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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Porta pequena, cheque grande

Por Eduardo Louro

 

 

Zeinal Bava já saiu da OI. Com um cheque de 5,4 milhões de euros...

À PT saiu muito mais caro, sem dúvida. Teria poupado uns bons milhares de milhões se tivesse feito o mesmo que os brasileiros, se lhe tem entregue um cheque idêntico há 14 ou 15 anos, como agora uns meses depois de ter entrado!

Mas isso só torna maior o escândalo em que isto tudo de tornou...

Dizia  que “ter sucesso é errar menos”. Não terá dificuldade em encontrar outra forma de explicar o sucesso. Por exemplo: ter sucesso é sair pela porta pequena com um cheque grande!

Histórias de uma multinacional portuguesa

Por Eduardo Louro

 

Há pouco tempo a PT era aquilo que seria a primeira multinacional portuguesa a sério. Uma empresa genuinamente portuguesa, moderna e inovadora, que inventara o pré-pago – um mimo – aberta para o mundo e disposta a abraçá-lo.

A sua gestão era glorificada, com títulos e prémios à escala mundial, nunca vistos em Portugal. Zeinal Bava, o prodígio da gestão, era disputado por todo o mundo!

Resistira à espanhola Telefónica, tendo apenas de lhe entregar a brasileira Vivo, mas à custa de muitos milhões: 7,5 mil milhões! Resistiria depois à bem portuguesa Sonae, mesmo que tendo de queimar em dividendos muitos dos muitos milhões da Vivo. Para se voltar de novo para o Brasil onde, perdido o lombo suculento, ainda havia umas peles. Como a OI.

Mas não se atirou às peles, entregou-se às peles… Salvava-se o gestor prodígio e, há precisamente um ano, era assinado o acordo para a fusão com a OiI, de que haveria de resultar a CorpCo que, sob a liderança do génio de Bava, se propunha tornar num player mundial, numa multinacional brasileira gigante no mundo global das telecomunicações.

Sabe-se o que aconteceu depois. Os galardoados prodígios da gestão afinal estavam enrolados com os Espírito Santo e quando isso se descobriu lá se foram não apenas os 900 milhões de euros mas também todas as auréolas. E pior – a respeitabilidade!

E aquilo que era há pouco o maior projecto multinacional da economia portuguesa vai simplesmente desaparecer. Não desaparece nas condições que o Grupo Espírito Santo desapareceu, mas desaparece exactamente como desapareceu o grupo com que se deixou prostituir. Talvez por isso a OI queira hoje misturar-se com os italianos da TIM, descartar a PT e devolver Bava à procedência.

E hoje a notícia é que a OI quer vender a PT – para ter almofada para a italiana – e que os franceses da Altice a querem comprar. E que por isso as acções até estão a subir!

Ah… o grupo francês da Altice é o dono da ONI e da Cabovisão. E vem-nos à memória, não uma frase batida - como na canção - mas uma OPA batida. Que a gestão da PT, à custa de uns muitos milhões, repeliu há pouco mais de sete anos. Engraçado!

Adeus PT. Oi CorpCo!

 Por Eduardo Louro

 

A PT e a brasileira OI anunciaram hoje a há muito previsível – desde que, há meses, Zeinal Bava assumiu a presidência da operadora brasileira – mas sempre desmentida fusão.  Que dará origem à CorpCo, o maior operador de telecomunicações de língua portuguesa, com 100 milhões de clientes, que integrará o top 20 mundial do sector.

Mas uma empresa brasileira, sedeada no Brasil e a partir daí governada por Zeinal Beiva. Que a anunciou como operador de quatro continentes, mas onde verdadeiramente apenas um conta: Timor não conta e sempre pouco contará, e Angola, que contava, irá deixar de contar. Por várias razões, entre as quais a forte presença de Isabel dos Santos na Zon, e agora na também nova fusão com a Sonaecom.

Adeus PT, adeus a um dos maiores e mais qualificantes investidores nacionais e adeus a um dos mais qualificados centros de decisão nacional, a dar um ar de canto do cisne ao Data Center da Covilhã (na imagem), acabado de inaugurar.

Não estou nada certo do interesse nacional nesta fusão. Mas, pelo contrário, estou bem certo do interesse dos principais accionistas nacionais, em particular do BES e da Ongoing, de Nuno Vasconcelos, ambos com assento na administração. O que, pelos vistos, levanta grande perplexidade no Expresso, como se percebe pelo que escreve o Nicolau Santos, que pergunta o que é que eles (Ongoing, evidentemente) “fazem no board,” “quem lhes deu a mão” e o “que é que a nova empresa ganha com isso”.

À última, responde ele próprio: “nada, só perde”. Às duas primeiras, como ele não responde, respondo eu: é simples, ao que há muito se sabe são accionistas de referência da PT; à qual foi atribuída a representação de 38% no capital da nova empresa.

A pergunta poderia ser outra: como é que a “completamente descredibilizada” Ongoing atingiu tal posição?

Mas essa era para fazer há muito tempo, agora é muito tarde!

 

 

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