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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Correu mal... mais uma vez!

 

Desde o anúncio da constituição da equipa, se não mesmo desde sábado, que se percebeu que a estreia na Champions não podia correr se não mal.

O que não se percebe é que se anuncie aos sete ventos um Benfica europeu, e depois, chega-se ao primeiro jogo da Champions, e é isto que se vê: uma equipa que estreia quatro ou cinco jogadores, quase todos sem qualquer minuto em jogos oficiais nesta época.

O que terá passado pela cabeça de Bruno Lage? Provavelmente qualquer coisa parecida com o que passou pela cabeça de Seferovic... 

Triste de mais!

Num grupo tão equilibrado como este, entrar a perder, em casa, é escancarar as portas para o regresso ao triste destino das últimas épocas. E a confirmação que, para quem manda no Benfica, a Champions só interessa para ir buscar os milhões da participação. O resto que se lixe!

 

 

You ́ll never walk alone

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Com um golo logo no arranque do jogo - penalti aos 20 segundos - e outro no fim, o Liverpool conquistou a sexta Champions da sua História, no dia em que José António Reyes - um dos nossos - desapareceu tragicamente, deixando o futebol mais pobre.

O golo, praticamente na bola de saída, fez, primeiro - claro - mal ao Tottenham, depois, fez mal ao Liverpool e - já que foi mais uma final inglesa - the last, not the least,  fez mal ao jogo. Que, nem de perto nem de longe, correspondeu às expectativas deixadas pelas meias finais, e pelo espectacular apuramento destas duas equipas para esta final de Madrid.

Com uma primeira parte quase enfadonha, a segunda valeu mais pelo que queríamos que prometesse, do que propriamente pelo que foi. Foram quase 45 minutos à espera dos minutos que valessem a final prometida pelas meias fianis. E que verdadeiramente acabaram por nunca aparecer.

Pode sempre dizer-se que ganhou a melhor equipa. Mas que o Liverpool é melhor equipa já sabíamos. Como também sabíamos que Yurgen Klopp é (e foi) melhor que Maurício Pochetino, ou que - ou talvez não - Alisson Becker é (e foi) melhor que Hugo LLoris.

 

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UEFA PREMIER LEAGUE

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Pela primeira vez as finais das duas competições europeias de futebol vão ser disputadas por equipas do mesmo país. Acontecendo nesta altura, só podiam ser do país da melhor, mais competitiva e mais espectacular liga do mundo: a premier league - evidentemente - com quatro dos seus cinco primeiros classificados.Três delas de Londres!

Na final da Champions, em Madrid, estarão Liverpool e Tottenham, depois de duas sensacionais reviravoltas na segunda mão das meias finais. Em Baku, a final da Liga Europa terá um derbi londrino, entre Arsenal e Chelsea. O primeiro depois de evidenciar clara superioridade sobre o Valência. O Chelsea, mesmo sem se ter conseguido superiorizar ao adversário - a equipa alemã do Eintracht, que afastara o Benfica nas condições conhecidas -, acabou apurado nos penaltis, depois do Gonçalo Paciência ter falhado o decisivo, e o último que cabia à sua equipa.

 

 

A força da Premier League

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Era praticamente dado por axiomático que, porque a Premier League é a mais fantástica, forte e disputada competição de futebol do planeta, os clubes ingleses tinham reduzidas condições de sucesso na mais importante prova do futebol mundial, a Champions Legue, of course

Pois... Aí está a edição deste ano a desmentir isso mesmo, com o futebol inglês a ocupar metade das vagas nos quartos de final da prova. Mais significativo ainda, com todas as quatro equipas inglesas apuradas nesta adiantada fase da competição, situação que só por uma vez, há precisamente 10 anos, tinha acontecido na história da Champions.

Com o Manchester United e o Totteham como elos mais fracos da armada inglesa, e Ajax e Porto como outsiders, Liverpool, Manchester City, Barcelona e Juventus são claramente os mais favoritos para a final de Madrid. Isto, claro, se as bolas estiverem bem aquecidas no sorteio da próxima sexta-feira...

Lstimável. Não há como dizer de outra forma!

Benfica despede-se da Champions com uma obra de arte de Grimaldo

 

O Benfica despediu-se da Champions da mesma forma lastimável como por lá passou. Sem honra nem glória. E só não foi também sem dinheiro porque, apesar de tudo, a Champions é generosa.

Perante um adversário que não é mais que um acidente da Champions, o Benfica repetiu, na primeira parte, tudo o que de mau tem feito nos últimos meses. Um Benfica deprimente, perante um adversário não menos deprimente, só poderia dar num jogo deprimente.

Como deprimente é ver como se está a destruir jogadores, uns atrás dos outros. Como jogadores de inegável qualidade se arrastam em campo, a passo, sem alegria, nem chama, nem alma... Como deprimente é ver dezenas de cantos e livres sucessivamente desperdiçados, sem que a bola chegue sequer à baliza do adversário. 

A primeira parte foi isto. Para que fosse ainda pior, aconteceu a lesão de Rafa que, a par de Jonas, hoje poupado, é actualmente o jogador em melhor forma e o melhor marcador.

A segunda foi, a espaços, um pouco menos má. Nada de grande consistência. Porque não se vê trabalho na equipa, Seferovic tem de fazer de Jonas. É evidente que o internacional suíço nunca pode fazer o que faz Jonas, por muito que tente, como hoje se viu. E por melhor que jogue, como hoje fez. João Félix tem de fazer de Cervi ou de Zivkovic, bem encostado à linha, e bem longe do lugar onde se realiza e mais rende. E até quando, no desespero, se lança Castillo, não é para reforçar a presença na área, mas para o encostar à linha donde saiu o ala que substituiu. 

Nos espaços dessa segunda parte em que a equipa conseguiu ser menos que deprimente ainda deu para criar quatro ou cinco grandes ocasiões de golo. Umas desperdiçadas por evidente falta de confiança, outras por excesso de azar, como aconteceu com as duas bolas de Seferovic nos ferros.

O golo, e a vitória que disfarça a deprimente participação do Benfica na Champions, acabaria por chegar já em cima do minuto 90. Na cobrança de um livre - finalmente - por falta (com expulsão, por segundo amarelo) sobre Gedson, há muito de rastos. Que não resultou de mais nada que da grande, e tantas vezes subaproveitada, capacidade de execução de Grimaldo.

Seguiram-se 4 minutos de compensação, que deram para ver um grande remate de Seferovic na barra, com a bola a cair sobre a linha de golo e, depois, para voltar a ver uma equipa assustada, insegura e sem categoria. A jogar contra 10!

É pena. Mas não há como dizer de outra forma...

Catástrofe em Munique

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Rui Vitória não é apenas boa pessoa e bom chefe de família. É também solidário como ninguém.

O treinador do Bayern estava de malas aviadas. O aviso tinha sido claro, se não ganhasse hoje ao Benfica, tinha o dedo de Hoeness a apontar-lhe a porta de saída. Ora, Rui Vitória não é homem para ver um colega em perigo sem lhe dar a mão. É mais dado a "abono dos pobres" ... e até dos ricos. Porque ele quer é fazer o bem, sem olhar a quem.

Rui Vitória tem é de ser bombeiro, é aí que realiza toda a sua dimensão humanista, é aí que projecta todas as suas nobres qualidades. Treinador de futebol é que não. Não nasceu para esta vida.

Hoje, em Munique, aconteceu simplesmente mais uma noite de terror. Mais uma jornada de destruição do nome, do prestígio e do património do Benfica. Uma catástrofe...

 

O primeiro adeus

 

Como era previsível o Benfica está, mais uma vez, afastado dos oitavos de final da Champions. Não é uma questão matemática ... É simplesmente uma questão de tempo. Na próxima ronda tudo ficará arrumado!

É o primeiro adeus no Benfica. Espera-se agora pelo segundo...

Com o povo benfiquista ainda sem voltar costas - mais de cinquenta mil de novo na Luz - o Benfica não foi além do empate, num jogo que tinha obrigatoriamente que ganhar. Não foi um grande jogo, mas foi sempre um jogo de grande intensidade.

Começou em ritmo estonteante, com o Ajax a pressionar no campo todo, e o Benfica a tentar responder na mesma moeda. Foi assim durante toda a primeira metade da primeira parte. Depois o ritmo baixou. Quer dizer, o Ajax baixou o ritmo.

O Benfica chegou ao golo, a beira dos 30 minutos, num erro - ou dois - do guarda-redes dos holandeses, quando era a equipa que mais tinha feito por isso. Mesmo que o jogo estivesse equilibrado, e assim continuasse até ao intervalo. Mas com três grandes sustos: as lesões de Jonas (numa carga do central holandês para vermelho, que nem amarelo mereceu) e de Salvio (sozinho) e, mesmo nos últimos segundos, um golo feito do Ajax. Pela primeira vez nos últimos jogos, o Benfica teve um momento de sorte.

Na segunda parte o jogo foi diferente, e o Benfica esteve bem pior. E rapidamente o Ajax chegou ao empate que se vinha advinhando, numa bela jogada de futebol concluída com alguma sorte, mas também com alguma imperícia do Rúben Dias e do Odysseas.

No fim, nos dois últimos remates do jogo, faltou sorte ao Benfica. Faltou precisamente ao Benfica a sorte que o Ajax teve há duas semanas, quando marcou no último remate através de um ressalto em Grimaldo. Desta vez, no último remate do jogo, o Gabriel rematou a dois metros da baliza aberta e o guarda-redes conseguiu esticar o pé e evitar o golo.

O Benfica poderia ter ganho o jogo, como também poderia ter ganho o de Amsterdão. Teve ocasiões para isso, e não teve pontinha de sorte. É certo. Mas não é menos certo que, no que toca a jogar a bola, a distância entre este Benfica e este Ajax é maior que a que separa Lisboa de Amsterdão.

A verdade é que a segunda parte mostrou a enorme a diferença entre o futebol colectivo do Ajax e o futebol desgarrado do Benfica, feito das arrancadas do Grimaldo, do Cervi e do Rafa. E das faltas de Sferovic. E quando assim é nem sobra muito jeito para falar de sorte, de azar e de arbitragens!

 

A sorte da competência e do azar

 

Diz-se que no futebol não há sorte nem azar, há competência ou falta dela. Hoje, em Amsterdão, no último lance do jogo, o Benfica pode ter acrescentado qualquer coisa a essa ideia feita. 

Hoje ao Benfica faltou sorte quando lhe faltou competência, e nem se pode dizer que a sorte que lhe faltou foi a que acompanha os audazes. Creio que o Benfica foi suficentemente audaz para mercer a sorte que os protege. Não foi por aí, por falta de audácia, porque a Rui Vitória não falta só audácia. Nem sorte.

Faltou evidentemente competência ao Conti quando falhou desastradamente aquele corte mesmo no fim do jogo. A competência que teve quando, antes, tirou aquela bola de dentro da baliza. Com a sorte de lhe ter pegado escassos milímetros antes dela passar na totalidade a linha de golo. A sorte que lhe faltou quando, pelos mesmos escassos milímetros, não acertou naquela bola, tão fácil de cortar. 

Já a competência do Ajax mereceu três doses de sorte: a sorte do azar do Conti, mais a sorte do azar do André Almeida, que depois ainda interceptou a bola, mas direitinha para um adversário e, por último, a sorte do azar do Grimaldo, que se opôs ao remate, mas só para desviar a bola para o caminho da baliza.

Pois é. Isso da sorte e do azar... tem muito que se lhe diga. Aos oitavos da Champions é que o Benfica já ficou com pouco para dizer! 

Sem palavras...

 

Não há palavras para este jogo do Benfica, em Atenas, com o AEK. Desde logo porque no final estávamos todos sem fôlego para o que quer que fosse, sem pingo de sangue para articular qualquer movimento, sem palavras...

Mas também porque, por mais que procuremos, não há palavras para descrever a volta de 180 graus da exibição do Benfica, que passou do dia cheio de sol para uma noite escura, de um negro impenetrável.

No primeiro quarto de hora o Benfica asfixiou a equipa grega, criou quatro grandes oportunidades de golo e marcou por duas vezes. Não entrou logo na penumbra, prolongou por mais quinze a vinte minutos a qualidade do seu futebol, com o controlo absoluto do jogo. A partir daí, nos últimos dez minutos da primeira parte, começou a cair a pique. A ponto de, não fosse já então o acerto do seu guarda-redes, poder ter mesmo perdido a vantagem, ainda antes do intervalo. A expulsão de Rúben Dias, já depois de esgotados os três minutos de compensação, e que não foi mais que a consequência de descalabro que já tinha tomado conta da equipa, adensou o negro do cenário para a segunda parte.

Com dez, e com dois centrais que praticamente ainda não tinham jogado esta época, era preciso muito treinador ao intervalo. E, mais uma vez, viu-se que ... não há!

A segunda parte foi um pesadelo, com a equipa grega sempre a fazer a mesma jogada, pela direita, e sempre a criar perigo. E a marcar. Sempre sem que o André Almeida tenha percebido o que lhe estava a acontecer. Tal como o Benfica na primeira parte, o AEK marcou dois golos ainda no primeiro quarto de hora. Depois, só não fez mais, porque o Odysseas continuou soberbo, com defesas do outro mundo.

Estava o jogo nisto, com a equipa do Benfica encher-nos de vergonha, e todos a lembrarmo-nos de Basileia, há um ano, quando o Alfa Semedo, na sequência do canto que resultou da maior de todas grandes defesas do Odysseas, à entrada do último quarto de hora, foi por ali fora e fez um golo á Éder.

Depois, foi sofrer até ao fim, para segurar uma vitória que, se por volta das oito e um quarto da noite só podia ser de goleada, uma hora mais tarde só podia ser devaneio.

No fim, este jogo, mas também esta jornada do grupo, pelo que se viu que o Ajax fez em Munique (o empate a 1 golo foi claramente lisongeiro para o Bayern), confirmou que Rui Vitória, por muito respeito que lhe tenhamos, esgotou-se. Não consegue já ter mais nada para dar...

Gato por lebre

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Cheguei a casa de peito feito para assistir ao grande jogo do dia: o Liverpool/PSG, na estreia da Champions. Na Sport TV, as usual...

Incrédulo, dou-me com o Sporting - Marítimo, do passado domingo, para a Taça da Liga. Sigo o comando e surge-me um jogo na China, depois, mais uma repetição de um jogo da Liga Inglesa, um jogo de vólei e, finalmente, uma partida de padel... Era isto que a Sport TV tinha para me oferecer, no serviço que pago pelo preço que até aqui me garantia a certeza de me regalar no tal Liverpool/PSG. Comprei lebre, a Sport TV vende-me gato...

Acabei na TVI, com o Schalke/Porto, mas o pior ainda estava para vir. Como um mal nunca vem só, em vez dos antes excelentes resumos e comentários que a RTP oferecia, tínhamos agora na TVI 24 uma interminável palhaçada. Não tem outro nome!

 

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