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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

A comunicação de Costa

António Costa: “Tem alguma sugestão para fazer para eu afastar alguém” por  casa de corrupção? - CNN Portugal

Ontem, na primeira edição do CNN Portugal Summit, questionado sobre a viabilidade do aumento geral dos salários em 20% nos próximos quatro anos, lançado há uns dias pelo primeiro-ministro, com o objectivo de Portugal atingir, nesse período, a média europeia dos salários no PIB, Mário Centeno, o governador do Banco de Portugal, respondeu com a História. Que esse tinha sido já o crescimento dos salários nos últimos quatro anos. Na primeira fila da plateia, António Costa acenava que sim com a cabeça.

Ainda ninguém percebeu, nem António Costa esclareceu, se esse aumento de 20% que lançou como desafio seria medido em salários reais ou nominais. O que já toda a gente percebeu é que, se for em salários nominais, é neste momento altamente provável que nem chegue para cobrir a inflação. Circunstância em que, em vez de aumentarem, os salários continuarão a cair. Mas aquela tirada de Centeno, que pelo abanar da cabeça, soou a música ao primeiro-ministro, embalou-o para, logo a seguir, proclamar que não compreendia a polémica levantada por aquele desafio, já que era público que isso apenas correspondia ao que já tinha sido conseguido, sem reparar que, sendo assim, a sua proposta não tinha nada de desafiante. Que o desafio que lançara ao país não era desafio nenhum, mas simples bazófia.

A edição de 2022 do “Estado da Nação”, o relatório da anual da Fundação José Neves sobre o estado da educação, do emprego e das competências em Portugal, acabada de sair, conclui que “numa década, o salário médio dos portugueses apenas aumentou para os menos qualificados”. Que o salário real dos portugueses entre 2011 e 2019 caiu 11% nos licenciados e 3% para os que têm o ensino secundário. E apenas aumentou, na ordem dos 5%, para os trabalhadores com o ensino básico,  "muito por força do aumento do salário mínimo". 

Estes dados tratados cientificamente transmitem a realidade do país, e não só não conferem, como contrariam a revelação de Mário Centeno, que embalou o primeiro-ministro para a contradição do penúltimo parágrafo. 

No mesmo palco do CNN Portugal Summit, e com a mesma embalagem, António Costa anunciou um "aumento histórico" das pensões para o próximo ano. E explicou que é o que resulta da lei, e que "a lei é para se cumprir".

A lei faz depender o aumento das pensões do crescimento do PIB e da inflação. O PIB cresceu 4,9% em 2021, o mesmo que se prevê para este ano. E a inflação é o que se vê ... Daí que, sendo "a lei é para se cumprir" - mesmo que o ministro das finanças entenda que não deva ser - António Costa anunciou um "aumento histórico".

o "ECO" faz hoje as contas e conclui que o aumento máximo, nas melhores das hipóteses, para as pensões mais baixas - abaixo dos 947 euros - atinge os 6,9%. Ou seja, o "aumento histórico" será, no máximo - nas pensões de 947 euros - de 65 euros.

Se não estivéssemos já habituados a coisas destas de António Costa, diríamos que é já trabalho do assessor de comunicação que acabou de contratar (já agora, como é que um génio da comunicação, e empresário de sucesso, deixa a sua bem sucedida actividade empresarial para "se empregar" no governo a troco de 2.400 euros líquidos de salário?). Assim apetece perguntar para que é que o primeiro-ministro precisa dele...

Factos e opiniões

Marcelo considera que Costa lhe criou um problema com as palavras na  Autoeuropa

Os factos são factos, não são opiniões. No entanto, ao serem susceptíveis de interpretação, ou mesmo ao carecerem dela, os factos acabam por surgir no espaço mediático colados à opinião, e muitas vezes indistinguíveis para o consumidor de informação.

Dificilmente há factos brutos, ou em bruto. Os factos chegam-nos interpretados, e só vêm rotulados de factuais para robustecer essa interpretação. Interpretações há muitas, como os chapéus. E como as opiniões ... o que torna fatalmente curta a distância que separa os factos das opiniões. Quanto mais curta for essa distância mais fácil é manipular os factos. E quanto mais manipulados forem menos factos restam, por mais que sejam dados por factuais.

O que se vai dizendo e se escrevendo sobre a actual crise política está a encher-se de factualidades que estão a afastar em anos luz dos factos. Quando chegarmos às eleições, seja lá quando for, no discurso main stream não subsistirá um único dos factos que lhe deram origem. Muito menos o primeiro e principal. Que esta crise só surgiu, assim e nesta altura porque, frenético a empurrá-la para a frente, o Presidente Marcelo a deixou cair na bandeja que serviu a António Costa.

Ou não será factual?

 

 

A notícia do apagão

Apagão mundial: Facebook e outras redes umbrais sociais desabam

Ontem, foi dia de apagão no Facebook, Instagram e Whatsapp. Há muita gente surpreendida com a divulgação da notícia pela comunicação social, mas não há razão para tanto. Limitaram-se a fazer o que sempre fazem: procurar lá a notícia. E lá a encontraram: "esta página não está disponível no momento". Como toda agente... E como sempre... 

Diz-se que aquela meia dúzia de horas custou a Mark Zuckerberg mais de 5 mil milhões de euros. Nada que não recupere na próxima meia dúzia.

Uma prenda de Natal*

Sinais positivos na procura de vacina contra a Covid-19 | Internacional –  Alemanha, Europa, África | DW | 16.07.2020

A pandemia está, em Portugal, na Europa e no mundo, a atingir os seus números mais impressionantes, em níveis incomparavelmente superiores aos da primeira vaga. Esta dinâmica, e as circunstâncias do Natal e do fim de ano que aí estão, fazem prever números ainda mais devastadores para o início do ano.

É assim por toda a Europa, onde cada vez mais países se fecham em confinamento total, e por todo o mundo. É assim também por cá, onde acaba de ser renovado estado de emergência. Pela sétima vez, e agora para o período de 24 de Dezembro a 7 de Janeiro.

 Sabemos que a carta-branca dada para o Natal se mantém no baralho. Que o governo só puxou do travão de mão para a passagem de ano.

Sabemos que Macron, o presidente francês, está infectado. E que estaria já infectado quando manteve encontros com outros líderes europeus, incluindo o nosso primeiro-ministro. 

É este o cenário com que nos confrontamos. Só não percebe a gravidade quem não consegue perceber nada. Só não vê, quem não quer ver.

Entretanto a vacina está aí. A vacinação já se iniciou no Reino Unido, na semana passada. E, nesta que hoje acaba, nos Estados Unidos. A Agência Europeia do Medicamento prepara-se para autorizar, já na semana que se vai iniciar, a aplicação de uma das vacinas, a da Pfizer. Também em Portugal, e na Europa, a vacinação vai arrancar ainda neste ano, mais cedo do que as melhores previsões de há poucos dias.

Um estudo de opinião publicado esta semana nos jornais indicava que apenas 61% dos portugueses estão dispostos a tomar a vacina, uma percentagem que não abre as melhores expectativas para a criação da imunidade. Outras partes do mundo haverá onde a resistência à vacinação será bem superior, especialmente entre os mais vulneráveis à desinformação e às teorias negacionistas.

Quer isto dizer que, depois da extraordinária rapidez com que a Ciência nos garantiu a vacina, e depois do heroísmo dos milhares de homens e mulheres que se disponibilizaram a testá-la, há na humanidade gente que, recusando vacinar-se, põe em causa todo esse esforço.

Claro que nenhum Estado deve ter o poder de obrigar os seus cidadãos a vacinarem-se. Num Estado de Direito Democrático isso não tem cabimento. Mas compete a cada Estado, é sua obrigação, promover o sentido cívico da vacinação, e desenvolver nas populações a consciência que a vacinação é uma responsabilidade de cidadania.

A duas semanas do início da vacinação, e com 40% da população sem interesse em vacinar-se, era importante que estivesse em preparação uma sólida, e para isso bem segmentada, campanha de mobilização para esta responsabilidade cívica que nos obriga a todos nós. Talvez fosse a melhor prenda para este Natal…  

* Da minha crónica de hoje na Cister FM

Comunicar

Comunicar e humanizar: quase sinônimos | by Leonardo Fouchard | NEW ORDER |  Medium

 

Voltaram ontem as famosas reuniões do Infarmed, concluídas com o desfile  de todos os representantes dos partidos políticos e dos parceiros sociais na passadeira das televisões, com tradução gestual e tudo.

No fim de tudo isso passar, ficamos a saber que, em contradição com as medidas que o governo tem tomado e continua a prolongar,  os restaurantes e centros comerciais não são uma fonte grave de contágio. Que essas, no dizer do estudo apresentado por Henrique de Barros, presidente do Conselho Nacional de Saúde, estão nos ginásios e nos locais de trabalho. Nos locais de trabalho que não sejam em restaurantes e centros comerciais, teremos nós de concluir...

Quando se fala em problemas de comunicação não se está apenas a referir ao governo e à Directora Geral da Saúde. Nem ao primeiro-ministro que, talvez por comer as palavras e pelo abuso da moleta do "vamos lá a ver", assumiu a culpa toda para si.

Como fica à vista...

 

 

De novo Maddie

Expresso | McCann acusam documentário da Netflix sobre Maddie de ...

 

Treze anos depois, o desaparecimento da pequena Maddie voltou a abrir telejornais e regressou às primeiras páginas dos jornais.

Poderá dizer-se que é normal. Que os casos que as polícias não conseguem resolver, volta não volta... voltam. Na verdade não volta com dados novos, volta com mais uma pista. E é essa a maior novidade: tantos anos depois, não são novos dados que surgem - é uma nova pista!

Outra novidade é a entrada em cena das polícias alemãs. Por força da nacionalidade da nova pista, mas acima de tudo da sua condição de preso nas cadeias alemãs, em cumprimento de pena por crimes de natureza sexual. 

Em tudo o resto nada de novo. Não se percebe bem o papel da Polícia Judiciária portuguesa nesta ressureição,  e menos ainda o da comunicação social nacional mais dada ao tratamento destas matérias. Enquanto alguns especialistas desta comunicação social especializada colocam a PJ no centro da investigação que levou a esta nova pista, outros dão-na por completamente marginalizada, e citam até antigos inspectores que continuam agarrados à tese da acusação dos pais da criança. E como se isto, que não se percebe, não fosse suficiente, atribuem à polícia britânica exactamente o papel inverso: absolutamente passiva e simplesmente informada, para os primeiros, mas activa e determinante, para os segundos. 

A verdade é que, depois de tanto dinheiro gasto na investigação do caso, a polícia britânica se atirou logo para a frente da fotografia, e veio até dizer que já seguia esta nova pista há três anos, desde o décimo aniversário do desaparecimento. Também não é novidade. Novidade é que, ao contrário das outras - a polícia alemã sustenta que a menina tenha sido morta num assalto que correu mal, enquanto a  portuguesa a deu sempre por morta por volta da altura dos acontecimentos - alimenta a expectativa que a menina, agora uma jovem de 17 anos, esteja viva!

Combate cívico

Praia de Carcavelos cheia em dia que foi decretada pandemia devido ao coronavírus

 

A doença do Covid-19 foi oficialmente declarada “pandemia” pela Organização Mundial de Saúde (OMS), a segunda deste século. Quer isto dizer que o vírus alastra pelo mundo fora, mesmo que em algumas partes dele esteja já sob controlo, o que reforça a necessidade de mobilização das sociedades e dos cidadãos para a batalha da sua contenção. 

A declaração da OMS é acima de tudo um alerta para a gravidade de uma doença que se combate pelo ataque à sua transmissão. E esse é um combate de comportamento cívico, de pequenos gestos, de consciência do bem comum, de respeito pelo outro. 

É para esse combate que urge mobilizar os portugueses, chamando as coisas pelos nomes e acabando com os paninhos quentes com que pretende evitar o alarme social. Quando as Universidades fecham para se encherem as esplanadas, e ao primeiro dia de sol as pessoas correm a encher as praias depois de esvaziarem os supermercados, percebe-se a maturidade cívica de uma sociedade.

E isso terá também a ver com a comunicação que tem sido utilizada. Que, de tanto fugir com medo do alarme social, validou a irresponsabilidade inata dos portugueses. 

 

Problemas de comunicação

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Depois da tempestade que se sucedeu à abstenção da deputada do Livre  na "condenação da nova agressão israelita a Gaza", votada na sexta-feira na Assembleia da República, veio a bonança, com tudo a ficar-se por um problema de comunicação: "A Assembleia do Livre reconhece que todos os nossos membros, apoiantes e eleitores olham para as declarações dos últimos dias com perplexidade. Assumimos as dificuldades de comunicação ... que estamos a trabalhar em conjunto para resolver".

A "perplexidade" extravasa agora os "membros, apoiantes e eleitores" do Livre. É que, até agora,  os problemas de comunicação da Joacine circunscreviam-se à emissão. Mas afinal não são menores na recepção. Nem no armazenamento... E a isso já não se chama gaguez... 

A comunicação de Bruno Lage

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O futebol desconexo que o Benfica está a apresentar - e não, não é só na Champions, embora aí o estigma seja maior - está em linha,  já não sobra qualquer dúvida, com o desconexo discurso do seu treinador. Hoje é tão penoso o futebol da equipa como o discurso do treinador.

Há poucos meses Bruno Lage, mais que uma lufada de ar fresco, era a grande revolução do futebol português. Recuperava jogadores dados por perdidos, lançava miúdos desconhecidos, apresentava um futebol que maravilhava toda a gente e galvanizava os adeptos e não se limitava a ganhar, goleava. E a par de tudo isto introduzia na paróquia do futebol nacional um discurso bem composto, claro, bem articulado, explicativo, respeitoso e elegante, com efeitos contagiantes que felizmente se começam já a notar.  

Os mais resistentes a este discurso, invariavelmente os adeptos mais empedernidos dos rivais, daqueles que por princípio de vida recusam o que quer que seja de positivo nos adversários, desvalorizavam a novidade, e a inovação, apenas sustentadas no sucesso dos resultados. Quando os resultados deixassem de aparecer - coisa por que obviamente ansiavam -  iria esfumar-se e desaparecer no meio das agressões, insinuações e impropérios do carroceiro discurso oficial do futebol português.

O momento actual do Benfica não está a dar-lhes razão na medida em que Bruno Lage não cedeu ao discurso carroceiro, e era esse o ponto daquela perspectiva. Mas é inegável que Bruno Lage surge sem discurso para ciclos negativos, como o que está a atravessar. 

Nos tempos actuais a comunicação não é tudo. Mas sobra muito pouco. É quase tudo!

E a comunicação de Bruno Lage está a falhar quando mais falta lhe faz. Mesmo que com alguma dificuldade, acabamos por perceber que o planeamento possa falhar, que as opções possam não ser sempre as melhores em todos os momentos, que os jogadores percam mínimos de forma aceitáveis, ou que caiam em depressão. O que não se percebe, e se torna inaceitável, é um discurso sistematicamente auto-explicativo e negacionista, enrolado e sem convicção, que lança todas as dúvidas sobre a real capacidade de reacção à adversidade.

 

PS: Não se conclua deste texto que atribuo a Bruno Lage todas as responsabilidades pelo que se está a passar. Nada disso. Este texto apenas trata de discurso, de comunicação. De Bruno Lage.

 

 

 

Sinal de alarme*

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Há pouco mais de uma semana uma freira de 61 anos morreu, em S. João da Madeira, vítima de um violento e hediondo crime.

Maria Antónia Pinho – a Irmã Tona – para além de conhecida pela sua intervenção social, era ainda reconhecida por uma alegria contagiante e pelo ar radical que lhe era emprestado pela mota em que se fazia sempre deslocar.

Em liberdade condicional desde Maio, depois de cumprir parte da pena de 16 anos a que fora condenado, com novo mandato de captura já emitido mas por executar, e inscrito num centro de recuperação de toxicodependentes em que Irmã Tona exercia voluntariado, o homem atraíra a freira a sua casa, a pretexto de lhe oferecer um café, em agradecimento por uma boleia que ela lhe tinha dado.

Não sei se lhe chegou a servir o café, sabe-se que tentou violá-la em vida e que, não tendo conseguir vencer a resistência da pobre senhora, a matou para a violar depois de morta.

A notícia passou num ou noutro jornal. Mas despercebida. Não tive qualquer percepção de a ter visto passar nas rádios nem nas televisões, e não se viu no país nenhum tipo de indignação. O país, que tão rápido é geralmente a indignar-se em choque contra actos criminosos deste tipo, atrás dos directos das televisões, desta vez não reagiu.

Indignado com esta passividade do pais perante tão hediondo crime, o Bispo do Porto tornou pública há dois dias uma veemente nota de indignação, acusando a opinião pública, e as instituições do país, pela irrelevância que lhe deram, e pelas responsabilidades que objectivamente lhes cabem neste desfecho trágico.

A reacção que se conhece a esta tomada de posição pública do Bispo não poderia ser mais chocante. A resposta foi simples e brutal. Não, não foi por se tratar de uma freira, como apontara o Bispo. Ninguém se indignou - responderam grupos visados - porque o caso simplesmente não existiu nas redes sociais.

É isto. É este o tempo que vivemos. Sem redes sociais não há opinião pública. Não é a comunicação social que forma a opinião pública, são as redes sociais. A comunicação social demitiu-se da sua função, e segue ela também as redes sociais. Se não tem impacto nas redes sociais, não é notícia. Não tem importância!

Acreditem, isto é o pior que nos podia acontecer. Deixar a opinião pública à mercê da informação mais primária e manipulável é o que de pior pode acontecer a uma sociedade. As consequências vão ser ainda mais graves. E vamos pagá-las todas. Mais cedo do que poderemos estar a pensar!

 

* A minha crónica de hoje na Cister FM

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