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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

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Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Histórias de um jogo sem história

Goal | Golo Gonçalo Ramos: Desp. Aves 0-(4) Benfica (Liga 19/20 ...

 

Quis o calendário que o último jogo em casa do Desportivo das Aves desta Liga fosse com o Benfica. Quis gente de poucos escrúpulos que, em vez de um simples e normal jogo de despedida, fosse mais uma triste e lamentável página na história do futebol português.

Esteve para não se realizar, porque depois de acumular incompetência, incumprimentos e provavelmente crimes de toda a ordem, a administração da SAD inviabilizou todas as condições para que este jogo se não realizasse. Este e o que a agora fica a faltar, em Portimão.

O jogo acabou por se realizar porque o presidente do clube, eleito há vinte dias, tudo fez para isso. E iniciou-se por isso com uma manifestação de protesto dos jogadores do Aves que, sem salário há meses, ainda se dispõem a honrar aquela camisola. Com um minuto de paragem, de inacção, com que naturalmente os jogadores do Benfica se solidarizaram.

Esgotado esse minuto, em que os jogadores do Benfica trocaram entre si a bola no seu meio campo, o jogo iniciou-se como se fosse uma corrida de automóveis depois da entrada do safety car. E o Benfica marcou logo, num belo lançamento de Pizzi a que Rafa respondeu com velocidade e categoria. Fez lembrar coisas que se passavam há uns meses largos. 

Pensou-se então que, conjugando-se o regresso da qualidade de jogo com as naturais fragilidades da equipa avense, o Benfica partisse para uma boa exibição, para uma goleada das antigas e ... para garantir para Pizzi, ou para Vinícius, o título de melhor marcador do campeonato. Coisa de resto há muito anunciada, quando os dois levavam grande avanço para toda a concorrência.

Nada disso se confirmou. Nem a exibição de luxo, nem os golos que assegurassem o feito a qualquer deles. Pizzi ainda fez por isso, e acabou até por marcar. De penalti, já na segunda parte, o que seria o segundo golo da equipa. Vinícius nem por isso fez. Fez apenas por parecer até justo que o Nelson Veríssimo tivesse decidido cortar-lhe mais possibilidades de o fazer, substituindo-o bem cedo, logo no início da segunda parte, e lançando Seferovic e a nulidade chamada Dyego Souza. Mais tarde, nos últimos dez minutos, fez o mesmo com Pizzi, estreando o miúdo Gonçalo Ramos.

Que entrou e marcou. E voltou a marcar, já mesmo sobre o apito final, no último dos três minutos de compensação com que o árbitro não quis, e bem, castigar os briosos jogadores do Aves. Uma estreia histórica: seis minutos em campo, e dois golos, a explicar a Vinícius e a Dyego Souza como se faz, e a assinar a goleada que teria de fazer parte da história de um jogo com tantas histórias, mas com pouca história.

Para a História fica Gonçalo Ramos. E o segundo jogo consecutivo sem sofrer golos - desta vez com a surpresa de Svilar na baliza - que é coisa a que já não estávamos habituados, num campeonato que, como o vento, tudo levou. Desde os muitos pontos de vantagem, aos números que garantiram durante largos meses a melhor defesa e o melhor ataque do campeonato.

 

Más sensações ... e maus sintomas

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As más sensações para o jogo desta noite, na Luz, começaram a desenhar-se bem antes do seu início. Começaram logo que foi conhecido o árbitro: o nome de Carlos Xistra gera de imediato ansiedade. Está no seu último ano, mas ainda temos que levar com ele... E agravaram-se com a constituição da equipa, com quatro alterações em relação ao jogo anterior, que já não tinha sido famoso.

Dessas quatro alterações só uma era esperada, porque obrigatória, pelo quinto amarelo que Tarabt havia pedido no fim do jogo em Guimarães. Esperada também era a substituição, notava-se uma certa pressa para a estreia de Weigl, e notou-se que foi apressada. A de Tomás Tavares pelo capitão André Almeida poderá perceber-se, mas o miúdo estava a jogar muito bem. As outras duas, Seferovic em vez de Vinícius e Jota na de Cervi, é que não lembrariam a ninguém.

Com o apito inicial de Xistra as más sensações passaram a ganhar a vida. E que vida!

Os jogadores do Benfica entraram a dormir, convencidos que para ganhar ao último classificado bastava estarem lá. Foi assim durante vinte minutos, e quando acordaram estavam a perder. 

É certo que, depois, passaram 70 minutos em cima da baliza do Desportivo das Aves. Mas raramente a jogar bem. Jogaram muito e correram ainda mais. Não lhes faltou vontade, nem garra, nem regatearam gota de suor, mas aos adversários também não. E como a inspiração nunca apareceu, o jogo passou a oferecer dificuldades que durante muito tempo pareciam inultrapassáveis.

Os remates sucediam-se - foram 34, mais um máximo da competição - mas a bola saía invariavelmente uns centímetros ao lado, ou por cima, da baliza. Quando iam à baliza lá estava o guarda-redes avense, o francês Bernardeau, a defender o possível e o impossível. Defendeu 10 remates, outro recorde desta Liga. E quando lá não estava ele, estava lá outro. E outro...

No início da segunda parte, já com Vinícius no lugar de Jota, quando a nulidade fora, e continuava  a ser, Seferovic, tudo parecia piorar ainda, com Xistra, à Xistra, a expulsar o André Almeida. Valeu o VAR, que viu o que todos víramos: que o capitão do Benfica, mesmo que com uma entrada imprudente, nem tinha tocado no adversário. A decisão foi revertida, e evitaram-se males maiores.

O golo do empate lá acabou por aparecer à entrada do último quarto de hora, num penalti (já tinha ficado outro por marcar aos 38 minutos da primeira parte) sobre Vinícius, que Pizzi converteu. E o da vitória - finalmente - já no minuto 89, em mais um bom trabalho do avançado brasileiro (o que é que terá passado pela cabeça de Bruno Lage para o deixar no banco?) a deixar a bola para André Almeida a fazer passar por baixo do corpo do guarda-redes, deixando a Luz, incansável no apoio à equipa, em ambiente de perfeita loucura.

Sintomático, tanto quanto os vinte minutos iniciais, foi que o Benfica não conseguiu controlar o jogo nos 5 minutos de compensação, permitindo duas ou três jogadas perigosas ao adversário, que poderiam até ter roubado uma vitória que tanto tinha custado a conquistar. E que foi, com os três pontos que vale, iguaizinhos aos das grandes vitórias com grandes exibições, a melhor coisa que ficou deste jogo de más sensações. E de sintomas preocupantes para esta altura do campeonato... 

 

Assim, até o impossível deixa de o ser!

(Foto de A Bola)

 

Mais um passo nesta caminhada imaculada que o Benfica iniciou ainda não há mês e meio, com mais uma exibição de excelência, esta noite na Vila das Aves.

Na linha do que vem acontecendo, o Benfica entrou muito forte e marcou cedo. Desta vez, logo aos três minutos, numa fantástica execução de Seferovic. Num jogo que se advinhava de elevado grau de dificuldade, bem percebida por Bruno Lage, como tinha dado a entender nas opções para a deslocação à Turquia, contra um adversário moralizado pela sequência de resultados depois da substituição de José Mota por Augusto Inácio, que joga muito fechado, num campo já de si mais pequeno, marcar cedo poderia ser decisivo. 

Durante o quarto de hora seguinte o Benfica continuou a mandar no jogo, e a criar mais uma ou outra oportunidade. Depois, o detentor da Taça de Portugal, começou a discutir mais o jogo no meio campo, a ganhar alguns duelos e a maioira das bolas divididas, e a conseguir soltar os seus dois jogadores mais avançados, sempre muito rápidos, fisicamente fortes e ... com muita matreirice.

Foram 10 a 15 minutos de jogo dividido. Aos 36, Rafa, em mais uma execução fabulosa, faz um golo extraordinário e o Benfica voltou a controlar e a comandar o jogo. Na entrada para a segunda parte o domínio passou a ser avassalador, com o terceiro golo a fugir por três vezes, em menos de 10 minutos. Acabaria por surgir ainda antes de esgotado o primeiro quarto de hora, numa inteligente execução do miúdo Francisco Ferro, a fechar as portas ao resultado quando pareciam abertas as de mais uma goleada. Que só fugiu porque, cinco minutos depois, o autor do terceiro golo viu um justificada expulsão interromper-lhe mais uma exibição de grande categoria.

Com menos um jogador, e com meia hora para jogar, previam-se então as esperadas mas nunca confirmadas dificuldades do Benfica. Acabaram por nem assim chegar, a equipa adaptou-se à nova realidade (Samaris recuou para central), e acabaram ainda assim por lhe pertencer as melhores oportunidades para voltar a marcar. 

Não ha dúvidas. Nesta altura a equipa não tem medos. E os adeptos também não, mesmo que saibamos, ou tenhamos de saber, que não é possível ganhar sempre. Não há equipas que ganhem sempre. Um dia isso não irá acontecer. Esperemos é que não seja tão depressa, e que este futebol de sonho se possa prolongar pelos próximos meses. Porque, a jogar assim, até o impossível pode acontecer!

Marcha-atrás?

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O Benfica assegurou a presença na final four da Taça da Liga, com um empate na Vila  das Aves, interromendo a série de vitórias iniciada com a abortada chicotada psicológica, que já ia em sete.

Num jogo que teve muito de regresso ao passado recente, que julgávamos ultrapassado, em que o Desportivo das Aves foi quase sempre melhor. Rematou mais - muito mais - e criou muito mais oportunidades de golo, mesmo que o Benfica tenha tido mais bola e tenha atacado mais. 

Ao intervalo parecia que o Benfica tinha o jogo controlado, mas logo no arranque da segunda parte a equipa da Vila das Aves chegou ao golo, e tudo mudou. Nunca mais o Benfica conseguiu controlar o jogo, entrando numa espiral de instabilidade emocional que deixava a equipa muito vulnerável às inicidências do jogo. 

O jogadores do Aves começavam a cair a torto e a direito, por tudo e por nada. Só que, quando se levantavam, davam sucessivos esticões no jogo, quase sempre levando o perigo à baliza do intranquílo Svilar, e criando sempre mais oportunidades de golo que o Benfica, que o procurava. Foram vinte minutos assim!

Até Sferovic ter feito o golo do empate, numa jogada em que, à vista desarmada, parte em posição legal mas que, com VAR, teria provavelmente sido invalidado. Haveria ali uma unha qualquer adiantada... Já não teria sido necessário VAR para assinalar dois penaltis a favor do Benfica, especialmente aquele na primeira parte, sobre o André Almeida.

Não foram melhores os restantes vinte e quatro minutos. Antes pelo contrário, fazendo levantar muitas dúvidas... Uma das quais é se isto hoje foi uma manobra de interrupção de marcha ou se foi mesmo uma de marcha-atrás. Que em muitas situações é proibida!

 

Esquisito?

 

 

 

No fim ficou a ideia que este Benfica -  Aves, da quinta jornada da Liga, foi um jogo esquisito. Teve de tudo um pouco, e um resultado muito pouco. Exactamente igual ao que acontecera ontem em Setúbal, quando o jogo, e principalmente o desempenho das equipas, não teve nada a ver.

Com a Luz, de novo, quase cheia, o Benfica não entrou apenas bem. Entrou também com muitas novidades. E estreias. Desde logo com João Félix de início, no lugar de Cervi. Mas também Gabriel, no de Gedson. E com Jonas, finalmente de regresso, no banco. 

Os primeiros três minutos do jogo foram uma coisa raramente vista, com duas oportunidades de golo, daquelas claras, e um golo. Anulado - e bem - mas contingencialmente. E deram o mote para uma primeira parte de excelente nível, com inúmeras oportunidades de golo. Mas um único golo como, de resto, vem sendo hábito.

Um único golo porque, com a equipa do Aves toda metida na área, havia sempre mais uma perna à  frente da bola, mais um desvio, mais uma defesa do guarda-redes, ou até os ferros, a evitar que a bola entrasse finalmente na baliza. O que, diga-se, nem quer dizer que tudo se resuma a uma pura questão de azar. Nem nada que se pareça, como o João Felix superiormente demonstrou. É que, quando os caminhos para a baliza está tão tapados, é preciso mais engenho e arte, só ao alcance dos foras de série. 

E como as coisas estavam, só com classe, com muita classe, o Benfica conseguiria marcar. Até porque, à floresta de pernas dos jogadores do Aves, juntava-se uma arbitragem ... que ... também não surpreendia. Rui Costa não engana, e de VAR estamos conversados...

O VAR não altera em nada de decisivo o que era a arbitragem. Por exemplo, no fora de jogo, antes, as regras diziam que, na dúvida, deveria beneficiar-se o atacante. A questão era a dúvida: num fora de jogo de quilómetros, o fiscal de linha podia sempre refugiar-se na dúvida. "Tive dúvidas"... Na anulação de um golo com o marcador "em linha", não tinha tido dúvidas. Com o VAR passa-se o mesmo. Na anulação do golo contra o Porto, ontem, não teve dúvidas. Na "trancada" do Felipe, ontem, ou no penalti, hoje, sobre o João  Félix, teve dúvidas. E com dúvidas não pode intervir...  E está tudo na mesma, como já todos percebemos!

Com tudo isso, chegando ao intervalo a perder apenas por um golo, os jogadores de José Mota vieram para a segunda parte com o sentimento que estavam dentro do jogo. E que, se tinham saído vivos da primeira parte, podiam tentar mais qualquer coisa na segunda. Desde que, ter-lhes-á dito o seu treinador, aplicassem dureza máxima em cada disputa de bola. Assim fizeram, chegando mesmo a ter alguma dificuldade em escapar à violência. 

Estava-se nisto quando surge a lesão - grave, ao que parece - de João Félix, que continuava a espalhar classe pelo relvado. E, mais tarde, a de Grimaldo. Pelo meio, o Benfica continuava a desperdiçar oportunidades de golo, com nota para uma extraordinária execução de Salvio (ora aí está, a classe) com os ferros da baliza, mais uma vez, a negarem-lhe o golo. E pelo meio o Benfica fez mesmo o segundo golo, por Cervi, que entrara a substituir o lesionado João Félix, e entrou Jonas, finalmente de regresso. Faltavam cerca de 20 minutos para o fim, e só se esperava que marcasse. 

É esquisito que o Jonas jogue, e não marque. Nestes jogos, claro. Mas, mais esquisito ainda, é que o Aves tenha obrigado o guarda-redes do Benfica a três grandes defesas. Também já não estávamos habituados a isso. Se calhar, se o Vlachodimos tem chegado em Janeiro, quando já estava contratado, a época passada teria acabado de outra forma...

 

 

 

O que há de novo? Abriu a época!

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Com a Supertaça, a tal competição de um só jogo que, quando chega a altura de fazer contas aos títulos, entra no mesmo saco do campeonato e da Taça, abriu a época de futebol.

E logo a abrir deu para perceber que está tudo na mesma. Nas bancadas canta-se para provocar um rival que não está presente, nem tem nada a ver com o jogo. No relvado pressiona-se o árbitro, no banco pressiona-se tudo. No fim, ganha o Porto. E no fim continua a pressionar tudo... 

A festa da Taça

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A Taça. O David, que voltou a vencer Golias. A comunicação social, que levou pancada do José Mota. Os adeptos, que vão além das claques. Que abandonam em massa, quando, para eles, o objectivo único de ganhar deixou de ser possível. Ou que ficam, porque é preciso continuar a agredir e a insultar. Já não sabem fazer de outra maneira... Porque os jogadores têm que ser máquinas ... de ganhar. Apenas de ganhar. E a comunicação social é para abater. É o inimigo ao serviço de todos os inimigos. E repórteres, fotógrafos e operadores são a carne e o osso do inimigo.

Foi a festa da Taça... Dizem!

Parabéns para a Vila das Aves!

Mais uma final. Mas não há coincidências...

 

 

O Benfica não entrou bem neste jogo com o Aves, uma das noves finais que tinha pela frente, com a Catedral novamente bem perto de cheia, com mais 50 mil nas bancadas. Os primeiros dez minutos, sempre importantes na definição dos jogos, deram ao jogo o tom morno, que viria a ser difícil retirar-lhe. 

O Desportivo Aves não entrou na moda da pressão alta. O José Mota é raposa velha, e sabe bem que isso desgasta muito e rende pouco. Esperou sempre mais atrás, e apostou sempre na redução dos espaços, o que não o impediu de manter o jogo equilibrado nos primeiros dez minutos, tendo mesmo sido a primeria equipa a rematar, já no fim desse período. 

O Benfica respondeu logo a seguir com o remate de Rafa, a concluir a primeira boa jogada da equipa. A partir daí tomou conta do jogo e, tivesse Rafa (hoje o melhor em campo) resolvido o seu problema com o golo, como já resolveu praticamente todos os outros, tê-lo-ia resolvido ainda na primeira parte. Com o Aves sempre encostado á sua baliza, a bola encontrava sempre mais uma perna, mais umas costas ou mais uma cabeça para se desviar do caminho da baliza. E o Benfica não conseguia tiirar do jogo outra coisa que não cantos.

O arranque da segunda parte prometeu logo golos, com três oportundades claras para marcar. A que o Rafa falhou só tem mesmo explicação na sua insanável relação com o golo.

A partir daí, desses primeiros três ou quatro minutos, bem cedo portanto, o jogo pareceu querer voltar ao regime da primeira parte. Muita bola, muitos cantos, mas poucos sobessaltos, poucas roturas, pouco ritmo e pouca intensidade... Parecia que os minutos, à medida que iam passando, levavam consigo a crença dos jogadores do Benfica. Nunca desistiram de procurar o golo, é certo, mas nem sempre as coisas não corriam bem. Aqui uma má recepção, ali um mau passe, em evidentes falhas técnicas, preocupavam. Do outro lado, o adversário ia ganhando cada vez mais confiança. Era este o cenário a meio da segunda parte.

A partir daí o Benfica ganhou novo ânimo, aumentou a intensidade e partiu para o assalto final. E o golo acabou finalmente por surgir - por Jonas, evidentemente - na primeira vez em que se percebeu que a bola teria mesmo que entrar. A substituição do João Carvalho (mais um excelente jogador que tarda em explodir) pelo Raúl Gimenez ajudou a resolver o problema, porque era evidente que, com Jonas muito e bem marcado, era necessário colocar mais gente na área. Três minutos depois, numa recarga a um remate do ponta de lança mexicano, safado por mais uma grande defesa do guarda redes avense, que já então brilhava a grande altura, Rúben Dias fez o segundo. É já o quinto golo do miúdo!

E o último quarto de hora do jogo acabou por ser de uma tranquilidade - mesmo com a (expectável) entrada do Paulo Machado sobre o Cervi, já no fim e que só lhe valeu amarelo, para fazer mal - de todo inesperada. O Benfica criou ainda mais algumas oportunidades para marcar, o guarda-redes Adriano (que tirou o lugar a Quim, e sentou no banco o Artur, duas velhas glórias benfiquistas) continuou a brilhar, mas o resultado não se alterou. Pode até dizer-se que, apesar ter criado nove oportunidades claras para marcar, a exibição do Benfica, hoje, não dava para muito mais.

Não sei as coisas são mesmo como Rui Vitória diz. Que na sua "Caixa Forte" não entra nada que perturbe a equipa. Sei é que a exibição de hoje esteve bem abaixo das que a equipa tem vindo a efectuar. Poderá não passar de uma simples coincidência...

 

Cheira a retoma. Não estraguem!

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Não foi uma grande exibição, nem poderia ser, mas cheirou a retoma. O jogo do Benfica, hoje no mal tratado relvado da Vila das Aves, foi bem diferente dos do passado recente.

Entrou forte, mas isso também tinha acontecido na maioria dos jogos anteriores. A ponto de sempre ter marcado cedo. Talvez tenha aí começado a diferença: o Benfica não marcou cedo, e teve de continuar dominador. Quando o golo surgiu já os ponteiros do relógio roçavam a meia hora; a equipa já tinha de ter os motores aquecidos, e portanto com menos facilidade em engasgarem.

É certo que no perído final da primeira parte, durante cerca de 5 minutos, vieram-nos à memóra estes fatídicos últimos jogos. O Aves criou então duas boas oportunidades de golo, e o Benfica pareceu abanar. Valeu que o intervalo estava mesmo ali...

Rui Vitória manteve, não a equipa que na quarta-feira tinha perdido com o Manchester United, mas as apostas que então fizera. Desde logo os miúdos: Svilar na baliza, Rúben Dias, na defesa e Diogo Gonçalves, na frente. No Banco, quase dois anos depois, Pizzi, para o regresso de Jonas à equipa. E desta à dupla de pontas de lança, também com o regresso de Seferovic, um dos muitos jogadores com assinalável quebra de rendimento.

O Benfica tinha rematado muito na primeira parte. E só não rematou mais porque falhou bastante na finalização de muitas jogadas. Na segunda parte melhorou significativamente neste aspecto, com duas consequências directas: rematou ainda mais e o Quim defendeu ainda muito mais. E como defendeu!

Não sei se à meia dúzia seria mais barato, mas foi mesmo meia dúzia de golos que Quim evitou, com outras tantas defesas portentosas. Francamente: já não tem idade para aquilo!

Na segunda parte o Benfica chegou cedo ao segundo, e foi acentuando a sua superioridade no jogo. À entrada do último quarto de hora, em mais um período de 3 ou 4 minutos de algum desacerto, consentiu mais um golo parvo. É mesmo isso, um golo parvo, como tem sido tão frequente...

Não deu em nada de mais porque, logo a seguir, de penalti, Jonas repetiu e repôs a diferença. E estabeleceu o resultado final - porque o velho Quim continuou a fazer impossíveis, e porque ainda ficou mais um penalti por assinalar.

Termino como comecei: sem grandes alardes, nem razões para grandes optimismos, há um cheirinho a retoma. Não estraguem! 

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