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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Danados para a brincadeira

Por Eduardo Louro

 

Afinal a troika diz que só irá embora a 29 de Junho. Percebe-se – foliões como são, tudo rapaziada danada para a brincadeira, querem aproveitar bem os santos populares, e só vão embora no fim, quando tudo acabar lá pelo S. Pedro…

O Paulo Portas, mesmo que também dado à brincadeira, é que não está a achar graça nenhuma: isto de lhe dar a volta aos fusos horários não é partida que se faça. Já não lhe bastava ficar com o relógio baralhado como ainda lhe dão cabo do 1640… É que assim já vai passar para 1641!

E por falar em Portas: afinal aquela estória do corte permanente das pensões, daquele Secretário de Estado que só queria ser fonte do Ministério das Finanças, sempre é mesmo assim. O costume, como toda a gente sabia!

 

O costume...(II)

Por Eduardo Louro

 

Fantástico. Ninguém mais falou do corte nas pensões que o Secretário de Estado José Leite Martins anunciou. Ninguém mais se preocupou com o que vai acontecer com as pensões, nem com a forma como a CES (Contribuição Extraordinária de Solidariedade) passa a CDS (Contribuição Definitiva de Solidariedade - mantenho o eufemismo solidariedade para facilitar a sigla). O que importa ao país é que o tal Secretário de Estado que ninguém conhecia pôs a pata na poça.

Portas resolveu isto de uma penada - "foi um erro, não devia ter acontecido..." E pronto. Não se fala mais nisso!

É o costume...

O costume...

Por Eduardo Louro

 Diário de Notícias

 

O costume… Fugas de informação, umas bocas daqui e dali, deste e daquele

Nem sempre tudo corre bem. Ás vezes as fugas, por mais cirúrgicas que sejam, fogem antes de tempo. Ou correm mais depressa ... E depois obrigam a uns malabarismos, nada que uns golpes de rins não resolvam. Porque afinal o que importa é que a coisa faça o seu caminho

Que falta de respeito...

Por Eduardo Louro

 

Depois de três anos a dizer, inclusive ao Tribunal Constitucional, que os cortes nos salários e pensões eram provisórios, e medida temporária para fazer face a uma situação de excepção, Pedro Passos Coelho, que se tornou primeiro-ministro igualmente depois de prometer que cortar salários e pensões era coisa que nunca faria, completamente fora de causa, declarou ontem na Assembleia da República, nessa excrescência da democracia que são os debates parlamentares quinzenais, que esses cortes são mesmo definitivos. Que nenhum português pense que voltará ao seu salário ou à sua pensão de 2011!

É claro que não havia praticamente um português que não soubesse disso. Já toda gente tinha percebido que o obejctivo era justamente esse: baixar salários o mais generalizadamente possível, cortar a economia, empobrecer o país e os portugueses. O governo desmentia sistematicamente essa a sua estratégia mas, ao mesmo tempo, dava já por adquirido que os portugueses já a tinham incorporado. E explorava essa resignação sem qualquer pudor…

Terá sido por isso mesmo, por excesso de confiança, que Passos Coelho deu ontem um passo que qualquer analista político considerará de tiro no pé. Não tinha, aparentemente, qualquer necessidade de se expor e fragilizar dessa maneira!

Mas fê-lo, e ao fazê-lo em plena Assembleia da República, num debate quinzenal do governo, nunca poderia passar em claro. Pelo que percebi, a deputada Catarina Martins não deixou que isso acontecesse. E disse que a palavra do primeiro-ministro não valia nada…

Rapidamente Passos Coelho armou um dos seus números. Fez-se vítima e invocou a sua honra e mesmo a do Parlamento para não dar nem mais uma resposta àquela deputada, o que provocaria mesmo o abandono do plenário por parte da bancada do Bloco de Esquerda.

Não faltou quem embarcasse no número do primeiro-ministro. E, uns por alguma inocência e outros por dever de ofício, muitos foram os que enfileiraram em sua defesa, dando por inaceitável a linguagem usada pela deputada.

Sejamos razoáveis. E mesmo honestos. Que adjectivos há para um tipo que em campanha eleitoral diz que salários, pensões, subsídios de natal e de férias são sagrados e, chegado ao poder, desata a cortar neles a torto e a direito? Que vai dizendo que é apenas uma emergência, que logo serão repostos, mas que depois diz que nada disso, que nunca mais os verão de volta?

Será que alguém encontra algum menos excessivo que a expressão usada pela deputada?

O mínimo que se poderá dizer de um tipo desses é que não tem palavra. Ou que a que tem não vale nada!

Então um chefe do governo diz no Parlamento, a que deve resposta, exactamente o contrário do que tem andado a dizer, isto é, confirma ele próprio que andou sempre a mentir, e ninguém tem nada a dizer. Ninguém lhe diz que é mentiroso. Que não tem palavra?

Dizer-lhe Isso é desrespeitoso? Mas mentir, enganar, ludibriar é certamente altamente respeitoso!

Como se pode dar ao respeito quem nada respeita? Francamente…

Nem alternativa nem alternância

Por Eduardo Louro

 

O PS (S de Seguro, que já foi S de Sócrates) lá vai continuando a enterrar-se. Não reagiu ontem, ao contrário de toda a gente, à medida do governo de substituição dos cortes nas pensões declarados inconstitucionais. Guardou para hoje a sua posição, o que poderia deixar prever uma resposta adequada e certeira, de verdadeira alternativa, credível, responsável e confiável... Que chegou pelas palavras do próprio Seguro!

Simples: o corte de pensões que o Tribunal Constitucional chumbou representa apenas 0,2% do PIB, o que não é nada. O défice acomoda muito bem estes 0,2%, pode muito bem passar para 4,2, em vez dos 4%!

Espantoso, não é?

Seguro não percebe sequer que está a dizer aos portugueses que não tem uma ideia, uma alternativa, para um problema que vale 0,2% do PIB. Não percebe que nem para uns míseros 0,2% do PIB sugere tocar em nada do que é intocável para o governo. Não percebe que  se está a confirmar igual na defesa do bloco central dos interesses...   

É por isto que é apenas Seguro, o melhor seguro de vida, para Passos, Portas e Cavaco. É hoje claro que o PS deixou de ser alternativa e está prestes a deixar de ser até alternante!

 

Da ameaça à oportunidade

Por Eduardo Louro

 

Passos não apregoa apenas o empreendedorismo prá-frentex, é ele próprio um empreendedor de última geração que vê em cada ameaça uma oportunidade. E um visionário…

A inconstitucionalidade do corte das pensões, a nona vez que o governo é apanhado calças na mão (preparadinho para violar a Constituição), não é uma derrota. Nem sequer um embaraço, é apenas uma ameaça que, como sempre, gera uma oportunidade… Uma oportunidade para deixar tudo na mesma, vendo no acórdão do Tribunal Constitucional aquilo que mais ninguém consegue ver!

Regime de convergência de pensões

Por Eduardo Louro

 

O governo especilaizou-se em eufemismos. Na semana passada lançou mais um corte nas pensões dos reformados da função pública, cortando a eito tudo o que vá para lá dos seiscentos euros, e chamou-lhe regime de convergência de pensões. 

Há expressões que, mesmo não passando de autênticas fraudes, acabam por se entranhar, e esta é uma delas. Trata-se de um corte abusivo, imoral e inaceitável nas pensões da Caixa Geral de Aposentações, e não de nenhum regime de convergência nenhuma, como o próprio Marcelo Rebelo de Sousa reconhecia ontem, no seu habitual comentário televisivo dos domingos.

Dizia ele que se “a ideia é aproximar os trabalhadores públicos dos privados” então “não me convence porque ninguém me explica porquê”. Mas que havia uma explicação que o poderia convencer: é que, nos cofres da Caixa Geral de Aposentações, entram 4 mil milhões de euros por ano e saem 9 mil milhões. E concluía que, assim, não sendo o sistema sustentável, o governo teria que deixar de falar em convergência.

Nem mais: não há aqui nenhuma questão convergência dos sistemas de pensões no sector público com o do privado – essa é a estafada fórmula do governo de pôr portugueses contra portugueses – mas sim uma questão de sustentabilidade.

Mas há mais. Não basta deixar de lado este eufemismo mentiroso, é preciso explicar este problema de sustentabilidade, e isso Marcelo não quis fazer. É que a Caixa Geral de Aposentações foi obrigada a incorporar os fundos de pensões - com que todos os últimos governos, incluindo o actual, mascararam os défices, logo desde Manuela Ferreira Leite, no governo de Durão Barroso – dos CTT, da PT e da Banca.

Pois, da Caixa Geral de Aposentações saem todas estas pensões. E por conta delas não entra nada: entrou como receita extraordinária para as contas dos governos de Barroso, Santana Lopes, Sócrates e Passos. Entrou e desapareceu, para tapar défices, com a devida autorização da UE… como irá ter de voltar a acontecer!

Já não há é mais fundos de pensões…

É por isso que, sendo um corte abusivo, é imoral e inaceitável. E uma fraude chamar-lhe regime de convergência!

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