Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

VENTOS DE ESPANHA

Por Eduardo Louro

                                                                      

De Espanha, diz o povo, nem bom vento nem bom casamento. De casamentos não sei como estamos mas os ventos - ouve-se – não são os melhores.

Agora, que os ventos da austeridade começaram por lá também a soprar forte, os espanhóis estão a sair à rua. Começou com a chegada dos mineiros asturianos a Madrid e não se vê como nem quando irão parar.

E é isto – são estes ventos – que mais assustam o poder político em Portugal, mas também em Bruxelas. Quando vamos ouvindo os temores do que pode vir de Espanha, não é, ao contrário do que se diz, pelos efeitos de contaminação económica. Não é pelo que a austeridade em Espanha possa representar para as exportações portuguesas e para o resto da economia nacional. Aumentar o IVA em Espanha é bom e não mau para a economia portuguesa, por razões tão óbvias que me dispenso de as enunciar. A própria quebra do consumo poderá não afectar, obrigatoriamente, as exportações portuguesas. Nem sequer é de excluir alguma possibilidade de ser favorável, se se verificarem fenómenos de downgradind de consumo. Quer dizer, se alguns consumos forem transferidos para produtos equivalentes mais baratos, não se dirigindo as exportações nacionais – no geral – aos segmentos mais altos, é até possível que Portugal possa vender mais em Espanha. Não é certo, mas também não é hipótese de todo descartável!

O que verdadeiramente assusta o governo, a troika e toda a entourage política é que a agitação em Espanha venha alterar a louvada paz social em Portugal. Os ventos de Espanha que estão realmente a preocupar são os que podem agitar esta paz podre em Portugal. O medo é que, com aqueles ventos, os portugueses deixem de ser mansos!

 

TEMA DA SEMANA #4 - ESPANHA

Por Eduardo Louro

                                                                      

Apesar do futebol, o tema da semana dificilmente fugirá ao resgate da Espanha e às suas consequências.

Escrevi resgate? Peço desculpa, não é!

Rajoy já veio explicar que não passa de uma linha de crédito dirigida à banca espanhola. Independentemente de gostar de eufemismos, Rajoy, que era acusado de fraqueza, parece que sabe negociar. Mesmo sem que se conheçam ainda os pormenores do Memorando espanhol, e mesmo percebendo que nem tudo é exactamente como diz o primeiro-ministro espanhol – não é uma simples linha de crédito e há troika em acção, como nos outros casos – a verdade é que o tratamento dado à Espanha é diferente do dado aos restantes países intervencionados.

Com a Grécia como causa perdida, a Irlanda levantou de imediato a mão. A dizer que uns não podem ser filhos e outros enteados. Por cá o que se ouviu foi mais do mesmo: não há nada para renegociar. No entanto, Passos Coelho já hoje veio dizer que está atento, e que logo que conheça as condições da intervenção em Espanha reagirá em conformidade.

Era o que faltava, que dissesse outra coisa!

É muito o dinheiro que vai ser aplicado na intervenção na Espanha: 100 mil milhões, para já apenas para enfiar na banca, que andou entretida a alimentar a bolha imobiliária no país durante anos – os anos do sucesso!

Mas tudo aponta para que esta operação se torne no ponto de viragem na Europa. Os receios sobre a capacidade de resposta para um problema da dimensão do espanhol – mas também do italiano – podem dar lugar à esperança. À esperança de que, finalmente, a Europa pegue os problemas de caras em vez de os lidar.

E não é por Espanha ser um país de toiros, e Portugal o das pegas!

NÃO PRECISAMOS...

Por Eduardo Louro

                                                                      

Quando se fala do estado da banca espanhola, fala-se em números que batem todos os dias novos recordes.

As perdas sobem já aos 260 mil milhões de euros, e fala-se na necessidade de uma ajuda de 60 mil milhões. No Bankia – que resultou da fusão de oito Cajas de Haorro – começou por se falar de 4 mil milhões, depois nove. O Estado espanhol já lá pôs 4,5 mil milhões e, para já, o Banco pediu mais 19 mil milhões!

As agências de rating já fizeram o seu trabalho, e mandaram alguns deles para o lixo. Já vimos isto…

Rajoy grita aos sete ventos que não precisa de ajuda externa. Já vimos isto…

Ainda falta saber o que vai por aquelas autonomias fora. Não falta saber tudo, porque a mais próspera – a Catalunha – já pediu com urgência dinheiro ao governo. O presidente desta região autónoma – Artur Mas – utilizou mesmo uma expressão curiosa: “Não queremos saber como eles o farão, mas nós precisamos de fazer os pagamentos até ao final do mês”!

Pois é. As autonomias falam assim. Também já vimos isto…

A Espanha não é Portugal… Pois não. É Portugal, mais a Grécia, mais a Irlanda…

Acompanhe-nos

Pesquisar

 

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2019
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2018
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2017
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2016
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2015
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2014
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2013
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2012
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2011
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2010
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D

Mais sobre mim

foto do autor

Google Analytics