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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Pessimista, eu?

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Percebemos que o governo tinha de rapidamente anunciar qualquer coisa que pudesse ajudar-nos a pensar que o país não vai colapsar, e que vamos resistir a este primeiro embate com o monstro que anda à solta. Como começamos a perceber que anunciou uma mão cheia de nada, e que na realidade o governo apenas tratou de ganhar tempo, porque não havia tempo para perder.

Percebemos isto na sexta-feira à noite quando, estando anunciada uma conferência de imprensa para a hora dos telejornais para anunciar novas medidas - o que por si só já confirmava que as primeiras anunciadas, dois ou três dias antes, tinham apenas por destino satisfazer o tempo -, vimos que foi sucessivamente adiada (novamente o tempo) até, já noite dentro, ter acabado em ... nada a declarar. Nada a declarar, e nada a revelar que não o estado de exaustão da ministra Mariana da Silva, a quem nem a juventude valeu.

É claro que o governo está à espera da União Europeia, donde nada chegou até agora. Espera agora que alguma coisa possa vir da reunião do Eurogrupo, amanhã. Ironicamente presidido por Centeno. 

É este o drama da (falta) liderança europeia. Quando tinha que haver uma voz a fazer-se ouvir, vemo-los todos a olhar uns para os outros, sem ninguém a perceber que nesta altura, hoje precisamente, a União Europeia só tem um caminho: reforçar-se, reforçando de vez e irreversivelmente, todos os mecanismos da união. Não há outro caminho, fora desse simplesmente desaparece. 

Se a União não conseguir dar uma resposta colectiva a esta crise desaparece. E sem deixar saudades... Porque, se não serve para um momento como este, não serve para mais nada!

A primeira coisa que a Srª Lagarde fez foi dizer que isto não é problema do BCE. Depois emendou a mão, mas já o Banco Central Alemão tinha dito que sim senhor, assim é que é falar... E ficou dito. A Srª Van der Leyen veio dizer que suspendia as regras orçamentais, e que os países - nunca a União - poderiam gastar o que quisessem para enfrentar a crise sem quaisquer preocupações com o défice, como se não soubesse que os países não podem gastar dinheiro que não têm. E que não têm condições de pedir emprestado, como é o caso de Itália, de Portugal e até de Espanha. 

A Srª Merkel - vejam bem, já é a luz ao fundo do túnel -  veio dizer o óbvio, que a resposta, como o seu financiamento, têm de ser europeus. E abrir agora a porta às eurobonds. Que o seu Parlamento nunca autorizará.

Teme-se até que já não sejam a solução. Não há sequer tempo para preparar toda a legislação e de dar resposta a toda a carga burocrática que as ponha de pé. A solução estará apenas e só na injecção de liquidez do BCE: emprestando dinheiro directamente aos governos, através do Banco Europeu de Investimento (BEI), com protocolos de cobranças com as Autoridades Tributárias dos países, para não envolver os bancos (ainda em convalescença, é bom não esquecer) nisto; ou, eventualmente mais ajustado nesta altura, pondo as rotativas a trabalhar.

Provoca inflação? Sim, e ainda bem. Faz falta, como se tem visto. 

Os alemães nem querem ouvir falar nisso? Nem nisso, nem noutra coisa... É para isso que servem as lideranças.

Reparem que só falamos em três líderes. Em três senhoras. Das três só conhecemos uma, e não gostávamos muito dela. As outras duas não começaram nada bem... 

Pessimista, eu?

Democracia europeia

Por Eduardo Louro

 

Andaram a convencer-nos que estas eleições europeias serviriam também para, pela primeira vez, escolher o presidente da Comissão Europeia. O Senhor Schultz e o Senhor Juncker têm até andado por aí – nem sempre muito felizes, o primeiro numas selfies pouco bem sucedidas, e o segundo em alardes de ignorância – também eles convencidos que eram os candidatos. Ou então – quem sabe? - actores de mais um enorme embuste, nada a que esta Europa não nos tenha habituado…

Pois é. A Senhora Merkel veio hoje dizer que o governo europeu, a Comissão Europeia, não tem que ter nada a ver com eleições. E que até já o escolheu, no que tem o apoio do SPD, o seu parceiro de coligação e …  partido do Sr Schultz. E que o presidente será uma presidenta: Christine Lagarde!

Aposta de diplomatas europeus, dizem... É esta a democracia na Europa. E a Senhora Merkel já nem se preocupa em esconder o que quer que seja: tomou o poder e exerce-o, sem restrições nem limites. Foi aqui que chegamos, foi a isto que Durão Barroso conduziu a Europa.

Nada que preocupe os nossos candidatos, que preferem andar entretidos em jogos florais de supostas ofensas e pedidos de desculpa. Não merecem a abstenção de 70%. Merecem 100% de desprezo!

OS IMPOSTOS DA SENHORA LAGARDE

Por Eduardo Louro

                                                                      

Já não bastava a forma desastrada e inaceitável como a directora do FMI, Christine Lagarde, se referiu às crianças africanas e às gregas para falar de fuga aos impostos na Grécia. Desastrada, gravemente ofensiva de uns e de outros - de crianças africanas e de crianças gregas, mas em especial dos gregos – e da inteligência de todos nós. Como se quem fugisse aos impostos na Grécia – ou em qualquer outra parte - fossem exactamente os mais pobres, os pais das crianças que sofrem!

Não bastava isto. Era ainda preciso que ela própria não pagasse impostos. Que auferisse de rendimentos próximos de meio milhão euros anuais sem que, por isso, pagasse um cêntimo de impostos. Que autoridade!

Este é um mundo perdido, sem pés nem cabeça. Um mundo desigual, feito por e para uns poucos, que se arrogam ao direito ao disparate e à afronta sem perceberem que continuam a esticar uma corda que já não estica mais.

Quando a Europa o FMI e o mundo querem desesperadamente inclinar o sentido de voto dos gregos para os que, ironicamente, os levaram à actual situação – aqueles que enganaram os gregos e os europeus, que, com a ajuda dos Goldman Sachs boys, mentiram durante anos e anos nas contas que apresentaram à União Europeia, são os que eles proclamam agora como salvadores da Grécia, do euro, da Europa e do mundo – o comportamento da Senhora Lagarde mais não faz que acentuar o sentimento de revolta dos gregos.

 

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