Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Qual empate, qual carapuça...

Por Eduardo Louro

Imagem relacionada

 

Por muito que muitos digam que deu empate, Costa ganhou. Não faço ideia se ganhou hoje as eleições, mas não tenho dúvidas que, mesmo sem ser particularmente brilhante e mesmo sem killer instinct - ficou-se pelo programa VEM, o que foi muito pouco para tanto por onde entrar a matar -  ganhou o debate. O que, pelo que lhe andavamos a ver fazer nos últimos tempos, é absolutamente surpreendente!

Oliveira da Figueira

Por Eduardo Louro

 

 

Não foi desinteressante, este debate entre Portas e Catarina Martins. Paulo Portas mostrou logo ao que vinha, e confirmou que o cardápio argumentativo da coligação não tem surpresas. Não perdeu tempo a mostrar que a cartilha é limitada: bancarrota e a Grécia.

Não há volta a dar: a coligação rendeu-se à cassete. Ou ao disco riscado – não sai dali: “o país estava na bancarrota” e “olhem para a Grécia”. Quando isso se torna no argumento único, pronto a saltar a propósito de tudo e de nada, torna-se enfadonho. E perde evidentemente efeito.  

Não posso dizer que a porta-voz do Bloco de Esquerda me tenha surpreendido. Mas posso dizer que surpreendeu o número dois da coligação, que não conseguiu sequer chegar ao seu nível habitual de vendedor de banha da cobra – ou de Oliveira da Figueira, o Paulo Portas que Hergé antecipou.

Não está em grande forma, não senhor. Se calhar é por ter sido mandado para a segunda divisão!

 

Heloísa Apolónia no debate com Portas

Por Eduardo Louro

Imagem relacionada

 

Resposta à altura ... Que não poderia vir se não da outra coligação.

Bem visto!

Passos Coelho mandara Portas para o debate com Jerónimo de Sousa. Era uma oportunidade a não perder, uma espécie de atraso de bola mal calculado, que deixa o adversário isolado só com o guarda-redes pela frente.

Há muito quem falhe oportunidades destas. Jerónimo de Sousa, não!

 

Debates televisivos

Por Eduardo Louro

Imagem relacionada

 

Parece que está encontrado quadro dos debates televisivos. Pelo menos é isso que se pode concluir da intervenção do director de Informação da TVI na conversa domingueira de Marcelo na sua antena, desta vez de novo com Judite de Sousa.

Como é sabido a coisa estava emperrada na participação de Paulo Portas, que queria intervir nos debates como se fosse mesmo um líder de um partido concorrente às próxima eleições legislativas. Que Portas tivesse isso em mente, nem surpreende muito. Já ninguém se surpreende com ele, o que surpreende mesmo é que fossem as próprias televisões a defendê-lo. 

É de facto absurdo que nos debates entre concorrentes a umas eleições possa participar quem a elas não concorre. Não sei quem é o líder (não, não é a Heloísa Apolónia) do outro partido que desde sempre concorre em coligação com o PCP. Mas sei que nunca passou pela cabeça de ninguém, nem do próprio nem de nenhum director de informação, que pudesse participar nos debates televisivos de alguma campanha eleitoral. 

Não se percebe pois por que é haveria de ser isto a fazer emperrar a coisa. Só que...

Percebeu-se da referida intervenção do Sérgio Figueiredo que haveria debates a dois, entre Passos e Costa, naturalmente. O que se não percebe, embora se tenha percebido claramente que foi dito, é que, depois, haveria debates a cinco, referindo-se aos concorrentes às eleições com assento parlamentar. Começamos a passar com o indicador por cada um dos dedos da outra mão, começamos pelo mindinho e vamos contando: coligação - um; PS - dois; CDU - três; Bloco - quatro...

Falta um. Pronto, já percebemos que as televisões não querem mesmo perder Paulo Portas... Só me parece é que a Heloísa Apolónia não se vai calar. E vão ter que a incluir nos debates, que em vez de cinco terão de passar a seis!

 

DEBATE FORA DE HORAS

Por Eduardo Louro

 

Por mais de uma vez dei aqui nota da minha surpresa pela falta de debate em torno da co-adopção, chegando a adiantar algumas hipóteses – umas simpáticas, outras nem tanto - para isso.

Começa agora a perceber-se que a discussão que faltou antes não falta agora, depois de aprovada a lei. É mesmo o tema de hoje do Pós e Contras, o programa da RTP que, sem que perceba bem por quê, foi transformada no grande fórum de debate das grandes questões nacionais…

E já se percebeu por que é que o debate está agora lançado. É que, tal como há quinze anos atrás, no primeiro referendo à legalização do aborto, as contas saíram furadas. Na altura foi um dia de sol de finais de Junho que tornou a praia bem mais apelativa. Dando como certa a vitória do SIM, as pessoas preferiram a praia à Assembleia de Voto, mesmo não sendo incompatíveis. Agora, foi a liberdade de voto dada aos deputados do PSD que trocou as voltas aos que davam como certo o chumbo da proposta de lei do PS. A surpresa não foi muito diferente!

Os surpreendidos de então tiveram de esperar quase dez anos. A oportunidade para legalização do aborto chegaria só em 2007. Os surpreendidos agora não estão dispostos a esperar. Querem resolver isto já, mesmo que seja em Belém. E lançam agora o debate que não fizeram por serem favas contadas!

 

CONTRA-ATAQUE

 

Por Eduardo Louro

O debate de ontem, entre Portas e Louçã, não trouxe grandes novidades. Foi um debate morno e cordato, como que sujeito a um pacto de não agressão. Normal e perfeitamente previsível: não havia ali eleitorado em disputa! As preocupações de cada um viram-se para outros lados, os adversários directos não estavam ali à sua frente!

Veio de fora do debate – chamemos-lhe assim – a novidade maior: a reacção de Portas ao anúncio de Passos Coelho de que não contassem com ele para formar governo se não ganhasse as eleições.

Foi forte o ataque que Portas desferiu contra esta posição do líder do PSD, realçando um dos grandes – se não mesmo o maior – paradoxos da actualidade política: para o CDS o PSD é simultaneamente o seu adversário principal e o seu aliado principal. Esta é uma contradição insanável, com a qual se terá de começar a lidar com pinças!

Disputando o mesmo mercado, e sem que tenham avançado para uma coligação pré-eleitoral – que o próprio sistema eleitoral favorecia – são muitos os conflitos de interesses. E é grande o cuidado exigido na sua gestão!

Esta posição de Passos Coelho é apenas um deles. Quando diz que não será primeiro-ministro sem ganhar as eleições faz (bem) o seu papel, transmitindo ao eleitorado a mensagem clara que, para afastar Sócrates do poder, é preciso votar PSD. Não basta não votar PS e votar CDS não resolve o problema!

Por isso Portas a ataca. Não pode sentir-se confortável nesta posição do seu parceiro/adversário e não pode deixar de atacar uma posição que representa um forte obstáculo às suas ambições de crescimento e de alargamento da sua capacidade de influência no futuro governo.

A arma que Portas escolheu para esse ataque é que é deveras interessante, e a maior novidade proveniente do debate de ontem: tem a ver com a solidão e com o isolamento de Sócrates. Passos Coelho já tinha deixado claro que não governaria com Sócrates, posição que Portas não tinha acompanhado claramente. Era mesmo voz corrente, cada vez mais notada, que Portas estaria a jogar nos dois tabuleiros, não deixando de piscar o olho ao PS. Quando, e raramente o foi, questionado directamente sobre isso Portas refugiava-se no facto de ter sido ele, há um ano atrás, a dizer ao primeiro-ministro para se ir embora. Mas nada mais que isso, ou não fosse ele o mestre da ambiguidade na política nacional!

Pois! Ontem Portas disse, finalmente e com todas as letras, que não governaria com Sócrates. Foi essa a arma que escolheu para desferir o contra-ataque ao ataque de Passos Coelho, com esta mensagem para o eleitorado que disputa com o PSD: podem votar no CDS sem qualquer receio porque esse voto nunca servirá para dar a mão a Sócrates. Votem à vontade no nosso mérito, nas nossas convicções e na nossa equipa porque, mesmo que o PS ganhe as eleições, Sócrates nunca conseguirá formar governo. E o PSD não tem alternativa, se não ganhar as eleições constituirá maioria connosco!   E nem o país nem o presidente lhe perdoariam que não formasse governo!

Voilá…

 

CLAREZA

Por Eduardo Louro

 

Pedro Passos Coelho e Francisco Louçã protagonizaram o melhor dos debates televisivos desta pré-campanha: cordato, educado, sem crispação e com verdadeiro debate de ideias, de muitas ideias. Com Louçã regressado ao seu melhor e com Passos Coelho a deixar melhores perspectivas para o decisivo debate de sexta-feira com Sócrates.

A cereja no topo do bolo surgiria, no entanto, no pós debate: Passos, naquela flash interview à saída do estúdio, declarou-se indisponível para formar governo na condição de não ganhador deste pleito eleitoral. E mais, disse que o PSD tinha a obrigação de ganhar as eleições!

Isto é clareza! É saudável e indispensável clareza!

PPC já dissera que não governaria com Sócrates. Diz agora, concordando com a posição de Sócrates no que respeita à tradição portuguesa, que quem ganha as eleições deve formar governo. Mas diz ainda que tem a obrigação de ganhar as eleições. E assim deixa tudo claro, o que bem contrasta com Sócrates, que aposta em tudo menos na clareza.

Dir-se-á que PPC aposta no tudo ou nada. Sim! É verdade! A clareza também é isso.

Mas na verdade nem tem nada a perder nem poderia fazer de outra forma: PPC sabe que não tem partido desde que não vença as eleições. Portanto não valeria a pena poupar fichas, teria de as colocar todas na mesa!

NOVA(S) OPORTUNIDADE(S)

Por Eduardo Louro

 

Sócrates continua a reclamar uma nova oportunidade, convencido que está – no seu já crónico divórcio da realidade – que a merecerá. Não só não a merece como nem sequer tem legitimidade para a pedir!

Ontem, no debate com Jerónimo de Sousa - um debate onde teve entrada de leão e saída de sendeiro -, talvez na única resposta objectiva e directa a uma pergunta da Clara de Sousa, disse que a tradição política em Portugal manda que o Presidente encarregue o partido mais votado de formar governo. A pergunta era se admitia que, ganhando as eleições, mas com uma maioria parlamentar do PSD e do CDS, o presidente entregasse a governação àqueles dois partidos.

Aquela resposta diz que não! De forma alguma ele aceitará ficar de fora do governo se ganhar as eleições, colocando o que chama de tradição política acima da Constituição. Que, como se sabe, diz que o presidente indigita para formar governo depois de ouvidos os partidos e tendo em consideração os resultados eleitorais. Sócrates não vê como lhe possam negar uma nova oportunidade!

Como hoje foi tema do dia, as Novas Oportunidades – essa coisa a que Sócrates lançou mão para artificialmente melhorar as estatísticas da qualificação dos portugueses – estão a ser utilizadas para lhe dar uma ajuda na sua nova oportunidade. Parece que se trocam diplomas por votos… Se para Sócrates todos os meios servem para sacar dos portugueses uma nova oportunidade, como é que poderiam aí faltar as Novas Oportunidades? Novas Oportunidades que, tivesse ele tido a oportunidade de as lançar uns anos antes, e bem úteis lhe teriam sido... Parece que estou a vê-lo chegar com os projectos daquelas moradias (lembram-se?) debaixo do braço a um CNO qualquer e a receber em troca um diploma de engenheiro civil. Bem, seria mais pacífico que o outro… e teria até evitado a chatice do tal inglês técnico feito ao domingo!

Depois de todo este esforço para que os portugueses lhe dêem mais uma nova oportunidade como é que poderiam ser o presidente e a Constituição a retirar-lha?

Se já tínhamos todas as razões para não votar Sócrates agora temos mais uma: não lhe dar nova oportunidade de se aproveitar das Novas Oportunidades. Nem de pressionar o presidente que, como bem sabemos, reage mal à pressão! Nunca sabemos o que de lá vem quando lhe apertam os calos

Uma coisa é certa: as Novas Oportunidades chegaram à campanha. E vieram para ficar! Para já é um debate especial no parlamento. E na sexta-feira lá estarão no debate, bem no centro!

FATAL(IDADE)

 

Por Eduardo Louro

 

Fiquei com a sensação que debate de hoje foi fatal para Passos Coelho: Portas ganhou claramente o debate e deixou a ideia que foi clemente para o seu adversário. Ficou a ideia que Portas, quando viu o seu adversário no tapete, quis poupá-lo. Não certamente por misericórdia ou por clemência mas por interesse estratégico!

Receava-se este desfecho a partir do primeiro debate – com Jerónimo de Sousa – na altura aqui identificado como o mais fácil de todos para Passos Coelho. Confirmado este receio começa a perspectivar-se uma jornada de autêntico pânico para o decisivo debate com Sócrates!

E com a sondagem hoje divulgada (PS 36,8%, PSD 33,9% e CDS 13,4%) as nuvens negras adensam-se! Há 40% de indecisos para resolver isto. Espero que sejam dos que não vêem debates!

 

HABILIDADES

Por Eduardo Louro

 

Mais do que saber quem ganhou – e desde já adianto que, em minha opinião, Louçã ganhou o debate desta noite com Sócrates – parece-me importante fazer notar que foi um debate que teve como pano de fundo o combate com o PSD.

Sócrates tinha Louçã à sua frente – um já velho ódio de estimação e precisamente quem mais eleitorado lhe tem roubado – mas mostrou-se mais preocupado com o PSD. Poderá dizer-se que é normal, que é uma questão de focalização no adversário principal e de uma estratégia de marcação cerrada, directa e impiedosa. Que, de resto, já também havia sido seguida ontem por Pedro Passos Coelho no debate com Jerónimo de Sousa. Pois, mas pese o tom cordato, amigável e avesso ao confronto que o marcou, não foi bem assim!

Poderá também dizer-se que Sócrates sente que as sondagens estão a apontar para uma quebra significativa do Bloco de Esquerda, e que, de acordo com as teses maioritárias – que eu não subscrevo, como já aqui dei conta – tal quebra resulta de uma transferência de votos que o benificia directamente. Do regresso a casa de muitos dos votos que fugiram em 2009! E que este sentimento lhe terá reforçado a convicção de que seria mais rentável aproveitar o debate para atacar o ausente do que propriamente para se bater com o adversário que tinha ali à sua frente.

Mas não foi nada disso! Até porque Louçã não perdeu tempo a estudar o adversário: entrou ao ataque. Tão decididamente que me pareceu justificar a atribuição da sempre tão discutida vitória no debate!

Sócrates mandou-se ao PSD neste debate, como acontecerá nos outros e em todas as oportunidades, pela simples razão de que o que há para discutir são as propostas do PSD. Desde que no passado domingo o PSD apresentou o seu programa eleitoral, o PS – que, ao contrário que apregoa, não tem programa (não há uma medida objectiva, quantificada e calendarizada, portanto não se pode dizer que haja programa) – não faz outra coisa, porque não tem outra coisa para fazer, que dedicar-se às medidas desse programa. Combatendo-as e atacando-as mas sem apresentar as suas: não faz mais que isto!

Como se viu no debate de hoje, com a proposta de baixar a taxa social única. Mas como o debate mostrou – e tire-se o chapéu a Louçã – essa medida não é só uma imposição do programa da troika que os três partidos subscreveram: essa é uma medida com a qual Sócrates, por carta, se comprometeu perante as entidades externas!

Mais uma habilidade de Sócrates … Esta foi desmontada, espero que toda a gente o tenha percebido!

 

Acompanhe-nos

Pesquisar

 

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2019
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2018
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2017
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2016
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2015
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2014
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2013
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2012
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2011
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2010
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D

Mais sobre mim

foto do autor

Google Analytics