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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Campeões....Campeões....Nós somos campeões...

Por Eduardo Louro

 

 

O Benfica é campeão. É bicampeão!

Era preciso ganhar em Guimarães. E a equipa entrou com pressa de ganhar, de acabar com a ansiedade. Sim, de acabar com ela e não de a evitar. Era inevitável.

Aos três minutos já o Benfica tinha desperdiçado duas enormes oportunidades de golo, com Jonas a rematar à trave e com Lima, isolado à frente do guarda-redes, a atirar por cima. Logo a seguir chega mesmo ao golo, mas Soares Dias, sempre em foco, anulou por fora de jogo inexistente. Pouco depois a bola saía dos pés de Maxi encaminhada para a baliza, mas no último momento resolveu ir de encontro ao poste. E voltou a não entrar.

O primeiro quarto de hora foi de sufoco permanente, que o treinador do Vitória tentava desesperadamente que os seus jogadores quebrassem por todos os meios, até que o guarda-redes percebesse que tinha de simular uma lesão, para lhe dar a oportunidade do desconto de tempo que o futebol não contempla.

A partir daí os jogadores do Guimarães começaram a levar o jogo para a quezília, tarefa que voltou a ter por protagonista principal um jogador emprestado pelo Porto. Desta vez chama-se Octávio, e não só escapou à expulsão como ainda “arranjou” um incrível amarelo para Fejsa. É sempre assim. Tem sido sempre assim… Os jogadores que o Porto espalha pelas equipas do campeonato também servem para isto. No último jogo, com o Penafiel, foi a mesma coisa… E conseguiram o afastar o Samaris do jogo de hoje. E que falta ele fez!

Na segunda parte não se repetiu o sufoco. Nem as grandes oportunidades de golo. O tempo ia passando, a ansiedade aumentando e a clarividência caindo. Aos 60 minutos Gaitan e Salvio construíram com grande espectáculo a última oportunidade. E aos 63 o árbitro Soares Dias explicou que não quis expulsar o capitão do Vitória, e que o critério de amostragem dos cartões amarelos não era para ser percebido.

À medida que o último quarto de hora se aproximava percebia-se que as coisas começavam a não sair bem. O filme de Braga, mas especialmente o de Paços Ferreira, começava a passar na cabeça de toda a gente. Tanta oportunidade de golo depois, tantas bolas nos ferros depois, o golo não aparecia e o 34º título de campeão nacional parecia que se faria esperar mais uma semana.  

Em Lisboa, no Restelo, as coisas tinham corrido ao contrário. Lá era o Belenenses a jogar e a criar oportunidades, mas quem marcava era o Porto, à beirinha do intervalo…

Mas seria de lá a vir a notícia que o D. Afonso Henriques se negava a dar. Faltavam cinco minutos para o jogo de Lisboa acabar, e pouco mais de dez em Guimarães (não, não é do fuso horário) quando o Belenenses marcou o golo que ao Benfica hoje sempre fugiu. E começou a festa…

Que vai durar até ás tantas. Porque ser campeão é uma grande festa. E 34 são 34. E o bi  já fugia há 31 anos…

BENFIIIIIIIIIIIIICA!

Quebrado o enguiço

Por Eduardo Louro

 Benfica inicia defesa do título com triunfo

 

Aí está o campeonato. O campeonato do regresso do Boavista, agora certamente Boavistinho, que isto já não dá para Boavistões. E também o campeonato da Liga sem patrocínios, bem estampado na monocromia dos painéis expostos na zona das entrevistas rápidas. Preocupante, sem dúvida!

O Benfica contrariou a regra de não entrar a ganhar. Desta vez arrancou com uma vitória que, valendo os mesmos três pontos de qualquer outra, tem o seu quê de especial. Desde logo por quebrar um enguiço que quem assistiu ao início do jogo apostaria estar aí para durar…

Porque o Paços de Ferreira, marcado pelo regresso – com toda a dignidade, é de salientar – de Paulo Fonseca, entrou muito bem, superiorizando-se no meio campo e assegurando a partir daí o controlo do jogo, mas também porque desde logo se percebeu que Cosme Machado estava ali por encomenda. Bem se esforçou para que a tradição se mantivesse, começando por amarelar logo a abrir o Enzo Perez para, pouco depois, inventar um penalti contra o Benfica. Depois, e até ao fim, foi sempre igual a si próprio, ele que é um velho conhecido…

O Benfica não jogou especialmente bem, durante muito tempo faltou-lhe velocidade e dinâmica, com os jogadores muitas vezes sem profundidade. Mas passados os primeiros vinte minutos, em que o Paços foi claramente superior e em que Artur, apostado em vender caro o lugar, segurou o jogo quando defendeu o penalti, e alcançado o golo inaugural numa combinação de excelências – o excelente toque do excelente Gaitan para a excelente desmarcação, com o não menos excelente remate do excelente Maxi (o homem do jogo) –, o Benfica assegurou definitivamente o domínio do jogo.

Os problemas que o jogo pôs, para além dos postos pelo Paços, tiveram a ver com Enzo, que nunca se encontrou com o jogo, o que só por isso não é tão estranho como a sua saída, ainda na primeira parte, e que deverá querer dizer algo de muito parecido com adeus. E com Talisca, que sendo evidentemente jogador, não é um avançado... Por isso Jorge Jesus teve de andar às voltas com aquele meio campo, que só verdadeiramente estabilizou com André Almeida e Rúben Amorim. 

No fim de contas valeram os dois golos da ala direita, porque também o segundo, do Salvio, foi excelente. E valeu que Luisão voltou a mostrar por que é que não pode sair para lado nenhum! 

E parece que afinal, porque saiu quem saiu e virá a sair quem vier ainda a sair, Jara vai mesmo ficar no plantel. E hoje até jogou qualquer coisa... Se o Jesus vier a fazer dele jogador será certamente a cereja no topo do bolo. Não acredito, mas cá estarei para, com todo o gosto, dar a mão à palmatória.

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