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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Debates - dia de empat(e)(a)s

 

À medida que o campeonato avança os jogos vão perdendo interesse. Por desgaste das equipas, por demais evidente, mas especialmente por saturação das propostas de jogo. Já nada de novo têm para mostrar nesta altura do campeonato.

Ontem foi mais um dia cheio, mas não um dia em cheio. Foi um dia de empatas. E de empates. Pela primeira vez ninguém ganhou. Mas o empate também servia para toda a gente!

O jogo inaugural, entre o Bloco e o PAN, foi enfadonho. Tinha o aliciante de ser completamente feminino, mas nem isso lhe deu grande alma. Com tanta convergência, Catarina Martins e Inês Sousa Real acabaram por afunilar sempre o jogo, retirando-lhe versatilidade e encanto. Quando afunilaram, não remataram. E só conseguiram jogar ao ataque quando partiram o jogo. E já se sabe - quando o jogo parte ganha emoção, mas perde rigor e consistência.  Foi o que aconteceu, e ninguém ganhou com isso. Nem o espectáculo!

No jogo seguinte encontraram-se - não se confrontaram - PSD e IL, uma espécie de Porto - Portimonense. Aquilo pareceu muito mais um baile dos de antigamente - "a menina dança?" - do que um jogo de competição. E dançaram... dançaram ... 

Para Rui Rio não podia correr melhor. A dois dias do jogo do campeonato, o único que realmente tem que ganhar, e no qual há muito concentra todo o trabalho semanal de treino físico e táctico, nada melhor que um baile para descontrair. E foi até bonito de ver como, em vez de jogar, dançaram. Com os passos sempre acertados, e sem pisadelas. Ninguém se queria aleijar, e por isso tiveram muito cuidado com os pés. E com o sítio onde os colocavam. Às vezes Cotrim de Figueiredo dava um apertãozinho mais malandreco, entusiasmava-se um bocadinho e lá saía uma pisadelazinha. Mas nada de grave, e voltava a encostar a cabeça.

Não foi desagradável à vista, e um foi um bocado bem passado. Mas estávamos à espera de um jogo, de uma competição que se resolve com golos, e não de uma dança de engate, que nem notas dá para a competição.

Rasgadinho foi o último da noite, sem surpresa, de resto. Livre e CDS não podiam fazer a coisa por menos!

Esperava-se um jogo de contrastes, e assim foi. A maior capacidade técnica de Rui Tavares teria de se haver com o jogo duro de Francisco Rodrigues dos Santos - que não é Xicão por acaso - agora, depois da chicotada psicológica que afastou Lito Vidigal, em versão Sá Pinto.

Rui Tavares também já acusa algum desgaste. Foi a sua penúltima participação, a competição já vai longa, e isso notou-se. A ideia de jogo esteve lá, mas a condição física para a desenvolver já não é a melhor. Xicão não tem ideia de jogo - tem umas vagas ideias, com um ou dois séculos, do tempo em que o jogo nem sequer tinha ainda sido inventado - mas tem um novo fôlego (Sá Pinto que me perdoe...) que acrescentou uns truques (soundbytes) ao jogo de Lito Vidigal com que iniciou o campeonato. Continua a ser canela até ao pescoço, só que, em vez de cara fechada e dentes cerrados, é agora de riso aberto e boca escancarada. Pode até não doer mais, mas irrita ainda muito mais!

 

Debates - dois sem gasolina e uma cabazada

Debate de Cotrim de Figueiredo e André Ventura “O Chega não é confiável e  não é competente” – Cheganos

 

Ontem, domingo, foi dia de jornada completa, com os jogos uns em cima dos outros. Quem os quis acompanhar foi obrigado a autênticos golpes de Zaping, quase sem direito a intervalo, para não perder pitada.

Talvez pelo adiantado da competição, começa a perceber-se que algumas estratégias de jogo começam a acusar fadiga, e a deixar de resultar.

Os jogos fofinhos começam a ficar enfadonhos, e a dar para adormecer. Foi o que viu no encontro entre o Livre e o PAN, com Rui Tavares e Inês Sousa Real a embalar-nos para uma noite de sono tranquilo. Resistir a adormecer foi quase um acto heroico. 

As propostas de jogo até eram interessantes, mas quando são muito iguais perdem atracção, e tornam o jogo pouco interessante. A proposta de Rendimento Básico Incondicional tem tudo para ser interessante, e para integrar estratégias de progresso no que mais importa do jogo; mas apresentada assim, sem disputa, acaba por passar despercebida e perder-se na sonolência instalada.

Acabou empatado. Dificilmente poderia ter outro resultado, até porque, pelo que se vai vendo, Rui Tavares - na competição pela via de uma espécie de repescagem - não perde um; e Inês Sousa Real não ganha nenhum.

A partida entre o PS e o CDS prometia. Francisco Rodrigues dos Santos, Xicão, ou simplesmente o mais jovem com a cabeça mais velha - rótulo bem colado pelo Cotrim de Figueiredo na partida que ambos disputaram - parecia o Moreirense. Percebeu-se que trocou de treinador. Despediu o Lito Vidigal e contratou o Sá Pinto. Não muda muita coisa, mas dá melhor imprensa: o que num é cacetada pura e dura, no outro é raça.

Foi isso. A mudança não foi mais que isso. Voltou a usar o "seu" Mercedes à porta, mas já sem evocar directamente a família de Famalicão. Percebe-se que está esgotado e, ao contrário do Moreirense, nem Sá Pinto lhe dá alento. Não tem ataque, nem meio campo, nem defesa. Não prepara os jogos, e depois não sabe o que fazer com a bola, não a consegue segurar, perde-a logo que lhe chega. Daí que António Costa se tenha limitado a passear pelo relvado. Não precisou sequer de se mostrar em grande forma grande para ganhar facilmente. Bastou-lhe não dar fífia

O jogo mais interessante da jornada acabou por ser o que opôs o Chega à IL. São equipas do mesmo campeonato, mas com argumentos de jogo completamente antagónicos. Os de Ventura são fraquinhos e gastos, e nem a troca do Mercedes pelo Porsche lhe valeu. Pelo contrário, trocou um Mercedes, parado, à porta, por um Porsche a circular. Mas, com o motor gripado, ficou logo ali.

 Ventura ficou apeado, sem gasolina. Não tem uma gota de gasolina, e só agora é que percebeu que está encostado à beira da estrada.  Vai ter que empurrar penosamente o carro até ao fim, e já nem vai receber mais palmadinhas nas costas de Rui Rio, sentado a ver o jogo e a aprender como se faz. Foi esta a fotografia do um jogo em que Cotrim de Figueiredo não se limitou a golear. Mostrou como se devem jogar estes jogos, e deu uma cabazada!

 

 

Debates - um jogo fofinho

Visão | Debate Legislativas: Rui Rio finca os pés ao "centro" e Rodrigues  dos Santos acusa PSD de estar a preparar "arranjinhos" com António Costa

 

Foram mornos, mesmo que surpreendentes, os jogos de hoje. Dois apenas, mais uma vez, pelas razões conhecidas. Para que houvesse os três do programa, teve de haver o do Sporting. Esse não foi morno, foi nos Açores e mais surpreendente ainda. Não correu nada bem ao campeão. Mas não é deste campeonato…

O primeiro opôs o PAN à IL. João Cotrim de Figueiredo parecia vir em ascensão, mas hoje apenas mostrou que já esgotou o reportório. Nada do seu jogo é já novidade, e não mostrou golpe de asa para nos manter agarrado ao jogo. Até o pontapé de saída é invariavelmente o mesmo E quando assim é sujeita-se a que até a Inês Sousa Real lhe ganhe.

O segundo jogo era um clássico. E dos clássicos espera-se sempre qualquer coisa mais. Se bem que deste, entre o CDS e o PSD, não se soubesse muito bem o que esperar - tanto poderia ser um daqueles jogos amigáveis, de mera exibição, que acabam sempre empatados e com muitos golos; como poderia ser um jogo entre adversários picados. Um, Rui Rio, que diz que joga melhor quando picado e, outro, Chicão, que, picado com toda a gente, tinha razões de sobra para estar picado com a tampa que Rio lhe deu há tão pouco tempo.

Percebeu-se logo ao apito inicial que iríamos assistir a um amigável. E percebeu-se que Rui Rio já sabia que seria assim. Sem pressão, com espaço para jogar à vontade, Rio apresentou-se distendido. E negou a sua tese do picanço.

E percebeu-se que o Chicão tinha percebido que não ganhava nada em entrar no jogo com a frustração da rejeição. E que estava ali mais para procurar o colinho que lhe falta do que propriamente para vingar a tampa. Percebeu-se ao longo do desafio como lhe é difícil pôr em prática esse modelo de jogo. Mas resistiu bravamente aos impulsos caceteiros, e apenas por uma vez resvalou para os "Mesquita Guimarães", que para ele é "os Mercedes à porta" do coiso.

E assim foi. Acabou por ser um jogo fofinho, com muitos abraços e promessas para o futuro, com um resultado que agradou a ambas as partes e, que, no fim, deixou ambas as bancadas agradadas.

Debates - finalmente o espectáculo que valeu o bilhete

Ventura diz que vai tomar vacina perante acusações de Costa

 

No campeonato dos debates, hoje, houve apenas dois jogos - Jerónimo de Sousa, como já se sabe, não comparece aos jogos que se disputem no cabo. Um, o primeiro, aguardado com grande expectativa. Mas foi o segundo o que se revelou como o melhor do jogo do campeonato até ao momento. Valeu o bilhete!

Era grande a expectativa para ver como António Costa, em grande forma nos jogos anteriores, e especialmente no último, se apresentaria contra o Canelas. Conhecendo-se a sua versatilidade táctica, e em boa forma, como seria desempenho do principal candidato ao título naquele terreno pesado, contra um adversário que tem no confronto para além das regras o seu grande - e o único - trunfo?

Pois bem. O candidato ao título não se intimidou, e entrou ao ataque, com determinação e dentes cerrados. Não foi uma grande exibição, é certo. É sabido que, para além do que joga, uma equipa só pode jogar o que o adversário lhe permite. E este nunca lhe permitiria jogar o que o último lhe tinha permitido. E o coiso do Canelas, já se sabe, nunca deixa jogar. Costa jogou o que pôde,  e o que pôde foi suficiente para ganhar. Sem uma grande exibição e pela margem mínima, mas o que conta são os três pontos.

No segundo jogo defrontaram-se Catarina Martins e João Cotrim de Figueiredo - o Bloco e a Iniciativa Liberal. Dois adversários com propostas de jogo completamente antagónicas, mas que propiciaram o melhor espectáculo do campeonato, que já vai a meio. As equipas encaixaram bem uma na outra, interpretaram bem as suas tão antagónicas proposta de jogo, e acabou num daqueles jogos que nenhum merecia perder.

A Catarina acabou por ganhar, por meio golo. Porque foi mais rigorosa no cumprimento táctico. E foi-o por ter sido quem menos se afastou do seu padrão de jogo. Cotrim de Figueiredo teve que se afastar algumas vezes  do seu, talvez por ter tentado corrigir alguns movimentos que, fazendo parte da sua matriz de jogo, não lhe tinham saído muito bem na pré-época, em particular nas coisas da pandemia e da vacinação, ou até do salário mínimo nacional.

Debates - Três jogos, mas um foi para a Taça

Visão | Debates Legislativas: Rio quis que lhe lessem nos lábios o que não  tinha para dizer e deixou líder do BE gabar-se das contas do Governo

 

A jornada de hoje tinha um cartaz variado, com jogos potencialmente interessantes. Iniciou-se com o jogo entre equipas do mesmo campeonato, de resto o único dos três, mesmo que João Cotrim de Figueiredo diga que não. Ou que não é bem, mesmo que a Iniciativa Liberal e o CDS disputem-essa zona classificativa da direita ponto a ponto.

O jogo foi interessante, com o Xicão a insistir no estilo trauliteiro. Até parece que o treinador é o Lito Vidigal, mas a referência continua a ser o coiso. Já se percebeu que não tem outra táctica, com um sistema de jogo muito virado para trás. Nada para a frente, e deixa claro que dificilmente deixará a rectaguarda da tabela. Tão retrógrado, dificilmente poderia ser de outra forma. Ao contrário, Cotrim de Figueiredo apresentou-se com um jogo mais arejado, e mais virado para a frente. E mais tranquilo, também. O que fez toda a diferença, e por isso ganhou claramente..

O segundo do dia era um jogo entre equipas de campeonatos bem distintos. Parecia mais um jogo da Taça, e aconteceu Taça. Ganhou o mais pequeno. Rui Rio voltou a não jogar bem. E quando se não joga bem, o mais provável é perder-se. Entrou praticamente com um auto-golo, numa jogada demasiadamente repetida para ser por acaso. É aquela de fazer do coiso uma coisa normal. Uma jogada ensaiada nos Açores, há pouco mais de um ano, trazida a jogo anteontem, e repetida hoje. 

Em vez de defender a bola da prisão perpétua, nem que fosse a chutar para canto, agarrou-a com as duas mãos para normalizar o coiso. "O Chega não quer a prisão perpétua, mas uma coisa mitigada"! Não foi penalti, mas entrou com a bola nas mãos pela baliza dentro. E ficou baralhado: "sou católico, mas não sou crente. Não tenho fé"! 

E entregou o jogo à adversária. Acabou submetido, vergado à verbalização de "estou de acordo consigo". Catarina Martins nem queria acreditar!

A fechar a jornada, um jogo curioso, e de alguma forma surpreendente. Perspectivava-se que o coiso, no seu lamaçal, trucidasse o adversário. Só que o Rui Tavares.já não ia às cegas, e safou-se bem. E acabou por se superiorizar, no jogo jogado. Golos é que não. Mas só porque a bola do Rui Tavares nunca entra. Nem num Livre!

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