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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

SEM PACIÊNCIA...

Por Eduardo Louro

  Domingos Paciência abandona cargo de treinador (SAPO)

Domingos sem paciência. Sporting sem paciência. Sporting sem Domingos…

Estava à vista de todos... Para as bandas de Alvalade nada muda, o poder continua na rua… Esteja quem estiver sentado na cadeira, no Sporting quem manda é a rua. Não deixa de ser estranho que, numa casa que gosta de afirmar a sua aristocracia, seja o povo a quem mais ordena!

O povo jovem, não é Sá Pinto?

 

FUTEBOLÊS#109 DAR MINUTOS

Por Eduardo Louro

 

Costuma dizer-se - e com mais acuidade nestes tempos que correm, nesta cultura do individualismo, do salve-se quem puder sem olhar nem a meios nem a fins – que ninguém dá nada a ninguém. Não há almoços grátis, como se diz na moderna terminologia desta sociedade armada ao fino, sendo que o fino, agora, é este ar executivo e tecnocrático onde o almoço atinge um estatuto verdadeiramente iconográfico.

Se assim é, se o tempo é de ninguém dar nada a ninguém, como é que se dão minutos, sendo que minutos são tempo, e tempo é outra das coisas que, no tempo que é este, ninguém tem. Muito menos para dar!

Poderíamos ser levados a pensar que se trataria daqueles trinta minutos de que tanto se tem falado. Mas não é, porque aí falava-se de dar meia hora!

Que, no fim, ninguém acabou por dar. E não foi exactamente por ninguém dar nada a ninguém porque, quando são obrigadas, as pessoas dão … tudo. Umas dão tudo para que outras não dêem nada, como acabou de se ver por aí!

Bom, mas isto é política, coisa a que o futebolês não passa muito cartão. Aqui dão-se minutos a jogadores: minutos de jogo que, para boa parte de jogadores, são preciosos. São a oportunidade por que esperam há meses…

No futebol há uma dinâmica de construção das equipas, como aqui já referi numa ou noutra oportunidade. No início, no arranque da época é o plantel, com o objectivo de dois jogadores para cada posição. Segue-se, com o arranque das competições oficiais, a construção da equipa. O onze titular assume uma prioridade absoluta, sendo certo que enquanto o treinador não estabilizar na constituição da equipa, não encontrar o seu onze, fica exposto e vulnerável à crítica, coisa de que ninguém gosta. Passados os primeiros quatro ou cinco meses de competição, os jogadores do onze titular começam a precisar de descanso. Estão rebentados! Enquanto descansam há que recorrer aos outros que, coitados, ou passaram estes meses todos a sarrafar o rabo pelo banco ou no ginásio a curar lesões graves e prolongadas. Que precisam de minutos, de competição menos exigente para atingir um ritmo competitivo mínimo que lhe permita substituir os mais cansados.

É neste período do ano que surgem as oportunidades para – como também se diz – rodar jogadores. Com a Taça da Liga e com a Taça de Portugal surgem as competições para os treinadores darem minutos aos jogadores. Na maioria dos casos os resultados não são muito entusiasmantes e, não raramente, os treinadores acabam por ter de recorrer aos artistas principais para resolver os problemas que adversários de segunda linha colocam a jogadores também de segunda linha. Mas pronto, os minutos não ficaram por dar, como é obrigatório nesta altura. Porque, quando essas competições chegarem às suas fases finais, acabou-se a rotação. Então aquilo é mesmo para ganhar!

Quem foge um bocado a este estereótipo é o Sporting. Sempre diferente!

Ali não há minutos para dar a ninguém. Mas a verdade é que também não há um onze daqueles de caras. Sempre das mesmas caras… Mais parece que o Domingos não tem feito mais nada que dar minutos. A Bojinov, a Polga, a Carriço, a Rodriguez… Alguns levam isto mesmo muito a sério, como o Bojinov que achou que, se lhe davam minutos, também lhe poderiam dar um penalti a marcar. Agora acabou-se: nem penaltis nem minutos, apenas o papel de bode expiatório.

Na Taça da Liga, onde festejou já dois empates – com o Rio Ave e o Moreirense – para se parecer com os mais directos rivais, Domingos rodou … o guarda-redes. Que, por acaso ou não, salvou a equipa de duas derrotas e de um humilhante adeus à Taça da Liga, e, ou muito me engano, mas é mesmo melhor que o outro, que até defende a baliza da selecção nacional.

UMA CADEIRA CARA

Por Eduardo Louro

 

Diz-se que o Chelsea de Abramovich convenceu o André Villas-Boas a seguir as pisadas de Mourinho. Parece que terá bastado oferecer-lhe um salário anual de 5 milhões de euros para ele se dispusesse a levar a cadeira de sonho do Dragão para Stamford Bridge. Sem dela se levantar...

Pinto da Costa é que garante que a cadeira vale 15 milhões: em euros, bem menos em libras!

O Porto de Pinto da Costa agora até já em cadeiras faz milhões.

Mas nem sempre tudo lhe corre bem: agora tem 15 milhões mas não tem treinador.

Desta vez errou quando não acreditou suficientemente em Domingos! Houve ali um tempito, quando o calendário vira e se começa a ser tempo de mexer nas pedras que vão fazer a nova época, em que as coisas não lhe estavam a correr muito bem. Pinto da Costa deixou-o então cair – o Braga até desinvestiu na sua equipa cedendo um conjunto de jogadores – e convenceu o seu amigo Salvador que o Leonardo Jardim é que era.

Recordo o que aqui escrevi em Fevereiro passado, a propósito da demissão de Leonardo Jardim do Beira-Mar:

No final da passada semana começaram a surgir notícias que davam conta do envolvimento do FC Porto. Que Pinto da Costa, bem à sua maneira, classificava de imbecilidades.

Dizia-se que, também bem à sua maneira, o teria contratado já para a eventualidade do André Vilas Boas sair. Para a hipótese de chegar uma proposta do estrangeiro que o levasse da sua tal cadeira de sonho. Com um plano B, bem à Pinto da Costa: se o rapaz não fosse levado a deixar a sua cadeira de sonho, o destino temporário do madeirense seria Braga.

Uma viagem de Aveiro ao Porto com escala em Braga!”

Ao abandonar Domingos Paciência enganou-se - ele também se engana, não as acerta todas – e mandou-o para os braços do Sporting. Dois meses depois, em Abril, como aqui também então dei nota, já o tinha percebido.

Agora Pinto da Costa vai ter que chatear o António Salvador, sem que se livre de lhe ter de entregar umas migalhitas do que vai receber do Chelsea. A contragosto, porque não era isso que estava no guião! No guião, o madeirense faria o tirocínio em Braga e chegaria ao Dragão já sem cueiros, porque a massa não é a mesma do Villas-Boas!

Aqui há uns cinco anos aconteceu qualquer coisa de semelhante com o Boavista e um tal de Jesualdo Ferreira, que este mesmo António Salvador tinha despachado de Braga. No meio de tudo isto quem tem mesmo azar é Domingos. Ai se ele pudesse voltar atrás…

Futebolês #70 ABRIR AS HOSTILIDADES

Por Eduardo Louro

  

Hostilidade é coisa que não falta em lado nenhum. Na vida, no dia-a-dia de cada um, nas relações internacionais, em tudo. Mas é na política e no futebol que as hostilidades são mais visíveis. Mais que nas guerras!

Nesta precisa altura diria mesmo que nem na Síria ou na Costa do Marfim as hostilidades atingem a dimensão do que por cá se passa na política. E no futebol!

Na política há muito que as hostilidades estão abertas. Entramos agora numa escalada verdadeiramente violenta – já se luta corpo a corpo, em ataque e resposta – que até ao próximo dia 5 de Junho não parará de subir. Com maus resultados, como sempre acontece com as escaladas de violência!

No futebol é o clássico de domingo entre o Benfica e o Porto a ditar as hostilidades. Tem tudo: pode, em caso de vitória do Porto, decidir o título a seu favor – o que representaria uma dolorosa passagem de testemunho para os benfiquistas -, as memórias estão bem frescas com tudo o que se passou nas duas visitas do Benfica ao Dragão (as pedradas ao autocarro e às casas do Benfica, as bolas de golfe, os isqueiros…) e mais vivas ainda com a recente agressão a um vice-presidente do Benfica, à saída de um restaurante no Porto e, há pouco mais de uma semana, com a emboscada que vitimou o autocarro do Benfica e o carro do seu presidente quando regressavam do último jogo, em Paços de Ferreira. De retaliação em retaliação até à desgraça final – parece ser este o caminho destas hostilidades a que ninguém parece querer pôr fim.

Mas há outras hostilidades abertas. Por exemplo entre o Braga e o Sporting, com o treinador Domingos Paciência no meio. E Pinto da Costa a manobrar, evidentemente!

Percebia-se que isto viria a acontecer: o candidato vencedor das contestadas eleições do Sporting tinha, ao contrário de todos os outros – que apresentaram soluções firmes e definitivas para o que, pelo que se viu na campanha, era o mais importante problema a resolver no Sporting – deixado no ar que o seu treinador era Domingos. Disso não ficaram quaisquer dúvidas! Como dúvidas também não ficaram que, dados os interesses e as classificações na Liga do Sporting e do Braga, esse era um assunto a tratar com pinças. Ambos disputam o terceiro lugar no campeonato que, sendo o último do podium, é muito mais do que isso. É, pelas implicações que tem na estruturação e na preparação da nova temporada, a chave do sucesso da próxima época. Tão simples quanto isto: O Domingos, treinador do Braga de inquestionável profissionalismo, que orienta uma equipa em ascensão que, desde que ganhou aquele célebre jogo ao Benfica, não mais parou de ganhar, continuando assim e ganhando a um Sporting em queda livre, que recebe na última jornada, cria enormes dificuldades ao Domingos do Sporting. Que, para não começar a ver logo lenços brancos e a Juve Leo a tratar-lhe da vidinha (o cenário é bem negro, sabendo-se o que por lá se passou pela madrugada do último sábado!) tem que entrar a ganhar, sem qualquer margem de erro! Para esse desiderato o terceiro lugar é vital!

Este quadro apanhou alguém distraído. E, independentemente da manchete do Reccord – que dava Domingos como certo no Sporting, em cumprimento da palavra dada - em dia das mentiras, alguém acabará traído. Que o Braga tinha o problema resolvido, e que se estava já nas tintas para o Domingos, já todos tínhamos percebido. Nem sequer houve qualquer esforço para o esconder: Pinto da Costa já tinha tratado da solução Leonardo Jardim, como aqui referi há uns tempos, e, portanto, para o Braga, não havia qualquer problema. Para Pinto da Costa, que via os sportinguistas encantados com Van Basten, Rijkaard e Zico, também não! Só depois é que percebeu que teria de ordenar, já completamente fora de tempo, a renovação do contrato com o Domingos. E mais uma vez deixou claro que  abre hostilidades sempre que lhe convém, coisa que os de Alvalade têm dificuldade em perceber!

E com tudo isto já me ia esquecendo do futebolês – que é aquilo que aqui nos traz todas as semanas. Abrir as hostilidades, em futebolês, não tem nada a ver com essas guerras. Refere-se apenas àqueles jogos mornos, com toda a gente entretida no tal estudo mútuo, num jogo que nem ata nem desata e, de repente, alguém abre o livro, alguém pega no jogo, e alguém espevita aquilo. Basta, às vezes, um simples remate para, de repente, a intensidade subir e projectar o jogo para outra dimensão. De repente o jogo mudou. É outro, o que nunca sucederia se alguém não tivesse decidido abrir as hostilidades! Uma pedrada no charco que rompeu com a paz podre

E, disto sim! Disto é que também o país precisa… Não é das outras hostilidades!

Futebolês #38 Mister

Por Eduardo Louro

  

 É mais um anglicismo! Daqueles que pouco dão nas vistas mas que não deixam de o ser. Não se trata, como toda a gente sabe, de um complemento de identificação. Até porque esse é universalmente apresentado pela abreviatura mr, comum ao mister e ao monsieur, para cobrir toda a cultura  europeia dominante dos séculos XIX e XX.

O mister é o treinador, admito que por força da ascendência inglesa no futebol. Com a influência do Brasil o treinador também já é professor.

Em Portugal, com o peso dos jogadores brasileiros – maioritários nas duas ligas profissionais – o treinador já é professor para mais jogadores do que mister.

É também a variante dos títulos a chegar ao futebol português. Se em toda a Europa um advogado ou um economista (ou um engenheiro ou um arquitecto) é Mr (mister ou monsieur) e em Portugal é doutor (ou engenheiro ou arquitecto) porque é que um treinador há-de ser mister?

Enquanto os treinadores foram feitos a partir do futebol, especialmente antigos jogadores, ou mesmo antigos jogadores frustrados, mister ia bem com a coisa. Que muda quando os treinadores começam a sair das academias: primeiro do ISEF, depois Faculdade de Motricidade Humana e posteriormente das inúmeras escolas de desporto espalhadas pelos Institutos Politécnicos. Aí surgem os professores. Mas também a guerra entre velhos e novos, entre misteres e professores!   

No primeiro plano do futebol nacional os misteres ganham aos professores. Se bem que em problemas estejam todos muito equilibrados.

No Benfica, Jesus é claramente um mister. Não um gentleman, mas um mister à antiga. Um clássico! E em dificuldades!

As coisas este ano parecem não estar a correr bem. Muito por culpa própria… E não vale a pena falar de arbitragens, e de penaltis por assinalar porque, quando as coisas correm como devem correr, como foi o caso na última época, não é preciso fazer essas contas. Na época passada também ficaram penaltis por assinalar, e não era por isso que o Benfica deixava de ganhar. E de golear!

No Braga, Domingos Paciência é também um mister. Que continua a dar cartas – acaba de deixar o poderoso Sevilha com o credo na boca – e a afirmar-se como um grande treinador, por muito que em certas circunstâncias se distraia. Pode ser que, agora que lá pelo Dragão anda um tipo novo e com alguns anos pela frente, passe a andar menos distraído. Só lhe fará bem!

O jovem que está à frente do Porto não é professor, excepto para os muitos brasileiros que lá estão, porque não teve tempo de ir à escola. Parece que aos quinze anos já andaria a aprender estatística mas por conta própria. Como autodidacta! Mas também não é um mister. Se calhar é simplesmente o André!

Para o caso pouco importa. É um treinador à Porto e o resto não interessa nada! É do Porto desde pequenino, fala e provoca à Pinto da Costa, tem estrelinha e todos os méritos normalmente atribuídos aos treinadores do Dragão, em particular as simpatias das arbitragens. Quando os jogos estão complicados arranja-se sempre um penalti para os desbloquear. Daqueles que, depois, se diz que levantam polémica. Mas pouca, passa logo! E não é só por cá, ainda ontem na Bélgica foi assim! E, claro, quando há daqueles que toda a gente vê dentro da sua área, o árbitro, sempre simpático, é o único que não vê.

Com um treinador destes pouco importa se é mister ou professor!

Novo e mister – o que parecia começar a ser uma raridade – é também Paulo Sérgio, treinador do Sporting. Também ele a braços com sérios problemas – agravados com a derrota de ontem, que afasta a equipa da Europa mesmo antes de lá entrar – entre eles alguns no aparelho auditivo. Aqueles assobios vão deixar mossas. Ai vão…vão!

Mas também no aparelho respiratório, tão entalado está entre o Costinha e o Maniche!

Professor, sem sombra de dúvidas, é Carlos Queiroz, o ainda seleccionador nacional. Ou melhor, o suspenso seleccionador nacional. Uma suspensão de um mês ontem confirmada pela Federação Portuguesa de Futebol (FPF), depois de anunciada na véspera, ainda antes da reunião do Conselho de Disciplina da FPF que tomou a decisão! Uma suspensão por causa de uns palavrões impróprios para um professor. E que vão muito para além do vernáculo que Pinto da Costa (olha quem!) declara socialmente aceitável.

Como é a própria FPF a impedir o seleccionador de dirigir a selecção nos dois primeiros jogos de apuramento para o próximo campeonato da Europa – o que é inédito e verdadeiramente surrealista – pode concluir-se que entende que Queiroz não faz falta nenhuma.

Há muito boa gente a pensar o mesmo! Mas então por que o contratou? E por que o contratou por tanto dinheiro? E por tanto tempo?

E, com mais um processo disciplinar – agora pela cabeça do polvo – que condições restam ao professor para continuar mister da selecção nacional?

E à direcção da FPF, onde segundo o professor, está mesmo a cabeça do polvo?

Aproveitem todos para ir embora. Depressa!

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