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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

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Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

O princípio do meio

Resultado de imagem para buzinão na ponte 25 de abril

 

Passam hoje 25 anos sobre o bloqueio da ponte 25 de Abril, também conhecido pelo "businão", que muitos dão erradamente pelo princípio do fim do cavaquismo. Foi apenas o princípio de uma nova era na forma de fazer protesto, o princípio do meio e o fim de Cavaco à frente do governo da nação, mas apenas um intervalo no meio do cavaquismo. Que regressaria em pezinhos de lã dez anos depois, forçando uma data de validade há muito esgotada.

Depois de dez anos em S. Bento, e de outros dez de nojo imposto pelos portugueses (bem tentou que fosse apenas metade), seguir-se-iam-se mais dez anos em Belém, de onde Cavaco acabaria de sair de rastos. E de rastos continua, transformado no seu próprio coveiro, o político que, sem ser político, depois de Salazar, mais tempo esteve no poder em Portugal... 

FUTEBOLÊS#119 BLOQUEIOS

Por Eduardo Louro

 

 

O futebolês acaba de enriquecer com mais um léxico: bloqueio. Este é pois bem fresquinho!

Curioso é que este novo nado tenha o pai que tem: nada mais nada menos que o trapalhão treinador do Porto. Como me parece que o adjunto mais adjunto do futebol nacional não tem capacidade natural para tamanha criação, desconfio que este não tenha sido um golpe de génio – que não tem – mas antes o resultado de uma sessão de formação acelerada e mal amanhada, tipo novas oportunidades, ministrada pelo chefe máximo.

Quis a criatura, cuja única especialidade é encontrar culpas alheias e desculpas próprias para o insucesso, matriz de uma casa pouco habituada a ele, encontrar nessa sua invenção a justificação para uma derrota que podia e devia ter sido bem mais expressiva. Mas quis mais – e é duvidando dessa sua capacidade de ver mais além que me parece que a lição tenha sido encomendada – quis, fundamentalmente, intervir no desenrolar do que resta do campeonato através do lançamento de um pseudo-anátema sobre um determinado tipo de lance, de forma a condicionar os árbitros. Nesse tipo de lance como, de uma maneira geral, nas arbitragens que tão bem sabe condicionar e manipular.

Vem nessa linha a reclamação – essa sim já a cargo do boss – de um fora de jogo a Hulk. Que nem existiu nem sequer o jogador estava isolado na cara do guarda-redes em condições de fazer golo, como quis fazer crer.

Bom. Mas isso já não é bloqueio. É querer bloquear os outros!

Quem for leitor habitual do futebolês, e ainda esteja nesta altura a ler esta 120ª edição (já sabem, este tem o número 119 mas o primeiro teve o número 0), estranhará que a prosa já vá aqui sem que tenha sequer sido dado um cheirinho que fosse de uma definição de bloqueio.

A verdade é que eu não sei dá-la. Eu não sei definir o este bloqueio do Vítor Pereira! Porque, bloqueios, tem ele muitos: os mais comuns dão-se na altura das substituições, e são já famosos. Simplesmente porque este, que ele deu à Luz – em sentido literal – não existe. É, mais do que uma invenção, uma desculpa de … mau perdedor. E, como já ficou dito, uma estratégia manhosa!

Confesso que cheguei a admitir que esta estratégia manhosa pudesse vir a transformar-se numa espécie de tiro a sair pela culatra. Ao chamar a atenção dos árbitros para as movimentações dos jogadores do Benfica na área adversária nas bolas paradas, eu tive a ingenuidade de pensar que, com a atenção bem centrada nesses lances, os árbitros passassem a ver todos os agarrões, puxões e empurrões com que os avançados do Benfica são sistematicamente brindados. Pura ingenuidade minha, como confirmaria logo na primeira oportunidade: o jogo de ontem em Olhão!

Afinal o árbitro, apesar da atenção que certamente colocou nesses lances, não viu nada de anormal. Nem os empurrões e puxões a Cardozo e a Javi Garcia. Mas viu, num lance que Aimar e um jogador do Olhanense disputaram – ambos - de pé alto, uma agressão do benfiquista a justificar a expulsão… O mesmo árbitro que já tinha visto razão para expulsar o Cardozo no jogo com o Sporting: é só por isso, porque já o fizera antes, que não posso concluir que tenha já sido o resultado da estratégia de bloqueio lançada na passada terça-feira e desenvolvida ao longo de toda a semana.

A verdade é que esta do bloqueio é apenas uma nuance - e por acaso a mais recente – de uma estratégia mais abrangente e bem mais antiga. E que resulta sempre!

O Benfica não ficou com o caminho para o título bloqueado em Olhão – já se tinham visto bloqueios em Guimarães, Coimbra e na Luz, com aquele golo em fora de jogo - pela manobra da expulsão de Aimar. Já antes havia sinais de algum bloqueamento, mas ela impediu qualquer jeito de ultrapassar os bloqueios da equipa.

E começam a não ficar muitas dúvidas sobre a frequência com a equipa bloqueia nas alturas cruciais.

A época competitiva é longa e exigente? É, mas onde é que está surpresa?

Há algumas disciplinas que fazem parte integrante da gestão de uma equipa de futebol de alta competição: planeamento, gestão da condição física da equipa, distribuição de cargas, curvas de rendimento individual e colectivo, gestão dos índices de motivação, gestão psicológica e mental, etc. Quanto mais competente e criterioso for o uso destas disciplinas menos serão os bloqueios, sejam eles quais forem.

Não sei porquê, mas vem-me frequentemente à cabeça uma famosa frase do Prof. Manuel Sérgio, por sinal dado como assessor de Jorge Jesus. Já a aqui trouxe pelo menos uma vez: “um treinador que saiba muito de futebol, se só sabe de futebol, nem de futebol sabe”!

PS: Não fiz qualquer referência à foto do cabeçalho. Os mais velhos lembrar-se-ão certamente. Para os outros: são imagens de uma célebre Supertaça (Coimbra, 1995) com o Benfica, e eram bloqueios frequentes na década de 90. O árbitro bloqueado é José Pratas!

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