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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

O princípio do meio

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Passam hoje 25 anos sobre o bloqueio da ponte 25 de Abril, também conhecido pelo "businão", que muitos dão erradamente pelo princípio do fim do cavaquismo. Foi apenas o princípio de uma nova era na forma de fazer protesto, o princípio do meio e o fim de Cavaco à frente do governo da nação, mas apenas um intervalo no meio do cavaquismo. Que regressaria em pezinhos de lã dez anos depois, forçando uma data de validade há muito esgotada.

Depois de dez anos em S. Bento, e de outros dez de nojo imposto pelos portugueses (bem tentou que fosse apenas metade), seguir-se-iam-se mais dez anos em Belém, de onde Cavaco acabaria de sair de rastos. E de rastos continua, transformado no seu próprio coveiro, o político que, sem ser político, depois de Salazar, mais tempo esteve no poder em Portugal... 

Quinta-feira (d)e outros dias...

Passos promete dizer e juntar muitas coisas em complemento às memórias de Cavaco

 

Presente na sessão de apresentação do boletim de coscuvilhice e lavagem de roupa suja de Cavaco, Passos Coelho, que considerou tratar-se de uma “contribuição muitíssimo relevante para o entendimento dos tempos da ‘troika’, prometeu dizer e juntar-lhe muitas coisas no livro que, também ele, está a escrever

Chama-se a isto ter uma vaga ideia de técnicas de marketing. O suspense, determinante na arte da escrita de ficção, está criado. Nunca se sabe se o que tem para dizer acrescenta ao entendimento dos tempos da troika, se há coscuvilhice, ao voyeurismo e às adjectivações baratas de Cavaco. Ou - sabe-se lá? - se, num golpe de arrojo, o que tem para dizer não é uma resposta de manual à de falta de experiência que generosamente Cavaco lhe aponta...

  

O "artista"

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Aí está de novo Cavaco, em nova prova de vida, agora com o segundo volume, e último capítulo, das suas memórias - “Quinta-feira e Outros Dias”. Não vindo daí nada de bom, daí não viria também grande mal ao mundo. O diabo - ele existe, nem que esteja apenas nos pormenores - é que, com este segundo volume, dá por concluída, nas suas próprias palavras, a prestação de contas aos portugueses.

Sendo tudo tão estranho em Cavaco, já ninguém estranha esta sua estranha maneira de prestar contas. Para Cavaco, prestar contas é apontar o dedo aos outros. Cavaco não presta contas de nada do que deve, apresenta as contas do que acha ele que os outros devem. Das suas contas, nada... E daquelas que ele sabe que nós sabemos que ele sabe, menos ainda que nada... 

Um artista, este Cavaco... Ao pé dele, Costa, o verdadeiro artista na ponta do seu dedo, não passa de um simples aprendiz. Com melhor feitio, evidentemente...

 

O prefácio

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Foi ontem apresentado (por Marques Mendes) no (meu) ISEG um livro de Eduardo Catroga: "Gestão, Política e Economia - Vivências e Reflexões". É uma espécie de "Memórias" de um dos mais proeminentes exemplares da fauna giratória do centrão que tem dominado a vida política do país nas últimas décadas, que assumiu especial protagonismo no processo de instalação da troika, em 2011. Terá por isso os seus pontos de interesse, nem que seja por razões voyeuristas, se  outras não houver. Mas eu fico-me pelo prefácio.

E...o prefácio é de quem? 

Acertaram. De Cavaco Silva, quem mais poderia ser? 

E, tendo sido escrito por Cavaco, quem é a estrela do prefácio?

Acertaram de novo: o próprio Cavaco, como não poderia deixar de ser...

Obcecado com a irrelevância a que se conduziu, Cavaco não perde a mínima oportunidade para se pôr em bicos de pés. Na improvável hipótese de Dias Loureiro vir a publicar as suas "memórias", o provável prefácio de Cavaco seria apenas mais uma oportunidade que não desperdiçaria.

Desconfio que Cavaco desconfia dos historiadores, e quer ele próprio deixar escrita a sua História. Ou pelo menos o prefácio...

 

Mais estranhezas...

 

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Cavaco Silva, juntando-se ao coro de carpideiras por Jona Marques Vidal, classificou de "algo estranhíssimo a sua não recondução".

É estranho que ache estranhíssima a não recondução da ainda Procuradora Geral da República, sem achar estranhíssimo que continuem à solta todos os seus amigos do BPN. Sem achar estranhíssimo que a comissão de honra da sua segunda candidatura à presidência da República mais parecesse o quadro de honra da criminalidade financeira em Portugal. Sem achar estranhíssimo ter até feito deles Conselheiros de Estado. Sem achar estranhíssimo que, como Presidente da República, tenha exortado os portugueses a comprar acções de um banco falido, sem achar estranhíssimo que esse banco tivesse sido o maior e principal financiador da sua campanha. Sem achar estranhíssimo que tenha condecorado todos os que, é hoje claro e indesmentível, mais roubaram e mais destruiram neste país. Todos. sem lhe escapar um ( a excepção de Sócrates, só confirma a regra) ... 

O que não é estranho é que o político (que mais poder teve no país), que não era político, não tenha vergonha na cara. Nem que esteja ainda convencido que o que diz tem alguma importância...

O dito por não dito ...

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Meio mumificado, numa universidade a fingir, onde uns fazem de alunos e outros de professores, numa espécie de brincar às casinhas, Cavaco fingiu de professor mal amanhado e, a propósito e a despropósito, desatou a vomitar ódio e a cuspir veneno sob a forma de opinião.

A malta, que começou a desconfiar do Cavaco com aquelas coisas do BPN, e do Dias Loureiro,  com aquelas coisas do BES, que era tudo gente séria, não tanto como ele, porque disso ainda estava por nascer. Ou com aquelas coisas de fazer comendadores gente muito séria, quase tão séria mas nunca tão séria como ele, porque … claro, disso ainda estava por nascer. A malta – ia dizendo – já não tem paciência para as suas alarvidades. Já não está para o aturar… e manifesta-lho, sem deixar dúvidas.

A máquina de Passos, que revê em Cavaco a ideologia que a realidade lhe despedaçou, não aceita que já não haja quem esteja para o aturar. E como não tem jeito para nada, mas não é de se ficar, saiu para a confusão e tratou de virar tudo de pernas para o ar, para fazer crer que criticar a opinião da criatura é por em causa o direito da criatura à opinião.

Chicos espertos, porque, esperto, é mesmo o Marques Mendes. Sabe-a toda. Até conseguiu dizer que, tendo Cavaco sido infeliz a dizê-lo, teve “carradas de razão” no que disse. E passou ele a dizer o não tinha sido dito. Mas cheio de razão. Com “carradas de razão”, na SIC.

É fácil dar o dito por não dito. Dar por dito o não dito é outra coisa. E mostrar como se faz, com a mesma falta de vergonha, mas com muito savoir faire, é ainda outra.

Disparates

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O presidente Marcelo tem sido praticamente unânime. Tenta agradar a toda a gente, e a verdade é que o tem conseguido. Mas a verdade é, também que, consegui-lo, vai contra a sua natureza irrequieta: "agradar a todos é bom; mas é uma grande chatice"!

Por isso de vez em quando resolve fazer uns disparates, para que isto não seja uma grande chatice. Esta semana tivemos notícia de dois, e ambos têm a ver com concedorações : um ocorreu há já três meses, e só agora teve destaque com o estrondo de um vídeo dos terroristas do daesh; o outro é do início da semana, e a sua notícia chegou de mansinho, quase sem se dar por ela.

A condecoração do rei de Marrocos, Mohamed VI, com o Grande-Colar da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada é um disparate, é uma autêntica gafe. Condecorar um chefe de estado islâmico com símbolos de uma religião adversa contraria as mais elementares regras de bom senso. Tanto pior que, como se sabe, a figura de Santiago foi sempre a mais invocada nas campanhas de expulsão dos mouros da península. a ponto de ter até ficado conhecido por mata-mouros. Que Mário Soares tenha feito exactamente o mesmo, em 1993, com Hassan II, o pai do actual monarca, não serve de atenuante. Pelo contrário!

Marcelo teria muitas razões para condecorar Cavaco Silva. A mais forte de todas seria certamente por Cavaco ter sido tão mau que lhe permite a ele próprio, agora, parecer tão bom. Mas... condecorá-lo pela sensiblidade social? "Agradecer-lhe ter sabido compreender o que se passava na sociedade portuguesa"?

Por amor de Deus... Ou de Santiago...

 

 

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