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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

48 anos e 48 anos

Golpe Militar de 28 de maio de 1926 – Museu do Aljube

Iniciam-se hoje as comemorações dos 50 anos do 25 de Abril. Hoje, pelo simbolismo de ser hoje o dia em que os 48 anos do regime democrático nascido do 25 de Abril de 1974, igualam os 48 anos da ditadura instalada em 28 de Maio de 1926. 

Amanhã, quando comemorarmos os 60 anos da crise académica de 1962 - que será sempre uma marca da resistência à ditadura de Salazar - já teremos mais tempo de democracia que de ditadura na História recente de Portugal.

É muito tempo, 48 anos. Mas nem o tempo suficiente para fazer tudo o que havia para fazer, nem o tempo suficiente para apagar tudo o que havia para apagar. Estes últimos 48 anos desenharam um país muito diferente do dos outros 48, mas não apagaram, ainda assim, muitos dos traços mais carregados dos anteriores 48 anos. São muitos os que perduram, que marcaram e continuam a marcar gerações sucessivas, décadas e décadas depois. E que eventualmente continuam a contribuir para que falte fazer muito do que havia para fazer.

Há 45 anos, Portugal se livrava da ditadura - Brasil 247

 

O win-win de Erdogan

 

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Depois de dominado e controlado tudo o que mexe no espaço limitado pelas suas fronteiras, o projecto de poder de Erdogan olha à volta  e vira-se para a Turquia que respira na Europa. Provavelmente não encontraria melhor oportunidade. Nem melhor forma, numa solução win-win, em que Erdogan sai sempre a ganhar: ganha se lhe permitirem intoxicar os seus súbditos em comícios por esta Europa fora; e ganha se não lhos permitirem. Como bem se está a ver!

Esta gente ganha sempre. Ganha se corre bem, mas também ganha se corre mal, porque também aí corre bem. Corre até bem quando a alguns  cai como... sopa no mel... 

 

50 ANOS

Por Eduardo Louro

 

Assinalar os 50 anos do que quer que seja – de idade ou de uma qualquer ocorrência marcante da nossa vida individual ou colectiva – é sempre motivo de envolvência emocional e de comprometimento. Com as pessoas, com os factos ou pura e simplesmente com a História…

Neste ano comemoramos 50 anos de muitos acontecimentos da nossa História contemporânea: 2011 é um ano de efemérides ao ritmo do redondo 50 ou não tivesse o destino querido fazer de 1961 um dos anos mais marcantes da ditadura de Salazar. Foi o verdadeiro annus horribilis do regime, o princípio do fim…

Acaba de se comemorar os 50 anos da Operação Dulcineia – o assalto ao Santa Maria, de Henrique Galvão, a mais romântica e espectacular acção de ataque ao regime (recomendo o filme de Francisco Manso, estreado em Setembro último e creio que ainda em exibição) – e já estamos hoje, 4 de Fevereiro, a assinalar os 50 anos do início da guerra colonial – provavelmente o mais marcante e decisivo acontecimento da nossa História a seguir aos descobrimentos.

Os movimentos anti-coloniais tinham germinado a partir da Conferencia de Bandung, em 1955 na Indonésia, de onde nasceria o movimento dos não alinhados, mas foi em Luanda, a 4 de Fevereiro de 1961, com o ataque de forças nacionalistas a prisões onde se encontravam detidos muitos dos seus militantes que, de facto, a guerra colonial começou. E, com ela, o irremediável aprofundamento do isolamento, interno e externo, da ditadura em Portugal.

Se a comemoração destes dois acontecimentos se encosta ao início do ano, as outras, deste excitante ano de 61, são empurradas lá para o fim: a 10 de Novembro, o mesmo Henrique Galvão desencadearia a operação Vagô – desvio (o segundo na história da aviação portuguesa) de um Super Constellation da TAP, que fazia o voo de Casablanca para Lisboa, obrigando-o a sobrevoar a capital, o Barreiro, Beja e Faro lançando milhares de panfletos -, a 4 de Dezembro dava-se uma espectacular fuga da prisão de Caxias, utilizando o carro blindado de Salazar, a 18 a invasão de Goa, Damão e Diu pela União Indiana e, mesmo na passagem de ano, a tentativa de ataque ao quartel de Beja.

O 25 de Abril, esse, ainda teria que esperar mais 13 anos!

 

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