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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

O que interessa é o Santa Clara

 

O Benfica assinou hoje a guia de marcha da Liga dos Campeões, ao perder em Lyon o jogo que não podia perder. E mesmo o apuramento para a Liga Europa só não ficou em cheque porque o Leipzig tratou de mostrar que o Zénite só mesmo ao Benfica consegue ganhar.

É mais uma enorme frustração para o benfiquismo, maior ainda depois de se ter dado a retoma por adquirida nos últimos dois jogos. Sabemos que o Benfica não tem equipa para a Champions. Constatamos até que o jogo que por cá se faz não tem grandes hipóteses de sucesso nos níveis mais evoluídos do futebol europeu. 

É por isso ainda mais difícil perceber que o Benfica tenha prescindido dos seus melhores jogadores em todos os quatro jogos que disputou. Se com os melhores disponíveis seria difícil, assim é impossível.

Hoje voltou a acontecer o mesmo, e a ficarem demonstradas as limitações do Benfica. Bruno Lage deixou de fora Pizzi e André Almeida, para lançar para os seus lugares Gedson e o miúdo Tomás Tavares. Não deixou apenas de fora os melhores, deixou mesmo de fora a alma da equipa. Manteve Carlos Vinícius, justificadamente, à luz das últimas exibições. Mas que, chegado ao exigente palco da Champions, simplesmente desapareceu. A entrada de Seferovic apenas serviu para amplificar essa evidência.

Para um jogo que tinha obrigatoriamente de ganhar, o Benfica não partia apenas sem os seus melhores jogadores. Partia também sem ambição de o ganhar. Talvez por isso o jogo se tenha encarregado de castigar as opções de Bruno Lage, dando logo aos 4 minutos o golo ao Lyon, a penalizar a passividade com que os jogadores do Benfica entraram em campo. Afastando Ferro do jogo, logo a seguir, lesionado num choque com Odysseas, e garantindo o segundo golo à equipa francesa, no segundo remate à baliza, depois de mais uma série de maldades ao Tomás Tavares. Que fez todos os jogos da Champions!

A partir daí o jogo foi o que o Lyon quis que fosse. A sorte é que talvez tenha entendido que não podia querer de mais.

Mas pronto. O que interessa é o Santa Clara. Já percebemos...

Mas atenção. Este discurso já é intolerável!

Paradoxos e milagres

Benfica 2-1 Lyon: Pizzi (com ajuda de outro português) dá a primeira vitória aos encarnados

(EPA/RODRIGO ANTUNES)

 

Que sofrimento!

Foi com muito sofrimento, e alguma sorte, que o Benfica alcançou a primeira vitória nesta edição da Champions, e uma das raríssimas dos últimos anos nesta fantástica competição.

No meio da alegria desta vitória, a profunda tristeza da certeza certa do desaparecimento definitivo do Benfica alegre, confiante e competitivo de Bruno Lage. Nada esconde esta triste realidade!

Este jogo de hoje com o Lyon, provavelmente a equipa do grupo melhor apetrechada a nível de individualidades, foi um jogo de paradoxos. O primeiro é mesmo aquela alegria naquela tristeza. O segundo, mas mais notório ainda, foi que o Benfica acabou por ganhar, com sorte, um jogo cheio de azares.

 À sorte de marcar na primeira oportunidade, logo aos 4 minutos, por Rafa (Who else?) seguiu-se logo o azar da sua lesão, privando a equipa do seu mais desiquilibrador e talentoso jogador. E não se ficaram por aqui os azares do jogo porque, vítima de uma das muitas entradas violentas e cheias de maldade dos jogadores do Lyon, Seferovic cedo ficou inferiorizado e praticamente fora do jogo. E, sem que se percebesse bem por quê, Bruno Lage deixou-o em campo até à hora de jogo.

Ao azar do remate de Pizzi ao poste, quando o Benfica esboçou a reacção possível ao golo do empate do Lyon sucedeu, dois minutos depois, aos 86, a sorte do golo da vitória... Não. Essa é que não. Não foi sorte o golaço de Pizzi, foi um grande golo, de grande execução. A reposição da bola do Anthony Lopes foi um incidente de jogo, um erro como tantos outros. O que se seguiu foi um momento de grande concentração competitiva, de enorme visão de jogo e de finalização de excelência. Aqui, a sorte foi ter Pizzi naquele momento, como já tinha sido dois minutos antes. E o azar foi nunca ter tido Pizzi desde os vinte minutos de jogo quando, mais de cinco minutos depois da lesão, entrara a substituir o azarado Rafa, acabadinho de regressar.

Do resto, para além destes paradoxos de sorte e azar, fica mais um jogo muito fraquinho do Benfica, de novo com demasiados passes errados, a quebrarem  todas as hipóteses de qualquer dinâmica de jogo. 

Apesar de tudo a primeira parte nem foi verdadeiramente má. De mau apenas que o Benfica não tenha tido capacidade para tirar mais de um jogo que lhe estava de feição, ainda mais depois daquele golo madrugador. Haverá sempre a desculpa da lesão de Rafa que, evidentemente, cortou com tudo o que tivesse sido a planificação do jogo. A segunda parte foi pouco menos que péssima, e o Benfica só ganhou o jogo, pesem todas as incidências, porque o Lyon, como afinal todos quantos assistiam àquela pálida exibição, pensou que tinha tudo para o ganhar.

Não foi um milagre, esta primeira vitória. Mas não ficou muito longe disso. E  se não há milagres todos os dias, também os sucedâneos são esporádicos. Por grande que seja a fé!

O pesadelo continua

O Benfica - jogadores, técnicos e dirigentes - transformou a mais importante e mais bonita competição do futebol mudial de clubes, de que deveria fazer uma festa, num pesadelo para todos os seus adeptos.

Hoje, na Rússia, escreveu-se mais uma página negra na História do Benfica. 

Foi uma equipa falhada. Perdeu todos os duelos, falhou passes a um metro, nunca soube como deveria posicionar-se, quer a atacar quer a defender. 

Nada de positivo se consegue encontrar nesta lamentável e vergonhosa exibição deste Benfica desaparecido. Nem - finalmente - o golo de RDT apagou coisa nenhuma.

 

Correu mal... mais uma vez!

 

Desde o anúncio da constituição da equipa, se não mesmo desde sábado, que se percebeu que a estreia na Champions não podia correr se não mal.

O que não se percebe é que se anuncie aos sete ventos um Benfica europeu, e depois, chega-se ao primeiro jogo da Champions, e é isto que se vê: uma equipa que estreia quatro ou cinco jogadores, quase todos sem qualquer minuto em jogos oficiais nesta época.

O que terá passado pela cabeça de Bruno Lage? Provavelmente qualquer coisa parecida com o que passou pela cabeça de Seferovic... 

Triste de mais!

Num grupo tão equilibrado como este, entrar a perder, em casa, é escancarar as portas para o regresso ao triste destino das últimas épocas. E a confirmação que, para quem manda no Benfica, a Champions só interessa para ir buscar os milhões da participação. O resto que se lixe!

 

 

You ́ll never walk alone

ao vivo jogo resultado tottenham liverpool final champions league

 

Com um golo logo no arranque do jogo - penalti aos 20 segundos - e outro no fim, o Liverpool conquistou a sexta Champions da sua História, no dia em que José António Reyes - um dos nossos - desapareceu tragicamente, deixando o futebol mais pobre.

O golo, praticamente na bola de saída, fez, primeiro - claro - mal ao Tottenham, depois, fez mal ao Liverpool e - já que foi mais uma final inglesa - the last, not the least,  fez mal ao jogo. Que, nem de perto nem de longe, correspondeu às expectativas deixadas pelas meias finais, e pelo espectacular apuramento destas duas equipas para esta final de Madrid.

Com uma primeira parte quase enfadonha, a segunda valeu mais pelo que queríamos que prometesse, do que propriamente pelo que foi. Foram quase 45 minutos à espera dos minutos que valessem a final prometida pelas meias fianis. E que verdadeiramente acabaram por nunca aparecer.

Pode sempre dizer-se que ganhou a melhor equipa. Mas que o Liverpool é melhor equipa já sabíamos. Como também sabíamos que Yurgen Klopp é (e foi) melhor que Maurício Pochetino, ou que - ou talvez não - Alisson Becker é (e foi) melhor que Hugo LLoris.

 

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UEFA PREMIER LEAGUE

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Pela primeira vez as finais das duas competições europeias de futebol vão ser disputadas por equipas do mesmo país. Acontecendo nesta altura, só podiam ser do país da melhor, mais competitiva e mais espectacular liga do mundo: a premier league - evidentemente - com quatro dos seus cinco primeiros classificados.Três delas de Londres!

Na final da Champions, em Madrid, estarão Liverpool e Tottenham, depois de duas sensacionais reviravoltas na segunda mão das meias finais. Em Baku, a final da Liga Europa terá um derbi londrino, entre Arsenal e Chelsea. O primeiro depois de evidenciar clara superioridade sobre o Valência. O Chelsea, mesmo sem se ter conseguido superiorizar ao adversário - a equipa alemã do Eintracht, que afastara o Benfica nas condições conhecidas -, acabou apurado nos penaltis, depois do Gonçalo Paciência ter falhado o decisivo, e o último que cabia à sua equipa.

 

 

A força da Premier League

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Era praticamente dado por axiomático que, porque a Premier League é a mais fantástica, forte e disputada competição de futebol do planeta, os clubes ingleses tinham reduzidas condições de sucesso na mais importante prova do futebol mundial, a Champions Legue, of course

Pois... Aí está a edição deste ano a desmentir isso mesmo, com o futebol inglês a ocupar metade das vagas nos quartos de final da prova. Mais significativo ainda, com todas as quatro equipas inglesas apuradas nesta adiantada fase da competição, situação que só por uma vez, há precisamente 10 anos, tinha acontecido na história da Champions.

Com o Manchester United e o Totteham como elos mais fracos da armada inglesa, e Ajax e Porto como outsiders, Liverpool, Manchester City, Barcelona e Juventus são claramente os mais favoritos para a final de Madrid. Isto, claro, se as bolas estiverem bem aquecidas no sorteio da próxima sexta-feira...

Lstimável. Não há como dizer de outra forma!

Benfica despede-se da Champions com uma obra de arte de Grimaldo

 

O Benfica despediu-se da Champions da mesma forma lastimável como por lá passou. Sem honra nem glória. E só não foi também sem dinheiro porque, apesar de tudo, a Champions é generosa.

Perante um adversário que não é mais que um acidente da Champions, o Benfica repetiu, na primeira parte, tudo o que de mau tem feito nos últimos meses. Um Benfica deprimente, perante um adversário não menos deprimente, só poderia dar num jogo deprimente.

Como deprimente é ver como se está a destruir jogadores, uns atrás dos outros. Como jogadores de inegável qualidade se arrastam em campo, a passo, sem alegria, nem chama, nem alma... Como deprimente é ver dezenas de cantos e livres sucessivamente desperdiçados, sem que a bola chegue sequer à baliza do adversário. 

A primeira parte foi isto. Para que fosse ainda pior, aconteceu a lesão de Rafa que, a par de Jonas, hoje poupado, é actualmente o jogador em melhor forma e o melhor marcador.

A segunda foi, a espaços, um pouco menos má. Nada de grande consistência. Porque não se vê trabalho na equipa, Seferovic tem de fazer de Jonas. É evidente que o internacional suíço nunca pode fazer o que faz Jonas, por muito que tente, como hoje se viu. E por melhor que jogue, como hoje fez. João Félix tem de fazer de Cervi ou de Zivkovic, bem encostado à linha, e bem longe do lugar onde se realiza e mais rende. E até quando, no desespero, se lança Castillo, não é para reforçar a presença na área, mas para o encostar à linha donde saiu o ala que substituiu. 

Nos espaços dessa segunda parte em que a equipa conseguiu ser menos que deprimente ainda deu para criar quatro ou cinco grandes ocasiões de golo. Umas desperdiçadas por evidente falta de confiança, outras por excesso de azar, como aconteceu com as duas bolas de Seferovic nos ferros.

O golo, e a vitória que disfarça a deprimente participação do Benfica na Champions, acabaria por chegar já em cima do minuto 90. Na cobrança de um livre - finalmente - por falta (com expulsão, por segundo amarelo) sobre Gedson, há muito de rastos. Que não resultou de mais nada que da grande, e tantas vezes subaproveitada, capacidade de execução de Grimaldo.

Seguiram-se 4 minutos de compensação, que deram para ver um grande remate de Seferovic na barra, com a bola a cair sobre a linha de golo e, depois, para voltar a ver uma equipa assustada, insegura e sem categoria. A jogar contra 10!

É pena. Mas não há como dizer de outra forma...

Catástrofe em Munique

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Rui Vitória não é apenas boa pessoa e bom chefe de família. É também solidário como ninguém.

O treinador do Bayern estava de malas aviadas. O aviso tinha sido claro, se não ganhasse hoje ao Benfica, tinha o dedo de Hoeness a apontar-lhe a porta de saída. Ora, Rui Vitória não é homem para ver um colega em perigo sem lhe dar a mão. É mais dado a "abono dos pobres" ... e até dos ricos. Porque ele quer é fazer o bem, sem olhar a quem.

Rui Vitória tem é de ser bombeiro, é aí que realiza toda a sua dimensão humanista, é aí que projecta todas as suas nobres qualidades. Treinador de futebol é que não. Não nasceu para esta vida.

Hoje, em Munique, aconteceu simplesmente mais uma noite de terror. Mais uma jornada de destruição do nome, do prestígio e do património do Benfica. Uma catástrofe...

 

O primeiro adeus

 

Como era previsível o Benfica está, mais uma vez, afastado dos oitavos de final da Champions. Não é uma questão matemática ... É simplesmente uma questão de tempo. Na próxima ronda tudo ficará arrumado!

É o primeiro adeus no Benfica. Espera-se agora pelo segundo...

Com o povo benfiquista ainda sem voltar costas - mais de cinquenta mil de novo na Luz - o Benfica não foi além do empate, num jogo que tinha obrigatoriamente que ganhar. Não foi um grande jogo, mas foi sempre um jogo de grande intensidade.

Começou em ritmo estonteante, com o Ajax a pressionar no campo todo, e o Benfica a tentar responder na mesma moeda. Foi assim durante toda a primeira metade da primeira parte. Depois o ritmo baixou. Quer dizer, o Ajax baixou o ritmo.

O Benfica chegou ao golo, a beira dos 30 minutos, num erro - ou dois - do guarda-redes dos holandeses, quando era a equipa que mais tinha feito por isso. Mesmo que o jogo estivesse equilibrado, e assim continuasse até ao intervalo. Mas com três grandes sustos: as lesões de Jonas (numa carga do central holandês para vermelho, que nem amarelo mereceu) e de Salvio (sozinho) e, mesmo nos últimos segundos, um golo feito do Ajax. Pela primeira vez nos últimos jogos, o Benfica teve um momento de sorte.

Na segunda parte o jogo foi diferente, e o Benfica esteve bem pior. E rapidamente o Ajax chegou ao empate que se vinha advinhando, numa bela jogada de futebol concluída com alguma sorte, mas também com alguma imperícia do Rúben Dias e do Odysseas.

No fim, nos dois últimos remates do jogo, faltou sorte ao Benfica. Faltou precisamente ao Benfica a sorte que o Ajax teve há duas semanas, quando marcou no último remate através de um ressalto em Grimaldo. Desta vez, no último remate do jogo, o Gabriel rematou a dois metros da baliza aberta e o guarda-redes conseguiu esticar o pé e evitar o golo.

O Benfica poderia ter ganho o jogo, como também poderia ter ganho o de Amsterdão. Teve ocasiões para isso, e não teve pontinha de sorte. É certo. Mas não é menos certo que, no que toca a jogar a bola, a distância entre este Benfica e este Ajax é maior que a que separa Lisboa de Amsterdão.

A verdade é que a segunda parte mostrou a enorme a diferença entre o futebol colectivo do Ajax e o futebol desgarrado do Benfica, feito das arrancadas do Grimaldo, do Cervi e do Rafa. E das faltas de Sferovic. E quando assim é nem sobra muito jeito para falar de sorte, de azar e de arbitragens!

 

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