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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

O buraco em que Seguro se enfiou

Por Eduardo Louro

 

Com o terceiro e último debate nas televisões, desta feita na RTP, fechou-se a página pricipal da campanha para as primárias do PS. Agora só falta votar, já no próximo domingo!

A televisão tem uma enormíssima influência em qualquer processo eleitoral, admito que mais nuns que noutros, mas não me parece que menos neste que noutros. Por uma razão decisiva: é que estes debates não são vistos apenas por quem vota neste processo, são vistos por esses e pelos outros, que irão votar nas legislativas que aí vêm, e provavelmente mais depressa do que se esperaria. Estes debates são tão mais decisivos nos resultados das primárias do PS quanto estas são mais primárias das próprias legislativas. Os que forem votar no próximo domingo vão votar no candidato com que mais se identifiquem, mas irão antes de tudo votar no que acharem em melhores condições para convencer o eleitorado do país, que assistiu aos debates...

António José Seguro estava convencido que ganharia com os debates. Não me parece fácil de perceber por quê, nada apontaria para que pudesse levar aí vantagem sobre Costa. Mas a verdade é que começou mesmo por levarvantagem. No primeiro debate, mais por demérito do adversário do que por mérito próprio - é hoje claro -, Seguro, com uma estratégia de grande agressividade que apanhou Costa de surpreza, ganhou em toda a linha. No segundo já não foi assim, nem um foi tão imprevidente nem outro tão ríspido e hoje, no último e no pior dos três, Costa deixou Seguro estendido no tapete, inanimado!

Seguro ainda tentou repetir a estratégia do primeiro debate, mas Costa estava preparado, e não teve dificuldade em defender-se e devolver-lhe os golpes: "Se tu tivesses tido um décimo da agressividade que tens contra mim na oposição a este governo, este governo já tinha caído". Mortal, como diria alguém que já não está entre nós!

Quando, em desespero de causa, deitou mão ao nome de Nuno Godinho de Matos que trazia preparado - tão preparado que, à falta de oportunidade, teve que começar por inventar uma insistência do moderador ("já que insiste ", quando não tinha havido insistência nenhuma) - Seguro enfiou-seu num buraco donde não mais conseguiu sair. Não tinha por onde, mas a verdade é que também não merecia outra coisa que ficar lá!

Serviços mínimos

Por Eduardo Louro

Costa: "Grande parte do nosso eleitorado ficou órfão"

 

Afinal o pé conteve-se um pouco, e não voltou a fugir assim tanto para o chinelo. E a roupa suja desta vez ficou em casa...

Fez bem António José Seguro em arrepiar caminho. E em emendar a mão e segurar o pé... E fez bem António Costa em preparar-se um bocadinho, depois de perceber que a coisa ontem não tinha mesmo corrido bem...

Não deu para ficarmos exactamente descansados. Ninguém, no seu perfeito juízo, pode ter ficado convencido que o país têm ali quem lhe resolva os problemas, mas - verdade seja dita - também não ficou mais desiludido do que já estava. Como as coisas estão, serviços mínimos, já não é mau de todo..

O costume, mesmo no que não é costume

Por Eduardo Louro

 

 

O primeiro dos três debates fratricidas não correu bem, como seria de esperar. Ninguém saiu a ganhar, por muito que os adeptos de cada um reclamem vitórias estrondosas, cabazadas… O costume – e não mais do que isso – numa coisa que não é costume. 

Também não serviu para esclarecer, e nem sequer para influenciar. Mas também não me parece que houvesse alguém à procura de esclarecimentos para orientar o seu sentido de voto.

Mas consegue perceber-se por que António José Seguro tanto quis estes debates. É que ele acha que é assim que se faz… E que tem muito jeito para aquilo, que sabe fazer-se de vítima como ninguém!

Vem aí mais, já amanhã. Com o pé a fugir para o chinelo, há ainda muita roupa suja para lavar... Que não cheire muito mal!

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