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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

A senhora que se segue

Liz Truss promete agir imediatamente face ao aumento de preços no Reino  Unido - Atualidade - SAPO 24

Liz Truss, de 47 anos, acaba de suceder a Boris Johnson na liderança do Partido Conservador britânico e, por consequência, na liderança do governo. Com escassa vantagem na escolha dos militantes conservadores e, por isso ou não, a suscitar escasso entusiasmo. 

Tida por integrar a ala mais à direita da direita conservadora, prossegue pelo trilho do seu antecessor. O que não será a melhor das notícias, nem para os conservadores, que estão na iminência de passar a pasta aos trabalhistas, nas próximas eleições, dentro de dois anos. A que não é sequer certo que consiga chegar ... 

A (velha) democracia funciona

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Há muito que Boris Johnson mais não faz que tentar equilibrar-se no terreno movediço que criou para montar a sua carreira política, a partir da aldrabice mor que criou de braço dado com Nigel Farage que levou ao Brexit. Não se aguentou, e caiu com estrondo.

Nem a bengala a que se agarrou com a guerra na Ucrânia o segurou! 

Caiu redondo, como caem os trapaceiros em sociedades decentes. Quando se fala em democracias maduras é disto que se está a falar. De bastarem três dias para arrumar com um aldrabão. Por mais poder que exiba, por mais habilidoso que seja, e por mais esperto que se julgue.

 

 

A selectividade de Boris Johnson nos direitos humanos

 Un tribunal británico autoriza el primer vuelo de deportación de  inmigrantes a Ruanda - Infobae

O primeiro voo do programa de Boris Johnson contratado com o Ruanda para deportar refugiados da Síria, Sudão, Eritreia, Irão e Iraque, que pediam asilo político, foi ontem cancelado por decisão do Tribunal Europeu dos Direitos do Homem (TEDT), que obrigou o avião a permanecer em terra. Mas apenas adiado, nas palavras do próprio primeiro-ministro britânico, e da sua ministra do interior, Priti Patel, autora do programa, desapontada mas não dissuadida: "Recursos legais e alegações de última hora fizeram com que o voo de hoje não tenha podido descolar (...) Não nos dissuadiram de fazer o que é certo (...) a preparação para o próximo voo começa agora". “Se não forem neste voo, irão no próximo” - acrescentou a também irredutível ministra dos negócios estrangeiros, Liz Truss, dada como possível sucessora do acossado Boris Johnson.

Nem que para isso tenham de abandonar o TEDT!

Os líderes da Igreja Anglicana denunciam a "política imoral que envergonha o Reino Unido". O príncipe Carlos acha a ideia "horrorosa". A oposição reprova-a, em bloco. E a imprensa dá conta dos custos absurdos do programa. Mas que importa isso quando, acabado de escapar à tangente a uma moção de censura, com o caos na Irlanda do Norte, e com movimentações na Escócia para um novo referendo à independência, Boris Johnson, vê nas sondagens que apontam no reforço do sentido xenófobo, que alimentou o sim ao Brexit, a forma de salvar a pele?

 

 

Sempre em cima do acontecimento

A BOLA - Marcelo agradeceu pessoalmente o trabalho do enfermeiro ...

 

Boris Johnson já teve alta, regressou a casa e, em breve, regressará ao Nº 10 de Downing Street, provavelmente já sem dúvidas sobre a covid-19. Mas a notícia é o Luís, o enfermeiro português que, ao lado de uma enfermeira neozelandesa, o primeiro-ministro inglês colocou no topo de uma lista donde sobressaíam nomes pouco britânicos.

As catástrofes têm muitas vezes destas coisas...

Pronunciado o nome "Luís, de Portugal, perto do Porto" logo por cá se instalou o lufa-lufa de tirar o Luís do anonimato. E pouco depois já havia fotografia, já se sabia que tinha 29 anos, estudara em Lisboa e que "perto do Porto" era Aveiro.

Ainda não se sabia disto e já se sabia que o Presidente Marcelo já tinha falado com ele... Sempre, sempre em cima do acontecimento!

 

 

Números com nomes

 

        Radomir Antic, antigo treinador de Atlético, 'Barça' e Real ...

 

Não é apenas com números que se está a fazer a história desta pandemia. É também com nomes.

É quando os números ganham nomes que deixam de ser simples números. Os números dos óbitos tinham já nomes famosos do teatro, do cinema, da música, da dança. da comédia, do desenho ... A partir de ontem têm também nomes do futebol. Radomir Antic, o treinador sérvio que se tornou numa lenda do futebol espanhol, e o único a treinar os três grandes de Espanha, aos 71 anos, emprestou o seu nome a este números. Pepe Guardiola emprestou o da sua mãe...

Que tenha sido Boris Johnson a emprestar o seu para o número de infectados em cuidados intensivos poderá ser simples ironia do destino. Que não se deseja a ninguém. Nem aos que, com ele, mais exuberantes foram na primeira fila da negação da realidade.

 

Boris Johnson confiante | Euronews

 

Get brexit done

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Boris Johnson ganhou as eleições no Reino Unido, numa vitória esmagadora, com maioria absoluta. Tudo normal, e nada que  estivesse por completo fora das previsões.

O que já não parece tão normal é o que se vai ouvindo por aí a respeito do senhor. Que o homem é brilhante e que não tem nada a ver com Trumps e Bolsonaros. De comum só tem a mentira. Mente, mas não é ignorante e é mesmo uma mente brilhante. E é muito culto.

Apenas mente, mente compulsivamente. Ser mentiroso já não é nada de criticável num político, nem mesmo no chefe do governo da mais antiga democracia do planeta.

Ao que chegamos...

O fim do Reino Unido

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As peripécias do Brexit, em cena há mais de três anos, mostram-nos exuberantemente as diversas faces do populismo, e a da irresponsabilidade em todo o seu esplendor.  

À entrada para o fim-de-semana, e cansados de três anos de folhetins sem que a "estória" saia do mesmo  sítio, acreditávamos que finalmente União Europeia e governo britânico, ou o que resta disso, tinham conseguido dar corpo a um acordo, e que Boris Johnson seria poupado a fazer-se de "morto numa vala". Estava tudo certo, e só era preciso que o Parlamento britânico, no sábado, aprovasse o acordo finalmente encontrado. 

Não aconteceu assim, o Parlamento não se pronunciou sobre o acordo e, em vez disso, aprovou novo adiamento da data do Brexit para Janeiro, obrigando Boris Johnson a formalizar um novo pedido de adiamento, que tinha jurado nunca fazer: "antes morto numa vala". O que esta espécie de criança a brincar aos primeiros-ministros resolveu, numa brincadeira pouco elaborada para a idade, solicitando o adiamento numa carta não assinada, a que juntou outra, essa sim, assinada, a manifestar-se contra o pedido apresentado.

Aquela irresponsável - por impreparada - ideia que David Cameron levou ao Parlamento em 2015, e que conduziu ao referendo de Junho do ano seguinte, deu nisto. E isto não é apenas um impasse que já vai em mais de três anos. É isso, e as ruas cheias de gente contra o Brexit, mas com o miúdo em primeiro-ministro a subir as sondagens. É isso e o fim do próprio Reino Unido em passo acelerado...

 

 

 

Brexit - o axioma!

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Diz-se que, afinal, o Parlamento atrapalhou as contas de Boris Johnson. Não sei se atrapalhou. Impediu-o de avançar com a saída sem acordo e, acima de tudo, impediu-o até de a utilizar como arma negocial com a União Europeia.

Como não creio que se possa acusar os deputados britânicos de impor limites à defesa dos interesses do país, tenho de concluir que entendem que seria uma arma muito perigosa nas mãos daquele primeiro-ministro. Acho que os deputados fizeram bem, o que não quer dizer que Boris Johnson tenha saído definitivamente derrotado.

Da mesma forma que nada do seu plano poder ficou ganho quando avançou para a suspensão do Parlamento, também agora nada ficou decididamente perdido. Pelo contrário, foi até um passo importante para chegar às eleições antecipadas, afinal o grande objectivo do projecto de poder do exuberante primeiro-ministro inglês. Mesmo que, ao anunciar a sua necessidade, tenha dito que era contra a sua vontade, que não as queria. 

Acontece que convocar eleições não é prerrogativa incondicional do primeiro-ministro. Terão que ser convocadas por dois terços dos deputados (434 dos 650) ou, em alternativa, na sequência de uma moção de censura. E nenhuma destas condições estão já aqui ao virar da esquina.

No meio disto tudo, a maior vitória de Boris Johnson é, por mais paradoxal que possa parecer, a consolidação do brexit. Quando continua em causa na sociedade britânica, deixou de estar em dúvida na agenda política, e passou a axiomático. Apenas se discute se com, ou sem acordo!

 

Novo mundo*

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 O mundo novo que se abriu há quatro anos com o brexit, e com a eleição de Trump, está aí. À vista de todos, e com tudo à mostra.

Os últimos dias foram ricos em manifestações deste mundo novo. Como se não bastasse o que se passou na reunião do G7, e o que se está a passar na Amazónia, ou o apoio declarado e expresso de Trump à política e à personalidade de Bolsonaro, e ao brexit e a Boris Johnson, assistimos em Itália e no Reino Unido, a dois autênticos golpes de Estado. O primeiro, em Itália, à primeira vista, fracassado. O segundo, à primeira vista, bem-sucedido! 

 Em Itália, Matteo Salvini, vice-primeiro-ministro e representante deste novo mundo na paisagem política italiana, derrubou o seu próprio governo para seguir para eleições, atrás das sondagens que lhe prometem o reforço da sua expressão eleitoral e a possibilidade de conquistar o poder neste novo mundo.  Saiu-lhe furado. As instituições italianas funcionaram e, em vez das eleições ambicionadas por Salvini, saiu um novo governo do actual quadro parlamentar, pronto a concluir a legislatura.

No Reino Unido, Boris Johnson fez diferente, mas com a mente no mesmo objectivo. Para concluir o brexit até à data de 31 de Outubro, o novo primeiro-ministro britânico e parceiro de Trump, decidiu fechar o Parlamento. Fechado, sem deputados a discutir e a votar, Boris Johnson decide sozinho como e quando abandona a União Europeia. Sendo que o quando é já, e o como é sem acordo. Custe isso o que custar, incluindo a própria integralidade do Reino Unido, porque do outro lado do Atlântico há um tio Sam a acenar com “tremendous” acordos comerciais. Fechado o brexit, parte para eleições. E, com as receitas conhecidas, ganhá-las-á – espera ele. Ele e os seus parceiros deste novo mundo!

Até aqui as coisas parecem correr-lhe bem. Mas ainda não são favas contadas. Há ainda muita coisa que lhe poderá correr mal. E pode até ser que nem corra tudo mal sempre aos mesmos…

* Da minha crónica de hoje na Cister FM

Pedimos desculpa por esta interrupção. A democracia segue dentro de momentos!

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A ideia já tinha passado cá por Portugal, aqui há 10 anos, lançada por uma senhora então candidata a primeira-ministra. Era um pouco mais ambiciosa, é verdade: propunha na altura a suspensão da democracia por seis meses. Foi agora recuperada por Boris Johnson, o homem certo para conduzir com êxito o brexit, que está a fazer tudo bem, como diz o presidente americano, para quem também Bolsonaro está a fazer tudo o que deve ser feito. Netanyahu, também, mas esse já nem precisa que Trump ande a dizê-lo...

Pois, o novo primeiro-ministro britânico, que não foi eleito porque a mais velha democracia da Europa também tem destas coisas, não foi tão longe como Manuela Ferreira Leite preconizava na altura, mas chegou lá. Como tem de tratar da saída sem acordo até 31de Outubro, e está visto que o parlamento, eleito democraticamente, só atrapalha primeiros-ministros não eleitos, requereu à rainha a suspensão do parlamento britânico por cinco semanas. Menos que 6 meses, é certo, e apenas o estritamente necessário para que esteja fechado sem incomodar o sócio de Trump na tramitação do brexit. Mas conseguiu, enquanto a experiência portuguesa ficou por terra... A rainha aceitou!

Dizem que não tinha outra forma... 

 

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