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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

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Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Burlas boas e más, ou exemplos que o não são...

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A "estória" do "The Shed at Dulwich", o restaurante londrino que nunca existiu e chegou ao topo da lista do TripAdvisor, tende a ser apresentada como o mais flagrante exemplo da facilidade em manipular a informação nas plataformas digitais e em particular nas redes sociais.

Mal, erradamente, do meu ponto de vista. Por duas razões fundamentais: a primeira é porque se trata de uma burla. e as burlas existiram no passado, continuam a existir na actualidade, e seguramente que continuarão a existir no futuro. Existem na rua, nos mais sofisticados escritórios, ou nos melhores hotéis. Mas uma burla bem feita, mesmo que não tenha tido por fim  lesar objectivamente ninguém para obter qualquer vantagem. Uma burla boa, e ainda por cima bem feita. O que leva à segunda: não é fácil. Não é nada fácil fazer isso bem. Exige muito e múltiplo talento, como uma boa burla sempre exigiu. 

Diferente, mas também burla, e burla a sério para prejudicar uns e beneficiar outros, são as "fake news", que nem sequer são um exclusivo - nem de perto, nem de longe - das paltaformas digitais e das redes sociais. Outra ainda, e essa sim toda a débito das redes sociais, são as notícias que não são notícia. Mas essas são normalmente tão mal feitas que não têm grande futuro, mesmo quando transformadas em bola de neve, que tudo leva à frente.

 

COISAS DA JUSTIÇA II

Por Eduardo Louro

 

Os crimes chamados de colarinho branco continuam impunes. Em Portugal, como se sabe, quem tem dinheiro encontra sempre forma de fugir à Justiça, pagando bem a advogados que vão encontrando sempre mais um papel para juntar ao processo, mais uma aclaração e mais umas centenas de testemunhas para arrolar. Que aparecem depois nas televisões a queixar-se da morosidade…

As burlas com o Fundo Social Europeu são apenas os progenitores do Furacão, do BPN e de não sei quantos outros crimes que nos trouxeram até aqui. Três décadas depois só se ouve falar deles porque prescreveram … ou, às vezes, ainda por piores razões: ainda há pouco se falava da UGT, e da forma como, por elas, para sempre ficara refém do(s) governo(s).

Agora foi o famoso caso Partex, mas há mais, muitos mais, que a coberto de um sistema ultragarantístico, desenhado à medida dos projectos de poder, vegetam durante décadas até à morte final, tranquila e redentora…

 

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