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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Problemas de comunicação

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Depois da tempestade que se sucedeu à abstenção da deputada do Livre  na "condenação da nova agressão israelita a Gaza", votada na sexta-feira na Assembleia da República, veio a bonança, com tudo a ficar-se por um problema de comunicação: "A Assembleia do Livre reconhece que todos os nossos membros, apoiantes e eleitores olham para as declarações dos últimos dias com perplexidade. Assumimos as dificuldades de comunicação ... que estamos a trabalhar em conjunto para resolver".

A "perplexidade" extravasa agora os "membros, apoiantes e eleitores" do Livre. É que, até agora,  os problemas de comunicação da Joacine circunscreviam-se à emissão. Mas afinal não são menores na recepção. Nem no armazenamento... E a isso já não se chama gaguez... 

A comunicação de Bruno Lage

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O futebol desconexo que o Benfica está a apresentar - e não, não é só na Champions, embora aí o estigma seja maior - está em linha,  já não sobra qualquer dúvida, com o desconexo discurso do seu treinador. Hoje é tão penoso o futebol da equipa como o discurso do treinador.

Há poucos meses Bruno Lage, mais que uma lufada de ar fresco, era a grande revolução do futebol português. Recuperava jogadores dados por perdidos, lançava miúdos desconhecidos, apresentava um futebol que maravilhava toda a gente e galvanizava os adeptos e não se limitava a ganhar, goleava. E a par de tudo isto introduzia na paróquia do futebol nacional um discurso bem composto, claro, bem articulado, explicativo, respeitoso e elegante, com efeitos contagiantes que felizmente se começam já a notar.  

Os mais resistentes a este discurso, invariavelmente os adeptos mais empedernidos dos rivais, daqueles que por princípio de vida recusam o que quer que seja de positivo nos adversários, desvalorizavam a novidade, e a inovação, apenas sustentadas no sucesso dos resultados. Quando os resultados deixassem de aparecer - coisa por que obviamente ansiavam -  iria esfumar-se e desaparecer no meio das agressões, insinuações e impropérios do carroceiro discurso oficial do futebol português.

O momento actual do Benfica não está a dar-lhes razão na medida em que Bruno Lage não cedeu ao discurso carroceiro, e era esse o ponto daquela perspectiva. Mas é inegável que Bruno Lage surge sem discurso para ciclos negativos, como o que está a atravessar. 

Nos tempos actuais a comunicação não é tudo. Mas sobra muito pouco. É quase tudo!

E a comunicação de Bruno Lage está a falhar quando mais falta lhe faz. Mesmo que com alguma dificuldade, acabamos por perceber que o planeamento possa falhar, que as opções possam não ser sempre as melhores em todos os momentos, que os jogadores percam mínimos de forma aceitáveis, ou que caiam em depressão. O que não se percebe, e se torna inaceitável, é um discurso sistematicamente auto-explicativo e negacionista, enrolado e sem convicção, que lança todas as dúvidas sobre a real capacidade de reacção à adversidade.

 

PS: Não se conclua deste texto que atribuo a Bruno Lage todas as responsabilidades pelo que se está a passar. Nada disso. Este texto apenas trata de discurso, de comunicação. De Bruno Lage.

 

 

 

Sinal de alarme*

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Há pouco mais de uma semana uma freira de 61 anos morreu, em S. João da Madeira, vítima de um violento e hediondo crime.

Maria Antónia Pinho – a Irmã Tona – para além de conhecida pela sua intervenção social, era ainda reconhecida por uma alegria contagiante e pelo ar radical que lhe era emprestado pela mota em que se fazia sempre deslocar.

Em liberdade condicional desde Maio, depois de cumprir parte da pena de 16 anos a que fora condenado, com novo mandato de captura já emitido mas por executar, e inscrito num centro de recuperação de toxicodependentes em que Irmã Tona exercia voluntariado, o homem atraíra a freira a sua casa, a pretexto de lhe oferecer um café, em agradecimento por uma boleia que ela lhe tinha dado.

Não sei se lhe chegou a servir o café, sabe-se que tentou violá-la em vida e que, não tendo conseguir vencer a resistência da pobre senhora, a matou para a violar depois de morta.

A notícia passou num ou noutro jornal. Mas despercebida. Não tive qualquer percepção de a ter visto passar nas rádios nem nas televisões, e não se viu no país nenhum tipo de indignação. O país, que tão rápido é geralmente a indignar-se em choque contra actos criminosos deste tipo, atrás dos directos das televisões, desta vez não reagiu.

Indignado com esta passividade do pais perante tão hediondo crime, o Bispo do Porto tornou pública há dois dias uma veemente nota de indignação, acusando a opinião pública, e as instituições do país, pela irrelevância que lhe deram, e pelas responsabilidades que objectivamente lhes cabem neste desfecho trágico.

A reacção que se conhece a esta tomada de posição pública do Bispo não poderia ser mais chocante. A resposta foi simples e brutal. Não, não foi por se tratar de uma freira, como apontara o Bispo. Ninguém se indignou - responderam grupos visados - porque o caso simplesmente não existiu nas redes sociais.

É isto. É este o tempo que vivemos. Sem redes sociais não há opinião pública. Não é a comunicação social que forma a opinião pública, são as redes sociais. A comunicação social demitiu-se da sua função, e segue ela também as redes sociais. Se não tem impacto nas redes sociais, não é notícia. Não tem importância!

Acreditem, isto é o pior que nos podia acontecer. Deixar a opinião pública à mercê da informação mais primária e manipulável é o que de pior pode acontecer a uma sociedade. As consequências vão ser ainda mais graves. E vamos pagá-las todas. Mais cedo do que poderemos estar a pensar!

 

* A minha crónica de hoje na Cister FM

Linguagem do terrorismo

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Para além do terror, da brutalidade e do ódio, o ataque terrorista de há dias a duas mesquitas em Christchurch, na Nova Zelândia, impressiona pela capacidade do seu autor no uso da internet e pela competência no domínio das técnicas de comunicação nas redes sociais.

Este é de resto um traço comum ao terrorismo actual. Onde quer que seja, independentemente dos fins que prossiga, o terrorismo faz da internet e da comunicação a sua mais potente e destrutiva arma. Tudo é pensado, todos os movimentos e todos os gestos são estudados para mais longe e mais fundo levarem a mensagem do ódio e o ritual de terror. E para fazerem do extermínio impiedoso um espectáculo de dimensão planetária, passível de ser replicado onde quer que seja,  por quem quer que seja. 

Como acaba de acontecer em Utrecht, na Holanda... 

 

 

 

 

Os motards

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Ouvi a notícia pela primeira vez na Antena 1, a meio da tarde de sábado, dando conta que um gangue de "motards", armado de facas, paus e martelos, invadiu um restaurante no Prior Velho para um ajuste de contas com um gangue rival, fugindo depois de deixar um rasto de violência e pelo menos três feridos graves.

Há gangues em Portugal. E muitos. E há motards, uns mais e outros menos ortodoxos. Mas, de gangues de motards em Portugal é que, francamente, eu não tinha conhecimento. Mas se calhar há - pensei para os meus botões.

À noite, numa televisão, vi as imagens, sem prestar muita atenção. De repente, com um indivíduo rua abaixo a berrar que aquilo não ficaria assim, e "que se estava apenas no intervalo do filme". a reportagem agarra-me. De uma primeira sensação de "conheço esta cara", à sua completa identificação, foram uns centésimos de segundo: era Mário Machado. Que até pode ser motard, mas que não é daí que é conhecido. É antes conhecido pela cara da extrema direita, sucessivamente acusado e condenado pelos mais variados crimes de racismo e xenofobia.

A comunicação social, entre ela a pública, entendeu esconder uma guerra entre gangues rivais de extrema direita. E para isso inventou gangues de motards. Já nem se estranha muito a comunicação social, mas que é de estranhar o silêncio dos motards portugueses, se calhar, é!

A "manha" da comunicação

Capa do Jornal de Notícias

 

Depois de um fim de semana em que muito se falou de "manha" na comunicação - mais na dimensão blogosférica da coisa, com muita conversa sobre o tal blogger pago pela causa Socrática e nenhuma sobre os que, pagos ou não mas igualmente feitos assessores de tudo e mais umas botas, se dedicaram com o mesmo empenho e a mesma falta de vergonha à causa Passista - deparamo-nos com uma primeira página de "manha".

A "manha" não é exclusiva do Correio. Também mora nos Notícias. Onde o Saraiva - o Nuno, castigado mas sempre em acção,  também sob disfarce, como o Abrantes - se mexe bem.

Que hoje dê jeito que se desenterrem os "vouchers", todos percebemos. Que o façam de forma tão obviamente desajeitada é que não. Esperava-se mais destes manhosos da comunicação... Sei lá... Podiam acrescentar que também estes cinco pontos de avanço desta altura do campeonato estão sob investigação...

 

 

A luta continua...

Capa do Público

 

A saga das sanções continua. Esgotado todo o material de propaganda, sem mais nada à mão - não que tudo corra às mil maravilhas, apenas porque, apesar de tudo e de todos os esforços em contrário a geringonça lá vai andando, saltando obstáculos e cumprindo metas - a entourage pafista agarra-se às sanções da Europa. Já nem lhes importa que já toda a gente saiba que o incumprimento a sancionar é todo seu. Do seu Passos Coelho, da sua Maria Luís, do seu Paulo Portas, e da sua saída limpa. Nem lhes importa que venham as próprias instituições europeias desmenti-los...

No fim de semana que deixamos para trás, a notícia era o congelamento dos fundos europeus. Nada mais que 16, como se vê na primeiria página do Público, de ontem. 

E como se viu em praticamente toda a imprensa. E na televisão. A Europa desmentiu, disse que era tudo mentira. Mas ninguém lhe deu muita atenção. E, no Público, nem sequer foi notícia. Foi olimpicamente ignorada!

Não sei se o presidente Marcelo não deveria chamar hoje mais gente a Belém. Se o objectivo é pôr alguma ordem na casa, não sei ... não!

 

Espiral de radicalização*

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Os dois grandes acontecimentos que dominaram o final da semana passada voltaram a evidenciar os sinais preocupantes que marcam o jornalismo e a indústria da comunicação em geral.

As redes sociais minaram o jornalismo, e o jornalismo deixou-se minar por elas, mandando às malvas os valores, os critérios, e os princípios que constituíam a deontologia com que se faziam e davam notícias.

Quando a CMTV – o mais flagrante dos exemplos disso mesmo – transmitiu imagens vivas da agonia e da morte em Nice, não estava a noticiar coisa nenhuma. Quando um “jornalista” – que nunca pode ser digno dessa designação – da TF2, de microfone em riste e câmara apontada pergunta, a um homem junto ao cadáver da mulher, o que sente, não está a relatar um facto. E muito menos a fazer notícia.

Quando as televisões, na noite de sexta-feira, cobrindo as incidências do suposto golpe de estado na Turquia, noticiavam, tudo numa mesma e única hora, que Erdogan tinha pedido asilo político à Alemanha, que a Alemanha o recusara, e que estava a aterrar em Teerão, depois do Irão ter aceite conceder-lhe asilo político, não estavam nada preocupadas com factos. Nem com rigor. E nem sequer com o mínimo sentido crítico, ou com o mais elementar bom senso, que desde logo denunciava a impossibilidade factual do que estavam a noticiar.

A informação rigorosa e objectiva é tudo o que o mundo hoje mais precisa. Mas é precisamente quando é mais desprezada e negligenciada, para dar lugar ao voyeurismo e á exploração emocional dos sentimentos mais básicos das pessoas, impedindo-lhes ou limitando-lhes seriamente qualquer a capacidade da reflexão serena sobre os factos.

Isto mata a nossa civilização. Isto só ajuda os inimigos da nossa forma de vida. Isto ajuda terrorismo. E o terrorismo conta com esta ajuda. Porque isto orienta reacções xenófobas e de descriminação étnica, que acabam por entregar o poder a radicais racistas e nacionalistas. Que, depois, pressionam, perseguem e isolam minorias, quaisquer que sejam, atirando-as para para a marginalidade, para o pântano social, numa espiral de radicalização que alimentam, para dela se alimentarem...

 

* Da minha crónica de hoje na Cister FM

Desinformação e provocação

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 É frequente referir-me aqui a questões de ética e deontologia na imprensa, nas televisões e na comunicação social em geral.  

Como já o tenho referido nessas outras ocasiões, este é um problema que os últimos anos agravaram. Não sei se os jornais, as rádios e as televisões são hoje mais parciais porque é maior a crispação política, porque são mais visíveis as feridas abertas na sociedade portuguesa ou se, pelo contrário, o confronto e a radicalização são hoje maiores pela forma como principalmente os jornais, e as televisões os alimentam. O que eu sei é que nunca na democracia portuguesa o enviesamento, a distorção e a manipulação estiveram tão instalados na comunicação social. Que nunca foi assim tão descaradamente parcial.

O problema é claro, e está á vista de todos. E é grave. Já é grave que as televisões estejam permanentemente ocupadas por juízes em causa própria a agir como se estivessem a fazer opinião. É inaceitável que gente que decidiu e decide o rumo do país seja paga – e muito bem paga – para não fazer outra coisa que defender as agendas escondidas que servem. Mais grave ainda é que sejam jornalistas a fazê-lo a coberto de um estatuto e de uma carteira profissional.

São hoje inúmeros os exemplos de jornalistas que são mais conhecidos pela controvérsia que provocam do que propriamente pelo seu mérito profissional. Dispensam-se nomes. São muitos, e conhecidos.

Às vezes, há quem se passe. Esta semana houve quem se tivesse passado. Houve quem arrancasse um microfone suspeito de uma mão insuspeita, com uma pergunta tão estúpida quanto suspeita, e o atirasse ao fundo de um lago. E houve quem se irritasse nas redes sociais, chamando-lhes mentirosos e perguntando por que não são despedidos.

A afirmação faz sentido: são mentirosos, não têm outo nome. Já a pergunta é um pouco, se não mesmo totalmente estúpida: toda a gente sabe que é mesmo por isso e para isso que são contratados. Como despedidos?

Longe vão os tempos em que tudo se tornava irrefutável com um simples “vem no jornal”. Os tempos em que mediante a exibição de uma página de um jornal se acabava com as dúvidas. E com a discussão!

E são os jornalistas os principais culpados disto. Os outros, dos outros. Do outro lado. Como alguns reconhecem. Se calhar só porque também passaram por elas...

 

Ainda sintomático

 

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Regresso ao sintomático, ao tema dos vídeos de António Costa: o actual primeiro-ministro, como afinal grande parte de nós, não acredita na isenção da comunicação social.

É impressionante o número de opinadores e comentadores instalados no espaço mediático, disfarçados de tudo. De economistas, de politólogos, de sociólogos e, pior que tudo, de ... jornalistas. Quase sempre, e de forma esmagadoramente maioritária, de direita...

Paciência. É a vida... São opções editoriais... São interesses do negócio... Uns gostam, outros não. Mas são comentários e são opiniões. Cada um dá as suas, aqueles vendem-nas... Quem não gosta pode sempre tentar desviar-se, olhar para outro lado... Mesmo que saiba que há sempre uma grande parte que não está em condições de fazer o mesmo.

Outra coisa é o jornalismo. E se poderemos reconhecer legitimidade ao negócio dos media para escolher o alinhamento dos opinadores e comentadores, já temos de considerar absolutamente ilegítimo que desvirtuem o jornalismo. Na sua essência: na ética, na independência e no rigor. No seu profissionalismo.

É aqui que está o verdadeiro problema. Por razões económicas, provavelmente até mais fortes que as ideológicas, o negócio da comunicação social está a acabar com o jornalismo. Sério, responsável e independente.

O jornalismo é caro. Exige profissionais de qualidade e multidisciplinares. E meios, e tempo. Nos espaços de informação, da responsabilidade de jornalistas, exige-se uma abordagem isenta, que explique o que está a acontecer e as consequências do que está a acontecer. E não uma versão convenientemente embalada nas redes sociais e nos gabinetes de comunicação pronta a consumir como instrumento de propaganda. Que é fácil, é barata e ... até acaba por dar milhões...

Qualquer jornalista sabe, ou tem obrigação de saber, que isto não é nem jornalismo nem honesto. Mas tem necessidades mais básicas para satisfazer. E pelo salário hoje tudo se faz. Até pelo que se não recebe, como acontece em tantos e tantos casos. Cada vez mais. Tanto mais que muitos acabam, depois, por ir também vender opiniões afirmadamente disfarçados de jornalistas.

 

 

 

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