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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Época de incêndios

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Todos sabemos que o futebol não é apenas um jogo apaixonante, é também um fenómeno de alienação que permite todo o tipo de manipulações. Todos temos amigos e familiares que se transformam por completo logo que a conversa chega ao futebol. Todos conhecemos pessoas por quem temos grande apreço intelectual, que nos seduzem pela inteligência, comportamentos e atitudes,  que deixamos  de reconhecer logo que o tema é futebol. 

É assim, mesmo que seja pena que assim seja. 

O que se está a passar com os árbitros é verdadeiramente inaceitável e é consequência da impunidade com que os dirigentes do futebol - e também muitos treinadores - o incendeiam para esconder os seus erros e a sua incompetência. Os jogadores podem falhar golos de baliza aberta, os guarda-redes podem dar os frangos que derem. Os treinadores podem escalar mal a equipa, podem dar cabo da motivação dos jogadores, podem fazer as substituições erradas. Os dirigentes podem contratar jogadores que nem conhecem, ou que nem se integrem nas necessidades da equipa. Mas, no fim, o culpado é sempre o árbitro. Nunca o presidente, que diz aos adeptos que ganha tudo e, depois, não tem competência para isso. 

Reparei, por exemplo, que no famoso jogo do Porto com o Morerirense que afastou os portistas da continuidade na Taça da Liga sem que tivessem ganho um único jogo, os adeptos gritavam: "joguem à bola". Era o sinal claro que o que estavam a ver era que a equipa não estava a jogar nada. No entanto, dois dias depois, estavam a invadir o centro de treinos dos árbitros, e a ameaçá-los, bem como às suas famílias, lançando um clima de terror absolutamente intoierável. 

Nas redes sociais sucedem-se os apelos sportinguistas às suas claques para que façam o mesmo, que repliquem o exemplo que vem do Porto.

É isto que os dirigentes pretendem. Para que ninguém se lembre dos actos de gestão danosa, das decisões erradas, das contratações falhadas, das promessas incumpríveis... E já que nem aqueles de nós que temos a obrigação de resistir à exacerbada paixão clubística, e de denunciar a manipulação que dela fazem, cumprimos com a nossa responsabildade, só resta ao orgão máximo da direcção do futebol, à Federação Portuguesa de Futebol, a par da máxima transparência nos processos, passar a punir severamente as declarações dos agentes do futebol sobre a arbitragem que, pela sua natureza e persistência, sejam obviamente impróprias. Não com multas irrisórias, nem com suspensões inócuas. Com multas a sério para a realidade do futebol e com perda de pontos. Com coragem e sem medo de ninguém! 

Livro de reclamações

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Dizem os entendidos que Benfica e Porto foram beneficiados num penallti cada um neste último fim de semana. Ambos ganharam e ambos os converteram em golo. No fim das contas, só o do Porto foi objectivamente decisivo na vitória, já que ganhou por um golo (3-2), enquanto o Benfica ganhou por dois (3-1).

Na jornada anterior fora a vez do Sporting sair com benefício idêntico, com o árbitro a punir o adversário com um penalti por uma falta cometida fora da área. Isto para não recuar mais no tempo, e apenas para que fique claro que essas coisas acontecem com alguma frequência. Porque errar, todos erram. Porque esse erros são hoje mais escrutináveis que nunca, e há certamente muita coisa que se vê nas imagens que ao olho humano, no momento, naquela fracção de segundo, não é passível de ser vista.

Mas não é isso que me traz aqui. Melhor: o que me traz aqui só muito remotamente poderá ter alguma coisa a ver com isso. É que uns rapazes de uma claque do Porto, com o respectivo líder à cabeça, voltaram a protagonizar cenas inspiradas na velha Sicília, trazendo-nos de volta tempos que todos julgavamos bem enterrados no passado.

Uma coisa é que não haja praticamente notícia do submundo do crime no Porto que não dê nota de pessoas ligadas aos Super Dragões, deixando bem à vista os cruzamentos entre as claques do futebol e o crime organizado, que nem é novidade nem exclusivo de qualquer uma. Outra é a sua actuação criminosa enquanto tal, enquanto claque, enquanto estrutura institucional apoiada por um clube de futebol. Uma coisa é serem compostas por gente a quem se não conhece profissão, que faz da marginalidade modo de vida. Outra é organizadamente exibirem a intimidação e a chantagem. É espalhar o terror por onde passem e sempre que lhes apeteça. 

Têm agora a palavra as instituições do Estado de Direito. O gangsterismo não pode ficar impune. Onde quer que seja do território nacional. Seja qual for o sector da nossa vida colectiva. 

A GNR tomou conta da ocorrência. Mas o mais provável é que venha concluir mesmo que não passou de um grupo de amigos que numa segunda-feria decidiu ir jantar a uma cidade a 70 ou 80 quilómetros. Que entrou no primeiro restaurante que encontrou, sem qualquer ideia que pudesse ter alguma coisa a ver com o árbitro que terá errado a assinalar um penalti. Um, que não o que beneficiou o seu clube. Que não chamaram "pelo gatuno", mas apenas pelo livro de reclamações... 

Porque, afinal, como se vê pelas televisões e jornais, o que interessa são os penaltis. Isto não tem interesse nenhum!

Coisas indignas... e que nos indignam

Por Eduardo Louro

 

Não tiro um cabelo de uma claque para pôr noutra. Sejam do Benfica, do Sporting, do Porto,ou de qualquer dos outros, são todas iguais. Todas adoptam o mesmo comportamento e nem sequer importa quem atira a primeira pedra.

Não há côr, não há cântico, não há coreografia, não há magia que apague cartazes e tarjas irresponsáveis, ofensivos, obscenos e incendiários. Tochas, petardos e foguetes. Ofensas e arruaça... São indesejáveis nos estádios e nas suas imediações!

Dito isto, é inaceitável que um presidente justifique o corte de relações do seu clube com o rival com base no comportamento inqualificável da claque do rival, ignorando o mesmíssimo comportamento inqualificável da do seu clube. Que até atirou a primeira pedra, o que não é desculpa para nada... 

Dirigentes responsáveis, e dignos dos cargos que ocupam e da História dos dois maiores clubes portugueses, teriam de imediato condenado as acções das respectivas claques. A seguir, ter-se-iam sentado á mesma mesa á procura de responsabilidades e soluções, e logo depois surgiriam juntos numa conferência de imprensa a dar conta da iniciativa  e das medidas tomadas, já com os provocadores identificados e punidos com a expulsão do clube. Depois chegaria a vez da Federação e da Liga fazerem o que têm a fazer, deixando de se fazer de mortas, limitadas á comoda cobrança de uns milhares de euros em multas...

Mas não foi nada disso que aconteceu. Um, fez de conta que não se tinha passado nada. E outro aproveitou para atacar de imediato mais um degrau do seu projecto de poder. Não é por Bruno de Carvalho vir das claques que tomou a decisão que tomou. Nem sequer, como tantos outros, por fazer delas a sua guarda pretoriana. É porque Bruno de Carvalho precisa de um permanente estado de guerra, com o máximo de frentes abertas para, sejam lá quais forem os seus fins, consolidar (perpeptuar?) o seu poder no Sporting!

Já não tem mais frentes para abrir, está a esgotar a estratégia. Ou fecha uma - quiçá a frente norte - para logo depois voltar a poder abri-la, ou fechada - mal fechada como se sabe - que está a frente interna, não admirará que reabra a guerra civil com o Marco Silva! 

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