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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Brincadeiras*

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 A notícia é de um destes dias – anteontem, se não estou em erro – e é mais um exemplo da forma como somos informados.

Reza assim: “Juiz manda arrestar mais de mil milhões em contas suspeitas”.

Foi dada pelo Jornal de Notícias, referia-se a saldos de contas bancárias de responsáveis do BES indiciados de acções criminosas e foi praticamente replicada em todos os jornais e televisões. Com mais ou menos pormenores, mas sempre sem qualquer perplexidade. Entre os pormenores ressaltava o objectivo de arrestar um montante de mil milhões de euros, com destino a pagar as indemnizações de todos os chamados lesados do BES, objectivo que apenas o jornal que deu a notícia em primeira mão considerou difícil de atingir. Para os restantes, nem isso.

Quer dizer, dois anos depois da resolução do BES, a Justiça portuguesa decide arrestar as contas bancárias das pessoas e empresas ligadas ao Banco e ao grupo que o integrava. E a imprensa portuguesa acha que o dinheiro que existia nessas contas lá continuou durante dois anos, à espera que alguém se lembrasse de o ir a buscar para pagar a todos os que os seus titulares tinham enganado. Ou quer fazer-nos crer que acha…

Não sei se existem formalidades e preceitos que impedissem a Justiça de fazer o óbvio na altura própria. No acto de resolução, evidentemente.

O arresto das contas bancárias agora anunciado é tão mais ridículo quanto, já em Maio de 2015, a mesma Justiça foi mal sucedida quando decretou o arresto de imóveis dos mesmos arguidos. Se, nove meses depois da resolução, não foi, como não poderia ir, a tempo de encontrar os imóveis na posse dos arguidos, a Justiça portuguesa acha que, passados mais quinze meses, vai encontrar dinheiro nas contas bancárias.

E os media, que insistem em fazer de nós parvos, também. Quando é também notícia que o Tribunal de Contas apurou que a tentativa falhada de venda do Novo Banco custou 10 milhões de euros. Ou que as propostas que há para a compra estão ao nível da venda do BPN… Ou os prejuízos dos bancos, praticamente de todos, por causa das imparidades…

Parece que se continua a brincar com coisas sérias.

* Da minha crónica de hoje na Cister FM

CRAVO, FERRADURA E BRINQUEDOS

Por Eduardo Louro

 

Ao mesmo tempo que dá uns tiros na coligação o governo segura-a com o melhor dos cimentos: o boyismo!

À tempestade do Relatório do FMI, com ministros e deputados do CDS a ameaçar partir a loiça toda, segue-se a bonança de mais um conselho de administração nas mãos de um dos seus boys.

Fica-se sem saber se é o governo a dar uma no cravo e outra na ferradura ou se apenas a estratégia clássica do mais pequeno, que berra para lhe darem o brinquedo.

Manuel Queiró é o novo presidente da CP. Boa pessoa, certamente. Capaz, eventualmente. Aos 60 anos – ou à beira disso -, não se lhe conhece currículo para tamanha tarefa. Não se lhe conhece o exercício de funções executivas onde quer que fosse nem qualquer experiência ou especiais aptidões em transportes, ferroviários ou outros. Mas entrega-se-lhe a responsabilidade maior pela gestão da maior das empresas do sector que mais dores de cabeça dá ao país!

Continuamos a brincar: é o que é. E depois diz-se que o Estado é mau gestor. Tem que começar a dizer-se é que mau accionista… Não sabe escolher os seus gestores!

BRINCAR COM COISAS SÉRIAS

Por Eduardo Louro

 

É absolutamente inaceitável que alguém, quem quer que seja, faça uma chamada falsa para o 112. Faz parte dos princípios básicos e da mais elementar educação cívica. Tanto que, depois de inúmeras campanhas de sensibilização, passou a ter enquadramento criminal.

É chocante que seja uma jovem deputada – e se aqui o género é irrelevante o mesmo não se poderá dizer da idade – a fazê-lo. É vergonhoso que o tenha feito em plena sessão na Assembleia da República para, conforme revelou com a maior das canduras e uma inocência infantil, testar a qualidade do depoimento em curso do responsável do INEM. É escabrosa a forma como, no clímax de uma atitude irresponsável, a deputada Joana Barata Lopes apresenta a sua conclusão: o tempo de atendimento não fora de 9 segundos, como sustentava o responsável do INEM, mas de 14, como ela própria acabara de constatar. É ridículo que o PSD venha, depois de perceber o disparate da sua jovem deputada, dizer que “não se tratou de uma chamada falsa mas de um teste circunscrito”. Seja lá isso o que for.

Mas isto é repugnante! Haja decoro!

 

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