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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Fim inglório

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Acabou ingloriamente em Frankfurt a viagem do Benfica que tinha Baku por destino. 

Ingloriamente porque o Benfica é melhor, significativamente melhor, que o Eintracht, e não podia ter saído desta maneira destes quartos de final da Liga Europa.

Perdeu porque foi traído pelo árbitro, que validou o primeiro golo da equipa alemã, aos 36 minutos da primeira parte, em claríssimo fora de jogo. Mas, acima de tudo, perdeu porque se demitiu de ganhar, dando quase a ideia que não queria mesmo ganhar.

A primeira parte do Benfica foi simplesmente expectante, com a equipa a abdicar da sua identidade e convencida que o jogo estava controlado. E isto custa tanto mais a aceitar quanto o adversário nem sequer foi nada do que poderia esperar. Tinha aqui dito, quando há uma semana o Benfica se ficou pelo 4-2, que, com o seu tremendo poder físico, se a equipa alemã impusesse uma grande intensidade ao jogo, este jogo seria muito difícil. Mas não foi nada disso que aconteceu, e o poder físico da equipa de Frankfurt foi apenas utilizado nos despiques individuais, nas bolas divididas e nas segundas bolas, sempre com os jogadores do Benfica muito encolhidos e muitas vezes mal posicionados.

Claro que o jogo poderia ter sido outra coisa, se não fosse aquele erro determinante do árbitro, agravado com a expulsão de Bruno Lage do banco. Mas tinha seguramente sido outro se as opções do fantástico treinador do Benfica tivessem sido outras, no plano estratégico e na própria constituição da equipa, onde Fejsa, mas também Jardel, já não cabem. 

Na segunda parte o Benfica entrou a inidiciar que as coisas iriam ser diferentes. É verdade que poderia ter marcado por duas vezes, mas não marcou. E, pior que isso, interrompeu esse melhor arranque com um inacreditável falhanço colectivo, mas mais uma vez com muito Fejsa, logo aos 12 minutos, que deu o segundo golo que garantia o apuramento ao adversário. 

Faltava mais de meia hora para o fim, mas ficou-se logo ali com a ideia que a equipa já não conseguiria dar a volta à sua dormência e voltar a passar para cima da eliminatória. E nem sequer criou grandes oportunidades para marcar o golo que garantiria o apuramento, ficando-se praticamente pelo remate de Salvio ao poste, que em boa verdade dificilmente poderia dar em golo. A mais flagrante oportunidade de golo acabaria mesmo por pertencer aos alemães, numa enorme defesa de Odysseas, depois de a bola ter saído por duas vezes pela linha final, sem que da arbitragem ninguém tivesse dado qualquer importância ao assunto.

E pronto. Já só há mesmo o campeonato para ganhar. É bom que ninguém se esqueça!

E ao hattrick o miúdo chorou...

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Foi um jogo de sentimentos mistos, este que o Benfica hoje disputou com a equipa que veio da capital financeira da Europa, que trazia consigo uma série de recordes da Liga Europa.

À excepção dos primeiros dez minutos, em que a equipa pareceu surpreendida com a força e a intensidade com que os jogadores da equipa alemã entraram no jogo, o Benfica foi sempre claramente superior a este adversário que lhe coube em sorte nos quartos de final da Liga Europa. Houve mesmo períodos do jogo em que a qualidade técnica da equipa do  Benfica banalizou esta equipa alemã, que não tem nada de banal.

O Benfica chegou ao golo ainda antes da primeira parte chegar a meio, aos 21 minutos, já à terceira vez que entrava na área adversária, quando um defesa alemão derrubou por trás Gedson Fernandes, magistralmente isolado pelo fantástico João Félix. Penalti, convertido pelo miúdo, e expulsão do jogador alemão.

A partir daí, e não sei se se poderá dizer que a jogar com mais um, porque pareceu-me que Fejsa tratou de equilibrar as contas, o Benfica pôs a cabeça dos jogadores do Eintracht em água, sem saberem para onde se haviam de virar. Estávamos nisto quando Fejsa - se calhar era mesmo melhor se lá não estivesse - teve uma paragem e ofereceu o golo ao adversário, já em cima do intervalo. E, sem perceber como,  a equipa alemã, que já vira o árbitro perdoar-lhe mais um penalti, via o empate cair-lhe do céu.

Logo a seguir, na resposta, João Félix fez o segudo. O seu segundo e o segundo da equipa, devolvendo-lhe a vantagem no marcador, que não colocando-lhe justiça.

Logo no arranque da segunda parte chegou o terceiro, desta vez por Rúben Dias, assistido por... João Félix. A equipa jogava bem,  e as oportunidades iam-se sucedendo. Cinco minutos depois o miúdo chegava ao terceiro. Ao hattrick, e chorou. Percebeu que tinha acabado de fazer História. E tinha. É o quarto português a fazê-lo nas competições europeias, e o mais novo de sempre!

Depois, o quinto e o sexto simplesmente não quiseram aparecer. Não foi por falta de oportunidades, nem por falta de qualidade de jogo. Foi porque o futebol é assim. 

E, como é assim, num canto, o nosso conhecido Gonçalo Paciência, numa falha de Jardel, fez o segundo golo para a equipa alemã, e fixou o resultado num inacreditável 4-2 que deixa a eliminatória completamente em aberto. 

Ou perigosamente em aberto, se pensarmos no que poderá ser esta equipa alemã se conseguir levar o jogo para os níveis de intensidade que a extraordinária dimensão física dos seus jogadores potencia.

E daí os mixed feelings com que saímos deste jogo. Tudo poderia ter ficado resolvido nesta noite de gala de João Félix. Na noite em que chorou de hattrick. Mas não ficou! 

 

 

E ao hattrick o miúdo chorou...

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Foi um jogo de sentimentos mistos, este que o Benfica hoje disputou com a equipa que veio da capital financeira da Europa, que trazia consigo uma série de recordes da Liga Europa.

À excepção dos primeiros dez minutos, em que a equipa pareceu surpreendida com a força e a intensidade com que os jogadores da equipa alemã entraram no jogo, o Benfica foi sempre claramente superior a este adversário que lhe coube em sorte nos quartos de final da Liga Europa. Houve mesmo períodos do jogo em que a qualidade técnica do  Benfica banalizou esta equipa alemã, que não tem nada de banal.

O Benfica chegou ao golo ainda antes da primeira parte chegar a meio, aos 21 minutos, já à terceira vez que entrava na área adversária, quando um defesa alemão derrubou por trás Gedson Fernandes, magistralmente isolado pelo fantástico João Félix. Penalti, convertido pelo miúdo, e expulsão do jogador alemão.

A partir daí, e não sei se se poderá dizer que a jogar com mais um, porque pareceu-me que Fejsa tratou de equilibrar as contas, o Benfica pôs a cabeça dos jogadores do Eintracht em água, sem saberem para onde se haviam de virar. Estávamos nisto quando Fejsa - se calhar era mesmo melhor se lá não estivesse - teve uma paragem e ofereceu o golo ao adversário, já em cima do intervalo. E, sem perceber como,  a equipa alemã, que já vira o árbitro perdoar-lhe mais um penalti, via o empate cair-lhe do céu.

Logo a seguir, na resposta, João Félix fez o segudo. O seu segundo e o segundo da equipa, devolvendo-lhe a vantagem no marcador, que não colocando-lhe justiça.

Logo no arranque da segunda parte chegou o terceiro, desta vez por Rúben Dias, assistido por... João Félix. A equipa jogava bem, e as oportunidades iam-se sucedendo. Cinco minutos depois o miúdo chegava ao terceiro. Ao hattrick, e chorou. Percebeu que tinha acabado de fazer História. E tinha. É o quarto português a fazê-lo nas competições europeias, e o mais novo de sempre!

Depois, o quinto e o sexto simplesmente não quiseram aparecer. Não foi por falta de oportunidades, nem por falta de qualidade de jogo. Foi porque o futebol é assim. 

E, como é assim, num canto, o nosso conhecido Gonçalo Paciência, numa falha de Jardel, fez o segundo golo para a equipa alemã, e fixou o resultado num inacreditável 4-2 que deixa a eliminatória completamente em aberto. Ou perigosamente em aberto, se pensarmos no que poderá ser esta equipa alemã se conseguir levar o jogo para os níveis de intensidade que a extraordinária dimensão física dos seus jogadores potencia.

E daí os mixed feelings com que saímos deste jogo. Tudo poderia ter ficado resolvido nesta noite de gala de João Félix. Na noite em que chorou de hattrick. Mas não ficou! 

 

 

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