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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

É Carnaval, ninguém leva a mal

 

O juiz Neto é um incompreendido. Coitado, nada lhe sai bem. Veja-se bem como uma simples partida de Carnaval o transformou num alvo de todas as partidas de Carnaval. O homem só queria também ele brincar ao Carnaval. Ainda pensou em comprar uma daquelas bisnagas de plástico para atirar água às pernas das mulheres mais descuidadas... Que se põem a jeito, de perna ao léu... Depois achou que não, que processar a malta toda tinha muito mais piada... e não constipava ninguém.

Mas nem assim... Até um jogo de computador inventaram a atirar merda para cima da criatura. O que vale é que ... "é Carnaval, ninguém leva a mal"!

 

MISSÃO PUNITIVA

Por Eduardo Louro

  

Restam cada vez menos dúvidas que este governo, e Pedro Passos Coelho em particular, entendem que estão investidos da nobre missão de punir os portugueses, essa cambada de preguiçosos e malandros que não gosta de trabalhar e que nada mais vê que feriados e pontes, folia e carnaval. Que vive há anos no dolce fare niente de sol e praia, entre festas e copos, à custa do dinheiro que foi pedindo emprestado até não poder mais!

Pedro Passos Coelho não se sente na pele do capataz da União Europeia e do FMI, que tem por missão exclusiva velar pela execução as suas ordens: sente-se na pele do carrasco que executa a pena com sádico prazer.

Sente que está incumbido da missão histórica de livrar o universo de uma espécie humana que não tem cabimento na sua visão do mundo, por acaso a mesma dos pobres coitados que, enganados e vigarizados por essa cambada, despejaram generosamente o seu dinheiro pelo pequeno rectângulo da ponta ocidental da Europa onde, ao longo de anos, se foi concentrando a última casta da humanidade que acreditou poder viver do que caía do céu. Por isso os enxota do conforto do rectângulo, pouco lhe importando o destino que tomam. Manda emigrar uns enquanto vai exterminando os outros!

É assim se percebe o discurso piegas. É assim que se percebe a estória do carnaval. É assim que se entende a extinção de feriados, mesmo que marcantes da construção da identidade nacional. E é assim que se compreende que um primeiro-ministro possa mandar dividir o PIB por 365 para saber quanto custa cada feriado!

É CARNAVAL!

Por Eduardo Louro

 

Ontem à noite um grupo de rapazes e raparigas da geração à rasca interrompeu um pacato jantar de campanha de Sócrates, em Viseu.

E incomodou!

Incomodou porque se incomoda sempre que se interrompe o que quer que seja. Mas incomodou muito mais porque estavam lá as televisões, que mostraram tudo. E incomodou ainda porque foi logo no início de uma semana verdadeiramente incomodativa para Sócrates – o que é mais do que justo, porque há muito que é ele a incomodar-nos durante semanas, meses e anos a fio!

Esta semana incómoda – tomada posse do Presidente, com um esperado discurso incomodativo, moção de censura, que apesar de tudo ainda trará os seus incómodos, e a terminar com a bastante incomodativa manifestação de sábado – é bem capaz de deixar Sócrates à rasca. Com os ouvidos ainda a acusar o zumbido dos ecos de uma certa votação num festival de cantigas, e a face já roborizada a pensar naquelas imagens a atravessar a Europa lá para Maio, aquela inesperada manifestação de hostilidade ali nas barbas de toda a sua rapaziada não era bom sinal.

Sócrates, no seu melhor, esforçou-se por desvalorizar: “…é isto que fazemos uns aos outros no Carnaval”!

Será que Sócrates acha mesmo que tudo isto não passa de uma partida de Carnaval?

Admito que sim! Porque ele acredita mesmo que vivemos num Carnaval permanente. Que o que é preciso é mascarmo-nos, fazer de conta. E que pode continuar a pregar-nos as suas partidas. Porque é Carnaval, ninguém leva a mal!

 

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