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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Coisas extraordinárias

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Entre as muitas coisas extraordinárias que vamos ouvindo nestes dias, em que uns lambem as feridas, outros deitam foguetes, e outros ainda mostram o que não queriam, a mais extraordinária de todas diz assim: "andaram o tempo todo a pedir que se impedisse a maioria absoluta do PS, e agora não querem colaborar na solução que desejaram".

É mais ou menos isto que dizem certas pessoas do partido que vai formar governo, ao que nem o próprio António Costa conseguiu fugir. Pode até ser ideia sua, mas a quem a ouvimos repetir até à exaustão é precisamente àqueles que chamaram empecilhos àqueles com quem negociaram no passado, e voltam a ter que negociar. 

Não está provado, antes pelo contrário, que corresponda à realidade. Mas não é isso que é extraordinário, antes pelo contrário, também. É normal e frequente que ideias às avessas da realidade façam carreira na política portuguesa. Já é extraordinário que o PS, ou certas pessoas do partido, achem que negociar uma formulação de entendimento é simplesmente deixar os interlocutores a abanar que sim com a cabeça a todas as letras do seu programa. O mais extraordinário, mesmo, é que o PS, ou essas certas pessoas do partido, achem que tem mesmo de ser assim porque eles é ganharam as eleições.

O que, bem vistas as coisas, não deixa de ser um dado novo...

Coisas extraordinárias

 

Amanhã começa o festival de Paredes de Coura. Mas hoje o cabeça de cartaz foi o José Alberto Carvalho, que lá chegou teletransportado pela Vodafone e pela TVI.

É isso: Vodafone e a TVI realizaram hoje a primeira transmissão holográfica 5G em tempo real, através da rede 5G.

Se as televisões passam a utilizar isto para teletransportar os seus repórteres para as bombas de gasolina, estamos lixados. Chegam num instante a todas as bombas de gasolina do país...

 

Coisas extraordinárias

Reprodução

 

Pelo que se vai vendo, inclusivamente pelo próprio papel da juventude na candidatura de Balsonaro, já nada nos pode surpreender no caminho para o inferno que o Brasil está a escolher. Mas, confesso, nunca me passaria pela cabeça encontrar peregrinos desse caminho num concerto de Roger Waters. Nunca os imaginaria "no público" do fundador dos Pink Floyd!

Já perto do fim do concerto de terça-feira, em S. Paulo, Roger Waters, de quem se não esperaria outra coisa, associou-se à contestação mundial àquilo que Bolsonaro representa, exibindo na tela "Ele Não". Contam os jornais que a reacção foi imediata, e que quase todas as 40 mil pessoas que no Estádio assistiam ao concerto explodiram em insultos e vaias, impedindo mesmo o músico de falar com sobreposição de gritos ensurdecedores...

Ontem, no segundo concerto, Rogers Waters subiu a parada e foi mais acutilante com Bolsonaro e seus inspiradores pelo mundo fora, e a reacção do público não foi diferente.

Inacreditável!

 

Coisas extraordinárias

Capa do i

Hoje podia escrever sobre o tema do dia, em todas as primeiras páginas dos jornais, para dizer o óbvio: que a Ministra da Justiça caiu na esparrela e, partindo do entendimento generalizado no Ministério Público - donde ela vem - que o mandato do PGR é "longo e único", criou um problema ao governo e a António Costa, que teve de a desautorizar. Ou para dizer algo maquiavélico - de que a direita não desdenha - e mais rebuscado que, pelo contrário, António Costa mandou a Ministra da Justiça lançar o barro à parede, a ver no que dava. E ao ver no que deu correu logo a corrigir o tiro. Porque, no fundo, esta PGR não fez muito mais que incomodar o PS. Ou até para dizer que Joana Marques Vidal, a "Procuradora que enfrentou os poderosos", deixou passar em branco o caso Tecnoforma, depois de Bruxelas ter dito com todas as letras que tinha havido fraude; e nunca revelou qualquer preocupação em encontrar por cá, no "processo dos submarinos", a outra face da corrupção condenada na Alemanha.

Mas não escrevo. Vou escrever sobre outra coisa extraordinária que também aconteceu no debate quinzenal, quando António Costa acusou a EDP de se comportar de forma diferente com esta maioria, para não dizer com este governo. Não se sabe se haverá outras razões, ou se o primeiro-ministro retirava esta conclusão exclusivamente pelo facto de a empresa do Estado chinês, dirigida por António Mexia, com pagens espalhados pelos baronatos dos três partidos do arco da governação (com o PS a ser agora reforçado, com Luís Amado a tomar o lugar de Catroga) ter anunciado que iria deixar de pagar a taxa de contribuição extraordinária do sector energético. Tem que se admitir que haja outras razões, quer porque há muito que também a GALP deixou de a pagar, quer pelo próprio tom de vitimização que António Costa colocou na declaração. E essas serão certamente injustas, como ainda há pouco se viu quando, à última hora da aprovação do Orçamento de Estado, António Costa voltou atrás no corte nas rendas excessivas, traindo o acordo com os seus parceiros do Bloco... 

Esperemos agora que o assunto siga o seu curso normal para os Tribunais. A não ser que se repita o que aconteceu com a Brisa com os 125 milhões de euros, que disse que não pagava e ... pronto. Não se passou nada...

Mas passa-se!

Coisas extraordinárias

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Também a Fitch, mesmo no finalzinho da semana, retirou Portugal do  lixo, saltando directamente dois degraus na escada da classificação de rating. Foi provavelmente a última grande notícia do ano, o tal que Costa designou de  "saboroso", gerando mais uma onda de indignação e obrigando-o a voltar a falar de contexto. Ou de fora dele...

Não deixa de ser extraordinário que um governo tido por politicamente forte - é essa a marca de António Costa - e economicamente vulnerável, sobreviva hoje politicamente à custa do seu desempenho económico. Não deixa de ser extraordinário que, contra todas as expectativas, o governo tenha ganho na economia o que lhe permite cobrir tudo o que perde na política, onde não param de se suceder situações embaraçosas. Como a que hoje leva o peso-pesado Vieira da Silva ao Parlamento!

Nem deixa de ser extraordinário que seja Máro Centeno, que ninguém quis levar a sério e que toda a gente escolheu para bombo da festa, o abono de família do governo do súper António Costa!

 

 

 

Coisas extraordinárias

 

Estará por horas,  tudo o leva a crer, a eleição de Mário Centreno para Presidente do Eurogrupo. Mais do que estranho, é extraordinário que, em dois anos, Mário Centeno tenha passado do mais óbvio alvo do fanatismo do Eurogrupo, do patinho feio do Ecofin, do ministro das finanças hostilizado pelo Sr Schauble, que gostava de exibir a subserviência da sua antecessora, sempre sorridente e de cócoras, a figura maior desse espaço e estrela dessa companhia.

Mais extraordinária só a forma como a direita em Portugal foi evoluindo durante esse extraordinário processo, começando na rejeição absoluta da hipótese, colocando-a no domínio do absurdo, passando-a depois para o domínio do fait divers, depois ainda para o da hipótese remota para, com a realidade a entrar-lhe pelos olhos dentro, passar à sua completa desvalorização.

E aqui cabem todos. Desde Assunção Cristas, que declarou não reconhecer qualquer mérito a Mário Centeno para tal distinção, ao Presidente Marcelo, que se aventurou numa sucessão de declarações verdadeiramente patéticas. Cada uma mais pateta que a outra, fosse pondo em dúvida as possibilidades da candidatura, ou as alusões ao futebol, fosse indo buscar a situação das finanças públicas nacionais, ou fosse essa insondável recomendação para que Centeno se não esquecesse que "começou por ser ministro das finanças. Esta, então, vale mesmo a pena transcrever: "Tem de olhar para a Europa e na Europa estar atento ao que é fundamental para a Europa, mas não se deve esquecer que começou por ser ministro das Finanças e só lá [ao Eurogrupo] chega por isso, não caiu do céu".

Que coisas extraordinárias diz também Marcelo...

Coisas extraordinárias

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O Cardeal Patriarca de Lisboa recomendou oração, para que chova. O povo diz que "vozes de burro não chegam ao céu"... O IPMA diz que voz de cardeal demora a chegar lá. Tanto que, quando lá chega, já não dá para nada... Diz que vai chover, mas pouco. Que não vai dar para nada!

Há que rezar mais. Há que rezar muito mais! 

Portugal continua cheio de coisas extraordinárias...

 

 

Que coisa!*

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Bem sei que o Papa Francisco está a chegar, que os pastorinhos estão a passar a santinhos, e que o dia é de fé e comoção. Bem sei que nunca é bonito falar de merda, e que é bem possível que hoje seja o pior dia para falar disso.

Mas a actualidade é o que é – podia dizer de maneira diferente, mas tento ser comedido – e também não podemos todos estar a falar do Papa, dos pastorinhos, ou da aparição, que afinal, 100 anos depois, já não precisa de ser aparição e se aguenta com o estatuto de visão. 

E a actualidade que não passa por Fátima, passa por Caracas, onde a revolta merda – perdão: medra - a olhos vistos.

A Guarda Nacional venezuelana não se tem poupado a esforços para garantir a tranquilidade de Maduro, para que o homem possa dançar e beber uns copos sem ser incomodado. Carrega com tudo, ferindo e matando sem dó nem piedade, numa luta sempre desigual, com tanques, metralhadoras, jactos de água e bastões de um lado, e apenas pedras do outro.

Os manifestantes, maioritariamente jovens, como é normal, e fartos de levar porrada, acharam que tinham que queimar etapas, e saltar rapidamente da idade da pedra - literalmente - para a actualidade.

Encheram frascos de merda, chamaram-lhe "poopootov", e desataram a mandá-los para cima dos polícias. O sucesso foi ainda maior que o do Salvador Sobral na Eurovisão.

Mas durou pouco. Rapidamente o regime de Maduro acusou os manifestantes de batota. Essa é uma arma proibida!

O "poopootov", sentenciou a Inspetora Geral dos Tribunais da Venezuela, é uma arma biológica. E o uso de armas bioquímicas é um crime severamente punido!

Que merda!

 

PS: a imagem não deixa dúvidas sobre a sofisticação da arma, nem sobre a exigência dos procedimentos de artilharia.

* Da minha crónica de hoje na Cister FM

Coisas extraordinárias

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Não deixa de ser extraordinário que, a acreditar na imprensa portuguesa - o que está a ficar cada vez mais difícil - o Sr Schauble se tenha empenhado tanto a convencer os comissários a votar contra as sanções a Portugal e a Espanha, sem ter conseguido convencer o do seu próprio país. É que, no fim, a favor das sanções, apenas restaram o inevitável Dombrovskis (Letónia), um inevitável finlandês (Katainen), uma sueca da nova vaga (Cecilia Malmstrom) e o seu compatriota Gunter Oettinger.

 

 

 

Coisas extraordinárias

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Duas notícias que nos deixam arrepiados: uma mãe, em morte cerebral há quase quatro meses, que dá à luz um bebé; e um presidente de Câmara - de Celorico de Basto - que, acusado de beneficiar a empresa dos pais, consegue alegar em sua defesa que desconhecia em absoluto quem eram os donos da empresa.

Inacreditável! 

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