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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Plano de Estabilização Económico e Social

Costa quer “nervos de aço” no PS: “Não há impossíveis”, mas é ...

 

António Costa inicia hoje uma nova caminhada pelas rotas do consenso que he garantam, para esta nova fase, uma tranquilidade idêntica à do primeiro embate com a pandemia.

Depois do "pára tudo e fiquem em casa", com os lay-off simplificados, os subsídios, os financiamentos e os congelamentos de algumas obrigações, nesta altura a ordem é para sair, deixar o medo em casa fechado na gaveta donde se tirou a máscara, passear, trabalhar mas, acima de tudo, consumir, até que a União Europeia se descosa, seja lá de que forma for.

O governo chama Plano de Estabilização Económico e Social à cartilha para esta fase, neste entretanto. E é com isso que, no fim da jornada desta semana, conta para estabelecer consensos com partidos políticos e parceiros sociais, e prolongar por mais uns dias o estado de graça pandémico, até que chegue ajuda. É uma espécie de primeiros-socorros, essencialmente uns pensos mais ou menos improvisados para estancar o sangue até chegar apoio médico.

Vamos ver como corre. E se os pensos chegam...

 

Ilusão de regresso

Tem havido "uma sintonia muito grande" entre Presidente, Governo e ...

 

Todos percebemos da urgência em regressar à normalidade, mesmo que nos digam será sempre uma nova normalidade, e não a normalidade normal.

O trambolhão de 2,5% da economia no primeiro trimestre, que contou com apenas 15 dias de  confinamento, metade de um mês e apenas um sexto do trimestre e um vinte e cinco avos do ano, e os 22% de crescimento do desemprego só no passado mês de Abril, são bem mais assustadores do que os mais pessimistas  poderiam fazer crer. Para minimizar a catastrófica dinâmica natural destes números - sabendo que três meses já ninguém nos tira, é só  fazer contas - é mesmo indispensável criar um espectro de normalidade.

Os nossos dirigentes políticos percebem isso, e temos que reconhecer que estão a fazer tudo para que as coisas se pareçam o mais possível com a normalidade. Almoçar no restaurante, com autênticas conferências de imprensa cheias de coisa nenhuma à porta de entrada, é uma das suas mais mediáticas iniciativas. 

Ontem viu-se o Presidente Marcelo despreocupadamente a conversar cá fora com os jornalistas, mas sentado à mesa, lá dentro, com máscara e luvas, com o seu chefe da casa civil com viseira, e percebemos que não consegue passar por aquilo qualquer mensagem que não seja a de criar uma nova normalidade. 

Criar uma nova normalidade não tem nada a ver com o regresso à normalidade. Não passa de ilusão de regresso. E as ilusões não dão normalmente bons resultados! 

 

UE - agora é que é!

Merkel e Macron querem fundo de 500 bi de euros contra crise

 

Tudo aponta para que desta é que seja. Que desta vez a União Europeia faça prova de vida, e se relance como projecto de futuro. Ou, pelo menos, para já com futuro.

O plano de financiamento à economia europeia de 500 mil  milhões de euros, que ontem Macron e Merkel apresentaram, confirma isso mesmo; que desta vez é que é. Porque, em cima de todas as esperanças que têm vindo a ser semeadas pelo BCE, e especialmente pela nova líder da Comissão Europeia, a alemã Ursula von der Leyen,  sai agora directamente das duas maiores potências da União.

Não sei se é o dinheiro suficiente, mesmo que seja muito. Mas o compromisso da Alemanha com um financiamento desta ordem, obtido por mutualização de dívida e a distribuir a fundo perdido pelas economias mais profundamente atingidas pela pandemia, é verdadeiramente revolucionário. É a própria revolução: "de cada um conforme as suas possibilidades, a cada um conforme as suas necessidades"!

Macron e Merkel não falaram de mutualização, nem de fundo perdido. É certo que não, sabem que essas são ainda palavras proibidas. São palavras que chocam os suspeitos do costume, e que requerem por isso certos cuidados. Mas as coisas são o que são, independentemente das palavras utilizadas para as descrever.

Tal como a Alemanha é o que é. E, sem ela, os suspeitos do costume não são o que são!

 

Diário do regresso à vida

Covid-19. As novas regras das escolas no regresso às aulas desta ...

 

Já sabemos como vão regressar às aulas professores e alunos dos 11º e 12º anos. Bom, na verdade, dos professores sabemos pouco. Sabemos que terão de usar máscara, pouco mais. Parece que não contam muito...
Dos alunos, sabemos. Sabemos que não são obrigados a ir às aulas, ao contrário dos professores. Mas, se forem, estão também obrigados ao uso de máscara. Que só senta um por carteira, e que nos intervalos terão que permanecer na sala. 

Se, para além de permanecerem na sala, não permanecerem na carteira alguma coisa fica em causa. Diria eu... Permanecendo exactamente no mesmo lugar nem é intervalo. Será uma pausa para o telemóvel.

E fala-se também de horários desafazados das aulas, nos grandes centros urbanos. Por causa dos transportes públicos. Para evitar que todos os alunos e todos os professores tenham de utilizar os mesmos transportes à mesma hora. Fora dos dois grandes centros urbanos não é preciso. É mais ou menos como quando não era preciso usar máscaras ... 

Ainda não sabemos é como é que vamos à praia. Mas vamos ainda hoje ficar a saber. 

Horários desfazados talvez não dê. E o uso de máscara, não sei não...  Aqui há uns anos, no início da massificação dos telemóveis, havia um anúncio da Telecel -  não sei se se lembram (do "tou xim, é p´ra mim" todos se lembrarão, este é contemporâneo) - justamente na praia, que mostrava como as coisas ficavam. 

Pois é, não dá para copiar. Nem o desenho do telemóvel nem as medidas para as escolas. Há que ser criativo. No mínimo tanto quanto os publicitários daqueles tempos.

 

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