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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

A primeira medida do programa eleitoral de Passos

Por Eduardo Louro

 

Em dia de intensa actividade de campanha, Pedro Passos Coelho, contagiado pela plateia, deixou-se entusiasmar e apresentou a primeira medida do seu novo programa eleitoral. E é a primeira, como teve até o cuidado de escalrecer, porque decorre da única reforma que lhe ficou a faltar. Faz todo o sentido, tem que começar pelo que deixou por fazer no actual mandato: reduzir os custos do trabalho!

Nem mais. Passos Coelho acha que não concluiu o programa de redução de salários que levou a cabo nos últimos quatro anos. Há ainda muito por fazer... Há ainda muito por onde cortar, garantiu hoje perante uma plateia de investidores estrangeiros. Que nem assim investem!

De novo tudo na mesma...

Por Eduardo Louro

 

Aí estão já repostos os cortes na função pública, com entrada em vigor no dia seguinte ao da publicação em Diário da República. Temporários, é claro. Tão temporários quanto o Tribunal Constitucional queira... Ao longo dos próximos cinco anos será tudo reposto!

Era doce ... - pouco, dos rendimentos de 2010 nem a sombra ninguém viu, o IRS e a ADSE acabaram por comer tudo - mas acabou-se. Já está de novo tudo na mesma...

É tão bom não foi?

Lerdinho, chico esperto e ingrato

Por Eduardo Louro

 

Feito lerdinho, o governo entendeu a aclaração que o Tibunal Constitucional não fez. Feito lerdinho, disse que quem recebeu, recebeu. Se recebeu menos, paciência... Afinal é mesmo isso que se pretende!

O governo não é só lerdinho. É também chico esperto... Aproveitou bem a abébia do Tribunal Constitucional, dispensando-o da rectroactividade. É no que dá a inconstiucuinalidade com prazo. E a ingratidão!

É tão bom, não foi?

Por Eduardo Louro

 Ver capa do Jornal de Notícias

Aos funcionários públicos que ganham a partir dos 1.500 euros - 400 mil, segundo o JN - nem vai dar para tomar o gosto do chumbo do Tribunal Constitucional. Em Junho não lhe vêm a cor… por razões técnicas… Cheiram-no em Julho, mas em Agosto lá se vai. De vez!

De vez, não – diz a ministra das finanças. Como prometido – e como se sabe para este governo o prometido é devido, pelo menos em ano de eleições – para o ano o governo repõe 20% do que agora volta a tirar. Depois logo se vê… Se volta a haver eleições ou se lá para 2019 a economia se passa dos carretos e desata a crescer à maluca

Engraçado é chamar-lhe regresso: "Cortes salariais regressam para 400 mil". Em vez do "vou só ali e venho já" é "nem saio daqui, já regressei ". Ou, como se diz do coelho:é tão bom, não foi?

Baralhar ... e dar de novo!

Por Eduardo Louro

 

A ministra das finanças lá decidiu prescindir da última tranche do empréstimo da troika, no caso do FMI.

Não podia fazer outra coisa, com acesso a taxas de juro no mercado mais baixas, como já aqui se dissera. Não havia necessidade era de baralhar tudo para continuar a absurda cruzada contra o Tribunal Constitucional. De justificar a decisão com a falta de tempo para apresentar novas medidas e a necessária reabertura do programa, com o objectivo único de confundir a opinião pública.

A verdade é que mais uma vez a decisão do Tribunal Constitucional veio favorecer o país… Os funcionários públicos é que não ganharam muito com isso, nem tempo tiveram para esfregar as mãos. Aqui já foi baralhar para dar de novo!

Um montanha de parir ratos

Por Eduardo Louro

 

Foi criada e alimentada uma grande expectativa à volta do Conselho de Ministros de hoje. Os jornais anunciavam coisas mirabolantes, até que a meta para o défice deste ano iria ser reduzida para metade. Quer dizer, vejam lá como está tudo a correr tão bem que até o défice vai ser menos de metade dos 4% a que estávamos obrigados para este ano!

Já estamos habituados. Como já estamos habituados a estas conferências de imprensa que não dizem nada, em que nada fica claro e em que tudo é vago e nada é dito com o mínimo rigor. Mais um rato parido pela montanha!

O ministro Marques Guedes abriu com estrondo: "não vai haver aumentos de impostos"!

Ora aí está. A grande notícia é que não há mais aumentos de impostos... Era só o que faltava... Só faltava mesmo que achassem que ainda poderiam continuar a aumentar os impostos sobre o pagode!

Depois veio a ministra Albuquerque anunciar que algumas medidas de carácter extraordinário vão ser mantidas, mas “as medidas duradouras não se traduzem em sacrifícios adicionais para os contribuintes".  E por fim a notícia era um corte na despesa de 1.400 milhões de euros: 180 milhões na função pública, que acabou por confirmar incluir rescisões; 320 milhões com a redução de custos em consultorias, coisa que como se  sabe é simpática; 170 milhões no sector empresarial do Estado; e por fim os restantes 730 milhões em cortes na orgânica e funcionamento dos ministérios, sem que tenha levantado qualquer pontinha do véu. Sem avançar com uma única medida, sem um único exemplo... Nada, coisa nenhuma...

Só não é estranho porque nos lembramos do Guião do Paulo Portas. Que é a mesma coisa nenhuma. E se é assim naquela que é a maior fatia e a rubrica que o governo melhor domina, que - a par da dos cortes em consultores - depende só e apenas de si próprio, que é até a mais popular sem, portanto, nada a esconder... 

Se o governo fosse uma montanha era mesmo uma daquelas que só parem ratos. E não é porque, depois de tanto parir, já pare sem dor. Não, é que é mesmo assim: afinal isto são apenas as linhas gerais para a conclusão da décima primeira avaliação da troika. Que estava pendente, à espera disto, de mais um exercício de faz de conta!

 

Que falta de respeito...

Por Eduardo Louro

 

Depois de três anos a dizer, inclusive ao Tribunal Constitucional, que os cortes nos salários e pensões eram provisórios, e medida temporária para fazer face a uma situação de excepção, Pedro Passos Coelho, que se tornou primeiro-ministro igualmente depois de prometer que cortar salários e pensões era coisa que nunca faria, completamente fora de causa, declarou ontem na Assembleia da República, nessa excrescência da democracia que são os debates parlamentares quinzenais, que esses cortes são mesmo definitivos. Que nenhum português pense que voltará ao seu salário ou à sua pensão de 2011!

É claro que não havia praticamente um português que não soubesse disso. Já toda gente tinha percebido que o obejctivo era justamente esse: baixar salários o mais generalizadamente possível, cortar a economia, empobrecer o país e os portugueses. O governo desmentia sistematicamente essa a sua estratégia mas, ao mesmo tempo, dava já por adquirido que os portugueses já a tinham incorporado. E explorava essa resignação sem qualquer pudor…

Terá sido por isso mesmo, por excesso de confiança, que Passos Coelho deu ontem um passo que qualquer analista político considerará de tiro no pé. Não tinha, aparentemente, qualquer necessidade de se expor e fragilizar dessa maneira!

Mas fê-lo, e ao fazê-lo em plena Assembleia da República, num debate quinzenal do governo, nunca poderia passar em claro. Pelo que percebi, a deputada Catarina Martins não deixou que isso acontecesse. E disse que a palavra do primeiro-ministro não valia nada…

Rapidamente Passos Coelho armou um dos seus números. Fez-se vítima e invocou a sua honra e mesmo a do Parlamento para não dar nem mais uma resposta àquela deputada, o que provocaria mesmo o abandono do plenário por parte da bancada do Bloco de Esquerda.

Não faltou quem embarcasse no número do primeiro-ministro. E, uns por alguma inocência e outros por dever de ofício, muitos foram os que enfileiraram em sua defesa, dando por inaceitável a linguagem usada pela deputada.

Sejamos razoáveis. E mesmo honestos. Que adjectivos há para um tipo que em campanha eleitoral diz que salários, pensões, subsídios de natal e de férias são sagrados e, chegado ao poder, desata a cortar neles a torto e a direito? Que vai dizendo que é apenas uma emergência, que logo serão repostos, mas que depois diz que nada disso, que nunca mais os verão de volta?

Será que alguém encontra algum menos excessivo que a expressão usada pela deputada?

O mínimo que se poderá dizer de um tipo desses é que não tem palavra. Ou que a que tem não vale nada!

Então um chefe do governo diz no Parlamento, a que deve resposta, exactamente o contrário do que tem andado a dizer, isto é, confirma ele próprio que andou sempre a mentir, e ninguém tem nada a dizer. Ninguém lhe diz que é mentiroso. Que não tem palavra?

Dizer-lhe Isso é desrespeitoso? Mas mentir, enganar, ludibriar é certamente altamente respeitoso!

Como se pode dar ao respeito quem nada respeita? Francamente…

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