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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Infeliz coincidência feliz

Coincidência feliz.″ Marcelo revela que Costa visita Ucrânia quando o  Presidente estiver em Timor

 

De "picareta falante" (mais uma notável expressão que devemos à memória de Vasco Pulido Valente) a incontinente verbal vai um pequeno passo - justamente o que Maecelo deu ao anunciar a visita do primeiro-ministro à Ucrânia que, por razões óbvias, era mantida secreta. E por razões óbvias secreta deveria ser mantida.

Assim não achou Marcelo. Mais uma vez. Como se estar Presidente fosse o mesmo que estar outra coisa qualquer e apenas "uma coincidência feliz". 

Há certamente coincidência entre a visita de Marcelo a Timor e a de António Costa à Ucrânia. Que o Presidente tenha encontrado nela uma  "coincidência feliz" para falar quando deveria estar calado não é coincidência. E muito menos feliz!

 

Não há coincidências e o subconsciente é tramado

ULTRAPERIFERIAS: Sondagem. PS mantém maioria com PSD a encurtar distâncias  mas Costa é o preferido para liderar

 

Não há coincidências!

O PS, que há poucos dias tinha nas sondagens uma vantagem de 10 pontos percentuais sobre o PSD, tem agora, na última, de ontem mesmo, apenas quatro. Tecnicamente, tendo em conta a margem de erro, significa empate.

Não há volta a dar. Pode especular-se sobre muitas razões, mas a única objectiva é a introdução sa maioria absoluta no discurso de António Costa. Os debates não correram assim tão bem a Rui Rio, nem assim tão mal a Costa. O desgaste deste não acelerou assim tanto nos últimos dias, como não acelerou assim tanto o élan de Rio. A pandemia acelerou, mas também já passou por drama maior, apesar de tudo.

E poderíamos continuar a desfilar razões de pormenor para procurar justificação para tão pronunciada inversão da tendência das sondagens. Não me parece que encontremos explicação para, de um resultado à beira da maioria absoluta, o PS cair para um que coloca em causa a simples vitória eleitoral, que não a menção clara e inequívoca à própria maioria absoluta.

"Os portugueses não gostam de maiorias absolutas" - era a convicção de António Costa. Em 2019, nestas mesmas circunstância de campanha eleitoral, afirmava, alto e bom som: "Eu não tenho dúvidas nenhumas que os portugueses não gostam de maiorias absolutas e têm más memórias das maiorias absolutas, seja do PSD, seja do PS".

Porquê, então, este tiro no pé?

Porque não tem memória, e julga que os portugueses também a perderam? Porque a soberba lhe toldou a razão? Por desrespeito a si próprio e aos eleitores?

Não creio, mesmo que qualquer desta hipóteses não possam, de todo, ser descartadas. Creio que é simplesmente o subconsciente a funcionar. Como Freud demonstrou nos ensinou, o subconsciente é uma zona intermédia do nosso processo psíquico, onde armazenamos tudo o que a consciência não aceita.

Conscientemente podemos mentir, e omitir. Mas o subconsciente não mente, tem sempre a verdade para mostrar!

Por muita má memória que tenhamos, e por muita lavagem cerebral que tenha sido feita, lembramo-nos bem de como a geringonça foi dinamitada. Lembramo-nos bem da inflexibilidade de Costa em todo o processo do Orçamento, o mesmo que agora mostra triunfalmente para as câmaras de televisão. Lembramo-nos daquele tempo. Tempo de PRR, e tempo de definhamento na oposição de direita, com o CDS em passo acelerado para a implosão, e com o PSD em guerra aberta e Rui Rio pelas ruas da amargura. O notório crescimento da extrema direita era só mais uma peça favorável do puzzle. Só ajudava. 

Lembramo-nos que foi assim, por muito que toda a gente nos tenha vindo a dizer outra coisa. Foi com este cenário que Costa contou as favas contadas. Para completar o cenário perfeito bastava-lhe acusar os seus antigos parceiros de geringonça pela responsabilidade da crise política, e isso não lhe colocava qualquer dificuldade.

A estratégia parecia não ter por onde falhar. Mas tinha. Ele só tinha controlo sobre a parte que lhe cabia, a demonização da geringonça. A crise nos dois partidos à sua direita não estava nas suas mãos. E escapou-lhe, apesar da ajuda do líder do CDS!

Tudo arrumado no subconsciente. Até que, logo após o debate com Rui Rio, na flash interview, com o consciente a constatar que não tinha corrido lá muito bem, o subconsciente emergiu. Com a verdade, como sempre.

E essa é muitas vezes tramada... 

 
 
 

 

ACONTECIMENTO DO ANO

Por Eduardo Louro

 

Por esta altura é costume puxar a memória atrás, a 1 de Janeiro, deixá-la correr ao longo do ano e escolher. Escolher os mais do ano. Em qualquer coisa, ou em tudo e mais alguma coisa…

Vou também aqui fazer esse exercício. Mas numa versão minimalista, apenas numa única categoria: acontecimento nacional do ano!

Para mim o acontecimento nacional do ano é um não acontecimento. É o que acabou por acontecer por não ter acontecido o que era suposto acontecer!

Refiro-me ao facto de o governo ter resistido - intacto – todo o ano. O governo não caiu, nem sequer foi remodelado. E isso, há uns meses, era impensável!

Ninguém admitiria que o governo resistisse aos sucessivos casos Relvas: secretas, Público, RTP, ERC…. licenciatura, mentir no Parlamento… Aos pequenos e sucessivos episódios de abuso de poder. Mas também à quarentena a que se sujeitou - tipo hibernação, à espera que o mau tempo passasse – mantendo-se afastado (protegido) do governo, como se não existisse!

Sabia-se – ou foi se sabendo - que Relvas era apenas uma face da moeda que do outro lado tem Passos Coelho. O que não se adivinharia era que o primeiro-ministro conseguisse convencer o seu chefe - Vítor Gaspar – que Relvas era indispensável para as suas privatizações!

Ninguém admitiria que o Álvaro resistisse à sua estratégia do pastel de nata. Ele que até foi o primeiro a sentir os apertões da rua… Mas, pé ante pé, lá se foi aguentando e ganhando imprensa. Ao ponto de já nem a sua estratégia terceiro-mundista de desenvolvimento industrial, provavelmente encorajada pela política ambiental do seu Canadá - que acabara de mandar às ortigas o protocolo de Quioto - e que lhe valeria uma pequena guerra com a colega Assunção Cristas, lhe ter afectado a cotação. Em alta!

Poucos admitiriam que falhadas todas as previsões económicas, e com todos os objectivos orçamentais rapidamente transformados nas mais extravagantes miragens, o governo se pudesse aguentar. Que, batidos todos os recordes de desemprego, com o país entregue a um dos mais violentos ritmos de empobrecimento de que há memória, um governo que não podia sair à rua, suportado por uma coligação em permanente rotura e sempre em rota colisão, pudesse resistir.

Poucos admitiriam que depois daquele dia 7 de Setembro, depois do que o país inteiro disse ao mundo em 15 de Setembro, o governo chegasse ao fim do ano.

E no entanto resistiu. Sem uma baixa!

A situação do país e dos portugueses continuou a agravar-se todos os dias. Mas a do governo não. Relvas voltou a fazer negócios – mesmo que o último lhe não tenha corrido bem – e à sua condição de picareta falante, sem o mínimo de reserva, decoro e vergonha. E até Passos Coelho, em vez de fugir pelas traseiras como vinha sendo hábito, já atravessa a rua para se dirigir aos que protestam (bem sei que até pode ser encenação, mas o resultado é o mesmo)!

Todos os acontecimentos têm protagonistas. Este tem dois: Cavaco Silva, o senhor que ocupa o Palácio de Belém sem que se saiba exactamente para quê, e Seguro, o senhor de quem se diz que é líder da oposição. Foram eles que fizeram este acontecimento...

O drama, deste e dos próximos anos, é que não há coincidências. Não é mera coincidência que a maior crise, o pior governo, o pior presidente e a pior oposição se tenham encontrado ao mesmo tempo, no mesmo local!

COINCIDÊNCIAS DE PEDRO PROENÇA

Por Eduardo Louro

                                                                      

Numa daquelas entrevistas ligeiras na Revista do Expresso deste fim-de-semana (agora tudo ali é ligeiro!) Pedro Proença - dado como protagonista e melhor árbitro português de sempre – tem algumas respostas curiosas.

Por exemplo, questionado sobre quem é o melhor árbitro português de sempre, responde com dois nomes, dois: Vítor Correia e Vítor Pereira. E a gente desconfia que o primeiro é referido para disfarçar. E porque já não faz parte dos vivos…

Sobre os jogadores que mais apreciou, também dois nomes, dois: Maradona e Platini. Não sei se também o primeiro é para disfarçar, mas é incontornável!

Apenas um nome para o melhor árbitro de sempre: Colina!

Que as preferências de Pedro Proença recaiam no presidente do Conselho de Arbitragem, no patrão dos árbitros da UEFA e no próprio patrão da UEFA, é simples coincidência…

Por que é que o jornalista (Pedro Candeias) não lhe perguntou qual era o melhor dirigente desportivo? Daria um ou dois nomes? E qual seria o primeiro, para disfarçar? 

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