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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

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Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

A excitante Vuelta

Por Eduardo Louro

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Termina amanhã, em Madrid, a excitante edição deste ano daquela que vem sendo a mais competitiva e espectacular das três maiores competições mundiais de ciclismo. Hoje ficou tudo resolvido: como é norma, estas provas não fazem horas extraordinárias, nem sequer deixam tudo para o fim. Tudo fica resolvido de véspera.

E que véspera foi esta! Desta vez foi tudo decidido no fim, mesmo que o fim seja de véspera. Só que esta Vuelta não valeu apenas pelo fim, valeu pelo todo. Desde o início.

Quando há precisamente uma semana aqui trouxe a Vuelta tinha brilhado Nelson Oliveira, e estava o italiano Fabio Aru em primeiro, seguido do espanhol Rodriguez, com o surpreendente holandês Dumoulin em terceiro. Hoje brilhou outro português, o José Gonçalves, mesmo que não tenha ganho - foi segundo na etapa, atrás de Rúben Plaza (que já correu no Benfica, e é colega de equipa do Nelson Oliveira e do Rui Costa, tudo nomes com cheiro a glorioso), que fez sozinho mais de 100 quilómetros, com duas montanhas de primeira categoria pelo meio. E os dois primeiros, depois de muitas voltas e reviravoltas, são exactamente os mesmos.

Depois dessa etapa que terminou em Tarrazona seguiam-se, no sábado, no domingo e na segunda, três etapas de alta montanha durante as quais Aru e Rodriguez alternaram na frente separados, vejam bem, por 1 segundo. Na penúltima dessas três estava Aru à frente, com o tal segundo de vantagem. Da última saiu o espanhol com a vermelha vestida ... com 1 segundo de vantagem. O holandês, que ninguém tinha por trepador mas que se sabia ser um grande contra-relogista, tinha-se aguentado e estava a menos - pouco menos - de 2 minutos. 

Depois veio o contra-relógio - onde mais uma vez os portugueses, e especialmente Nelson Oliveira (quinto ou sexto), estiveram a excelente nível - que Dumoulin ganhou categoricamente (Valverde foi segundo, a mais de 1 minuto). O italiano foi décimo e perdeu quase dois minutos, e el purito Rodriguez afundou-se, a perto de 4 minutos. Dos nomes mais importantes, para além do já referido Valverde, também o colombiano Nairo Quintana e o polaco Rafal Mjka tiveram bons desempenhos, não ficando de todo afastados das grandes decisões. No fim Dumoulin voltou a vestir a roja, pela terceira vez. Aru logo a seguir ... a 1 segundo, também de novo. E Rodriguez caiu para terceiro, a perto de 2 minutos...

Nas duas etapas que se seguiram o italiano fez tudo para passar para a frente. A estrada empinava e Aru atacava, afinal era só 1 segundo. Mas o holandês respondia sempre, com todo o à vontade, e ontem acabou mesmo por lhe ganhar mais 5 segundos. Hoje, com duas contagens de montanha de primeira categoria, tudo voltava a estar em aberto.

E a Astana - sim, o mesmo do adversário do Benfica na Champions, já na próxima terça-feira -, a equipa de Aru (e de Nibali, que havia sido desclassificado), jogou tudo. E bem. A Giant, a equipa de Dumoulin, não jogou nada. E quando deu por ela já o pobre do holandês estava sozinho, incapaz de responder aos ataques de Aru e dos seus teammates

Foi digno, foi valente. Mas nada disso o livrou de cair de primeiro para sexto, num trambolhão que se não é inédito anda lá perto. Mas até nisso, ou até por isso, esta penúltma etapa da Vuelta ficará na história como uma das mais espectaculares de sempre. Tudo até ao sexto lugar da classificação esteve em discussão até ser cortada a meta em Cercedilla. No fim, Aru ganha, Rodriguez é segundo a 1 minuto e 17 segundos, e Rafal Mjka terceiro com apenas mais 12 segundos. 

 

 

 

 

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