circunstâncias deram ao jogo um rumo completamente diferente do do primeiro tempo, e trouxeram-lhe um equilíbrio que seria inimaginável ao intervalo. Nada no entanto que alguma vez fizesse o Benfica perder o controlo do jogo. Retirou-lhe bola, mas isso até poderia nem ser mau. Percebeu-se que o treinador do Benfica contava contava com isso, e apostava na exploração do espaço que o adversário deixaria nas costas, como tanto gosta. 

E foi com naturalidade que chegou ao terceiro, por João Mário, a mais de 20 minutos do fim. Nessa altura só não tinha feito mais porque Darwin estava pouco menos que desastrado, o que lhe valeu a repreensão do treinador, que não deixou sem resposta. 

As coisas mudaram foi quando Weigl e João Mário foram poupados, e substituídos por Meité e Gedson. A equipa deixou de controlar o jogo, e permitiu o golo, num penalti surgido de mais um erro de  Lucas Veríssimo. Nada que, no entanto, alguma vez colocasse a vitória em causa.

Uma referência a Lucas Veríssimo, a quem não tenho poupado elogios. Hoje esteve francamente mal. Esteve mal sempre que teve de enfrentar Markus Edwrards - um jogador de fogachos, sempre guardados para os jogos com o Benfica -, e esteve muito mal no penalti. E outra para Jorge Jesus, a quem não tenho poupado críticas. Hoje esteve bem. E, surpreendentemente, este muito bem no "quid pro quo" com Darwin. Quando toda a gente, incluindo o próprio jogador, pensava na substituição/retaliação, o substituído foi Yaremchuk. E para Darwin, em vez da crítica "arrazadora", um reforço. Afinal Jorge Jesus é capaz de surpreender!

 

A "estória" do grande jogo

 

Não foi muito diferente de quase todos os jogos com o Boavista, este desta noite, na Luz. Como também não foi muito diferente o futebol do Benfica do destes últimos jogos.
 
À excepção da primeira meia hora, quando só quis defender, o Boavista discutiu sempre o jogo e foi o adversário incómodo de sempre, mesmo que nesse período o Benfica tenha criado muito poucas ocasiões. Duas, pouco mais. A primeira aos 9 minutos, e a segunda a resultar no primeiro golo, ambas com a conclusão de Darwin. 
 
Daí que o Boavista tenha sido o adversário incómodo do costume, e que o futebol do Benfica tenha sido também o do costume, com muita parra para pouca uva
 
À meia hora, na primeira vez que se mostrou, o Boavista ameaçou. E dois minutos depois, marcou, e empatou o jogo. Num grande golo, é certo, mas no aproveitamento de um erro na defesa do Benfica, em que é fácil responsabilizar Weigl, que perdeu a bola onde não pode ser perdida, à saída da área. 
 
Com o tal futebol de muita parra e pouca uva, com a história dos jogos com o Boavista, e aquele fantasma da época passada,  à mesma sexta jornada, depois das mesmas cinco vitórias consecutivas, e até com o mesmo Hugo Miguel no apito, o golo do empate era uma péssima notícia. Valeu que apenas dois minutos depois Weigl redimiu-se do seu erro, e repôs a vantagem. Que durou até ao intervalo, sem grandes sobressaltos, mas no mesmo registo de baixa produção. Basta ver que ao intervalo o Boavista tinha os mesmos remates do adversário, e o Odysseas fizera duas ou três defesas quando, do outro lado, o Bracali ... nem uma.
 
Mais uma vez o treinador do Benfica viu uma grande primeira parte. Um grande jogo na primeira parte, garante!
 
A segunda parte não começou bem. O Diogo Gonçalves, mais uma vez lesionado, ficou na cabina e entrou novamente o Lázaro, que voltou a não convencer. Mas nem foi tanto por aí que não começou bem, foi mesmo por culpa do Boavista, que surgiu com mais atrevimento, com a equipa mais adiantada e mais rematadora.
 
Mas claro, com esse adiantamento o Boavista deixava mais espaço lá atrás, e abria novas perspectivas ao Benfica. Aquele jogo de muita parra e pouca uva de Kiev, e da primeira parte, que o treinador classifica de grande qualidade, passava a ser outro, mais parecido com o dos Açores, na semana passada. Com espaço nas costas da defesa adversária não é preciso inventá-lo.
 
E sem submeter o adversário, e até mesmo aqui e ali com dificuldade em manter o jogo controlado, o Benfica criou então sucessivas oportunidades de golo, e o guarda-redes Bracali teve então oportunidade de brilhar com pelo menos três defesas de enorme qualidade, daquelas que evitam golos certos. Darwin bisou aos 61 minutos, já à terceira oportunidade de golo criada. E depois do terceiro golo ainda houve tempo para mais três. 
 
Pouco importa se o treinador diga que a equipa joga bem quando tem 70% de posse bola, com ela a circular para o lado e para trás, e sem criar espaços para chegar à baliza e para rematar. O que importa, e preocupa, é que enquanto os adversários não abrirem, a equipa tem muita bola mas não faz muito com ela. E na maior parte dos jogos os adversários apenas abrem depois de sofrer o golo. E se se aguentarem até ao fim pode acontecer como em Kiev… Ou pior.
 
Mas pode ser que Jorge Jesus diga estas coisas só por dizer, e que tenha perfeitamente percebido que, para que aquilo seja de grande qualidade, tem de ter mais velocidade, mais criatividade e mais intensidade. Se não for assim, o melhor é pensar em estratégias de engodo para tirar os adversários lá de trás.

Champions? Mais do mesmo ...

 

Sem brilho, e com muita angústia, esta a estreia do Benfica na fase de grupos da Champions, em Kiev.
 
Quase que dá para dizer que, não fosse o hino que se ouviu no início, este mais pareceu um jogo da liga nacional. Já cá vimos muito do que hoje se viu no Olímpico de Kiev, com o Benfica instalado no meio campo do adversário, com este a esperar por um contra-ataque, ou por um erro qualquer que lhe permitisse chegar à baliza de Vlachodimos. Com muita circulação de bola, muita posse, mas poucos lances realmente bem construídos, e poucas oportunidades claras para marcar. Muita parra, para pouca uva!
 
A primeira parte foi isso, a segunda foi ... pior. 
 
Na primeira parte faltou agressividade, assertividade, velocidade e intensidade ao Benfica. O resto esteve lá, mas o resto é muito pouco. E para a Champions é nada. Sobrou um jogo entretido, como lhe chamaria o Quinito, onde Weigl e João Mário mostravam a sua capacidade de recuperação e de circulação, a defesa cumpria, Grimaldo e Rafa faziam por provocar desequilíbrios na organização defensiva da equipa ucraniana, e Everton e Yaremchuk … andavam por lá.
 
O Benfica tinha o adversário - o mais fraco do grupo, como bem se sabe - à mercê, e uma oportunidade única de ganhar um jogo ... que só tinha que ganhar. Mas não soube, nem revelou competência para o ganhar.
 
Depois veio a segunda parte, que até começou exactamente no mesmo registo. Só que, se as coisas não estavam bem, com as substituições que o treinador promoveu, logo ao fim do primeiro quarto de hora, pioraram. A superioridade do Benfica, mesmo que estéril, esfumou-se e o Dínamo de Kiev,  mesmo que apenas com um terço de posse de bola final, passou a dividir e a discutir o jogo em pé de igualdade.
 
Quando Jorge Jesus retirou do campo Everton e Yaremchuk apenas fez o que tinha de ser feito. Já a ideia de retirar o Gilberto não ficava lá muito fácil de entender, mas ele é que sabe… O problema foi os que escolheu para entrarem: Darwin e Radonjic - uma estreia na equipa - não eram para "aquele" jogo. E, no que mostrou na estreia nos Açores, e voltou hoje a mostrar, Valentino Lázaro, não é, por muito que seja difícil de acreditar, melhor que Gilberto.
 
Com um jogo em que o adversário defendia em bloco baixo, sem dar condições para o Benfica explorar a profundidade, Darwin e Radonjic, que vivem disso, ficaram sem ar para respirar. E, sem condições para ajudar a resolver os problemas que a equipa tinha pela frente fizeram, ambos e qualquer um deles, bem pior que o pouco que tinham feito os que saíram. 
 
Aquela ideia que, com paciência, aquele tipo de futebol da primeira hora do jogo poderia dar num golo morreu. A partir daí só um golpe de fortuna o poderia dar. A qualidade de jogo, não. 
 
As últimas substituições aconteceram já no final do jogo. Primeiro, a 5 minutos dos 90, mais um disparate (João Mário por Taarabt) e, depois, já mesmo aos 90, entrou Pizzi, por lesão de Rafa, um autêntico saco de pancada, perante a condescendência do inglês Anthony Taylor. Que deu apenas 3 minutos de tempo extra, consumidos na assistência ao Rafa, num jogo com as 10 substituições regulamentares.
 
O que nos parecia pouco rapidamente se tornou numa eternidade. Os ucranianos tinham afinal decidido apostar tudo nesse período de compensação, e os 3 minutos foram mais que suficientes. Um sufoco, aqueles três minutos. Duas bolas nos ferros (no mesmo lance, com um remate à trave e, no ressalto, o corte de um defesa do Benfica para o poste), três grandes defesas do Vlachodimos, e … um golo.
 
Valeu o VAR - porque a equipa de arbitragem em campo tinha-o validado - para impedir uma injustiça daquelas em que o futebol é fértil. Mas nem sempre o futebol é assim tão injusto quanto o pintam. Às vezes há injustiças que são apenas a justiça de penalizar quem, no fim de tudo, até merece ser penalizado.
 
O treinador do Benfica dissera, antes do jogo, que era para ganhar. Ao Dínamo de Kiev, ao Bayern e ao Barcelona, que são todos iguais. No fim, disse que o Benfica tinha feito um grande jogo…

O futebol é isto mesmo!

O futebol é isto mesmo. Ou, um jogo com duas partes distintas. Sim, é em futebolês que se explica o jogo do Benfica, hoje, em Ponta Delgada.

O futebol é isto mesmo, mas nem sempre é isto. Só às vezes é isto. E, isto, é um jogo com duas partes distintas, em que a primeira é muito má, de muito baixa qualidade. E nem sempre é fácil partir daí para um grande jogo na segunda parte. Foi o que aconteceu, e isso é futebol!

A primeira parte do Benfica foi mesmo fraquinha. Sem velocidade, sem ligação, e com os jogadores francamente desinspirados. Alguns, como Diogo Gonçalves e Everton, simplesmente desesperantes.

Jorge Jesus apresentou uma equipa estranha. Com 13 jogadores envolvidos nas selecções, e com o primeiro jogo para a Champions, em Kiev, já na próxima terça-feira, seria impossível apresentar um onze próximo do mais habitual. Mas também não seria preciso apresentar um tão estranho. Até porque utilizou três jogadores de campo que jogaram nas selecções (Lucas Veríssimo, tinha jogado na madrugada de ontem, e chegado aos Açores, do Brasil, Verthongen e João Mário), e deixou de fora jogadores com quem tinha trabalhado nestas duas semanas, como Pizzi e Gonçalo Ramos, e Rafa, que tendo estado na selecção, não jogou.

Nesse primeiro período foi a equipa do Santa Clara que mais jogadas de perigo criou, entre elas um remate, indefensáevl, ao poste na cobrança de um livre, e uma grande defesa de Vlachodimos. Mas já perto do intervalo, um excelente passe do Grimaldo lançou o Rodrigo Pinho - uma das opções na equipa estranha -  para o golo. Ao segundo remate do Benfica. O primeiro tinha-lhe também pertencido, fraco e ao lado, sem qualquer ameaça.  

Era injusto para o Santa Clara, mas ... Lá está - o futebol é isto mesmo. Terá sido por isso que o VAR - o nosso amigo Soares Dias - levou três minutos para validar um golo que, claramente, não sofria de qualquer ilegalidade. No fim, diziam as linhas que Rodrigo Pinho estava em jogo por 37 cm. Ao menos que pusessem três, para justificar o injustificável. Este futebol é mesmo isto mesmo!

Depois veio a segunda parte. Distinta, pois claro!

Rafa entrou logo, nem o golo salvou o estranho Rodrigo Pinho, que ficou no balneário. Tudo mudou, mesmo só mudando um jogador, e até o Everton parecia outro. Ainda nem 10 minutos tinham passado e lançava Darwin para o segundo golo, muito à imagem do primeiro. Ao segundo remate à baliza. Mais 10 minutos, e golão de Rafa. Fantástico. Ao terceiro remate à baliza!

Mais 4 minutos, Darwin fez o quarto. Ao quarto remate à baliza, que nem talvez o tenha sido - a bola bateu em dois defesas do Santa Clara antes de entrar na baliza. 

Entretanto iam entrando Pizzi, Gedson, Yaremchuk e o estreante Lázaro, e a equipa melhorava a qualidade do seu jogo, perante um adversário de rastos, vergado pelo peso da sucessão dos golos. Acabou aos cinco, em nova criação de Grimaldo, concluída por Yaremchuk. Ao quinto remate à baliza. Faltavam ainda 25 minutos para o fim do jogo, para mal dos pecados dos jogadores da equipa açoriana.

Mas não lhes aconteceu mais nada, que não correrem atrás da bola. Como se isso não fosse já muito. De resto, apenas mais um remate. Que não deu golo. O primeiro à baliza, e o segundo em todo o jogo, que não deu golo. E 25 minutos de futebol tranquilo e vistoso, agradável à vista, para passar o tempo.

O futebol é isto mesmo?  Não é nada! Sete remates num jogo, com seis deles à baliza, e cinco golos é certamente coisa rara. Cinco remates, com cinco golos, no espaço de 20 minutos, é coisa única e irrepetível!

 

Liderança isolada, mas muita coisa decepcionante!

Em circunstâncias como as do jogo de hoje na Luz, diz-se muitas vezes que a equipa deu uma parte do jogo de avanço ao adversário. Foi mais que isso o que o Benfica (não) fez na primeira parte. Não a deu de avanço, limitou-se a ser uma enorme decepção!

O treinador do Benfica falara (demais) sobre a possibilidade de, depois do sucesso no play-off de apuramento para a Champions, a equipa relaxar. Com o jeito que tem para tratar destas coisas pareceu mais um convite a esse relaxamento que propriamente uma acção preventiva para esse problema. É que essas coisas tratam-se no trabalho com a equipa, não é nas conferências de imprensa.

A primeira parte foi isso, e nem a perspectiva da liderança isolada do campeonato serviu de motivação para a equipa que entrou em campo. As seis ou sete alterações na equipa relativamente ao jogo com o PSV deveriam ter promovido uma dose de ambição aos jogadores que entraram, na perspectiva de afirmarem o seu valor e, assim, ultrapassar não só os problemas de fadiga que naturalmente o jogo de Eindoven provocou, mas também os do tal relaxamento. Mas nada disso. E foi uma equipa apática, sem rasgo, e sem ambição, com jogadores não fizeram por merecer vestir aquela camisola.

E muitos não merecem mesmo. Uns porque não têm claramente categoria para jogar no Benfica - Meité é, decididamente , uma contratação que não se entende, como não se entende a de Gil Dias, que não jogou mas também não precisava, nem a de Rodrigo Pinho, que entrou no melhor período do Benfica, e nem assim mostrou argumentos que a justifiquem. Outros, como Pizzi e André Almeida, que já deram o que tinham a dar. Ou talvez o que queriam dar.

O Tondela fez apenas um remate na primeira parte. O suficiente para marcar, e sair na frente. Um golo muito consentido, no eterno problema do espaço entre o central e o lateral, na esquerda, como é realmente mais frequente, em que o próprio Vlachodimos - sempre muito apoiado pelo público, o que quererá dizer muita coisa na patética polémica criada por Jorge Jesus - também não terá feito tudo o que poderia. Ou deveria.

Mas foi sempre claramente mais equipa, o que também não era difícil com aquela prestação dos jogadores do Benfica.

Ao intervalo Jorge Jesus tirou precisamente aqueles três jogadores acima referidos, trocando-os por Gilberto, Wiegl e Rafa. E de imediato a equipa surgiu transformada, colocando em jogo mais velocidade e mais intensidade. E as ocasiões de golo que na primeira parte se não tinham visto começaram a surgir.

Só que o jogo já estava complicado. E bastaria que o guarda-redes do Tondela começasse a engatar, que os seus colegas começassem a a usar das artimanhas para quebrar o ritmo do jogo e queimar tempo, e que o árbitro -Tiago Martins, um especialista na arte de complicar as coisas ao Benfica, e com mais um penalti (sobre Rafa, aos 56 minutos) por assinalar - entrasse no seu registo provocador habitual para que se tornasse muito difícil dar a volta ao jogo.

Tudo isto aconteceu, e complicou mais um jogo complicado por aquela primeira parte. Mas também aconteceu que o Benfica não conseguiu manter o ritmo, a intensidade e a qualidade do primeiro quarto de hora. Valeu o apoio do público a empurrar a equipa para a reviravolta. Porque, na verdade, os golos da reviravolta já nem surgiram envolvidos em jogadas de futebol envolvente. O do empate, aos 71 minutos, por Rafa, surgiu num canto cobrado por João Mário, depois de um desvio de Weigl ao primeiro poste. E o da vitória, de novo a partir de João Mário, já aos 88 minutos, por Gilberto já resultou muito do esgotamento da defesa do Tondela.

Salvou-se a vitória, e a liderança isolada do campeonato. E em termos exibicionais salvaram-se João Mário - o melhor em campo - e Rafa. Mesmo que Gilberto, e Weigl, tenham sido determinantes. E nada mais!

 

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