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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Vitória de Pirro

Por Eduardo Louro

 

 

Afinal Blatter não resistiu mais que uns poucos pares de horas à farsa que fora a sua última reeleição. Nã0 quis aceitar os conselhos do seu amigo Platini – também não será exactamente flor que se cheire muito bem, mas será, como afinal estaria há muito escrito nas estrelas, o seu sucessor –, e escolheu acelerar contra o muro. Espetou-se com toda a violência. E muito depressa!

Foi uma vitória de Pirro. Como reconheceu no discurso de resignação, consigo estavam apenas os delegados que no bolso tinham um cartão de voto. Contra si estava, e está, toda a gente do futebol: jogadores, treinadores e público. Mas também patrocinadores.

Percebeu isto tarde de mais. Infelizmente, para ele… Mas especialmente para o futebol. Que já não tem por onde fugir dos interesses geopolíticos que determinaram a atribuição do próximo campeonato do mundo. Nem dos outros, mais insondáveis ainda, que dominaram a entrega do seguinte, numa autêntica subversão do próprio futebol, para inventar a aberração que é um campeonato do mundo de Inverno, jogado a temperaturas acima dos 40 graus!  

 Agora... claro: que seja investigado. Que seja tudo investigado!

 

Pontinha do véu?

Por Eduardo Louro

 

 

Foram presos sete dirigentes da FIFA. Blatter, o chefe do bando, ficou de fora. Como se não fosse... E depois de amanhã há eleições. Que o "o mais bem-sucedido ditador não homicida no último século", voltará a ganhar... Como se hoje nada se tivesse passado...

Mas pode ter-se levantado uma pontinha do véu!

 

 

Brasil 2014 IV

Por Eduardo Louro

 

 

O primeiro jogo do grupo E - o tal, feito por encomenda - entre a Suiça e o Equador, terá sido o mais morno de todos, a convidar mesmo a uma soneca, mesmo ao jeito da hora do jogo, a que nem mesmo os fusos horários trocaram muito as voltas. Ia mesmo dando o primeiro empate da competição, o resultado normal destes jogos que dão sono… Mas acabou por não dar, a quinze segundos do final do jogo que teve três minutos de compensação a Suiça, que ao intervalo perdia por 0-1, marcou o segundo golo e desfez o empate, provavelmente o resultado que mais se ajustava ao jogo. Fraco, repito!

Curioso é que a Suiça, sem que aí nunca atinja prestações dignas de qualquer realce, está quase sempre presente nas fases finais das grandes competições. Quase sempre em razão de sorteios muito simpáticos, como aconteceu na fase de apuramento (com a Islândia, Chipre, Albânia, Eslovénia e Noruega) e se repetiu agora. Depois desta vitória, caída do céu nos últimos segundos, sobre um adversário acessível como é o Equador, restando-lhe as Honduras e a França, tem praticamente garantida a presença nos oitavos de final. O facto da FIFA estar sedeada na Suiça e de Blatter ser um cidadão suíço – e Platini, francês – não são mais que simples coincidências. Nem a tragédia que foi a participação francesa no último mundial – e no antepenúltimo – tem nada a ver com a constituição deste grupo. É apenas sorteio!

A França, de Platini, mas também, lá dentro, de jovens como Varane, Pogba, Matuidi, Cabayé, Valbuena, Griezmann... tudo de primeira água, ganhou facilmente às Honduras, uma selecção assim para o fraquinho, mas das rijas. Durinha, mesmo. Talvez por isso tivessem sido dispensados os hinos… Para evitar que os hondurenhos, que aguentaram até mesmo à beira do intervalo, levassem a coisa ainda mais a sério!

Resistiram até onde puderam, e a sorte – duas bolas na trave da sua baliza – ajudou. Depois, já com a praia ali tão perto, foi o penalti e a expulsão de Palácios. Porque um azar nunca vem só, o segundo golo surgiu logo no arranque da segunda parte, quando a sorte de uma bola do poste vira logo azar, ao bater no guarda-redes hondurenho e entrar. Sem dúvidas, porque agora já há chip na bola!

A segunda parte foi, por isso, um treino de ataque da equipa francesa. Os hondurenhos aproveitaram também para treinar… mas foi mais afinar a pontaria às pernas dos adversários. No fim, a França com 3-0 e Benzema em grande, entrou bem no Mundial. Como se pretendia, e não acontecia desde 1998, em França!

Mas o momento alto do dia foi a estreia de duas entidades míticas. O momento M, de Maracanã e Messi, juntos pela primeira vez! 

Messi chegou tarde ao encontro, com mais de uma hora de atraso, e valeu à Argentina a estranha generosidade que se abateu sobre os defesas neste mundial. Mais um auto-golo, logo aos dois minutos, ditou a vantagem imerecida da selecção das Pampas ao intervalo. Porque surpreendentemente a Bósnia foi melhor, e foi mesmo a única equipa a criar oportunidades de golo. Dos dois guarda-redes, apenas o argentino teve trabalho!

Não se sabe muito bem o que terá passado pela cabeça do seleccionador argentino quando escalou a equipa inicial. Apresentou-se com três centrais, um dos quais o Garay, que vale por dois. Mas, com Mascherano à frente deles, e com o Rojo na esquerda, passam a ser cinco. Com Zabaleta, na direita, passam a ser seis os defesas. Como inventou ainda o regresso do velho Maxi Rodriguez, que apenas andou por lá, nada mais, sobravam Messi, Di Maria e Aguero para agarrar no jogo. Não dava. Nem estavam para isso!

Ao intervalo o treinador argentino mudou, e nem precisou de reparar que tem lá um rapaz no banco chamado Enzo Perez. Bastou passar para quatro defesas, meter um jogador no meio campo e outro na frente. Para que o jogo mudasse e aparecessem as estrelas... E chegasse Messi ao jogo, para fazer o segundo golo. Que só não arrumou com a questão porque a Bósnia, se bem que em circunstâncias mais esporádicas que as da primeira parte, ainda marcou, a pouco mais de cinco minutos do fim.

O povo unido jamais será vencido

Por Eduardo Louro

 

Hoje, no Maracanã (Espanha 10 - Tahiti 0!!!) ouviu-se: "o povo unido jamais será vencido". Pela primeira vez desde o início da competição o sentimento das manifestações populares passou as portas dos estádios. Para Blatter ouvir, certamente!

Mas ele já lá não está. Viajou para a Turquia - para a abertura do campeonato do mundo de sub 20 - onde, como saberá, o futebol não é a coisa mais importante  que por lá acontece. 

A torneira que abre a comunicação entre a rua e os estádios está decididamente aberta!

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