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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Dia das mentiras - da "peta" ao deplorável!

Capa Jornal de Notícias

 

É tradição que os media, no dia das mentiras, preguem a sua petazita. Sempre foi assim, e ainda se não falava em fake news. Eram brincadeiras de 1º de Abril, inócuas, topavam-se à distância, e no dia seguinte eram desmentidas, sem terem feito mal nenhum a ninguém.

Voltaram hoje a ver-se nas páginas dos jornais. Mas não é o caso da capa do JN de hoje... Deplorável!

Siga a dança!

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Até parecia que o calendário estava um mês adiantado. Ontem, 1 de Março, só se falou de mentiras...

Começou com as mentiras e trapalhadas de Paulo Núncio - a quem, por sentença de Cristas, o país tanto deve - no Parlamento, e acabou com as de Carlos Costa, o ainda governador do Banco de Portugal, que a reportagem da SIC mostrou ao país. Nada que não se soubesse já, dirão. Mas... assim? Com tudo documentadinho, preto no branco? 

Pronto, agora que já sabemos, podemos continuar a fingir que não sabemos que o Sr Carlos Costa foi lá posto para aquilo mesmo: para (não) fazer o que (não) fez. Ele vai continuar a fingir que é o governador do Banco de Portugal, com idoneidade para dar e vender no sistema bancário. O poder político vai continuar a fingir que está a reestruturar o sistema financeiro. E os poder judicial vai fingir que não viu nem ouviu nada... Ou - sabe-se lá? - vai acrescentar o Sr Carlos Costa à lista de arguídos da Operação Marquês...

E siga a dança!

Não é mentira...

 

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... A não ser que seja a mentira da estação de rádio onde ouvi a notícia: " A PSP está hoje de volta ao bairro da Ameixoeira onde na passada terça-feira ocorreu o tiroteio que feriu cinco pessoas, duas das quais três polícias" - ouvido com estes dois, que a terra há-de comer...

É pena... Mas não é mentira!

Por Eduardo Louro

 

O relatório da Comissão Nacional de Protecção de Dados, conhecido hoje, veio confirmar a famigerada lista VIP. E veio confirmar a sua composição: Cavaco, Passos, Portas e Núncio.

E veio ainda revelar que mais de 2300 pessoas alheias à Autoridade Tributária têm acesso livre aos dados fiscais de qualquer contribuinte. Todos, à excepção daqueles quatro nomes, vulneráveis à devassa geral!

De outra Comissão Nacional (não há só institutos e fundações, há ainda comissões), desta vez de Eleições, também não vêm boas notícias. Os votos na Madeira não batem certo, e nada pior em democracia do que dúvidas nas contagens e apuramento de resultados. Ou erros no sistema informático. Quando os resultados se afastam das sondagens alguma coisa está errada. O normal é que sejam as sondagens... Não é bom que sejam os resultados!

Nem é bom que nada disto, hoje, seja mentira. É mesmo muito mau!

A NOTÍCIA DO DIA

Por Eduardo Louro

 

O Tribunal Constitucional declarou hoje ter reconhecido, por unanimidade dos seus membros, o que todos os portugueses acham. Que, para analisar as questões de inconstitucionalidade do orçamento que lhe foram remetidas, três meses é tempo mais que suficiente.

Por isso dará a conhecer ainda hoje as conclusões a que chegou…

Pois.. É mentira!

 

ERA BOM, NÃO ERA?

Por Eduardo Louro

 

Era bom que fosse assim!

Mas não é, nem há meio de vermos a tal luzinha lá ao fundo. O Eurostat acaba de divulgar que a taxa de desemprego atingiu em Fevereiro os 15%. A terceira mais alta da Europa: atrás da Espanha – crónica, como se sabe – e da Grécia. Da Grécia que, com a mesma receita e os mesmos tratamentos, anda um semestre à nossa frente!

O desemprego jovem está em Portugal nos 35%. A caminho dos 50% da Grécia e da Espanha, se não se despacharem a tratar das guias de marcha que o senhor Secretário de Estado lhes recomendou…

 

 

INACREDITÁVEL!

Por Eduardo Louro

 

Dados de todas as agências internacionais antecipam as previsões do governo e declaram o fim da crise em Portugal já para o fim do trimestre que hoje se inicia. A crise está mesmo de saída, já cá não mora!

O próprio Banco de Portugal acaba de, em comunicado, dar a mão à palmatória e reconhecer que errou nos dados publicados no seu último Relatório, há apenas três dias.

Entretanto os Centros de Emprego começam a ser inundados por ofertas de emprego, o que levou o Secretário de Estado da Juventude e Desporto - Alexandre Mestre - a apelar aos jovens para que parem de emigrar!

 

CONTAS EM DIA (DAS MENTIRAS)

Por Eduardo Louro

 

  O INE teve que levar às contas do país aquilo que lá faltava. Como já aqui havia dito, o Eurostat não levara a sério o défice de 2101 que o governo propagandeou. O tão festejado cumprimento do défice de 7,3% passou para 8,6%. E o de 2009 – que chegou a ser de 5% - passou para 10%!

Porque o BPN, que o já chamado ministro da banca rota dizia nada custar aos contribuintes, custa mesmo. Porque o BPP tinha prestado as garantias suficientes para o apoio que recebera do Estado – um apoio que ainda hoje estamos para perceber para que serviu. E porque as empresas públicas não são para dar prejuízos – porque isso é mentira, é desorçamentação, como aqui expliquei há uns tempos – a financiar externamente!

Porque contas são contas, coisa que, por incrível que pareça, Teixeira dos Santos esqueceu!

O ministro da banca rota teve a lata de dizer que isto não é novidade para ninguém. Que nada estava escondido, que eram todas situações conhecidas. É preciso ter lata! Então se não era para esconder era para quê? Estava à espera de meter estes milhões onde?

E a Grécia é que aldrabou as contas!

Será que teremos finalmente as contas em dia? Ou será que ainda são contas em dia ... das mentiras?

DIA DAS MENTIRAS

Por Eduardo Louro

 

Sempre achei deveras bizarra esta institucionalização de um dia das mentiras em Portugal. Sempre embirrei com aquelas notícias parvas com que jornais e televisões ilustravam a mentira do primeiro de Abril. Porque era apenas a sua própria parvoíce que as distinguia das outras. Das outras notícias e das outras mentiras!

É que isto de haver um dia para mentir poderá até fazer sentido num sítio qualquer – estou absolutamente convencido que não há sítio nenhum onde se não minta todos os dias – mas em Portugal é que não faz qualquer tipo de sentido. Um dia das mentiras em Portugal? Só para rir!

O dia das mentiras, também conhecido por dia dos bobos, terá nascido em França que, com a adopção do calendário gregoriano, em 1564, passou as festividades de ano novo – que até aí se iniciavam com a Primavera e se prolongavam até àquele que, de acordo com o novo calendário, era o primeiro dia de Abril – para 1 de Janeiro. Parece que as pessoas não terão gostado muito disso e, chegados a 1 de Abril, passaram a enviar presentes estranhos e a fazer convites para festas falsas. Porque já não havia nada para festejar!

Desconfio que seja precisamente por este pequeno pormenor que o dia das mentiras pegou desta maneira em Portugal. Esta coisa de trocar as festas é muito portuguesa: mais, é muito da mentira portuguesa!

É hoje claro para a maioria de todos nós – creio eu, mas às vezes engano-me – que o nosso calendário está cheio de primeiros de Abril. Arriscar-me-ia a dizer que para aí nos últimos 20 ou 30 anos cada um deles teve 365 dias 1 de Abril. Nos bissextos 366! E que a mentira mais comum tem sempre a ver com festas!

Nos últimos três anos tem sido mesmo um festival. A mentira permanente, a negação da realidade!

A festa há muito que acabara mas todos os dias nos diziam que não. Qual quê? Há festa sim senhor! E, uns mais desconfiados que outros, lá íamos todos acreditando que estávamos em festa. É que, para além de mais fácil, também é muito mais bonito aceitar estar em festa do que em ressaca! E, ou muito me engano, ou nós gostamos mesmo que nos mintam: arranjamos uns narizes de Pinóquio para umas fotomontagens mas, depois, somos dados ao esquecimento e voltamos a votar neles. Nos mesmos que antes espalhamos por aí com nariz de Pinóquio!

Não sei quais serão as mentiras de hoje, deste 1 de Abril. Mas sei que, por exclusiva responsabilidade do Presidente da República – que ao aceitar ontem o pedido de demissão do primeiro-ministro transformou o governo em governo de gestão – amanhã ver-nos-emos privados da mentira repetida em cada um dos últimos 300 dias: “Portugal não precisa e não vai pedir ajuda externa”!

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