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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Ler os outros

Por Eduardo Louro

 

"Não vale a pena perder mais tempo" - diz o Sérgio de Almeida Correia, no Delito de Opinião.

Mas vale, vale mesmo a pena ler. Tudo. Isto é só um cheirinho:

"Para mim não foi um mero esquecimento. Passos Coelho em 1999 não pensava que viria a ser primeiro-ministro. Nunca lhe passou pela cabeça que o PSD e o PS lhe proporcionassem essa oportunidade. Por isso, na altura fez aquilo que lhe dava mais jeito.

Temo que a desinformação, a cegueira partidária, a desonestidade intelectual das camarilhas e a falta de honestidade ética e política dos actores continue a fazer o seu caminho. Como até aqui. Não até à vitória final, mas até à abstenção final. Ou, quem sabe, até que o desespero dos portugueses trabalhadores, honestos, sérios e que cumprem as suas obrigações sem esquecimentos, enquanto os trapalhões vão engrandecendo e comendo-lhes as papas na cabeça, os leve a dizer basta".   

Eu também acho! 

 

Fauna e animais ferozes

Por Eduardo Louro

 

 

Percebeu-se logo que este caso da evasão à segurança social pelo actual primeiro-ministro iria mais longe que o anterior, da Tecnoforma. Desde logo pelo caso em si, em que o Estado troca a mão pesada com que trata os cidadãos, por uma mão leve para tratar o primeiro-ministro. Mas também por ser do conhecimento público que o PSD e o CDS encheram a Segurança Social com a sua rapaziada. Mas ainda pela forma destrambelhada como, primeiro, o ministro Mota Soares, e depois tudo o que era ministro, deputado ou capataz do partido vieram a correr em socorro do chefe. Que, até perceber a gravidade do caso – e demorou três dias a percebê-lo –, quanto mais falava mais metia os pés pelas mãos

Hoje praticamente todos os jornais pegam no tema, e cada vez mais coisas novas vão surgindo. Por exemplo: que as contas que determinaram os 4 mil euros que Passos, muito contrariado, teve que ir pagar a correr, estão mal feitas. Que a Segurança Social se esqueceu dos primeiros três anos… Ou que Pedro Passos Coelho não se esqueceu apenas de pagar as contribuições que devia. Que se terá até esquecido da própria inscrição, o que quer dizer que se terá mesmo esquecido dos rendimentos que recebia. O que nem pode surpreender ninguém, toda a gente se lembra do ponto final que foi posto no caso Tecnoforma: aquilo acabou com Pedro Passos Coelho a dizer, e toda a gente a ficar satisfeita com a explicação, que não recebera remuneração de qualquer espécie, que tudo o que havia recebido respeitava apenas ao reembolso de despesas.

Quem anda aqui por este mundo sabe muito bem o que é isso. E melhor ainda o que era naquela altura…

Por tudo isso, ao terceiro dia, Passos Coelho passou ao ataque, antecipando-se ao que estiver para vir. Há mais animais ferozes …

Seja qual for a evolução de mais este caso – sabemos todos que em qualquer país onde estas coisas do escrutínio dos titulares de cargos políticos são levadas a sério, por muito menos, caem ministros, chefes de governo ou de Estado – voltou a ficar claro o tipo de gente que temos na política. Um assessor do primeiro-ministro, foi para as redes sociais desenterrar um suposto pecado antigo de António Costa, sempre desmentido e nunca confirmado: há mais de 20 anos morto e enterrado. O deputado Carlos Abreu Amorim, outro belo exemplar desta fauna política, faz ainda pior, começando por dizer que “não é assim que se deve fazer política”, para com isso, extrapolando para “telhados de vidro” fazer de conta que faz política. E por fim é o próprio Passos Coelho que empurra tudo para a comparação com José Sócrates!

Para esta gente não há bem e mal. O mal logo deixa de ser mal se o outro tiver feito igual. Ou parecido. Depois … é só dar um pequenino passo e já nem é preciso que alguém tenha mesmo feito o que quer que fosse, basta fazer crer que isso aconteceu mesmo.

Na forma de fazer política desta gente que tomou conta dela, a verdade conta para muito pouco. Para atingir o adversário vale tudo, e a verdade já nem para acessório serve.

Repare-se como o governo espanhol, para atingir o Podemos, pela via da desacreditação do governo grego, anunciou o terceiro programa de resgate para a Grécia, negado pelas autoridade europeias. A lembrar o que o governo do mesmo partido fez com os atentados de Atocha, na véspera de eleições, faz dentro de dias 11 anos  …

Coisas estranhas (III)

Por Eduardo Louro

 

 

Um tipo não paga impostos. Ou contribuições, para o efeito é a mesma coisa. Porque se esqueceu, porque não quis, porque não tinha dinheiro para os pagar, porque não sabia que tinha de os pagar… Whatever!

Estranho não é isso. Estranho é que um ministro, e precisamente o que detém a tutela das contribuições em falta, venha dizer que a vítima é quem não pagou. Vítima não é quem ficou sem o dinheiro, vítimas não são os restantes cidadãos cumpridores. Quem não pagou, quem incumpriu, quem faltou ao pagamento, foi uma simples vítima da administração da Segurança Social… E “os cidadãos não podem ser penalizados por erros", conclui o ministro! 

Estranho é que isto deixe de ser tão estranho quando se põem os pedros - perdão, os nomes - na estória. Quando o tipo que não cumpriu é primeiro-ministro, e se chama Pedro Passos Coelho, e o ministro que inverte as responsabilidades se chama Pedro Mota Soares!

Dois coelhos numa só cajadada? Não é estranho...

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