A escola de candidatos

As presidenciais do próximo ano parecem ter mel. Em breve teremos mais candidatos à Presidência da República que à do Benfica (pronto, também é mais importante!).
Aos estabelecidos Gouveia e Melo, Luís Marques Mendes, António José Seguro e António Filipe - por ordem de chegada, que no caso é de partida - fala-se ainda de Sampaio da Nóvoa, Cotrim de Figueiredo e Paulo Portas. De fora já ficaram Augusto Santos Silva e, presume-se, André Ventura. E a correr por fora estão o inevitável Tino de Rãs, e a nova inevitável Joana Amaral Dias.
Agora surge Rui Moreira, o ainda Presidente da CM Porto, ele próprio a chegar-se agora à frente. Ele que, há pouco mais de um mês, quando o seu nome foi soprado, garantia não estar talhado para o cargo, considera agora que já está apto.
Há muito quem se interrogue sobre o que, de repente, talhou Rui Moreira para o cargo. A resposta só pode ser uma - a televisão: o espaço de comentário na televisão.
Depois de Marcelo ter mostrado como se faz, fez escola que o comentário na televisão é o tirocínio de eleição para os candidatos a presidente. Para formar presidentes, pelo que tem percebido pelo exemplo à vista, não é propriamente uma escola recomendável. Mas, na foma(ta)ção de candidatos, dá cartas. O Rui Moreira acredita tanto que nisso que lhe bastaram dois meses de estúdio e câmaras para ficar talhado!
PS: o texto foi editado para corrigir Artur Santos Silva para Augusto Santos Silva