Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Pandemia - ano I

Alentejo regista mais 50 casos de Covid-19 | Rádio Pax

Completa-se hoje um ano sobre o surgimento dos primeiros casos de covid-19 em Portugal. Já ouvíramos falar do vírus que nos mudaria a vida, talvez para sempre, mas achávamos que não era nada connosco. Era lá longe, na China. Era com eles, pouco tínhamos a ver com isso.

Depressa percebemos que não era assim. Itália, primeiro, e Espanha, logo a seguir, mostravam-nos que não era assim. Primeiro ainda acreditamos no anunciado milagre português. Aos poucos percebemos que não havia milagres, apenas contradições, tudo e o seu contrário. Ziguezagues, indefinições, dúvidas...

Começamos a ver partir os nossos. Os nossos amigos e os nossos familiares. Quando demos por isso tínhamos caído no inferno de Janeiro, numa tragédia nunca antes vivida. Era como se a tragédia da queda de um avião cheio de gente se estivesse a repetir todos os dias.

Estamos a sair desse inferno, mas ainda longe - muito longe - de retomar as nossas vidas subitamente interrompidas há um ano. Para já perdemos todos um ano de vida, que será muitos mais que um simples ano de vida. Muitos milhares em Portugal, e milhões por todo o mundo, perderam-na por completo!

Maldita covid

 

O Benfica regressou hoje às vitórias, ganhando por 2-0 na Luz, ao Rio Ave, mercê da sorte do jogo na primeira parte, e de uma exibição já aceitável na segunda.

Na primeira parte, à excepção dos primeiros 10 minutos, em que até teve uma bola nos ferros, precisamente no ângulo entre o poste (direito) e a barra, num remate de Everton que merecia golo,  o Rio Ave foi sempre melhor em todos os capítulos do jogo, mesmo que apenas com um terço da posse de bola.

Nos insucessos desta época, e particularmente na Luz, o Benfica tem sempre podido queixar-se de o adversário marcar sempre na primeira vez que chega à baliza. Foi quase sempre assim, a jeito de cada cavadela cada minhoca. Tivesse hoje sido assim e provavelmente estaríamos agora a lamentar mais um desaire. Não foi. O Rio Ave teve - também - uma bola no poste, e teve ainda mais três oportunidades claríssimas para marcar. Quatro, ao todo, contra apenas aquela do Everton para o Benfica. 

Mas nem foi só isso, nem o Rio Ave apenas rematou o dobro do Benfica. Deu um verdadeiro banho de bola. 

Sabemos que a culpa é do covid. É pelo covid que a equipa não joga nada e é vulgarizada por qualquer adversário. É também por culpa do covid que a equipa não sabe o que fazer com as bolas paradas,  as únicas ocasiões que, depois dos 10 minutos iniciais, o Benfica teve para responder ao melhor futebol do Rio Ave. Foi simplesmente ridícula a forma como foram cobrados os cantos e os três ou quatro livres laterais de que a equipa dispôs.

Sabe-se lá por quê, o covid foi para os balneários ao intervalo e ficou lá. Não regressou, e a segunda parte foi outro jogo completamente diferente. Mesmo sem nunca chegar - nem lá perto - a um nível exibicional que satisfaça os adeptos e galvanize os jogadores, o Benfica superiorizou-se claramente ao adversário que, pelo tempo que demorou a regressar ao relvado, parecia estar a adivinhar o que iria suceder. A não ser que se tenha atrasado apenas para não se cruzar com o covid que tinha ficado nas cabines.

No primeiro quarto de hora da segunda parte o Benfica fez o dobro dos remates que fizera na primeira, e criou o triplo das oportunidades de golo, com o Rio Ave sem conseguir sair da sua área. Porquê tamanha diferença? Pelo covid?

Não. Apenas porque os jogadores puseram intensidade no jogo, coisa que nunca tinham feito na primeira parte. O primeiro (Seferovic) chegou mesmo no fim desses primeiros quinze minutos, e já era sobejamente justificado. Esperar-se-ia que o golo espevitasse os jogadores, e os fizesse embalar para uma exibição bem conseguida. Fosse pelo tempo que demorou a validar, que arrasa por completo os factores motivacionais do golo, fosse pelo covid da primeira parte, o que se seguiu ao golo não bateu certo com o que o antecedera, e o Rio Ave teve oportunidade de se mostrar e de lembrar o que fizera até ao intervalo.

Foi sol de pouca dura, o Benfica conseguiu reequilibrar-se, também com as substituições que, desta vez viradas para o desgaste da condição física dos jogadores, bateram certo. Mesmo que a saída de Waldschmidt, que não está fisicamente muito castigado, e que estava então a jogar bem, tivesse sido pouco compreensível. 

O segundo golo (Pizzi, que entrara na primeira leva para o lugar de Taarabt) apareceu já à entrada do quarto de hora final, depois de dois ou três falhanços (de Seferovic e do próprio Pizzi), e antes de outros tantos e de mais duas ou três grandes defesas do guarda-redes vila-condense, que até é polaco, nos dez minutos finais.

Pode ser que o covid se vá embora de vez. E que agora só falte mesmo jogar mais um bocado à bola.

Desconfinamento?

SIC Notícias | Covid-19: Reunião no Infarmed volta a juntar políticos e  especialistas

 

É indesmentível que o confinamento está a dar resultados. Já esses, os resultados, poderão não ser tão indesmentíveis. Ou, pelo menos, mais discutíveis. Por uma razão simples - é que a testagem está a diminuir assustadoramente.

Em meados de Janeiro faziam-se cerca de 70 mil testes por dia. No início deste mês, 50 mil. E na última semana apenas 30 mil, bem menos de metade de há um mês. 

O confinamento está a resultar, mas significativa e expressiva descida da incidência de covid-19 nos últimos 14 dias que hoje sustentou a reunião com o Infamed, não deveria ignorar esta realidade da testagem. E, com um tão lento ritmo de vacinação, não serão muito avisados os apelos ao desconfinamento. Por muito compreensíveis que possam ser. Mais que as duas vozes que no governo se percebem sobre a matéria.

Como seria bom crer

Conceito de Crer, definição e o que é

É nestas alturas, quando ela nos cheira de perto, quando se nos morrem, que sentimos a necessidade de acreditar que a morte não é um fim. Nesta altura, como em nenhuma outra antes, sinto-me penalizado por não ser crente. Gostava de poder acreditar que nada acabou, apenas aconteceu uma mudança de estadio, um upgrade da vida para a eternidade.

Que a minha mãe lá estava, a recebê-lo num abraço de doze anos de saudade, e a enchê-lo de beijinhos. Os beijinhos que incessantemente pedia nos últimos dias, e que nós lhe não podíamos dar, estava agora a recebê-los de quem mais importava que lhos desse.

Como seria bom crer nisso. Como seria reconfortante...

Há doze anos, quando a minha mãe partiu, não senti isto. Tinham sido longos meses de sofrimento atroz. Para ela, mas também para nós, a seu lado. Na altura aquele fim era o fim definitivo daquele sofrimento, que ela tanto pedia.

"Que Deus me leve, filho, eu não suporto mais". Também o meu pai o pedia frequentemente nos últimos tempos. Que já tinha vivido o suficiente, e que queria partir. Mas eu sempre senti que esse não seria esse o seu sentimento, que era apenas o seu modo de ser. Poderia estar errado, mas sempre senti que, pelo contrário, ele queria viver e temia a morte em vez de a desejar. E brincava com ele com isso. Às vezes ria-se...

Tinha boas condições de saúde, apesar dos seus 90 anos. Apesar de agarrado a uma cadeira de rodas há já uns bons pares de anos, e das dores na coluna e na anca. As sucessivas vagas da pandemia iam-lhe passando ao lado. Até chegar a altura de ser vacinado.  Ia ser vacinado na semana em que acusou positivo!

Um reles burocrata que se diz médico

Ontem, ao fim da tarde, recebi uma chamada do médico de família do meu pai.

- Como está o Sr Albino? - perguntou.

- Não está bem, está infectado com Covid - respondi. 

- Pois eu sei. Por isso é que lhe estou a perguntar como está.

- Vi-o ontem pela janela da enfermaria, estava com oxigénio, mas pareceu-me estável e relativamente tranquilo. Falou comigo e com a minha irmã, nós falamos com ele, ouviu-nos perfeitamente e no fim despedimo-nos.

- Quando é que fez o teste?

- Fez ontem duas semanas!

- 15 dias, então - concluiu. Está curado, 90% das pessoas estão curadas depois desse tempo.

Achei isto estranho. Um indivíduo que não é tido por dever muito à simpatia, e que não é exactamente reconhecido por grande ligação aos doentes, estava a ligar-me para saber do estado de saúde do meu pai. Mas quis pensar que as pessoas nem sempre são o que delas se diz, e que o facto de sermos conhecidos poderia ter pesado na deferência. Que lhe agradeci, surpreendido, mas sem lhe dar grande crédito.

Esta manhã, pelas 9 horas, recebi uma chamada da Unidade de Saúde Pública do Oeste (não sei se a designação é mesmo esta, se não for é qualquer coisa do género):

- É familiar do Sr Albino Louro?

- Sim, sou filho!

- É para lhe dizer que o seu pai está curado!

Era a notícia que eu mais queria ouvir. Feliz, desliguei o telefone e liguei à minha irmã e às minhas filhas para lhes dar a boa nova, enquanto o meu pensamento voava para a chamada do final do dia de ontem. Afinal a opinião a que não tinha dado grande crédito estava certa, o tipo sabia o que estava a dizer.

Ao final da manhã recebi uma nova chamada, agora da Unidade de Saúde Pública de Alcobaça, a perguntarem pelo meu pai. Respondi: o meu pai está curado!

- Pois, é isso que temos aqui nos sistema, mas isso sobrepõe-se à informação que temos que está positivo - respondeu-me a senhora com a maior simpatia, e com evidente preocupação.

Trocamos mais algumas palavras, percebemos ambos que o registo "curado" não tinha qualquer sustentação. E a senhora enfermeira prometeu-me que iria investigar e que, tão rapidamente quanto lhe fosse possível, me daria conta do que teria passado. 

Entretanto vinham-me chegando notícias do meu pai. Que estava mal, muito mal. Que poderia ser uma questão de horas, dificilmente de dias. Ao fim da tarde a senhora enfermeira, como prometido, ligou-me: 

- O registo foi feito pelo médico de família do seu pai!

Disse-lhe que o meu pai estava a morrer. Deu-me os sentimentos, e pediu desculpa por tamanha monstruosidade. De que não tinha culpa nenhuma.

Desliguei o telefone, que voltou a tocar de imediato -  o meu pai tinha acabado de falecer!

À dor e à angústia de perder o meu pai, juntou-se uma revolta como nunca tinha sentido. Quando médicos sofrem e lutam até à exaustão, para salvar vidas ou simplesmente para ajudar na morte, há um deles, indigno de ser um deles, que veste uma bata branca e coloca um estetoscópio ao pescoço para se limitar a ser um burocrata que coloca carimbos num papel qualquer, ou faz registos numa qualquer plataforma.

Sem o mínimo de humanidade, sem ponta de pudor, sem sombra de respeito pelo outro, e com irresponsabilidade máxima. Afinal este energúmeno que se diz médico não teve comigo qualquer acto de deferência. Limitou-se a usar-me para facilmente encontrar uma pista para a informação que ele devia profissionalmente procurar para fazer um palpite e cumprir assim a sua tarefa de reles burocrata.

Há gente que não se sabe como foi aproveitada para gente. Já nem digo para médico. Isso é com a Ordem dos Médicos. Ou com todos nós...

Assim, esta dor dói ainda mais.

 

 

Gente que não é gente

Covid-19: filas de ambulâncias à espera no Hospital de Torres Vedras e em  Santa Maria

Percebeu-se desde que foi anunciado que o actual confinamento era a brincar. Talvez pelas mesmas razões que a abertura dada para o Natal, que todos os partidos, e não só o governo, promoveram, mesmo que dias depois reclamassem contra a decisão. Mas não seria de esperar que os portugueses brincassem tanto com ele.

O que aconteceu no fim de semana, com os paredões das praias apinhados de gente, e as esplanadas cheias que nem um ovo com serviço ao postigo, como se não tivessem visto filas de ambulâncias à entrada dos hospitais, como se o país com mais infecções diárias da Europa, e o segundo do mundo, não fosse o nosso e fosse outro qualquer num outro recanto do planeta, é, no entanto e infelizmente, mais que de gente a brincar com o fogo.  É mais que de gente ignorante e irresponsável, é de gente feita apenas de umbigo, indiferente a tudo o que se passa à volta e a qualquer noção de comunidade. É gente desprezível que despreza toda a gente!

E quando assim é, quando assim somos, bem podemos culpar governos e instituições... Podemos até culpá-los por sermos assim... 

Teoria do insuportável

Confinamento não fecha escolas mas obriga ao recolhimento domiciliário e  tele-trabalho - Actualidade - Figueira na Hora

 

O primeiro-ministro, António Costa, veio sempre dizendo e repetindo que um novo confinamento seria insuportável. Entendeu-se sempre insuportável para as pessoas mas, acima de tudo, economicamente insuportável.

Entretanto, e já com a vacina descoberta, certificada e em início de aplicação, quando se julgava que o pior já tinha passado, vimos que o pior afinal estava aí. E que o pior vai ainda ser pior. Nos últimos dias os números de  infectados e mortes tornaram-se insuportáveis. Insuportável para o Serviço Nacional de Saúde, sem capacidade para receber e tratar mais doentes, e até de armazenar mais mortos. Insuportável por esgotamento de recursos, mas também politicamente insuportável.

E aí está uma verdadeira teoria do insuportável que torna insuportável resolver o insuportável.Talvez por isso o confinamento se tenha ficado por uma espécie de meias tintas. Confina-se, mas miúdos e graúdos, alunos, professores e restante corpo auxiliar, vão às escolas, e só aí está 25% da mobilidade total do país...

Também podem ir à missa. Que seja para pedir a Deus que nos ajude, porque os homens já não sã capazes.

Acrescentar tragédia à tragédia

Presidenciais: investigador alerta que campanha pouco mobilizadora aumenta  risco de abstenção | TVI24

 

Os números (infectados, internados e mortes) da pandemia não param de crescer, atingindo a cada dia níveis nunca antes imagináveis. Para já só num deles vemos limite - no dos internados. Esse não irá continuar a subir, porque já bateu no tecto. 

A opinião pública começa a ficar a sensibilizada para a tragédia, não que tenha mudado muita coisa na comunicação, mas porque praticamente toda a gente sente já doença no seu espaço de relação mais próximo. Mas não são ainda muitos os que têm uma verdadeira noção da tragédia que se está a viver nos nossos hospitais. Já não havia espaço para receber mais ninguém, nem para depositar cadáveres. Agora já nem há morfina para aliviar o sofrimento de uma das mais violentas mortes. Face aos escassos meios disponíveis é cada vez mais baixa a linha etária que marca a decisão de investir ou desinvestir no salvamento de uma vida.  

É assim que as coisas estão. Sim, e é por causa do Natal. Hoje já não restam dúvidas. Enfermarias cheias com pessoas que, todas sem excepção, contam uma "história de Natal". 

Entretanto também o Presidente da República está infectado. Ou não. Num teste não está, noutro já está, noutro volta a estar, e noutro volta a não estar. Esperemos que não esteja, e que, se estiver, recupere rapidamente. 

A campanha eleitoral está praticamente suspensa. As eleições é que não. Lá continuam marcadas para o próximo dia 24, quando os especialistas apontam para 20 mil novas infecções por dia, um número inimaginável há poucos dias. 

Não sei o que é preciso fazer para adiar as eleições. Não tenho dúvidas é que não se deviam realizar nesta altura, e que alguma coisa tem ser possível fazer. Realizá-las é certamente um atentado à saúde pública, à democracia ou a ambas. Os cidadãos responsáveis são confrontados entre o dever de ficar em casa e o de votar. E a responsabilidade de ficar em casa, nas condições actuais, sobrepôe-se à de votar.

A abstenção, que já seria elevadíssima pelo rumo que as coisas eleitorais por cá tomaram há muito tempo,  é agora de todo incontrolável. A probabilidade de ter um Presidente da República eleito por menos de um quarto dos portugueses é enorme. E o risco de ser produzido um resultado eleitoral completamente desfasado do sentimento da maioria dos cidadãos é hoje perigosamente alto.

Não consigo perceber que ninguém perceba que está a acrescentar tragédia à tragédia.

Quanto pior, melhor!

PSD apresenta queixa-crime contra Costa por acusação ″delirante″ - JN

As coisas não estão a correr bem. Diria mesmo que tudo corre mal. A terceira vaga que aí está da pandemia está a revelar-se ainda mais forte que as anteriores, como que a sugerir uma espécie de retaliação do vírus por ter sido encontrada a vacina.

Ah...encontraram uma vacina para dar cabo de mim? Então esperem lá que já vos conto. 

Não é para rir, porque nem há vontade nem é o momento. Mas esta agressividade do vírus, com consequências nunca tão sentidas, quase que dá  para o vermos com uma cabeça, com aquele pensamento reactivo lá dentro.

No meio disto tudo, com o número de infectados a passar a barreira diária dos 10 mil, o número de mortes a disparar - esperam-se 2500 mortos neste mês -, e hospitais e profissionais de saúde em colapso, as trapalhadas do governo para entregar um dos melhores tachos europeus a um procurador amigo não seriam o maior problema do país. 

O problema do país, é que é. É dramático, mas é assim. E é assim porque está na natureza da política tuga. Deu até António Costa acusar três figuras (entre as quais um figurão) do PSD de traição nacional, o para uma resposta em queixa crime na Procuradoria  Geral da República. 

Quanto pior, melhor. É este o lastro da política tuga.

A tragédia que não se vê

Sobe a procura nas urgências e aumentam doentes com covid internados |  Coronavírus | PÚBLICO

Ainda Janeiro vai no sexto dia e já aí está a terceira vaga da pandemia. Anunciada para Janeiro pelas pessoas do conhecimento que não se costumam enganar - que não se têm enganado - nestas coisas, não se atrasou. Há determinismos nas pandemias e no comportamento humano que são incontornáveis!

É o Natal. Foi a abertura do Natal que fez que acontecesse o que os especialistas garantiam ir acontecer? 

Talvez. Em parte. Talvez, e em parte, porque foi acima de tudo o comportamento das pessoas, individualmente ou em grupo. Se houve pessoas que se privaram de juntar a família, ou de se juntar à família, outras houve que não se privaram de se juntar em grupo a festejar não se sabe o quê, e em condições em que a limitação do número de pessoas por mesa era apenas o limite do próprio grupo.

Hoje, rigorosamente ao dia de hoje, na maior parte do país, os hospitais não podem receber nem mais uma pessoa, não têm oxigénio para acudir a toda a gente, muitos morrem e não têm já espaço para os cadáveres. O país não sabe disto, porque isto não vem assim para os jornais, e as televisões andam mais preocupadas em fazer perguntas parvas a quem está a vacinar ou a ser vacinado. E continua generalizadamente a negligenciar nos comportamentos, e a fazer alarde de uma enorme falta de educação cívica, indiferente à tragédia.

Que está aí, à frente dos olhos, e ninguém vê!

 

 

Acompanhe-nos

Pesquisar

 

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2021
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2020
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2019
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2018
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2017
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2016
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2015
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2014
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2013
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2012
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2011
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2010
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D

Mais sobre mim

foto do autor

Google Analytics