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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Correr em pista própria

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É comum que no PSD toda a gente desafie o poder. À excepção do (longo) consulado cavaquista, foi sempre assim. Há sempre gente em movimento, a correr.

A absurda e estrategicamente estúpida decisão de Rui Rio estabelecer acordos com André Ventura, veio acabar com o mais longo período de tréguas da sua atribulada liderança. E lá voltamos a ver mais gente a correr. 

Uns em pista própria, outros em pista alheia. Hoje vem mais um. Mas, ao contrário dos que já se tinham visto, um dos que reclama pista própria para correr: Jorge Moreira da Silva, um ministro de Passos Coelho, que no "Público" exige a marcação de um congresso extraordinário, e fala de “traição” aos “valores e princípios” do partido, e de uma “alteração radical do posicionamento ideológico e programático".

Não deixa de ser curioso que este grito de revolta venha de um ministro de Passos Coelho, a quem é atribuído o apadrinhamento de André Ventura. E o D. Sebastião da federação da direita. Mas o PSD é como o futebol: "é isto mesmo"!

 

 

O abraço do urso

Vídeo mostra urso gigante abraçando o homem que salvou sua vida -  GreenMe.com.br

 

De tanto querer inventar, Rui Rio acabou enfiado numa camisa de sete varas. 

Começou por admitir que até daria para qualquer coisa de sério com o Chega, se abdicasse do radicalismo, para acabar três ou quatro meses depois em namoro descarado, já com o André Ventura a pedir-lhe que se radicalizasse com ele. Qual sereia, canta-lhe que abandone o politicamente correcto, e parta com ele a loiça toda na mais trepidante aventura radical. 

E Rio lá vai, enlevado, sem dar ouvidos a ninguém, entregue ao abraço do urso. Quando der por ele já não respira!

Não há almoços grátis

Olavo Bilac afasta-se de André Ventura e do Chega: Percebo que ...

 

Hoje dei com uma notícia que, noutros tempos e por esta altura, seria uma daquelas típicas da silly season. Nos tempos que correm, não é. E tem mesmo que levar a sério!

O título  é sugestivo: "Olavo Bilac demarca-se e André Ventura acusa-o de falta de coragem".

Percebeu-se então que o vocalista dos "Santos e Pecadores"tinha actuado num jantar do "Chega", e que para a posterioridade tinha ficado um selfie com o líder daquele partido. As redes sociais não devem ter sido meigas para o cantor - imagino - e ele apressou-se desculpar-se e a justificar-se de toda a maneira e feitio. A jurar que em nada se identificava com princípios, meios e fins desse partido, que tinha sido ingénuo ao deixar-se fotografar com André Ventura, e que estava profundamente arrependido.

Explica-se assim a primeira parte do título: "Olavo Bilac demarca-se".... A segunda ... "e André Ventura acusa-o de falta de coragem" é apenas mais um assinalável reforço no papel de vítima do "politicamente correcto" e dos "tentáculos do sistema instalado" que alimenta a personagem que Ventura encarna.

Não há almoços grátis - já dizia o outro. Os outros...

 

 

 

Desilusão

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Há menos de dois meses, aqueles de nós que se preocupam com estas coisas, saudamos a chegada  de novos partidos à Assembleia da República como manifestação de revitalização da nossa democracia. Como um acerta pedrada no charco partidário em que vivíamos.

Hoje, à excepção de uns quantos que não se cansam de garantir que só no primeiro mês o Chega teria duplicado a votação, e de outros tantos que festejam a notícia - e que não integrarão exactamente o grupo identificado como ponto de partida - o sentimento é bem diferente. Apenas dois meses depois começamos a perceber que, afinal, o que de novo trouxeram não é assim tão novo. E - pior - não estão a trazer nada que acrescente valor à nossa democracia. Antes pelo contrário.

O que temos visto destes novos partidos é que têm ocupado o centro do espaço mediático através do fait divers, e que, sem qualquer contributo para o saneamento do xadrez partidário, e com a introdução de ar tóxico em vez de puro e respirável, nos deixam a ideia que, como diz a cantiga,  pra pior já basta(va) assim.

Entre o Livre, em autêntica emulação pública, e o Chega engolido pelo Ventura, entretido a lançar foguetes e a apanhar as canas, fica o (ou a?) Iniciativa Liberal, que começa com a demissão do líder e acaba a propor que nos recibos dos vencimentos passe a constar a contribuição da entidade patronal para a Segurança Social.

Se isto não parece brincadeira de crianças ... 

As duas faces da mesma moeda eleitoral

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À medida que os resultados eleitorais foram sendo analisados começamos a surpreender-nos com as circunstâncias em que pela primeira vez, no regime democrático,  a extrema direita chega ao Parlamento. Tínhamos mais ou menos por adquirido que o extremismo radical de direita, racista e xenófobo, mesmo que com algum acolhimento  em alguns sectores da sociedade portuguesa, nunca teria expressão política que alguma vez lhe permitisse eleger um deputado que fosse. Afinal teve, e mesmo descontando os exageros da excitação do momento, que até já prometem triplicar a votação daqui a quatro anos, e governar daqui a oito, a tendência será mais para subir que para descer.

Mas não é essa a maior surpresa. O mais surpreendente é que este é o resultado da transferência directa de votos do eleitorado comunista. Tal como tínhamos por adquirida a falta de expressão política e eleitoral da extrema direita, dávamos por garantida a inamovibilidade do voto comunista, e por blasfémia qualquer hipótese de transferência para  a extrema direita fascista.

Sabíamos que esta transferência de votos, ainda há poucos anos de todo imprevisível e inaceitável, estava a acontecer em muitos pontos da Europa. Sabíamos que, em França, o crescimento da Frente Nacional de Marie Le Pen tinha justamente acontecido assim, com o voto, anteriormente comunista, dos operários das grandes cinturas industirais do país. Mas em Portugal era diferente. Em Portugal o Partido Comunista mantinha-se forte e socialmente activo, enquanto por toda a Europa os seus congéneres há muito que tinham desaparecido.

Dizem alguns analistas que o fenómeno se explica pela globalização, pela transferência das indústrias para outras regiões do globo e pela nova economia dos países mais desenvolvidos, fortemente terciarizada, que tirou referências e futuro às massas proletarizadas, lançando-as para os guetos das sociedades modernas. 

Acredito que sim, que seja esta a explicação. Mas também aqui há em Portugal algumas diferenças, e algumas coisas não batem certo. É verdade que poderemos rever esse quadro em zonas sub-urbanas da grande Lisboa, onde essa transferência de voto teve evidente expressão. Mas já não vemos nada disso em muitas zonas do Alentejo, onde esse fenómeno foi igualmente notório.

E lá voltamos, mais que à especificidade portuguesa, à especificidade do Partido Comunista Português. Quando, nos anos 70 e 80, se pôs fora do chamado euro-comunismo, na realidade a aceitação expressa do jogo democrático ocidental, em rotura com a mãe pátria União Soviética, o PCP fechou-se na sua aldeia gaulesa  e acrescentou alguns anos ao seu prazo de validade. E isso permitiu-lhe adaptar-se, com sucesso - diga-se - às novas circunstâncias do pós queda do muro de Berlim, enquanto os então poderosos Partidos Comunistas de Itália (de Enrico Berlinguer), de França (de Georges Marchais) ou de Espanha (de Santiago Carrillo) iam desapareceram sem praticamente deixar rasto.

Mais de 30 anos depois todos os outros, com a geringonça, o PCP entrou activamente no jogo, e abandonou o seu último reduto, lá deixando muitos dos seus fiéis, agora perdidos, sem referências e perante mentiras que sempre lhe haviam sido dadas por verdades. E vice-versa.

E esta é a outra face da moeda. A que tem o escudo bem português!

RIR, para não chorar*

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Foto: Tiago Petinga/LUSA

Encontramos frequentemente no sistema partidário português justificação para todos os males de que enferma o regime, que damos por esgotado e bloqueado. Se falamos de abstenção, a culpa é dos partidos. Se falamos de corrupção, a culpa... de quem haveria de ser? Não há renovação da classe política e, a culpa é, evidentemente, dos partidos políticos... Que usurparam o regime e dele dispõem ao serviço exclusivo das suas parasitárias clientelas.

Nem sempre será tudo tanto assim, mas é inegável que a cristalização da actividade política e o constante afastamento dos cidadãos da coisa pública, que está a levar ao bloqueamento do regime, tem muito a ver com o descrédito em que os partidos se deixaram cair.

Dávamos a regeneração do sistema partidário por causa perdida. Os grandes partidos do sistema, os que, para o bem e para o mal, trouxeram o país até aqui, eram intocáveis. A abstenção crescia, é certo, mas a votação expressa andava sempre por ali à volta dos mesmos.

Até que, de repente, parece que alguma coisa está a mudar e os dois partidos do centrão, que há mais de 40 anos repartem o poder, e que até há aqui recolhiam mais de 75% dos votos expressos, não representam agora mais de 50% do eleitorado que se digna a votar. 

É como se, de repente, os partidos tradicionais começassem a deixar espaço que se revelasse tentador para novas formas de expressão política. E a verdade é que novos partidos começaram a nascer que nem cogumelos.

Vimo-los nas últimas eleições europeias. Faltava um, agora acabadinho de chegar. Chama-se RIR e vem pela mão do “Tino de Rans". Dir-se-ia que é para rir, mas diz que é de Reagir, Incluir e Reciclar. Um RIR forçado, cujo líder, sem se rir, acha legitimado pelos 150 mil votos que lhe valeram o sexto lugar das últimas presidenciais, em 2016.

Já para não falar de outras figurinhas que já vimos surgir nos jornais, de que o melhor é mesmo nem falar... Haja tino, porque isto não é para rir. É mesmo para chorar... Mas não de chorar por mais. Já chega. E basta!

 

* Da minha crónica de hoje na Cister FM

Se não chega, basta!

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Não chega que que nos indignemos porque dois líderes sindicais da Polícia - o presidente do Sindicato Unificado da Polícia e  o da Federação Nacional dos Sindicatos da Polícia - integram a rocambolesca lista de candidatos de André Ventura ao Parlamento Europeu. Nem basta que não percebamos por que é dois líderes sindicais da Polícia, sem qualquer aspiração a serem eleitos, se perfilam deliberadamente e sem reservas ao lado da cara da extrema direita xenófoba. 

Não bastou que chegasse, mas chega agora que baste! 

 

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