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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

"Big Four"

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Concluída a chamada fase de grupos da Champions League, pela primeira vez, apenas estão apurados para a fase a eliminar, que se inicia com os oitavos de final da competição, clubes das cinco principais ligas europeias.

Acontece pela primeira vez aquilo que se sabia que acabaria por acabar assim. Inglaterra e Espanha, sede das duas mais importantes competições nacionais, fizeram o pleno, com o apuramento dos quatro clubes participantes. Alemanha e Itália, as restantes ligas que têm garantida a participação de quatro equipas na prova rainha do futebol de clubes, perderam apenas uma e seguem com três cada.   

As quatro grandes ligas, com direito a quatro participações na competição, garantem 14 das dezasseis vagas da próxima fase da competição. As duas restantes são ocupadas por duas equipas da liga francesa, a quinta do ranking da UEFA.

Do sexto lugar desse ranking, que voltará a ser ocupado por Portugal - tudo o indica que a ultrapassagem à Rússia feita esta época é já irreversível - o melhor que dá para esperar é mesmo a Liga Europa. Tudo indica, e há muito, que a tendência é para este fosso se aprofundar. E os oitavos de final da Champions dos próximos anos só não serão exclusivamente disputados entre as equipas dos big four enquanto subsistir o fenómeno financeiro do Paris Saint Germain.

Como tudo poderia ter sido diferente...

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O Benfica saiu da Champions de cabeça erguida, ao contrário do que em certa altura chegou a parecer. Fez um grande jogo na despedida, com uma bela exibição coroada com uma vitória expressiva sobre o Zenit, que saiu da Luz sem nada, quando entrara com a possibilidade de sair com tudo. Ou até com alguma coisa, com a única coisa a que o Benfica podia aspirar.

 Os primeiros momentos do jogo pareciam querer mostrar um Benfica com o tal bloqueio mental da Champions. Foi no entanto coisa passageira, aos poucos a equipa foi-se libertando desse espartilho mental e começou a soltar o seu futebol, claramente de volta, depois de tanto tempo desaparecido. 

Na primeira parte, sem criar grandes situações de golo, é certo, o Benfica esteve sempre por cima do jogo, mesmo que por duas ou três vezes a equipa do Zenit tenha conseguido ameaçar a baliza de Odysseas, que nunca teve grande trabalho. Fez apenas uma defesa, e logo das grandes, mas já a segunda parte ia alta, e o resultado em 2-0.

Na segunda parte tudo foi ainda melhor, e o Benfica voltou aos  momentos de grande brilhantismo. Logo ao segundo minuto chegou ao golo, por Cervi, com assistência do suspeito do costume, numa brilhante jogada de futebol que partiu por completo uma defesa que até aí parecia intransponível. 

A equipa continuou com o seu futebol corrido, variado e alegre não permitindo aos jogadores da equipa russa muito mais que fazer faltas, e acumular amarelos. Quinze minutos depois do primeiro golo, e de mais três claras oportunidades de golo, o Benfica chegou ao segundo. De penalti (corte da bola com a mão, a evitar a finalização de Chiquinho), com o suspeito do costume a marcar. E com expulsão, por segundo amarelo, do defesa brasileiro do Zenit.

Com 2-0, com mais um jogador em campo, e com cerca de meia hora para jogar, o Benfica tinha tudo para consolidar uma exibição notável e reduzir a equipa russa à banalidade. E foi o que fez!

O resultado atingiria a marca final de 3-0 num auto-golo (a retribuição do que, lá, tinha feito Rúben Dias) que escreveu direito. É que surgiu do canto que resultou de um golo cantado de Vinícius, que ainda está por saber como lhe tiraram aquela bola de dentro da baliza.

Entretanto em Lyon, onde se faziam as outras contas do grupo, a equipa francesa, a perder com o Leipzig desde muito cedo, estivera fora das competições europeias durante muito tempo. O mesmo tempo em que, mesmo a perder, o Zenit estivera apurado para os oitavos da Champions. Como o empate o Lyon acabou nos oitavos da prova rainha, atirando com os russos para fora da Europa, mesmo que tivesse sido o Benfica a fazê-lo.

É certo que fica um certo amargo na doce vitória de hoje, que garantiu a passagem para a Liga Europa. Como poderia ter sido diferente esta participação na Champions... 

Se ...

Benfica ainda sonhou em Leipzig, mas viu as aspirações caírem por terra nos descontos

 

Esteve quase. Mas não chegou.

O Benfica teve o pássaro na mão mas deixou-o fugir. Os minutos finais foram fatais. Ao minuto 90, num penalti esquisito, o Leipzig reduziu. E ao 96 (o árbitro deu, justificadamente, 9 minutos de compensação) empatou.

Mas não foi hoje, em Leipzig, que o Benfica foi afastado da Champions. Foi em Lisboa, na primeira jornada, com este mesmo adversário. Foi em S. Petersburgo e em Lyon. Foi nesses jogos, quando Bruno Lage teve opções inexplicáveis, deixando de fora boa parte dos melhores jogadores.

O Benfica não fez hoje uma exibição memorável, longe disso. Mas foi uma equipa solidária e certinha, na maior parte do tempo. Podia e devia ter ganho o jogo, e podia até ter marcado os dois melhores golos desta edição da Champions. Primeiro, já depois do primeiro golo (Pizzi, aos 20 minutos), numa fantástica jogada de Pizzi, que a concluiu com um remate sensacional que levou a bola a bater na quina do poste com a barra da baliza adversária. E depois, na segunda parte, quando já ganhava por 2-0 (golo de Carlos Vinícius, aos 59 minutos), num fabuloso chapéu de RDT, ainda atrás da linha de meio-campo, que o guarda-redes conseguiu in-extremis desviar para canto. 

Agora resta ganhar ao Zenit (que, no entanto, ganhando, assegura a participação nos oitavos de final) no último jogo, na Luz, daqui a duas semanas. O que pode até nem evitar o último lugar do grupo. Mas pode também deixar as contas da classificação numa embrulhada dos diabos. É que, na eventualidade do Lyon perder o seu jogo (em casa) com o Leipzig, ficariam as três equipas com 7 pontos. E se calhar com contas complicadas de fazer... 

Mas isso são os ses do futuro. Os do passado - se o Benfica tivesse sempre jogado com os melhores; se hoje a bola do Pizzi tivesse ido três centímetros mais dentro, se a equipa tivesse tido a classe necessária para se opor à cavalgada final dos tipos da Red Bull -  esses é que já não contam!

 

 

 

O que interessa é o Santa Clara

 

O Benfica assinou hoje a guia de marcha da Liga dos Campeões, ao perder em Lyon o jogo que não podia perder. E mesmo o apuramento para a Liga Europa só não ficou em cheque porque o Leipzig tratou de mostrar que o Zénite só mesmo ao Benfica consegue ganhar.

É mais uma enorme frustração para o benfiquismo, maior ainda depois de se ter dado a retoma por adquirida nos últimos dois jogos. Sabemos que o Benfica não tem equipa para a Champions. Constatamos até que o jogo que por cá se faz não tem grandes hipóteses de sucesso nos níveis mais evoluídos do futebol europeu. 

É por isso ainda mais difícil perceber que o Benfica tenha prescindido dos seus melhores jogadores em todos os quatro jogos que disputou. Se com os melhores disponíveis seria difícil, assim é impossível.

Hoje voltou a acontecer o mesmo, e a ficarem demonstradas as limitações do Benfica. Bruno Lage deixou de fora Pizzi e André Almeida, para lançar para os seus lugares Gedson e o miúdo Tomás Tavares. Não deixou apenas de fora os melhores, deixou mesmo de fora a alma da equipa. Manteve Carlos Vinícius, justificadamente, à luz das últimas exibições. Mas que, chegado ao exigente palco da Champions, simplesmente desapareceu. A entrada de Seferovic apenas serviu para amplificar essa evidência.

Para um jogo que tinha obrigatoriamente de ganhar, o Benfica não partia apenas sem os seus melhores jogadores. Partia também sem ambição de o ganhar. Talvez por isso o jogo se tenha encarregado de castigar as opções de Bruno Lage, dando logo aos 4 minutos o golo ao Lyon, a penalizar a passividade com que os jogadores do Benfica entraram em campo. Afastando Ferro do jogo, logo a seguir, lesionado num choque com Odysseas, e garantindo o segundo golo à equipa francesa, no segundo remate à baliza, depois de mais uma série de maldades ao Tomás Tavares. Que fez todos os jogos da Champions!

A partir daí o jogo foi o que o Lyon quis que fosse. A sorte é que talvez tenha entendido que não podia querer de mais.

Mas pronto. O que interessa é o Santa Clara. Já percebemos...

Mas atenção. Este discurso já é intolerável!

Paradoxos e milagres

Benfica 2-1 Lyon: Pizzi (com ajuda de outro português) dá a primeira vitória aos encarnados

(EPA/RODRIGO ANTUNES)

 

Que sofrimento!

Foi com muito sofrimento, e alguma sorte, que o Benfica alcançou a primeira vitória nesta edição da Champions, e uma das raríssimas dos últimos anos nesta fantástica competição.

No meio da alegria desta vitória, a profunda tristeza da certeza certa do desaparecimento definitivo do Benfica alegre, confiante e competitivo de Bruno Lage. Nada esconde esta triste realidade!

Este jogo de hoje com o Lyon, provavelmente a equipa do grupo melhor apetrechada a nível de individualidades, foi um jogo de paradoxos. O primeiro é mesmo aquela alegria naquela tristeza. O segundo, mas mais notório ainda, foi que o Benfica acabou por ganhar, com sorte, um jogo cheio de azares.

 À sorte de marcar na primeira oportunidade, logo aos 4 minutos, por Rafa (Who else?) seguiu-se logo o azar da sua lesão, privando a equipa do seu mais desiquilibrador e talentoso jogador. E não se ficaram por aqui os azares do jogo porque, vítima de uma das muitas entradas violentas e cheias de maldade dos jogadores do Lyon, Seferovic cedo ficou inferiorizado e praticamente fora do jogo. E, sem que se percebesse bem por quê, Bruno Lage deixou-o em campo até à hora de jogo.

Ao azar do remate de Pizzi ao poste, quando o Benfica esboçou a reacção possível ao golo do empate do Lyon sucedeu, dois minutos depois, aos 86, a sorte do golo da vitória... Não. Essa é que não. Não foi sorte o golaço de Pizzi, foi um grande golo, de grande execução. A reposição da bola do Anthony Lopes foi um incidente de jogo, um erro como tantos outros. O que se seguiu foi um momento de grande concentração competitiva, de enorme visão de jogo e de finalização de excelência. Aqui, a sorte foi ter Pizzi naquele momento, como já tinha sido dois minutos antes. E o azar foi nunca ter tido Pizzi desde os vinte minutos de jogo quando, mais de cinco minutos depois da lesão, entrara a substituir o azarado Rafa, acabadinho de regressar.

Do resto, para além destes paradoxos de sorte e azar, fica mais um jogo muito fraquinho do Benfica, de novo com demasiados passes errados, a quebrarem  todas as hipóteses de qualquer dinâmica de jogo. 

Apesar de tudo a primeira parte nem foi verdadeiramente má. De mau apenas que o Benfica não tenha tido capacidade para tirar mais de um jogo que lhe estava de feição, ainda mais depois daquele golo madrugador. Haverá sempre a desculpa da lesão de Rafa que, evidentemente, cortou com tudo o que tivesse sido a planificação do jogo. A segunda parte foi pouco menos que péssima, e o Benfica só ganhou o jogo, pesem todas as incidências, porque o Lyon, como afinal todos quantos assistiam àquela pálida exibição, pensou que tinha tudo para o ganhar.

Não foi um milagre, esta primeira vitória. Mas não ficou muito longe disso. E  se não há milagres todos os dias, também os sucedâneos são esporádicos. Por grande que seja a fé!

O pesadelo continua

O Benfica - jogadores, técnicos e dirigentes - transformou a mais importante e mais bonita competição do futebol mudial de clubes, de que deveria fazer uma festa, num pesadelo para todos os seus adeptos.

Hoje, na Rússia, escreveu-se mais uma página negra na História do Benfica. 

Foi uma equipa falhada. Perdeu todos os duelos, falhou passes a um metro, nunca soube como deveria posicionar-se, quer a atacar quer a defender. 

Nada de positivo se consegue encontrar nesta lamentável e vergonhosa exibição deste Benfica desaparecido. Nem - finalmente - o golo de RDT apagou coisa nenhuma.

 

Correu mal... mais uma vez!

 

Desde o anúncio da constituição da equipa, se não mesmo desde sábado, que se percebeu que a estreia na Champions não podia correr se não mal.

O que não se percebe é que se anuncie aos sete ventos um Benfica europeu, e depois, chega-se ao primeiro jogo da Champions, e é isto que se vê: uma equipa que estreia quatro ou cinco jogadores, quase todos sem qualquer minuto em jogos oficiais nesta época.

O que terá passado pela cabeça de Bruno Lage? Provavelmente qualquer coisa parecida com o que passou pela cabeça de Seferovic... 

Triste de mais!

Num grupo tão equilibrado como este, entrar a perder, em casa, é escancarar as portas para o regresso ao triste destino das últimas épocas. E a confirmação que, para quem manda no Benfica, a Champions só interessa para ir buscar os milhões da participação. O resto que se lixe!

 

 

You ́ll never walk alone

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Com um golo logo no arranque do jogo - penalti aos 20 segundos - e outro no fim, o Liverpool conquistou a sexta Champions da sua História, no dia em que José António Reyes - um dos nossos - desapareceu tragicamente, deixando o futebol mais pobre.

O golo, praticamente na bola de saída, fez, primeiro - claro - mal ao Tottenham, depois, fez mal ao Liverpool e - já que foi mais uma final inglesa - the last, not the least,  fez mal ao jogo. Que, nem de perto nem de longe, correspondeu às expectativas deixadas pelas meias finais, e pelo espectacular apuramento destas duas equipas para esta final de Madrid.

Com uma primeira parte quase enfadonha, a segunda valeu mais pelo que queríamos que prometesse, do que propriamente pelo que foi. Foram quase 45 minutos à espera dos minutos que valessem a final prometida pelas meias fianis. E que verdadeiramente acabaram por nunca aparecer.

Pode sempre dizer-se que ganhou a melhor equipa. Mas que o Liverpool é melhor equipa já sabíamos. Como também sabíamos que Yurgen Klopp é (e foi) melhor que Maurício Pochetino, ou que - ou talvez não - Alisson Becker é (e foi) melhor que Hugo LLoris.

 

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UEFA PREMIER LEAGUE

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Pela primeira vez as finais das duas competições europeias de futebol vão ser disputadas por equipas do mesmo país. Acontecendo nesta altura, só podiam ser do país da melhor, mais competitiva e mais espectacular liga do mundo: a premier league - evidentemente - com quatro dos seus cinco primeiros classificados.Três delas de Londres!

Na final da Champions, em Madrid, estarão Liverpool e Tottenham, depois de duas sensacionais reviravoltas na segunda mão das meias finais. Em Baku, a final da Liga Europa terá um derbi londrino, entre Arsenal e Chelsea. O primeiro depois de evidenciar clara superioridade sobre o Valência. O Chelsea, mesmo sem se ter conseguido superiorizar ao adversário - a equipa alemã do Eintracht, que afastara o Benfica nas condições conhecidas -, acabou apurado nos penaltis, depois do Gonçalo Paciência ter falhado o decisivo, e o último que cabia à sua equipa.

 

 

A força da Premier League

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Era praticamente dado por axiomático que, porque a Premier League é a mais fantástica, forte e disputada competição de futebol do planeta, os clubes ingleses tinham reduzidas condições de sucesso na mais importante prova do futebol mundial, a Champions Legue, of course

Pois... Aí está a edição deste ano a desmentir isso mesmo, com o futebol inglês a ocupar metade das vagas nos quartos de final da prova. Mais significativo ainda, com todas as quatro equipas inglesas apuradas nesta adiantada fase da competição, situação que só por uma vez, há precisamente 10 anos, tinha acontecido na história da Champions.

Com o Manchester United e o Totteham como elos mais fracos da armada inglesa, e Ajax e Porto como outsiders, Liverpool, Manchester City, Barcelona e Juventus são claramente os mais favoritos para a final de Madrid. Isto, claro, se as bolas estiverem bem aquecidas no sorteio da próxima sexta-feira...

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