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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Chinesices

As 5 teorias da conspiração mais bizarras sobre o novo coronavírus ...

 

As teorias conspirativas sobre a origem da pandemia que virou o mundo do avesso, insinuadas por Trump e logo agarradas pelos Camilos Lourenços desta vida, parecem-me uma patetice. Não tanto pela impossibilidade de demonstração, com a discussão sempre capturada pela especulação, isso seria o menos. Mas porque desvia o foco daquilo que importaria discutir.

Se a China criou ou não o vírus, em primeira análise, e se a sua disseminação foi acidental ou propositada, é um enredo que só interessa à China, e aos interesses chineses, que nunca são apenas chineses. Ao mundo democrático e civilizado basta a inegável ocultação, durante semanas, do que estava a acontecer em Whan. Basta considerá-la acto hostil e exigir da China a sua reparação, que é como quem diz o financiamento de um programa de recuperação das economias dos outros cantos do mundo afectadas pela pandemia. Não aceitar outra coisa que não exactamente isso, e recolher a mão que tem tido estendida para receber as migalhas da campanha que a diplomacia expansionista chinesa pôs em marcha.

Tão simples quanto isto. 

Abrir-se-iam então duas vias: ou a China assumiria essa obrigação, e era definitivamente colocada perante as suas responsabilidades no mundo, acabando com as ambiguidades dos seus compromissos internacionais; ou, o que seria mais provável, rejeitaria essa responsabilidade, e o mundo votá-la-ia ao isolamento com que agora nos vimos confrontados, com um total embargo comercial e político.

Só que isso acabaria com os baixos custos de produção das grandes multinacionais lá instaladas, e com a maior fatia do mercado das suas marcas de luxo. E, claro, é de custos e vendas que se fazem os lucros.

É por isso muito mais interessante alimentar teorias da conspiração. Que não passem de chinesices para que tudo fique na mesma. Ou o mais próximo possível!

Exageros*

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Esta semana fomos surpreendidos com a notícia que a China já plantava algodão na Lua.

Assim. Sem mais nem menos. Depois de na semana passada termos tido a notícia que a China tinha chegado ao outro lado da lua, ao seu lado escuro, cuja existência dávamos por adquirida há quase 50 anos, desde que os Pink Floyd nos mostraram pela primeira vez, em Março de 1973, esse soberbo “dark side of the moon”. Que provavelmente descobriram logo a seguir à épica viagem inaugural de Amstrong e Aldrin, em 20 de Julho de 1969.

Não sei se isto tem a ver com alguma atracção chinesa pelo escuro – não é por acaso que não há sombras mais famosas que as chinesas – mas seria bom que não. É que são eles os donos da nossa luz, só por isso…

Mas é provável que tenha. Eles nunca iriam fazer aquilo à vista de toda a gente… Gostam de ver, mas não gostam de mostrar…

Mas vamos lá à notícia. Ou às notícias, já que estamos com a mão na massa, mas também porque andam de mãos dadas. Logo ao terceiro dia do ano uma nave espacial chinesa pousou na Lua, no tal lado oculto, soube-se a semana passada. Soube-se agora que levava sementes de algodão, colza, batata, ovos de mosca da fruta e algumas leveduras, tudo estranhamente muito bem acondicionado, num cilindro de alumínio com 18 centímetros de altura e 16 de diâmetro, que custou 1,3 milhões de euros. Estranhamente, porque com temperaturas de 100 graus Celsius durante o dia, e dos mesmos 100, mas negativos, à noite, tudo passa o dia a ferver e a noite congelado, sem hipótese de se estragar…

Não há notícias dos outros habitantes do pequeno cilindro, mas – e esta é a segunda notícia, a desta semana - uma semente de algodão já está a brotar. E com ela brotou a notícia que a China se preparava para plantar algodão na Lua.

Já me deu vontade de contactar o cientista chinês responsável pelo projecto, para lhe perguntar por que é que não mandaram, também, uns exageros de fabricantes de notícias, para se saber como é que se davam por lá. Mas logo percebi que essas sementes não caberiam num cilindro de 18 centímetros de altura por 16 de diâmetro, e que o chefe do projecto o deu por encerrado, pela simples, mas escondida razão, que a mais famosa semente de algodão rapidamente deixou de brotar…

Nem sei por que é que isto me faz lembrar o Pantufa (1). Se calhar não faz… Se calhar é só porque também ele deixou de brotar… e partiu para o “dark side” que se mantém desconhecido. Que descanse em paz!   

 

(1) O Luís Cândido, o Pantufa, como era conhecido, desapareceu ontem e era, sem "exageros", uma figura incontornável de Alcobaça dos últimos 40 ou 50 anos, e porventura o mais emblemático boémio alcobacense da minha geração.  

 

* A minha crónica de hoje na Cister FM

Negócios da China

 

Depois de, nos tempos da troika e de Passos Coelho, ter entrado com tudo na economia portuguesa, a China,  com visita oficial do presidente Xi Jinping que hoje se inicia, arranca para o aprofundamento da sua relação de domínio sobre este jardim à beira mar plantado.

Portugal é, a seguir à Finlândia, o país europeu onde a China mais investiu, na circunstância um eufemismo de comprou. No entanto, tendo comprado mais na Finlândia, é em Portugal que o Estado Chinês maior domínio exerce sobre a economia, ao nível do que faz na Grécia e na Hungria, onde nem comprou tanto.

Em Portugal o Estado Chinês tem já na mão sectores fundamentais da economia, dominando na produção e distribuição de electricidade, na banca, nos seguros e até na saúde.  Isto é, a China, que não é nem nunca foi um aliado estratégico mas, antes, a grande potência global  das próximas décadas, detém já uma grande fatia da soberania nacional. 

Com a visita de hoje fala-se, mesmo que baixinho, da velha Rota da Sede. Ou das rotas, da terrestre e da marítima. Ou da ligação de ambas. Ou seja, fala-se de Sines. E da sua ligação ferroviária à Europa. Não temos mais nada que interesse para lhe vender, mas o Sr Xi Jinping também não vai mal servido com portos e transportes ferroviários... Mais um negócio da China à vista!

 

É só boas notícias

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As notícias de hoje não são apenas sobre Bruno de Carvalho e o Sporting. Passam-se  mais coisas e há mais notícias. 

Sabe-se que Miguel Relvas foi contratado por uma empresa americana, de Silicon Valley. 

A empresa - Dorae, assim se chama - start up que trabalha com inteligência artificial e outras tecnologias de ponta na exploração de minas e matérias primas, e quer e precisa de entrar em África e no Brasil. E para isso, lembrou-se de quem? 

De Relvas, evidentemente. E não fez a coisa por menos: recrutou-o e nomeou-o responsável máximo para as áreas de política pública e sustentabilidade.

Há um ou dois dias atrás os jornais divulgaram amplamente uma nota do governo dando conta da recusa do braço direito de António Costa, o ministro Pedro Siza Vieira, em intervir em decisões que dissessem respeito à OPA dos chineses à EDP, que aqui trouxemos recentemente. Porque - como bem sabemos, ética é ética - a sociedade de advogados que ele integrava antes de chegar ao governo, e para onde regressará quando de lá sair, é exactamente a representante daqueles accionistas.

Noticia hoje o Público que a OPA dos chineses foi facilitada pela legislação criada em Junho passado, há menos de um ano, no âmbito do Programa Capitalizar, impulsionado pelo ministro ... Siza Vieira!

É só boas notícias...

 

 

 

Hoje, o mundo acordou mais perigoso!

 

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Não sei se hoje é o dia em que a política externa de Trump, se é que existia, mudou. Sei que o ataque americano desta madrugada na Síria é, mais que um enfrentamento, um afrontamento a Putin. Tido por aliado de Trump. Que, por sua vez, só apontava para a China quando lhe falavam de inimigos geo-estratégicos. E que acontece poucas horas antes de receber o líder chinês, com os olhos postos em Pyongyang...

Mas sei que o mundo hoje acordou mais perigoso!

Sexto sentido: o de oportunidade!

Por Eduardo Louro

 

É só para lembrar que, por causa disto, hoje ninguém fala daquilo. É bom lembrar que o sentido de oportunidade é o sexto, e se calhar o mais importante: a chinesice de António Costa tem uma semana, é precisamente de 19 de Fevereiro, o do dia de ano novo chinês. O do carneiro!

É esta a contextualização. Não vale a pena dar muitas mais voltas!

 

O buraco de António Costa

Por Eduardo Louro

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Este era o pior momento para António Costa entrar no buraco escuro em que se meteu. Não conseguiu resistir aos encontrões que foi levando de todo o lado, e acabou por se deixar cair num buraco donde dificilmente sairá.

A chinesice em que se embrulhou, e que enche hoje o espaço mediático, é apenas o exemplo mais acabado desse buraco negro onde António Costa anda às apalpadelas, cuja menor das consequências será certamente o abandono em estado envergonhado do histórico Alfredo Barroso, que há muito andava a bater com a porta.

A António Costa está a faltar estofo, e isso vai ser fatal. Já foi fatal para Seguro, mas agora vai ser fatal para o PS. Quando a falta de estofo vitimou Seguro ainda sobrava Costa, que ainda por cima parecia ter disso para dar e para vender. Agora não sobra ninguém!

As coisas já não estavam fáceis. As dificuldades do PS já seriam enormes, como se vê pelo que tem acontecido com os seus congéneres da Internacional Socialista, todos eleitoralmente dizimados pela sua conivência com os desastres neo-liberais. Com consciência disso, António Costa, em vez de assumir o quadrado ou o círculo, optou por tentar a quadratura do círculo. Não o conseguiu, como ninguém conseguiu, nem conseguirá!

Quando, na mesma semana, António Costa diz que não faz propostas porque tudo depende depois de Bruxelas e de Berlim, que o país está melhor ao fim destes quatro anos e elogia o investimento chinês, o paradigma da política de investimento deste governo, que se limitou a entregar ao estado chinês as maiores empresas monopolistas do nosso país e a vender casas a cidadãos chineses a troco de vistos e corrupção, não assinou apenas a sua sentença de morte política. Retirou também de vez a esperança a milhões de portugueses!

Encruzilhada

Por Eduardo Louro

 

 

 

 

O estatuto especial de Hong Kong, desenhado pelas autoridades inglesas e chinesas no quadro da devolução daquele território à soberania chinesa está, desassete anos depois, aparentemente esgotado. A população quer mais, quer escolher os seus governantes sem qualquer tipo de condicionalismo. Quer democracia, mesmo a sério, e por isso está há muitos dias na rua...

Por enquanto o movimento atravessa a sua fase romântica. Já conhecida por revolução dos chapéus (arma de defesa contra o gás lacrimogénio), a emergência da liderança de um rapaz de 17 anos - Joshua Wong - acentua-lhe o romantismo. Mas não deixa de colocar a  China perante uma encruzilhada em que reprimir os protestos, seguindo a sua matriz natural, será pôr tudo em causa; mas também acolher as reivindicações do território, poderá pôr tudo em causa.

E tudo é mesmo tudo. Desde logo aquela base programática de um país e dois regimes em que a China pretende sustentar a sua condição de superpotência!

Para já o regime parece apostar no tempo, confiando que o tempo se encarregue de vencer,  pelo cansaço, os protestos. As notícias de hoje dão conta de confrontos entre manifestantes e opositores, provavelmente induzidos e provocados, justamente para acelerar o poder do tempo.

 

Não é com vinagre que se apanham moscas

Por Eduardo Louro

 

Estou a ficar preocupado com os entraves que começam a ser levantados à transformação do antigo Cinema Londres em loja de chineses. Não é por nada, é que não me parece boa medida afrontar os coitados dos chineses, que compraram aquele espaço convencidíssimos de que eles é que mandam nisto, e que ninguém impediria a alteração da respectiva licença de utilização…

Não vão gostar… É certo que já não temos mais EDP´s nem REN´s para lhes vender mas ainda temos muitos vistos gold para lhes entregar. E não é com vinagre que se apanham moscas!

Quero crer que o governo está atento, e que tudo vai fazer para resolver isto...

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