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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Respeitar o Benfica

 

Parabéns, Nelson Veríssimo. Parabéns pelo 45º aniversário, e parabéns pela vitória (e como é sempre saborosa!) e pela forma brilhante como eclipsou o futebol do Sporting, de Rúben Amorim.

Foi um grande jogo este que o Benfica fez hoje em Alvalade. Os jogadores foram brilhantes, mas foram, acima de tudo, de uma dignidade, de uma entrega e de uma raça como ainda se não tinha visto. Nunca foram inferiores aos adversários na disputa pela bola, nunca tiveram medo dos duelos e nunca lutaram menos. Quando assim é, tudo é diferente, e sofrer golos deixa de ser a fatalidade que tem sido.

Dava ainda apenas para o jogo contar uma história de cartões - o cartão, nem sequer amarelo, que não foi mostrado a Coates, logo no início, e o vermelho que ficou em amarelo na agressão de Sarábia a Vertohghen - quando o Benfica marcou o primeiro golo, à beira do fim do primeiro quarto de hora. Foi a primeira jogada de golo, até aí, para além da história dos cartões que poderiam dar ao jogo outra história, só dava para perceber que o Benfica não deixava o Sporting impor o seu futebol habitual. Depois do golo - excelente lançamento de Vertonghen, o resto ficou por conta de Darwin, que começou por, primeiro,  bater o Neto em velocidade, depois deixar o Coates para trás com um toque de cabeça seguido de fuga para, por fim, fechar com um chapéu a Adan. Mais bonito era difícil.

O golo abriu definitivamente as hostilidades. O Sporting reagiu e acelerou o jogo. Mas o Benfica, defendendo muito bem - uma autêntica equipa, que tem sido sempre o que mais tem faltado - era sempre mais perigoso . Adan negou o segundo, que surgiu pouco depois, porque no lance a seguir ao canto que resultou da defesa do seu guarda-redes, o Sporting criou a sua única oportunidade de golo, negada por Vlachodimos, a roubar a bola ao Pote, isolado à sua frente. No lance corrido, dessa segunda vez que a bola entrou na baliza de Adan, ficaram algumas dúvidas. Mas o Hugo Miguel, no VAR, tratou do assunto. Nas linhas manhosas, não fez a coisa por menos - 96 centímetros.

Quase um metro?  Ó Hugo Miguel, isso não é de mais para ser levado a sério?

Fábio Veríssimo no campo e Hugo Miguel no VAR, não é de mais. É o costume, e apenas mais do mesmo.

Mais do mesmo foi a segunda parte. Temia-se que a equipa - exactamente a mesma que iniciou o jogo de Liverpool - pudesse quebrar fisicamente, e não conseguisse aguentar aquele ritmo diabólico de luta pela bola e pelos espaços, a defender e a atacar. Mas nada disso!

A segunda parte disse ao que vinha logo de entrada. Começou com mais uma grande oportunidade de golo do Benfica, naquele remate do Diogo Gonçalves a roçar o poste. E com a única oportunidade do Sporting, logo na resposta, num toque de cabeça ao poste- nem sequer se pode chamar-lhe remate - do Sarábia, que devia estar no balneário. E vimos uma segunda parte ainda mais intensa. Com o Benfica a continuar a defender a grande nível, a continuar a ganhar todos os duelos, e sempre a criar perigo nas saídas em contra-ataque.

E com Fábio Veríssimo a acrescentar histórias à história dos cartões da primeira parte: Nuno Santos "aviou" um pontapé na cabeça do Gilberto, já no chão depois de o ter ceifado, e nada. O Paulinho deu uma cotovelada no Vertongen, sem bola, quando ia a passar por ele e.... o Veríssimo do apito resolveu a coisa com um amarelo para cada um. Porro, distribuiu empurrões a torto e a direito na substituição de Taarabt, mas foi o jogador do Benfica a ver o cartão amarelo, quando ia a sair sem se meter com ninguém. E Hugo Miguel a acrescentar histórias à história do VAR. E à sua longa história de perseguição e incompetência. Houve um vermelho, foi para o Rui Pedro Brás. Mas a esse já eu o teria mostrado há muitos meses.

Por volta dos 60 minutos Rúben Amorim começou a mexer na equipa. Tinha no banco Slimani, Ugarte, Edwards. E em campo demasiados jogadores completamente secados pelos jogadores e pela estratégia do Benfica. Nelson Veríssimo no banco tinha Gil Dias e Paulo Bernardo. O suficiente para chegar ao segundo golo e "matar o jogo", numa jogada emblemática. Ao segundo minuto dos 7 de compensação que o árbitro entendeu justificarem-se, Darwin arrancou pela esquerda e foi tal o pânico  que acabou rodeado por cinco - cinco! - jogadores do Sporting. Nada impressionado com tamanha guarda de honra, entregou a bola ao Gil Dias para tranquilamente  meter a bola por baixo do corpo do pobre Adan . Mesmo com os 11 jogadores, em vez dos 7 que deveria ter em campo, ao dispensar cinco só para Darwin só sobravam seis. Mas estavam lá mais para a frente...

E lá ficou o resultado um pouco mais condizente com o que foi a superioridade do Benfica no dérbi, mesmo quando ainda estamos longe do dia em que voltarão a respeitar o Benfica, como hoje dizia o miúdo Henrique Araújo, no fim do jogo da equipa B em Vila do Conde, com o Rio Ave. Sim, um miúdo da equipa B. Não foi o presidente Rui Costa. Nem sequer o Rui Pedro Brás. Não terá sido por isso que foi expulso!

Esta vitória é também dele, do Henrique Araújo. E é também para o Sandro!

 

 

 

Lenços brancos em Dezembro

 

Poderia recorrer-se a uma expressão corrente no futebol para dizer que o Benfica entrou a dormir, e quando acordou já estava a perder. E que a partir daí, com a competência do Sporting a defender, e a contra-atacar, o derbi estava perdido.

Mas não foi só isso que foi o jogo, isso foi o seu início- E o indício do que viria a ser.

Passando para o fim, poderia também dizer-se que o Benfica teve mais bola, e até mais oportunidades de golo. E que afinal perdeu o jogo porque, ao contrário do Sporting, não aproveitou as oportunidades que teve.

Mas, também não foi isso o jogo.

O jogo foi, todo ele, de princípio a fim, um confronto entre uma equipa de autor e outra de geração espontânea. Entre uma equipa que conhece todos os momentos do jogo, e o que fazer com eles. Que funciona mecanicamente, onde cada peça sabe exactamente qual a sua função, e seja qual for a peça, a função é desempenhada. Apenas é preciso que a peça esteja preparada, física e mentalmente, para a função que lhe cabe desenvolver.

Essa equipa é a do Sporting, e Rúben Amorim o seu autor. Dizia-se que surgiria na Luz debilitada pela falta de duas peças fundamentais ao seu funcionamento - Coates e Palhinha. Mas ninguém notou a falta deles, porque o que importa é a função, e essa nunca ficou por desempenhar. Como ninguém deu pela lesão de Fedal, o outro central. O que toda agente notou foi que os jogadores do Sporting entraram no jogo com uma extraordinária agressividade competitiva, que nem dois amarelos no primeiro minuto minimamente abalaram. O que toda a gente viu foi como o Sporting conseguia ter sempre três jogadores a pressionar cada jogador do Benfica que pegava na bola. E que cada jogador do Sporting, quando a recuperava, descobria os espaços para a jogar. 

Foi isto que foi todo o jogo. E por isso, as duas bolas nos ferros da baliza de Adan, a ridícula anulação do golo de Darwin por 6 centímetros de fora de jogo do Yaremchuk, e até as circunstâncias em que o Sporting marcou o segundo e o terceiro golo, sempre a seguir a oportunidades desperdiçadas pelo Benfica, parecem meras incidências do jogo. Sempre controlado pelo Sporting, que pareceu sempre ter os melhores jogadores e os mais capazes. Pareceu até que nenhum jogador do Benfica seria capaz de marcar qualquer dos golos que os do Sporting marcaram. E que nenhum dos que os do Benfica falharam - o bola que Rafa rematou à barra apenas aconteceu por falta de confiança para rematar de primeira - seria falhado pelos do Sporting.

E tudo isto - agressividade competitiva, definição de funções, modelo de jogo, condição física e mental - é da responsabilidade do treinador. Como é o treinador que escolhe os jogadores, os que contrata e os que coloca em cada jogo..

Não sei se os lenços brancos no fim do jogo se devem a esta constatação, ou apenas à frustração desta derrota. Mas sei, e há muito, que o treinador do Benfica está comprovadamente esgotado, e em acelerado processo de destruição de valor.

Se este foi o início deste mês de Dezembro, é de temer pelo fim.

 

 

Um equívoco grande num grande jogo

Não é costume os clássicos serem grandes jogos de futebol. O dérbi dos dérbis, o clássico maior do futebol nacional, pelo contrário, por vezes dá em grandes espectáculos de futebol. No Benfica-Sporting desta tarde, na Luz, houve espectáculo. Foi um grande jogo de bola, de grande intensidade, aberto, como a gente gosta de ver, sem constrangimentos tácticos. Claramente o melhor do campeonato, com sete golos, que até poderiam ser muitos mais. Mais do dobro! 
 
O Benfica apresentou na primeira parte o melhor futebol da época. Dominando claramente o meio campo - o Sporting, sem Palhinha e João Mário, e com Matheus Pereira e Daniel Proença nos seus lugares pôs-se a jeito - o Benfica partiu para uma exibição que chegou a ser fulgurante, com grandes jogadas ... e grandes golos.
 
Quando, logo aos doze minutos, Seferovic fez o primeiro golo, apenas aconteceu o que a todo o momento já se esperava. Não que, ao contrário de outros jogos, tivesse criado e desperdiçado outras oportunidades. Apenas porque a sua superioridade no jogo, era óbvia. A concentração e o acerto dos jogadores, e a vertigem do futebol do Benfica atropelava o futebol dos novos campeões nacionais. 
 
À porta da meia-hora o Benfica chegou ao segundo, talvez na mais monumental jogada de futebol da partida, concluída, com grande classe, por Pizzi. E sete ou oito minutos depois ao terceiro, por Lucas Veríssimo, no primeiro golo de canto sofrido pelo Sporting esta época. Pelo meio já o árbitro  - Tiago Martins, uma das bestas negras do Benfica, o conhecido "moedas" - tinha assinalado um penalti a favor do Benfica. Desta vez revertido (o assistente assinalou - e bem - fora de jogo) pelo próprio, não foi pelo VAR.
 
À beira do intervalo já não havia dúvidas que o Sporting não escaparia à primeira derrota do campeonato, e que o sonho leonino de campeão invencível poderia acabar num pesadelo de uma pesada goleada. Só que o golo de Pote - que grande jogo fez, também -, no primeiro remate à baliza, já no período de compensação, abrir-lhe-ia as portas do resgate. E o intervalo daria a Rúben Amorim mais uma oportunidade para mostrar que é mesmo bom naquilo que faz.
 
O Sporting entrou para a segunda parte já com Palhinha e João Mário no meio campo, retirando Daniel Bragança e João Pereira, passando o Matheus Pereira para a ala direita. Ainda não dera para perceber como, com o novo meio campo, iria tentar capitalizar o golo salvador do fim da primeira parte,  e já o Benfica repunha a diferença de três golos. Num penalti - aleluia! - desta vez confirmado, e convertido por Seferovic, à procura de golos para garantir a posição de goleador-mor da prova. 
 
Curiosidade: o segundo penalti assinalado a favor do Benfica; também o segundo assinalado contra o Sporting. E o primeiro golo sofrido dessa forma, depois do também primeiro de canto.
 
No arranque da segunda parte estava reposta a diferença de três golos e, com ela, o cenário que se desenhara na primeira. O Benfica continuava a jogar bem, a criar boas jogadas e oportunidades de golo. Só que os jogadores entenderam que o jogo estava mais que ganho e, em vez de se preocuparem em controlá-lo, preocuparam-se com os golos para Seferovic. Mantiveram o mesmo frenesim ofensivo, a mesma vertigem mas, na hora do golo, a única preocupação era procurar o internacional suíço. E desperdiçaram assim dois ou três golos.
 
Estava a ver-se que aquele não era o caminho, e que os jogadores do Benfica estavam a entrar numa perigosa fase de deslumbramento. Repare-se que Helton Leite fez a primeira defesa do jogo - e fácil - aos 61 minutos. Para no minuto seguinte sofrer o segundo golo. Que mudou por completo o jogo.
 
Os jogadores do Sporting tiveram o mérito de se conseguir salvar do precipício, os do Benfica o demérito de lho terem permitido. A substituição de Taarabt - faz tudo bem, menos a última coisa que tem a fazer - pelo ainda mais inconsequente Gabriel também ajudou. Até porque, como sempre acontece, bastaram-lhe três minutos em campo para ficar limitado por um cartão amarelo, Seguiram-se vinte minutos em que só deu Sporting, tempo para Pote repetir Seferovic, e voltar a marcar, e também de penalti. E para mais três oportunidades, entre elas uma bola no poste, do mesmo Pote, para chegar ao golo do empate, a última negada por Helton Leite, aos 78 minutos, com uma defesa enormíssima.
 
Em 20  minutos passou-se do espetro de uma goleadoa histórica para o da invencibilidade do Sporting. Repetindo o que já acontecera com o Porto, e com o jogo ainda mais partido, os últimos 10 minutos voltaram a cair para o Benfica. Foi como que a papel químico, incluindo a arbitragem que, para não expulsar (segundo amarelo) o Nuno Mendes, ignorou uma cotovelada em Rafa, isolado em direcção à baliza. Como já ignorara uma agressão a pontapé de Paulinho, para vermelho. Com as entradas de Nuno Tavares, Rafa, Darwin e Waldchmidt, e já sem Seferovic em campo, e com o Sporting já com Coates a ponta de lança, o Benfica acaba com mais duas flagrantes oportunidades de golo. 
 
Mas, do susto, não se livrara. Ou como uma goleada anunciada acaba num jogo de credo na boca. Tudo pelo equívoco dos jogadores do Benfica nessa coisa do melhor marcador do campeonato. É que, de tanto pensarem no colega, se esqueceram que, mais importantes que os golos que Seferovic ainda pudesse acrescentar, eram os que  Pote viesse a marcar. 
 
Mas nem por isso deixou de ser um grande jogo de futebol. Só deixou de ser o prémio de consolação que é, sempre, uma goleada sobre o velho rival. Mais a mais no dia em que, a uma jornada do fim, também o segundo lugar, o tal de acesso directo à Champions, deixou de ser possível.

 

 

O copo do dérbi

Foi com um onze estranho que o Benfica surgiu hoje em Alvalade para o eterno dérbi do futebol nacional. Só não tão estranho porque nesta fase já nada é estranho. Estranho é até que tenha vindo a conseguir fazer alinhar onze jogadores nos últimos jogos.

Mais estranho ainda que o onze foi a defesa a três, que decididamente entrou na moda. Já o tinha feito no jogo com o Braga, nas meias-finais da Taça da Liga, mas aí, como era o Weigl a jogar mais recuado, disfarçava. Era uma espécie de defesa a três envergonhada. Hoje, não. Era assumida: Jardel, Otamendi e Vertonghen.

Estranho porque não há tempo para treinar. E, sem tempo para treinar - parece que nunca houve-, estranha-se a implementação de um sistema não trabalhado, logo num dérbi e, mais do que isso, sem margem para experiências. Não ganhar este jogo significava o mais que provável adeus ao título. E até ao apuramento directo para a Champions.

Não durou muito, a experiência. Ainda antes do ponteiro do relógio chegar aos 10 minutos já Jardel era obrigado a sair, com uma lesão muscular. Recuou Weigl, e entrou Gabriel, mas já não era a mesma coisa.

Do lado do Sporting, é diferente. Há tempo para treinar, e Rúben Amorim sabe fazê-lo. Por isso entrou sem Palhinha, despenalizado à última da hora. Que entraria no início da segunda parte, quando normalmente o treinador do Sporting retira o João Mário, de pilhas gastas. Costuma entrar o Matheus Nunes mas, como desta vez já lá estava, entrou então o despenalizado Palhinha.

Com as equipas encaixadas, muita disputa de bola e poucos espaços, as equipas equivaleram-se e o jogo foi equilibrado. Com o Sporting a espaços um bocadinho melhor, muito pelo mérito de gerir melhor os espaços. Geriu bem o espaço nas costas da sua defesa, empurrando quase sempre Darwin para o fora de jogo. Entre as vezes que estava mesmo, e as que não estaria, o avançado do Benfica passou o tempo todo que esteve em jogo em "off-side". E trabalhou bem as mudanças de flanco. 

Foram estas duas armas que lhe deram uma ligeira superioridade na primeira parte. Sem remates (enquadrados) à baliza, e com duas espécies de oportunidades de golo. Primeiro foi Pizzi, em posição para marcar, a desperdiçar com um remate a sair ao lado do poste, com Adan batido. Já perto do intervalo foi Neto, de baliza aberta, a cabecear sem nexo muito ao lado da baliza.

A segunda parte foi diferente. Os espaços apareceram, o jogo abriu e, sem que passasse a ser um grande jogo, foi mais emotivo e espectacular. Os primeiros dez minutos foram quase espectaculares. O Benfica entrou melhor e esteve então por cima do jogo e do Sporting. Por volta do quarto de hora já tudo estava outra vez equilibrado.

A ideia que fica do jogo, e especialmente destes 15 ou 20 minutos, é que, tivessem estado alguns jogadores do Benfica perto do seu melhor nível, e o jogo e o resultado poderiam ter sido diferentes. Cervi e Grimaldo estiveram longe do que tinham vindo a fazer. Como Pizzi, e mesmo Rafa, que enquanto esteve em campo foi dos melhores, mesmo que quase sempre mal na última decisão. Já de Darwin não se pode dizer o mesmo. Esteve desaparecido em fora de jogo, como já foi referido, mas desaparecido já está há muito. Dizem que está a jogar lesionado, mas isso é simplesmente inaceitável. Se está lesionado só tem que se tratar, não pode jogar!

A partir da meia hora começou entrou-se naquela fase dos jogos em que as equipas começam a pensar que, se não dá para ganhar, o importante é não perder. Foi visível em ambas as equipas. Só que, se o Sporting podia pensar assim, o Benfica não devia. Até porque devia saber que há uma estrelinha que acompanha Rúben Amorim, e que não parado de brilhar. Mas pensou ... e pagou a factura. Só por isso mereceu perder o jogo!

No segundo minuto do tempo de compensação Weigl falhou, depois fez falta, mas o Artur Soares Dias, que sempre apitou a tudo, desta vez não apitou. E bem, apenas aplicou a lei. Depois ... aconteceu o que sempre acontece em todos os jogos - a defesa andou aos papeis. Primeiro, três contra um dentro da área e permitiram o cruzamento para a outra ponta da área. Novo cruzamento, que Vlachodimos desfez para a frente, com a bola a ficar à mercê da cabeça do Matheus Nunes, à frente da baliza escancarada.

E pronto. Uma equipa que ia arrasar está neste momento no quarto lugar, a nove pontos do primeiro e a cinco do segundo. E provavelmente não merece mais. O Sporting é primeiro, mas não é a equipa que a meu ver joga o melhor futebol. Essa é a do Braga. Mas é, de longe, a mais consistente. Dessa consistência apenas o Porto, provavelmente a mais forte, se aproxima. 

É curioso que a imprensa se refira à equipa mais consistente do campeonato como os miúdos. Foi um mito bem construído pela sagacidade de Rúben Amorim. Na realidade o Sporting tem dois miúdos na equipa. Mas são apenas miúdos no bilhete de identidade. No resto, o Tomás Tavares e o Nuno Mendes, são jogadores completos, de inegável categoria, que há largas dezenas de jogos que largaram as fraldas, e que já sabem tudo de bola. Sabem-na toda, como hoje se viu.

Já para o Benfica resta olhar para o copo meio vazio, e é uma desgraça. Ou meio cheio, e só pode melhorar. Mesmo que não dê para arrasar ninguém!

 

 

 

Derbi ao cair do pano

Benfica 2-1 Sporting: Águia vence dérbi e empurra leão para fora do pódio

Desceu o pano sobre este atípico campeonato 2019/2020. Não correu ainda todo até abaixo porque fica para amanhã a última decisão sobre a descida à segunda liga. Mas tapou-se já a parte cimeira da classificação, naquilo que ficara para definir na última jornada, do terceiro ao sexto lugar.

O Rio Ave, num ombro a ombro final levou a melhor sobre o sensacional Famalicão, que num jogo dramático e espectacular, com o Marítimo, no Funchal, perdeu o quinto lugar nos segundos finais, depois de parecer tê-lo assegurado com uma reviravolta fantástica já no período de compensação. E o Braga, ganhando ao Porto, com a vitória do Benfica no derbi, roubou o terceiro lugar ao Sporting.

Mas vamos ao derbi da Luz, onde o Sporting, mesmo que o Bruno Amorim - perder é mesmo lixado, e muda mesmo as pessoas - tenha achado que a sua equipa foi melhor, escapou a mais uma goleada.

O Sporting entrou bem no jogo, no estilo Bruno Amorim, a pressionar alto. O jogo estava aberto, e aos poucos o Benfica foi respondendo até se começar a superiorizar definitivamente a partir dos dez minutos iniciais. Começou então a desenhar-se aquele que seria o melhor jogo da equipa na segunda volta deste maldito campeonato.

O futebol era agradável, e as oportunidades de golo começaram a suceder-se. Aos vinte e sete minutos surgiu o golo, de Seferovic. Que parecia já apenas o primeiro de muitos. Não foi, foi apenas o único em seis claras oportunidades para marcar.

A segunda parte iniciou-se sob os mesmos auspícios, com duas oportunidades flagrantes logo nos dois primerios minutos. Só que voltou a acontecer o que já é habitual: aos poucos o Benfica deixou adormecer o jogo, e adormeceu com ele. Quando deu por ela estava no meio de um segundo quarto de hora que remetia para tudo o que de mau tinha feito no pior período de Bruno Lage. Nesse período o Sporting construiu as suas duas únicas oportunidades para marcar. Aproveitou uma para fazer o golo do empate, o resultado que afinal procurava e que lhe permitiria assegurar o terceiro lugar na classificação.

Por aquilo que foi o Benfica da segunda volta, e em especial depois do regresso da competição, não se esperava que a equipa reagisse e regressasse ao domínio do jogo. Não aconteceu assim porque, seja lá pelo que for, a saída de Bruno Lage fez bem à equipa. Vê-se que tem mais tranquilidade e que está mais forte. E vê-se até que há situações de jogo que vêm trabalhadas do treino, como se viu na forma como defende, e como se viu claramente nas bolas paradas, que já são variadas, e não acabam  todas bombeadas sem nexo para a área.

E à entrada do último quarto de hora, com a entrada de Rafa, o Benfica voltou a mandar claramente no jogo e a criar novas oportunidades para marcar. O golo - de Vinícius, que entrara para substituir Seferovic, e que lhe valeu o título de mehor marcador da liga - surgiria a dois minutos dos 90, a garantir uma vitória demasiado curta para aquilo que foi o jogo. Onde a goleada só não aconteceu porque este Benfica de Veríssimo recuperou muita coisa, mas não recuperou ainda a eficácia.

Chegou ao fim este campeonato verdadeiramente medonho, que ainda há poucas semanas parecia poder acabar num pesadelo capaz de se projectar para a final da Taça, daqui a uma semana. Que é muito importante ganhar, e que hoje pode ser encarada com renovadas expectativas. 

Dérbi em dia de recordes

Rafa decide o dérbi e deixa Benfica com sete pontos de vantagem na liderança

 

Metade do campeonato já lá vai. Para as quatro principais equipas do panorama nacional, provavelmente as quatro primeiras da classificação quando tudo acabar, lá para Maio, a primeira volta deste campeonato terminou hoje.

E de que maneira!

Com um dérbi, que não é só de Lisboa. É o dérbi. Desta vez em Alvalade, onde o Benfica entrou depois do Porto ter jogado e perdido, no Dragão, com o Braga, e portanto com a possibilidade de alargar para 7 pontos a sua vantagem para o segundo.

Não terá sido por isso, pelo menos a crer nas palavras de Bruno Lage - que disse que os jogadores, tal como ele próprio, apenas tinham tomado conhecimento do resultado do Dragão ao intervalo -. que o Benfica entrou pressionante e intenso no jogo. Mas foi assim que a equipa surgiu no jogo, mandão.

Na primeira meia hora só deu Benfica. Mas não deu golos, e até poderia ter dado um para o Sporting, num remate ao poste de Rafael Camacho, aos 25 minutos. Toda essa superioridade no jogo não deu golos porque os jogadores mais decisivos na fabricação de golos, como Pizzi, Vinícius, Chiquinho ou Grimaldo, estão agora longe da forma de há umas semanas, antes da paragem. E como a equipa não remata de fora da área - parece que a ordem é entrar com a bola pela baliza dentro - é preciso que os jogadores estejam todos no top de forma, para que o passe saia no ponto, o drible na medida certa e o faro de golo em alto grau de apuro.

No último quarto de hora, abandonada a pressão e a intensidade que não tinha dado golos, e que não pode durar sempre, o Sporting começou a libertar-se desse domínio e a ficar perto de equilibrar o jogo, muito à custa de um jogo esticado a partir dos passes longos, principalmente de Bruno Fernandes, que agora já pode partir para Manchester.

A segunda parte começou mal. Pior era difícil. Os energúmenos do costume, que há em todos os clubes, resolveram começar a despejar tochas e petardos para o relvado, mesmo para cima da baliza do seu próprio guarda-redes. O jogo tardou, primeiro, a recomeçar e, depois, a ganhar ritmo, e interesse.

O Benfica nunca mais voltou à superioridade da primeira parte, mas fazia sempre melhor o que havia a fazer. A superioridade individual dos jogadores do Benfica vinha sempre ao de cima, e mais ao de cima veio quando, aos 64 minutos, o regressado Rafa, inspirado, entrou para o lugar do discreto Chiquinho.

Bastaram-lhe 6 minutos para fazer o que ninguém tinha conseguido - o golo. Havia ainda muito tempo para jogar - Hugo MIguel, o árbitro, de que ainda não falei, e de quem não há nada a dizer, porque não tem nada a ver que o Jorge de Sousa, no VAR, tenha demorado alguns cinco minutos para validar um golo sem mácula,  deu 10 minutos de tempo extra - mas percebeu-se que o Sporting não tinha argumentos para fazer perigar a vitória do Benfica. E que corria riscos de voltar a sofrer, como viria a acontecer já perto do fim, em mais um golo de Rafa, de excelente execução, que selaria a excelente e porventura decisiva vitória benfiquista. Que, na última jornada de uma primeira volta marcada por recordes (recorde de pontos, recorde de vitórias, e recorde de vitórias sucessivas fora de casa), deixa o Benfica numa liderança com 7 pontos de vantagem. Tantos quantos há um ano tinha de desvantagem. Acho que ninguém se esquece! 

 

 

Súper... Supertaça

(Foto A Bola)

Um 5-0 num dérbi é sempre um resultado extraordinário. Num jogo decisivo, como é este que decide a Supertaça, o primeiro troféu da época, é ainda mais marcante.

Não foi uma exibição fulgurante do Benfica, mesmo que a fulgurância do futebol do campeão nacional tenha aparecido em diversos momentos do jogo, especialmente na segunda parte, aquela que deu expressão à vitória da equipa de Bruno Lage. Mas foi sempre uma exibição segura e categórica.

O Sporting entrou em campo com a ideia de dar prioridade a defender, com uma linha defensiva de cinco unidades, num atípico 5-4-1(não, não foi 3-4-3!). E a primeira parte foi mexida e relativamente interessante, com o Benfica mais afirmativo, e mais colectivo e o Sporting mais reactivo, o que não impediu que fossem suas as primeiras oportunidades desse período. Logo aos 2 minutos, num desvio desastrado de Ferro, a obrigar Odysseas a trabalho de qualidade, e a dizer presente. E depois, por duas vezes, a opor-se a Bruno Fernandes, primeiro num grande voo a desviar um remate de longe e, depois, a sair-lhe aos pés.

Nada que alguma vez tenha desequilibrado a equipa do Benfica, que acabou por chegar ao golo a cinco minutos do intervalo, quando deixava já a ideia de mandar no jogo. No Sporting sobressaíram então alguns jogadores, e a verdade é que, a nível individual houve mesmo mais jogadores a distinguirem-se que propriamente do Benfica. Lembro Thierry Correia, o jovem lateral direito que deu nas vistas, Wendel e Raphinha. Mais que o inevitável Bruno Fernandes, inevitavelmente de despedida.

Na segunda parte foi diferente, e a superioridade benfiquista foi simplesmente esmagadora. E a goleada poderia até ter subido para números ainda mais penalizadores para o Sporting, tantas as oportunidades de golo construídas pela equipa do Benfica. Que teve fases de puro brilhantismo, com todos os jogadores num nível exibicional muito elevado, mesmo que Pizzi e Rafa, pelos golos, pelas assistências e pelo que jogaram, tenham de merecer particular destaque, enquanto os jogadores do Sporting iam perdendo a cabeça.

Claro que este é um excelente arranque de época para o Benfica. Já o vinha sendo com os resultados (o Benfica ganhou a International Champions Cup, um troféu que apenas os maiores clubes do actual futebol mundial lograram conquistar, com três vitórias) e as exibições nos jogos de preparação, mas esta goleada frente ao velho rival é a cereja no topo do bolo.

Com tudo o que fez o ano passado, nas condições que se conhecem, agora que Bruno Lage preparou a equipa desde o início, e com este arranque, abrem-se as melhores expectativas para a  caminhada para o 38.

 

Carimbos para o Jamor

 

Um Benfica muito na linha do que vem sendo nos últimos jogos, perdulário na finalização, menos incisivo na pressão, e menos eficaz no passe, entregou a final da Taça ao Sporting.

Não creio que se possa dizer que o Benfica tenha jogado para o 0-0, mesmo que a certa altura tenha parecido que sim. Aconteceu apenas que o Benfica já não está no nível de forma, frescura e confiança que alardeou nos dois primeiros  meses do ano ... e de Bruno Lage. E que, portanto, as coisas não saem da mesma maneira.

A entrada no jogo foi francamente má. Aqueles cinco minutos inicais foram preocupantes mas, depois, o Benfica passou a mandar no jogo, e foi sempre melhor em toda a primeira parte. Mesmo que sempre longe daquele padrão de qualidade a que, pelos vistos, vamos ter que nos desabituar, o que a primeira parte teve de pior foi, para além daqueles cinco minutos de entrada, a lesão (que parece grave) de Gabriel. Que, para além da falta que irá fazer nos próximos jogos, fez muita falta neste. O meio campo do Benfica ressentiu-se muito da sua ausência, mesmo que o Gedson, que o substituiu, até não tenha jogado mal. Só que as dinâmicas são outras, e Gedson, mesmo sem jogar mal, não entra nelas.

Na segunda parte, à medida que o tempo ia correndo, percebeu-se que, tendo chegado ali vivo, o Sporting acreditou que, mesmo não sendo melhor, podia chegar ao golo que valesse o Jamor. E acabou por chegar, num bom golo de Bruno Fernandes (quem mais?) mas todo ele cheio de ofertas dos jogadores do Benfica. E tantas foram. E tantos  foram!

Já ninguém se lembra do jogo da primeira mão, o que não admira. Já lá vão dois meses. Mas acabou por ser o resultado mentiroso desse jogo, nos bons velhos tempos, com aquele golo no livre do Bruno Fernandes no fim, a ditar o apuramento do Sporting.

Valha que este carimbo para o Jamor vai limpo. Não é como o do outro finalista, no auge da pouca vergonha em se tornou o futebol em  Portugal. Seja em que competição for, com que árbitro for, e quem quer que esteja no VAR, a cada jogo os escândalos crescem em progressão geométrica. Ontem, quando o Paulinho fez o golo do Braga, aos 41 minutos, já o árbitro e o VAR tinham tinham impedido os bracarenses de virar a eliminatória, deixando por assinalar dois penaltis contra o Porto, aos 10 minutos (Militão) e aos 38 (Manafá), e anulando (o VAR) um golo limpo do Braga aos 14 minutos. 

A fasquia estava alta

 

A grande expectativa para este primeiro jogo, na Luz, das meias-finais da Taça, não era tanto se o Benfica repetiria a grande exibição do passado domingo, em Alvalade. Era mesmo se o apelo de Jorge Andrade encontrava eco nos jogadores do Sporting.

Não foi preciso esperar muito. Logo que o árbitro Luís Godinho (mais, do mesmo) apitou para dar início ao jogo tivemos a resposta. As respostas, foram duas, de imediato. Primeiro, Gudelj e, logo a seguir, o regressado e talhado Ilori. À segunda o árbitro puxou do amarelo, parecendo avisado para o que poderia vir a passar-se. 

Pura ilusão. A partir daí, portanto durante todo o jogo, fizeram impunemente as faltas que quiseram sobre o miúdo. E a mão ficou leve para amarelos aos jogadores do Benfica... O ridículo bateu no teto com o amarelo ao João Félix ... por bater com a mão na bola. 

Quanto ao jogo ... Bom... o Benfica tinha deixado a fasquia muito alta. Seria difícil chegar lá perto, e o jogo foi francamente mais repartido. Especialmente na primeira parte. Mais dividido, porque, qualidade, só se viu no jogo do Benfica. Num jogo de qualidade bem inferior ao último, só o Benfica, a espaços, jogou futebol de qualidade. 

Na segunda parte o Benfica jogou muito mais. Chegou cedo ao 2-0, e sobraram oportunidades claríssimas para o terceiro. Esteve pelo menos por três vezes perto do 3-0.

Mas não marcou, e como não marcou, o treinador do Sporting resolveu apostar nos últimos 10 minutos à procura de alguma coisa que lhe abrisse perspectiva de um resultado que lhe deixasse viva a eliminatória. O jogo estava numa fase em que qualquer jogador do Sporting sabia que seria falta sempre que se mandasse para o chão. 

Numa dessas vezes, faltavam 8 minutos para o fim, o Bruno Fernandes protagonizou o único momento de verdadeira qualidade do Sporting em todo o jogo, e fez o golo. Foi uma grande execução, sem dúvida, mas o Svilar foi muito mal batido. Em vez de utilizar a barreira para esconder a baliza, utilizou-a para se esconder. Escondido atrás da barreira, não só deixou todo o lado direito da sua baliza escancarado, como nem viu a bola partir!  

O 2-1 volta a ser um resultado mentiroso. E, tendo em conta que se mantém a disparatada regra de os golos fora valerem a dobrar para efeitos de desempate, não é um grande resultado. Mesmo que já ninguém se lembre dele quando se jogar a segunda mão desta meia-final, será o que vai contar nessa altura.

Ah... E mais uma estreia. Bem vindo Ferro!

 

 

Que grande Benfica!

 

Seis golos, e mais três anulados, dois penaltis, uma expulsão ... Que grande dérbi veio Cristiano Ronaldo ver a Lisboa!

Sim, um grande jogo, um grande dérbi mas, acima de tudo, um grande Benfica, este que Bruno Lage moldou com as suas próprias mãos, e que hoje chegou a Alvalade para simplesmente não dar qualquer hipótese ao Sporting. Que esteve por várias vezes à beira do KO e acabou por ser sempre salvo por um milagre qualquer. Na parte final da primeira parte quando, completamente grogue, tinha a sorte de estar a perder por apenas 0-2, foi Samaris - Gabriel é que é nome de anjo - o autor do milagre, ao perder uma bola quando não tinha como perder, que deu o golo ao Sporting.

Para trás ficava então um grande espectáculo de futebol com uma exibição de gala dos jogadores do Benfica. Mas apenas dois golos... a contar...

Seferovic abriu o marcador aos onze minutos, mas logo aos quatro, numa grande jogada de Grimaldo, já a bola não tinha entrado porque ... não quis. Onze minutos depois do primeiro, mais um grande golo de João Félix, que o VAR não quis que valesse, descobrindo uma daquelas faltas no início da jogada que só valem se for para penalizar o Benfica. Dois minutos depois, Seferovic apareceu sozinho na cara de Renan, que negou o golo. Dez minutos depois nova grande jogada e golo do miúdo. Nem festejou. Os jogadores do Benfica já nem festejam os golos. Sabem bem que há sempre um VAR pronto a invalidá-los!

Ir para o intervalo com o Sporting ainda dentro do jogo foi o milagre do dérbi. Um banho de futebol, cinco claríssimas ocasiões de golo, três golos de grande categoria, não jogavam com aquele resultado.

Logo na reentrada o Benfica fez o terceiro golo, o primeiro de Rúben Dias no campeonato, e voltou a encostar o Sporting às cordas. Pouco depois Seferovic voltou a marcar. Desta vez um golo que roubou ao Benfica, ao não permitir que fosse João Félix, ali encostado, a fazer o remate. O internacional suíço vinha de fora de jogo, e o miúdo estava em posição legal. Logo a seguir é o ferro que rouba novo golo a Seferovic. E até ao quarto golo, por Pizzi na conversão de uma grande penalidade, por falta do guarda-redes do Sporting sobre ... João Félix, o Benfica nunca tirou o pé do acelerador. E logo no minuto seguinte, sozinho à frente da baliza deserta, inexplicavelmente o miúdo não acertou na baliza. O relógio assinalava o minuto 78, e ficou a ideia que os jogadores do Benfica começaram a deslumbrar-se.

Logo a seguir o Sporting marcou, mas em fora de jogo. E por isso não valeu, e cinco minutos depois o VAR descobriu um penalti do Odysseas sobre ... Bas Dost. Soares Dias expulsou o guarda-redes do Benfica e, na conversão da grande penalidade, o holandês fechou o resultado num mentiroso 4-2.

Uma grande vitória e um grande resultado em Alvalade. Mas nunca, nem nos 3-6 de 1994, a vingança dos 7-1 de há 32 anos, esteve tão perto de se servir fria. Hoje o jogo teve tudo para que o score superasse esse resultado mítico.

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