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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

O tamanho da onda gigante

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Ninguém consegue prever o tamanho da onda gigante que se está a formar, pronta a abater-se sobre a economia nacional (e europeia e mundial, evidentemente), a sua real capacidade devastadora e a dimensão da catástrofe que se avizinha.

Fala-se de outros exemplos, e de outros momentos da História de alguma forma similares, mas sabemos que não há precedentes e que estamos a mergulhar no desconhecido. Sabemos todos que nunca nada aconteceu em momento de tanta interdependência global. A economia é um jogo de expectativas, que depende muito do que acontece, mas mais ainda do que se espera que aconteça. E quando não se sabe o que vai acontecer, pode sempre esperar-se que aconteça o pior. 

O que está a acontecer nas bolsas fala-nos disso, e dá-nos uma ideia da dimensão da onda. Mas, ao vermos tudo a parar, e percebendo as receitas das empresas a desaparecerem sem que desapareçam  os custos, e que nesses estamos também todos nós, sentimo-la mais próxima e mais gigante ainda.

 

 

 

À beira do caos

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Em Itália, onde só ontem morreram 133 pessoas infectadas pelo Covid-19, os jogos de futebol disputam-se à porta fechada, como sucedeu no Juventus - Inter de ontem, um dos mais importantes do campeonato italiano. E a Lombardia está fechada ao exterior, com 16 milhões de pessoas impedidas de sair da região. 

Por todo o mundo todos os negócios vão gradualmente parando. Cancelam-se feiras, viagens, transportes... Cancelam-se todos os grandes acontecimentos desportivos. 

Os países produtores de petróleo ensaiaram um acordo para baixar a produção, e assim conterem os danos da descida de preços por esmagamento da procura. A coisa não correu bem e saiu tudo ao contrário, com a Arábia Saudita, o maior produtor mundial, a abrir uma guerra de preços com a Rússia, e a anunciar aumentar a produção e inundar o mercado.  E os preços a caírem com estrondo. Já está nos 30 dólares por barril, e só vai parar nos vinte. 

Petróleo a 20 dólares. Pode parecer uma boa notícia, mas não é. É péssima. Poucos, muito poucos, são os países produtores que sobrevivem a esse preço. Imagine-se o que daí poderá vir...

Pois é. Isto vai muito para além de escolas fechadas, de proibição de visitas a hospitais, lares de idosos e prisões ou de um Presidente da República fechado em casa. Isto é o caos a aproximar-se a alta velocidade!

Relatório e contas de uma greve

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Acabou a greve dos motoristas de transporte de matérias perigosas, como há muito estava escrito nas estrelas. O que virá a seguir não se sabe, mas sabe-se o que ficou.

E o que ficou é uma história que não acabou, e que deixa muito para ser reflectido. 

A actividade destes trabalhadores integra a fileira do negócio da energia, e dos combustíveis em particular, um dos mais rentáveis da economia nacional, onde muitos ganham muito, incluindo o Estado. Até há não muito tempo o transporte de combustíveis, fazendo jus à fileira que integra, estava a cargo das próprias refinadoras. Os motoristas que faziam esses transportes eram trabalhadores da Petrogal, ou da Galp, como agora se chama, e dispunham de condições de trabalho e de remuneração enquadradas nos padrões da maior empresa nacional.

Com a chegada da economia de subcontratação esses postos de trabalho foram transferidos para pequenas e médias empresas (PME) transportadoras, prontas a prestar esse serviço a preços muito inferiores aos custos da operação nos gigantes da refinação, num negócio interessante para ambas as partes, como convém que sejam os negócios. As petrolíferas cortavam custos e alargavam margens, e as transportadoras ganhavam negócio certo e sem risco, com uma carteira de clientes robustecida pelas empresas que mandan no país, imunes às oscilações da economia.

Com a consolidação da economia de subcontratação, e instaladas no novo negócio, as PME do transporte foram fortalecendo o M e abandonando o P e, com a propaganda do empreendedorismo e da doutrina do "crie o seu próprio posto de trabalho", passaram também elas a recrutar por subcontração no novo exército de mão-de-obra que desaguava da onda de empreendedorismo que desabava sobre o país. Empreendedores que adquiriam os seus tractores importados velhos da Europa e assinavam os contratos de leasing, que rapidamente se transformavam em corda na garganta. 

Este estado de coisas arrastou as remunerações para um sistema de salarial baseado no salário mínimo nacional complementado por um conjunto de remunerações variáveis. Que no conjunto poderia até ultrapassar a média de remunerações do país, baixa como se sabe, porque o país tem um problema de salários - como agora reconhece o primeiro-ministro - mas que, na hora do infortúnio (doença, acidente, etc.) e na da reforma, não passava do salário mínimo.

Patrões e sindicatos das centrais sindicais pareciam viver bem com estas coisas. E assim passaram vinte anos... E assim surgiu a oportunidade para novas coisas surgirem.

Não sei se "a ocasião faz o ladrão", mas a oportunidade cria o oportunista. E ele surgiu. Primeiro, há quatro meses, de surpresa. E agora, já sem o efeito surpresa, com tudo premeditado. Mas também com tudo bem preparado, do outro lado.

Ouvimos agora dizer, no anúncio das negociações para amanhã, que não há vencidos nem vencedores. Que venceu o diálogo.

Não me parece. Parece-me que só há vencidos. Nem mesmo o governo, por todos dado por grande vencedor, e em cuja actuação grande parte dos analistas políticos vê um grande passo do PS para a maioria absoluta. Não tenho dúvidas que no curto prazo o governo sai a ganhar, mas tenho ainda menos que tudo o que fez vai ter fortes repercussões futuras.

Abriu precedentes que poderão abrir portas que a democracia tem a obrigação de manter sob vigilância, quebrou barreiras que não mais se reerguerão, e destruiu regras de que iremos sentir falta no futuro.

Sabemos que o país aprecia o exercício da autoridade. E sabemos que António Costa aprecia que a chancela da autoridade se junte à das "contas certas", os dois rótulos que faltavam ao seu partido, e que considera fulcrais para consolidar o poder.

Estas contas podem ter acabado certas. As outras, as que o primeiro-ministro diz que vai agora fazer aos custos da greve, poderão também não dar grande preocupação. Mas ficam muitas outras por fazer. E essas dificlmente virão a bater certas! 

Dia de números

Capa Jornal de Negócios

 

Ontem foi dia de divulgação de resultados, tendências e previsões, com a publicação de Relatórios da Comissão Europeia, Boletim Económico do Banco de Portugal e dados do INE. 

A Comissão Europeia mantém as previsões de crescimento para a nossa economia nos 1,7%, mantendo as duas décimas abaixo dos 1.9% do governo, em qualquer dos casos acima do crescimento que prevê para a UE e para a Zona Euro, de 1,4% para este ano e 1,6% para o próximo.

Ou seja, a economia portuguesa vai, pelo quinto ano consecutivo, manter-se no caminho da convergência com a Europa. O que não impede a verdade trazida à estampa na capa do Jornal de Negócios: "Portugal está mais pobre face à Europa do que antes do Euro".

Mas também pelo quinto ano consecutivo, segundo o Boletim Económico do Banco de Portugal também ontem publicado, a  produtividade baixou no nosso país. No ano passado voltou a cair, baixando em 0,6% face ao ano anterior.

Segundo os dados ainda também ontem publicados pelo INE, quase 1,8 milhões de portugueses está em risco de pobreza. 17,3% da população vive com menos de 467 euros por mês, mesmo que desde 2014 estes números estejam a descer. Pelo quinto ano consecutivo, também.

Números são números. E diz-se geralmente que não mentem. E os números deste dia particularmente cheio deles dizem três coisas. 

A primeira já a conhecíamos de há muito. É que a adesão de Portugal ao Euro foi uma aventura. Poderia ter sido um desafio, um enorme desafio às nossas capacidades, como muitos de nós o vimos, mas acabou por ser uma apenas aventura que pagamos caro. Duas décadas depois são os números a dar razão aos poucos que sempre acharam que não tínhamos pedalada para o desafio, e aos mais -  bem mais - que se sustentavam em razões ideológicas. 

A segunda confirma que estamos cada vez mais longe de agarrar o desafio que se transformou nesta aventura. Sem moeda para desvalorizar para adquirir competitividade, e com a produtividade a cair em vez de aumentar, são os salários que continuarão a pagar a factura

E a terceira é que estas primeiras duas décadas do século se dividem em três partes: uma primeira, de uma década inteira perdida, em que toda a gente tratou da sua vidinha sem que ninguém ligasse nada ao país; uma segunda, na primeira metade da segunda década, a lamber umas feridas e a aprofundar outras, e a terceira e última nos últimos 5 anos. Sim, são os números que falam nos últimos cinco anos!

 

Não tem comparação!

Capa do Jornal Negócios

 

É já indesmentível que o país é procurado por empresas da nova economia, que aqui procuram e encontram condições para instalar os centros de investigação e desenvolvimento que lhes sustentam o seu negócio pelo mundo fora. A Google, já se sabia, vem aí. A Devexperts, um gigante com 6 milhões de clientes, na área das plataformas digitais para o sector financeiro, acaba de anunciar que vem para o Porto. E vêm aí mais, a acreditar no trabalho da Aicep...

Não é preciso recuarmos muitos anos para vermos o país a ser procurado por outro tipo de empresas, que aqui procuravam mão de obra barata, isenções fiscais e fundos comunitários. 

A diferença é tão grande que nem tem comparação.

A importância das coisas*

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Bem sei que a questão mais importante da semana é a de um segundo mandato da Procuradora Geral da República, que nunca houve e que poucos sabiam que pudesse haver, lá mais para o fim do ano. É realmente espantosa a capacidade que esta gente tem para reduzir a agenda mediática à simples espuma dos dias!

Por isso ninguém ligou muito às notícias que foram chegando sobre o emprego, com a divulgação dos dados do INE relativos a Novembro. Notícias que dão conta da mais baixa taxa de desemprego desde Novembro 2004, em 14 anos, portanto. No último ano a população empregada aumentou em perto de 160 mil pessoas!

São boas notícias?

Sim e não!

Sim, porque a diminuição do desemprego nunca pode deixar de ser uma boa notícia. Sim, porque resulta do crescimento económico, e a economia a crescer tem que ser sempre uma boa notícia.

E não. Porque o desemprego jovem continua a crescer, e em Portugal foi mesmo onde, na União Europeia, mais cresceu. Em Setembro era de 24,6 %, e em Outubro já ia em 25,6%: num mês, mais um em cada 100 jovens era desempregado.

E isto quer dizer muitas coisas. Quer dizer que continuamos a desperdiçar recursos, a deitar dinheiro fora, na educação por evidente desadequação entre a formação dada aos jovens e as necessidades das empresas. O drama é que isto não quer obrigatoriamente dizer que essa formação seja desadequada, quer dizer é que a retoma do emprego acontece em sectores que não valorizam as qualificações dos jovens mais preparados.

Por isso o desemprego jovem tem um comportamento simétrico ao do desemprego geral. Por isso há cada vez mais jovens sem trabalho ao mesmo tempo que, ao que dizem, faltam 70 mil trabalhadores na construção, 40 mil na restauração e outros tantos no calçado, no têxtil e na metalurgia.

Quer isto dizer – e pior notícia não pode haver - que na nossa economia nada mudou, que tudo continua na mesma. E toda a gente sabe que as mesmas coisas, nas mesmas circunstâncias, produzem sempre os mesmos resultados.

Mas parece que isto não tem importância nenhuma…

 

* A minha crónica de hoje na Cister FM

Coisas extraordinárias

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Também a Fitch, mesmo no finalzinho da semana, retirou Portugal do  lixo, saltando directamente dois degraus na escada da classificação de rating. Foi provavelmente a última grande notícia do ano, o tal que Costa designou de  "saboroso", gerando mais uma onda de indignação e obrigando-o a voltar a falar de contexto. Ou de fora dele...

Não deixa de ser extraordinário que um governo tido por politicamente forte - é essa a marca de António Costa - e economicamente vulnerável, sobreviva hoje politicamente à custa do seu desempenho económico. Não deixa de ser extraordinário que, contra todas as expectativas, o governo tenha ganho na economia o que lhe permite cobrir tudo o que perde na política, onde não param de se suceder situações embaraçosas. Como a que hoje leva o peso-pesado Vieira da Silva ao Parlamento!

Nem deixa de ser extraordinário que seja Máro Centeno, que ninguém quis levar a sério e que toda a gente escolheu para bombo da festa, o abono de família do governo do súper António Costa!

 

 

 

Com a cabeça a andar à roda

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À medida que se vão confirmando as boas notícias da economia portuguesa, como hoje o INE a oficializar o crescimento de 2,8% no primeiro trimestre, ou Álvaro Santos Pereira, o revogado pelo irrevogável, a garantir que a OCDE vai rever em alta as perspectivas de crescimento económico em Portugal, mais voltas o eixo PAM (Passos - Albuquerque - Montenegro) dá.

De tantas voltas, já têm a cabeça a andar à roda. Já não dizem coisa com coisa. Vejam bem que, depois de andarem a dizer que nada daquilo ia dar certo, que estava tudo errado, que era uma impossibilidade aritmética, que eram histórias para meninos, e de rirem na cara de Centeno como se ele fosse o palhaço lá da turma vêm, agora que lhes entra pelos olhos dentro que está a correr bem, dizer que... foi por eles que correu bem. Que aquilo que não podia correr bem, porque era tudo ao contrário do que eles tinham feito, correu bem, porque eles tinham feito o contrário do que foi feito, e que está a correr bem...

Já estão também com a cabeça a andar à roda, não estão? Pois...

 

Coisas extraordinárias

                                                     Capa do Jornal NegóciosCapa do Jornal Negócios

 

Se não se visse, não se acreditava...

Na manchete da sua última edição, à esquerda - edição de fim de semana, para que não restem dúvidas - o Jornal de Negócios diz-nos que a economia da geringonça já deu o que tinha a dar. "Não dá mais"!

Na seguinte, na edição de hoje, no mesmo Jornal de Negócios, no mesmo espaço de manchete, diz-nos que a "Economia acelera para máximo de sete anos".

O que um fim de semana faz!

Todos sabemos que este foi o fim de semana de 13 de Maio. Como foi extraordinário e provavelmente irrepetível. Mas ninguém imaginaria que tivesse virado do avesso as perspectivas da economia portuguesa. Mas é para isso que temos jornais como o Jornal de Negócios: é para nos mostrar com tanta clareza aquilo que nem nos passa pela imaginação.

E se agora vos disser que a manchete de hoje não tem nada a ver com o fim de semana? Que tem apenas e só a ver com o que o INE vai hoje anunciar, que o crescimento económico do primeiro trimestre é o maior dos últimos sete anos? 

Desconfio que me dirão que é ainda mais extraordinário que o extraordinário fim de semana que acabamos de viver...

O exercício e a armadilha

Por Eduardo Louro

 

Como anunciado, o PS apresentou hoje o cenário da economia portuguesa e as medidas âncora do seu programa eleitoral. O exercício é um bom exercício - como diria o Diácono Remédios -, o diagnóstico é acertado. As previsões nem tanto...

Uma coisa é certa: contraria quem diz que o PSD e o PS são a mesma coisa. Até podem ser, mas agora não estão. António Costa e Passos Coelho estão nas antípodas um do outro. Apenas um ponto em comum: ambos querem fazer crer que tem uma receita para o crescimento económico. O diabo é que é o que têm em comum o que menos crédito merece... 

Passos Coelho diz que a economia cresce pelo lado da oferta. Dando todas as condições às empresas. António Costa, diz que a receita está na procura. Que o que é preciso é dar condições às famílias para que consumam. É curiosamente na TSU que converge o mais emblemático destas duas posições: Passos quer reduzi-la às empresas. Costa, precisamente ao contrário, quer reduzi-la aos trabalhadores!

O problema é o que ficou pelo meio. O problema é o que este governo deveria ter feito e não fez nos quatro anos do seu mandato. O problema é que o governo destruiu a economia sem ter deixado nada construído. Depois de tanta destruição não ficou, como não poderia ficar, tudo na mesma. Mas ficou na mesma tudo o que precisava de ser mudado, nenhuma mudança estrutural aconteceu. Nunca o investimento caiu tanto, e a economia não ganhou competitividade, nem mesmo com a brutal queda dos custos salariais. E o aumento da procura vai fazer disparar principalmente as importações... As exportações estão limitadas pela falta de investimento, e lá se volta ao agravamento do défice externo!

Daí a dificuldade do país em sair da rota do empobrecimento, onde Passos Coelho se sente como peixe na água. E que as inaceitáveis propostas do PSD acabem até por passar melhor...

Exactamente: este governo deixou tudo armadilhado!

 

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