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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Ideias falhadas

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Percebeu-se o esforço de tentar fazer sair do Congresso do PSD a ideia de unidade do partido. Do partido como um todo e do partido à volta do novo líder.

Santana Lopes foi o pivot desse processo. Quase que apareceu no Congresso como se tivesse sido ele a ganhar as directas. Baralhou, partiu e deu. E, claro, ficou com as melhores cartas... Nesse aspecto foi um congresso "à antiga", e sabe-se como Santana Lopes gosta disso.

Mas não resultou. NInguém ficou com a ideia que o PSD tenha saído deste congresso unido e com uma liderança forte e duradoura. Antes pelo contrário. Ficou a ideia de um saco de gatos assanhados onde tudo vai valer. Luís Montenegro puxou logo ali da faca, e não a vai voltar a pousar na baínha. E Rui Rio, com a meteórica ascensão de Elina Fraga (confessem lá: quem é que sabia que a senhora era do PSD? Não pensavam todos que era do partido do Marinho Pinto, se é que ainda existe?) não cedeu ao populismo, como diz Marques Mendes, cedeu à vingança. Foi uma facada nas costas do Passismo!

Mas, se o Congresso não conseguiu sequer deixar a ideia de um partido pacificado (quanto mais unido), também a ideia de um partido regenerado por uma liderança asséptica morre na fotografia do novo líder ladeado, à direita, pela imagem do populismo justiceiro e, à esquerda, pela do oportunismo promíscuo. Com Elina Fraga de um lado e José Luís Arnaut do outro, a ética de Rui Rio não cabe na fotografia!

Portas

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Não surpreende que Passos Coelho tenha procurado - e pelos vistos encontrado - na(s) Universidade(s) a porta de entrada na vida profissional, agora que, pelos vistos, fecha a porta da política. Não surpreende que alguém cuja única especialidade conhecida era a de abrir portas, seja tão expedito a abri-las para si próprio. Não surpreende sequer alguém que levou vinte anos a fazer uma licenciatura, depois de passar pela chefia de um governo, fique automaticamente qualificado para professor universitário. O que verdadeiramente surpreende é o despudor da imprensa que temos.

Sem ela, sem essa imprensa, Passos não teria exponenciado a sua especialidade em portas. Foi com ela que, em muito pouco tempo, Passos transformou a  pequenina portinha de saída que o diabo lhe tinha apontado na porta grande por onde vai sair este fim de semana.

Não me admiraria muito numa parceria entre os principais players do negócio dos media e algumas universidades privadas para explorar a fileira da porta, sob a cátedra de Pedro Passos Coelho.

 

 

 

Uma desgraça nunca vem só!

 

O Congresso do PSD tinha de dizer qualquer coisa sobre o que aí vem. E disse, coisa pouca, porque o tema por lá mais apetecido continua a ser o passado - como se lá pudessem encontrar alguma coisa de que se pudessem orgulhar - mas disse.

Melhor: deixou dito, nas entrelinhas. Deixou dito que Passos Coelho, depois de grande esforço, acredita finalmente que já não é primeiro-ministro. Mas que já não acredita que possa voltar a sê-lo. Por isso começou a preparar a sucessão, para assegurar a sua dinastia. Por isso deixou dito que seria Maria Luís Albuquerque a seguir-lhe na linha sucessória. Porque uma desgraça nunca vem só!

Adiantado estado de isolamento

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Depois de há poucas semanas ter garantido a renovação da liderança do partido por números norte-coreanos, Pedro Passos Coelho chega às vésperas do Congresso em adiantado estado de isolamento, cada vez mais entregue a si próprio. Aquele aplauso espontâneo e demorado do restrito núcleo dos apoiantes/dependentes feito deputados, ontem, no Parlamento, é prova disso mesmo. De decadência, de que o fim da linha está próximo, a lembrar Marcelo Caetano em Alvalade, a poucos dias do 25 de Abril, faz hoje precisamente 42 anos.

Não é apenas Paulo Rangel, que pode não ter princípios, mas não é estúpido, a perceber isso. Nem Rui Rio, que também não. Nem estúpido, nem modesto: "Se eu lá fosse, ainda me arriscava a ser um elemento central do congresso ...eu não quero perturbar"!

 

 

Voltar à realidade

Por Eduardo Louro

 

 

O fim-de-semana está a chegar ao fim e o Congresso do PSD já lá chegou. Acabou a festa, acabou o espectáculo, acabaram os números de ilusão e magia... É tempo de voltar à realidade!

Amanhã é segunda-feira e tudo vai estar como deixamos na sexta. Nada mudou, mesmo que Marcelo tenha mudado alguma coisa, e Cristo volte, como Relvas. E que Seguro se tenha deixado ir a reboque de Rangel, e que Assis tenha deixado de se importar de ser a terceira ou quarta escolha ...

Não há meio desta gente se entender com a realidade!

Eu é que sou a vedeta

Por Eduardo Louro

 

O mega espetáculo em que as televisões transformam a super-produção que é o Congresso do PSD contou com a participação de uma vedeta surpresa. O artista convidado, mesmo que, ao que disse, auto-convidado, fez jus ao seu estatuto de vedeta de primeira grandeza e tomou conta do espectáculo. Mas deu um jeitão!

Deu jeito ao Passos mas, como não há almoços grátis, deixou-o encostado à parede. Só falta o Congresso - que resolveu a contra gosto (Menezes desbocou, mais uma vez) o problema das europeias -  resolver também já o problema das presidenciais e decidir o apoio à candidatura da vedeta. Provavelmente não têm lata para tanto. Mas já não há volta a dar, já não há cata-vento nenhum. E, como se viu, essa coisa de ser comentador político, em vez de ameaça é oportunidade. E que oportunidade!

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