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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Uma questão de tempo

Por Eduardo Louro

 

 

Posso estar enganado, mas creio bem que era mais aguardada a entrevista de Luís Filipe Vieira que a decisão do Tribunal Constitucional, os dois happenings do dia.

E Luís Filipe Vieira não desiludiu, não frustrou as expectativas e foi igual a ele próprio. O que quer dizer que disse o mesmo de sempre – mesmo quando o que há para dizer é diferente – e convenceu os mesmos de sempre, que era aliás o seu objectivo. O tempo se encarregará de o desmentir, mas isso depois já não conta para nada. Porque a memória é sempre curta, e quando o não for é sempre possível um refresh: voltar a tirar o mesmo coelho da cartola!

O entrevistador - Hélder Conduto - foi, como sempre, sério e a entrevista foi profissional, o que tanto o honra a ele como à BTV. A entrevista correu como têm corrido todas as que o presidente do Benfica tem dado a todas as outras estações. O Helder Conduto aceitou as explicações das saídas de Oblak e de Garay, e não questionou a inevitabilidade subjacente. Não perguntou, por exemplo, por que o contrato de Oblak não foi revisto logo no final da época, com a consequente revisão da cláusula de rescisão. Nem por que carga de água, estava tão zangado com o jogador, que elevou à categoria de vilão, e nada incomodado com a atitude do Atlético de Madrid, ao ponto de, quando tinha tanto por onde, lhe não colocar nenhuma dificuldade. Nem se não teria sido um bom negócio para o Benfica renovar atempadamente com o Garay, ou mesmo em última instância no início do ano, então já mesmo que à custa de um salário proibitivo. Mas temporário e perfeitamente justificável... Mas também nunca vi nenhum outro jornalista esmiuçar coisas deste tipo. Ao presidente do Benfica ou a qualquer outro!

O resto é coisa de tempo. De pouco, ou mesmo de muito pouco tempo!

A partir de agora é que é a sério...

Por Eduardo Louro

 

Tal como ontem, frente ao Arsenal, o Benfica sofreu três golos em dez minutos e afundou. Depois de uma primeira parte que nem foi má de todo, e donde, através de um golo logo aos dois minutos – o primeiro de Derley –, até saiu a ganhar.

Logo no arranque da segunda parte entraram Rodrigo e André Gomes…para o Valência. Para o Benfica entrou uma invenção chamada Luís Filipe, e saiu João Cancelo. Pode parecer um pormenor, mas não é. O Valência começou a jogar à bola e o Benfica sem ninguém a defender o flanco direito. E o Artur regressou à sua verdadeira condição de guarda-redes sem ponta por onde se pegue, com dois frangos monumentais…

Para que a equipa voltasse minimamente a estabilizar e limitar os danos, Jesus teve de retirar do campo esse tal de Luís Filipe, uma contratação que é um verdadeiro atentado à inteligência dos benfiquistas, e de chamar André Almeida, que jogava a trinco, para o lado direito da defesa.

E assim se junta à destruição da equipa, a destruição de qualquer réstia de equilíbrio emocional aos jogadores, que saem da pré-época completamente de rastos. E de repente se dá cabo do prestígio internacional que tanto custou a recuperar…

Ah... E o Jara lá vai continuando a sua saga... E o Jesus o seu festival de comunicação!

E no meio disto tudo a BTV lá vai tentando lavar o cérebro a quem gosta de se deixar lavar… Ou levar!

E pronto, a partir de agora é a sério. Mesmo que até agora também devesse ter sido...

 

Angústias de um benfiquista

Por Eduardo Louro

 

Estamos, incrédulos e sem uma palavra da SAD do Benfica ou de Luís Filipe Vieira (LFV), a assistir ao desmantelamento do plantel campeão. Quando acreditávamos que desta é que era, desta é que chagaríamos a bicampeões, que desta vez é que cortaríamos com um ciclo a que não mais víamos fim, começamos a ver contornos de um passado que nos transporta vinte anos para trás, a Manuel Damásio.

Todos sabemos que o futebol em Portugal não é um negócio autofinanciável por resultados correntes de exploração. Acresce que clubes e SAD`s acumularam passivos que deixaram de ser toleráveis. O Benfica, por maior que seja e mais potencial que tenha, não consegue fugir a essa realidade e tem, por isso, que vender jogadores. Nenhuma dúvida a esse respeito!

O problema é outro. O problema é que uma coisa é vender jogadores para realizar o montante identificado como necessário para cobrir esses objectivos, e outra é vender em série, tipo saldo, e sem qualquer critério objectivo.

Com um determinado objectivo de encaixe – falava-se que o Benfica teria de realizar 80 milhões – o normal seria começar por identificar os activos (jogadores) que o permitissem atingir e, tendo evidentemente em conta os movimentos de procura percepcionados no mercado, desencadear os mecanismos de venda. Outras vendas, noutras circunstâncias, apenas se batidas às respectivas cláusulas de rescisão.

O que se está a passar no Benfica não é nada disto. Está a vender-se tudo, sem critério – pelo menos compreensível – e sem transparência. Sem critério porque tudo serve para vender e sempre bem longe das cláusulas estabelecidas. E sem transparência desde logo porque não há critério, mas também porque sem informação. Ou, pior, com desinformação organizada, como foi evidente nos casos de Rodrigo, André Gomes, Markovic, Garay e Oblak.

Uma desinformação organizada que começou logo que acabou a época quando, sem mais nem menos, completamente a despropósito, LFV começou a anunciar que não queria jogadores contrariados no Benfica. Mas que atinge verdadeiramente o ridículo no caso de Oblak, que começa por ser dado por refractário, para logo de seguida ser visto em Madrid, já em exames médicos. Só que muitos dias antes de lá ter chegado, como se viria a saber. E acaba, depois com a confirmação da venda, com a entrevista que elogia o presidente, e os seus invariáveis esforços para que não saísse.

Se a situação de Garay é um insulto à inteligência dos benfiquistas, a de Oblak é uma afronta directa. Não é sequer necessário puxar muito atrás para recordar como tudo terá começado, há um ano, com Jorge Jesus a dizer que não ainda tinha condições para jogar no Benfica. Nem para perguntar por que é que, tendo no final desta época sido anunciada a revisão salarial para o dobro, a cláusula de rescisão foi mantida. Nem para pedir que expliquem bem por que, a exemplo de todas as outras, a cláusula de rescisão de repente passa de 20 para 16 milhões…

Basta lembrarmo-nos dos anteriores negociatas com o Atlético de Madrid. De Simão, Reyes, Pizzi e claro, Roberto. E perguntar por que é que, numa compra tão hostil quanto LFV quis fazer crer, e quando, de acordo com o contrato, em caso de incumprimento a cláusula teria de ser paga pelo jogador, o Benfica cedeu em toda a linha negociando com o clube espanhol e poupando-lhe problemas e muitos milhões de euros. Porque, claro, apertar com Oblak, era coisa que estava fora de causa a partir do momento em que o presidente do Benfica fez saber, alto e bom som, que não queria jogadores contrariados.

Pode especular-se que muito disto terá a ver com o que se passa no BES. Mas não faz sentido. Ou, o que fizer sentido, não faz sentido… Simplesmente porque não está em causa o cumprimento dos contratos de financiamento que o Benfica tenha com o banco. E se o que estiver em causa – e eventualmente fizer sentido – for o fundo de jogadores (do banco ou do GES?) então não faz sentido nenhum. É simplesmente um negócio do banco, eventualmente sem rentabilidade, mas da sua exclusiva responsabilidade. Não faz sentido nenhum que o Benfica ande a vender jogadores ao desbarato para ir adquirir ao banco (ou ao grupo, seja lá a quem for) as pequenas percentagens dos passes – que constituem o fundo – de jogadores com que conta no seu plantel.

Como isso não faz sentido, se vier a confirmar-se, é prova provada de que não são os interesses do Benfica os prioritários nesta estória. Provado está já que os sócios e os adeptos só contam para fazer número. E pagar quotas. E bilhetes. E Benfica TV...

Emoções fortes

Por Eduardo Louro

 

O jogo de hoje na Luz iria sempre ser histórico. Pela primeira vez um clube assumia a responsabilidade de transmitir um jogo do campeonato nacional pela sua própria televisão. Era a primeira transmissão da Benfica TV de um jogo do campeonato nacional, cortando definitivamente com o eterno monopólio de Joaquim Oliveira. E, começando por aí, cumpre elogiar, elogiada que há muito está a decisão, a transmissão, um trabalho de grande qualidade e profissionalismo. E de grande independência, com o profissionalismo a que o Hélder Conduto já nos habituou, a pedir meças à concorrência. De tal forma que nem uma arbitragem de fraquíssima qualidade de um dos mais incompetentes árbitros nacionais, que prejudicou grandemente o Benfica, mereceu qualquer reparo…

Mas será certamente histórico por outras razões. Não tanto pela forma épica como o resultado foi invertido, com dois golos em dois dos quatro minutos de compensação, mas pelo que essa reviravolta poderá significar. E pelas manifestações que provocou!

Não adianta sequer falar muito do jogo que, na realidade, não surpreendeu muito. O Gil jogou como se esperava que fizesse, mesmo que não tivesse enveredado por uma estratégia ultra-defensiva e mesmo que nem tivesse tido necessidade de, à sua escala e nesse modelo, jogar bem. Também o Benfica não conseguiu superar as expectativas, bem baixas por esta altura.

A pedaços – pequenos – o Benfica jogou com alguma qualidade, o suficiente para criar muitas oportunidades de golo que especialmente Lima e Rodrigo iam desperdiçando. Mas nem foi constante nem nunca chegou a ser brilhante!

Não é pois pela exibição que se poderá esperar que hoje tenha sido o dia D, de mudança. É pela mensagem de união que saiu de dentro da equipa, é pela nota que a equipa quis dar de estar com o treinador, e é ainda pela inédita atitude de Jesus com Maxi Pereira. Corresponda tudo isto à realidade ou não passe tudo isto de uma grande encenação!

Tenho algumas dúvidas que os jogadores estejam assim tanto com o treinador. Tenho as mesmas dúvidas que Jorge Jesus se comporte agora com todos os jogadores como se comportou hoje com Maxi Pereira. Não sou um crente destas coisas, mas também não é isso agora o que mais conta. O que conta é que todos, jogadores e treinador, tenham tomado consciência que a coisa não está para braços de ferro, que não há nada para forçar, que, se são estes jogadores e este treinador a ir até ao fim, têm todos que se comportar dentro dos padrões de respeito que a grandeza do Benfica exige.

E não há dúvida nenhuma que, mesmo que não morram de amores uns pelos outros, o sentimento que hoje todos manifestaram é um forte contributo para o espírito de equipa indispensável ao sucesso. Que o carinho e apoio que os colegas dispensaram ao Maxi, seguindo o mote dado pelo treinador - um indicador que contrasta com o que se viu no passado com Ola John, Carlos Martins ou Enzo Perez – revela grande solidariedade e um espírito de balneário que se dava por perdido.

Claro que é especulativo dizer que isto se deve ao facto Luís Filipe Vieira ter dado à costa. Mas não há grandes dúvidas que, sendo o presidente o responsável pela inaceitável continuidade de Jesus, era mais inaceitável ainda que agora se escondesse, que não deixasse claro que o treinador não ficaria abandonado e cada vez mais fragilizado. É verdade que não deixou nada disso assim tão claro, como se percebeu ao voltar a agitar o fantasma de Fernando Santos, mas basta dizer qualquer coisa… E aparecer, mesmo que tarde e a más horas!

Mesmo que não queira perceber que são benfiquistas que sofrem aqueles que hoje estão descontentes com a sua gestão. São benfiquistas dos 83% que o elegeram, dos que enchem o estádio, dos que pagam as quotas e dos que deitaram fora o comando…

NOTÍCIA INOPORTUNA

Por Eduardo Louro

 

Em dia de aniversário – faz hoje 109 anos – o Benfica anuncia que o seu canal televisivo contratou os jogos de futebol da Liga Inglesa.

Luís Filipe Vieira tinha anunciado para hoje, não exactamente uma prenda, mas uma notícia relevante para o universo benfiquista. Aí está!

À partida esta será uma notícia que poderá revolucionar o paradigma do futebol em Portugal. Poderá quer dizer à Olivedesportos, sem deixar espaço a quaisquer dúvidas, que não andou a fazer bluf. Que o contrato chegou ao fim. Que acabou mesmo. Que não há renovação e que o Benfica vai mesmo para a frente com o seu futebol no seu próprio canal.

Poderá… Mas se assim for é inoportuna!

Não faço ideia se seria possível mantê-la em segredo. Não faço ideia se seria possível escondê-la da empresa de Joaquim Oliveira. O que sei é que a Olivedesportos, a partir do momento em que tenha por certo e garantido que o Benfica lhe fugiu, não mais deixará a equipa em paz. O que é certo é que, se assim for, nesta parte final do campeonato irá valer tudo!

Mas também poderá não querer dizer nada disto. E que, sendo a Liga Inglesa é um grande produto de televisão, sirva apenas para juntar ao pacote Benfica e baralhar as contas do negócio com a Olivedesportos. É que este verdadeiro patrão do futebol português tem todos os contratos indexados ao do Benfica…

Também pode servir para deixar tudo na mesma. Apenas com Joaquim Oliveira a abrir tanto os cordões à bolsa quanto obrigue Luís Filipe Vieira a aceitar. Com a devida valorização da Liga Inglesa: business as usual!

Mas se assim for é igualmente inoportuna: não se faz isto em dia de aniversário!

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