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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

ORGULHOSAMENTE SÓS

Por Eduardo Louro

 

Enquanto ontem, em Bruxelas, a Itália e a Espanha se juntavam para tratar da vidinha, quer dizer, fazer valer o seu peso e os seus interesses no meio do mar de problemas em que navegam, em Varsóvia também a Itália se juntava à Espanha, marcando encontro para domingo, logo a seguir à cimeira, em Kiev.

Parece que, retida em Bruxelas e impossibilitada de estar em Varsóvia, Angela Merkel chorou.

Portugal não se junta a ninguém. Não se juntou a Itália e foi afastado pela Espanha…

Orgulhosamente sós é mais que uma sina. É um desígnio velho, de que não conseguimos fugir… Como do défice!

Não só não lhe conseguimos fugir, como é ele que foge de nós. Já vai nos 7,9%!

Mas é a chancelerina que chora… De nada nos vale gostarmos de a ver chorar!

CIMEIRA DECISIVA

Por Eduardo Louro

 

Finalmente uma cimeira europeia que não é decisiva!

Até aqui todas eram decisivas. A de hoje em Bruxelas não é! Se calhar é porque as outras nunca o chegaram a ser…

É certo que ainda será feito o ponto da situação sobre este segundo programa de resgate da Grécia, mas aí não há nada de decisivo. Até porque a coisa está bem preparada, pelo menos da parte do já famoso Schaeuble que, enquanto a dita coisa se discutia no Parlamento alemão, jogava sudoku no seu Ipad!

É certo que será assinado o Pacto Orçamental – por toda a gente menos os ingleses e os checos, eles lá sabem porquê – um dos mais ineficazes e estúpidos tratados paridos na EU, que os irlandeses (os únicos que levam a sério estas chatices da democracia nas questões europeias) chumbarão em referendo e que os franceses, se François Hollande ganhar as presidenciais, como parece provável, se encarregarão de mandar para o caixote do lixo.

É certo que é apresentada como a cimeira que introduzirá no discurso europeu expressões tão estranhas como crescimento e desemprego. E é certo que ninguém espera que isso traga qualquer novidade!

A cimeira decisiva desta sexta-feira é nacional. E é em Lisboa, não é em Bruxelas. Na Luz. Essa sim, é decisiva!

E no entanto eles dizem que não

 

SERÁ ESTA A CIMEIRA DECISIVA?

Por Eduardo Louro

  

Depois de uma reunião extraordinária, outra reunião extraordinária. Ainda não tinha acabado a reunião extraordinária do Conselho Europeu de hoje – a tal onde, para além do acordo do sobre o novo pacto orçamental, se iria finalmente falar de crescimento económico e de desemprego - e já estava marcada uma cimeira extraordinária de chefes de Estado e Governo para logo a seguir. Non stop!

Nada como assim. Pelo menos não fica tempo para anunciar mais uma cimeira decisiva. E, se calhar, esta é que é mesma decisiva: a Grécia recusou – só podia – a ignóbil proposta alemã, e agora não tem como deixar de esperar pela retaliação. E Portugal, como se está a ver pelo galopante crescimento do risco de incumprimento, pelos máximos históricos das taxas de juro e pela imprensa internacional destes últimos dias - depois do Wall Street Journal, agora o Financial Times -, deverá comer por tabela.

 

O DIA DAS EMOÇÕES FORTES

 

 Por Eduardo Louro 

 

Chamava-lhe ontem o dia das emoções fortes mas, do grande ataque dos hackers informáticos, nem notícias…

Já de Marselha, da cimeira, as notícias começaram a chegar cedo. Era o tal tratado! O Tratado da governação económica e da constitucionalização do défice, para entrar em vigor até Março próximo. Tudo como estava anunciado...

Saiu vencedora, como não poderia deixar de ser, a posição alemã. E a ideia peregrina de que tudo isto não passa de uma crise de confiança e que, segundo esta mesma ideia mestra da posição alemã, passando os países membros a estar obrigados ao cumprimento de um tecto no défice, acabam-se os desvarios. E com essa garantia, regressa a confiança. E com ela os melhor dos mundos, como se tudo se pudesse resumir a um conto de Natal!

A Alemanha convenceu toda a gente disto. Todos os 17 países da moeda única e todos os restantes dez, menos os ingleses, os eternos desconfiados destas coisas que, mais tarde ou cedo, acabarão por bater com a porta.

Como tantas vezes no passado recente, só daqui por uns tempos é que alguns – sempre os mesmos - começarão a perceber o que perdem. É que as mesmas regras para realidades tão diferentes não dão normalmente bom resultado: em vez de convergências costumam aprofundar assimetrias! Desconfio que na Europa, nesta altura, não é possível confiança sem procurar a convergência… Nem sem solidariedade. Nem, já agora, sem democracia!

De Marselha sai uma Europa ainda menos solidária – os fortes vão ser ainda mais fortes e os fracos mais fracos – e ainda menos democrática, com mais um tratado a passar ao lado dos cidadãos.

 

DEZEMBRO 9: UM DIA DE EMOÇÕES FORTES

 Por Eduardo Louro 

 

Por cá promete-se para amanhã um ataque em massa dos hacktivistas AntiSecPT, na sequência dos raides dos últimos dias, e do de hoje mesmo á página do Ministério da Economia.

Em Marselha decorre a cimeira do tudo ou nada. Mais uma, depois de tantas, com a fasquia igualmente elevada, terem sido do nada. Talvez por isso, por todas as anteriores terem sido do nada, acreditamos que desta é que é! Mesmo que já se fale numa outra antes do Natal, é bem provável que esta seja mesmo a do tudo ou nada.

Será a cimeira da paz para o euro. A partir dela, ou finalmente descansará em paz ou irão deixá-lo em paz!

Espera-nos um dia de emoções fortes!

NOTÍCIAS DA CIMEIRA EUROPEIA

Por Eduardo Louro 

 

Durou até às tantas. Entrou pela madrugada dentro mas, ao ouvirmos Durão Barroso, e mesmo Passos Coelho, parece que valeu a pena. Um diz que a cimeira acordou finalmente no que ele anda há muito a dizer, e vê-se que isso o deixa feliz. O outro, o nosso primeiro-ministro, diz que a cimeira, também finalmente, resolveu o problema da Grécia e, com isso, Portugal ficou livre de pedir nova ajuda! Via-se que, se não ficara também ele feliz, ficara pelo menos aliviado.

Vamos por partes, e comecemos pelo corte - o hair cut, como se diz – de 50% da dívida grega, com a participação da banca privada. Quer dizer, sem incidente de crédito, que iria desencadear os resseguros, os chamados CDS (credit default swap) e provocar uma autêntica guerra atómica que pouco do edifício financeiro global deixaria de pé.

O problema não é quem é que sai mais ajudado desta medida. Se a Grécia, que fica ainda a correr atrás do objectivo de fixar a sua dívida nos 120% do PIB lá para 2020, se a banca credora que, em boa verdade, fica a perder metade quando já tinha perdido tudo: a dívida da Grécia valia zero! O problema é que a Grécia nunca conseguirá pagar uma dívida dessa ordem. Parece-me que cortar 50% é curto e, nesse sentido, isto é mais um adiamento, mais uma das habituais medidas a conta-gotas, que em vez de decisivamente resolver os problemas os empurra com a barriga.

O reforço do FEEF para mais do dobro – de 440 mil milhões para um bilião de euros – também não foge muito disto. Do conta-gotas. Não chega para Portugal – ninguém tem dúvidas que teremos de lá voltar a curto prazo, pois não? -, para a Itália e para a Bélgica - que provocará réplicas de alguma intensidade em França -, já para não falar da Espanha nem da Irlanda, que parecem empenhadas em transformar os PIGS em PIB, que é muito mais saudável.

A terceira medida que saiu da cimeira foi a implementação da tão badalada governação económica. Durão Barroso anunciou, já hoje no PE, que apresentará em Novembro um plano geral de governação económica, com base no reforço do papel do executivo comunitário saído da cimeira. Coisa vaga, mais uma vez! Sobre a verdadeira solução – o inevitável orçamento comunitário – nem uma palavra!

Por último a recapitalização da banca que, até por ser uma medida complementar - directamente relacionada com a decisão do corte da dívida grega - é a mais objectiva, pacífica e consensual. É efectiva – terá que estar concluída até ao final de Junho de 2012 -, tão efectiva que resolve de vez a rábula da banca portuguesa. Os principais banqueiros nacionais, que ainda ontem continuavam a garantir que não precisavam, porque não queriam dizer que de não quereriam (não queriam o Estado lá dentro, apesar das garantias do primeiro-ministro de que o Estado seria um sleeping partner), já todos hoje anunciaram a adesão ao plano de recapitalização. E as suas cotações subiram de imediato na sessão de hoje da Bolsa, com o BES – o único a dizer que cumpre o respectivo aumento de capital através dos seus accionistas, sem recorrer ao fundo estatal dos célebres 12 mil milhões – a bater recordes.

E foi isto o que saiu da cimeira que, dizem alguns optimistas militantes, voltou a meter o euro no trilho certo. Longe disso, bem longe disso, digo eu!

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