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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Presidenciais 2026 - Voto útil

Calendário dos debates das presidenciais de 2026: todos os confrontos ...

A tendência, em eleições disputadas a duas voltas, é que, na primeira, os eleitores votem afirmativamente, em conformidade com o seu posicionamento político. Com as suas convicções, com os seus sentimentos. Depois, na segunda volta, votam pela negativa. Votam contra o que o seu posicionamento político rejeita. Para impedir a vitória de quem mais se opõe às suas convicções.

O voto útil é coisa de eleições a uma só volta. Substitui-se o "voto de coração" pelo voto na opção mais bem colocada nas sondagens - ou noutras percepções - para derrotar a que mais se opõe às suas convicções. 

Em eleições a duas voltas não há voto útil. Na segunda volta ninguém está a substituir o voto, está a votar no que há disponível.

Não há qualquer dúvida que, com mais de meia dúzia de candidatos, as presidenciais de 18 de Janeiro vão ter uma segunda volta. Mas também não há dúvida nenhuma que a questão do voto útil se coloca, já na primeira volta, a grandes fatias do eleitorado. À direita, mas ainda com mais premência à esquerda.

Por várias razões, mas esta é decisiva: a taxa de rejeição de André Ventura.

As sondagens, todas as conhecidas até ao momento, dão André Ventura por garantido na segunda volta. A maioria dá-lhe até a vitória na primeira volta. Ao mesmo tempo, as mesmas todas, mostram que Ventura esgota aí o seu potencial eleitoral, que não acrescenta um voto na segunda volta. E que,  na segunda volta, perde contra quem quer que seja o adversário.

Ou seja, quem passar à segunda volta com Ventura será virtualmente o Presidente da República. Por isso esta é uma primeira volta atípica. E, ao contrário do que seria normal, vai ser marcada pelo fenómeno do voto útil como nenhuma outra eleição em Portugal.

Grande parte destas candidaturas todas já percebeu isto. Não dizem - nem fazem - nada, mas já perceberam!

 

Eleições

Ministro venezuelano sugere encontro entre Maduro e Trump | Exame

Ontem foi dia de eleições na Venezuela. As sondagens apontavam todas para a vitória expressiva da oposição, mas o que se sabe nesta altura é que Maduro garante que "ganhou por KO", com 51% dos votos. Vá lá, bem longe dos habituais 90 e tal por cento. Mas por "KO"!

É assim. Há eleições assim. Se calhar é por isso que, na América, Trump pediu o voto aos cristãos, dizendo-lhes que seria só desta vez. Que, uma vez (mais) eleito, não precisariam de votar mais nenhuma vez: “Cristãos, saiam e votem! Só desta vez, não terão de o fazer mais”.

“Sabem que mais? Vamos resolver isto! Vai ficar tudo bem. Não terão de votar mais, meus queridos cristãos”. 

Quando as eleições assustam

Instituições e qualidade da democracia: cultura política na Europa do Sul |  Fundação Francisco Manuel dos Santos

O ano que estamos a iniciar vai ser único em eleições. São muitos milhões - "all over the world" - de cidadãos a ser chamados a eleições. Ainda assim muito menos do que aqueles que continuam privados desse básico exercício de cidadania, que caracteriza a democracia.

Por cá vão ser três, em apenas quatro meses, quando apenas uma estava prevista. Então, quando apenas contávamos com as Europeias, eram muito importantes. Delas e do seu resultado dependiam líderes políticos, como Montenegro. E até António Costa, e o governo, no que se ia percebendo de Belém, nos tempos em que tudo servia a Marcelo para apontar a espada à cabeça do agora demissionário primeiro-ministro.

Tudo isso passou à História e, da máxima importância, as europeias voltaram à irrelevância do costume. Como, de primeiras, e únicas, passaram a últimas. Não foi só isto que se inverteu, e este ano de eleições passou de regenerador a assustador.

Assusta o que poderá resultar das eleições de Março. Assusta o espectro da ingovernabilidade, e assusta o provável xadrez político que delas poderá resultar. E assusta o que poderá resultar, lá mais para Novembro, das presidenciais americanas. 

 Assustador é ainda constatar como a (pequena) parte do mundo que vive em democracia está assustada com a sua mais elementar forma de expressão. Mais assustador ainda é pensar que há razões para isso!

 

 

  

No adeus de Merkel ...

Merkel deixará comando da Alemanha após eleição de 2021; entenda quem pode  ser o novo líder | Mundo | G1

O passado domingo ficou marcado pela eleições na Alemanha, ganhas pelo SPD, com 25,7% dos votos, o melhor resultado desde de Gerard Schroder, em 1998; um pouco acima dos 24,1% (o pior resultado de sempre no pós-guerra) da CDU-CSU, orfã de Merkel, que caiu quase 10 pontos, relativamente às últimas eleições, de 2017.

Para governar vai ser necessária uma coligação de pelo menos três partidos, pelo que tudo está em aberto. Tão em aberto que Olaf Scholz (SPD) e Armin Laschet (CDU) reclamam, ambos, a liderança do futuro governo, que negoceiam com os Verdes (14,8% dos votos) e com os liberais do FDP (11,5%). Negociar acordos de governação é habitual na Alemanha; negociar a chefia do governo é que não.

Daí que a despedida de Merkel só deva acontecer já no próximo ano, e que o tão pesaroso adeus, ao fim de 16 anos, não seja tão imediato quanto seria suposto. O que em nada altera o fim do ciclo Merkel, nem a imagem que dele - e dela própria - fica.

Passados aqueles anos da troika, em que gerou ódios em Portugal, Merkel foi reabilitada em 2015, com a crise dos refugiados, e deixa a liderança - alemã e europeia - com a sua popularidade em alta. Em Portugal tornou-se quase unânime. A esquerda perdoou-lhe e, de Hitler de saias, passou a farol da democracia e dos direitos humanos na Europa, deixando a direita a chorar de rir.

Diz-se hoje que Merkel ficará para sempre na História da União Europeia. Certamente que sim, mas não creio que fique como a grande líder europeia - que dificilmente alguma vez haverá - que dela querem fazer. E menos ainda pelo seu legado à Europa.

Nestes 16 anos a Europa correu vertiginosamente para a irrelevância. Sem política externa, e sem política defesa, outra coisa não poderia acontecer. Aconchegou-se debaixo da protecção militar americana, tomou por sua a agenda externa de Washington, foi pagando para que lhe resolvessem os problemas e foi fazendo negócios com a China. Foi mais ou menos isto. O resto foi o brexit, que fez o resto ... Até à actual completa irrelevância no contexto global.

Se é verdade que nem tudo é responsabilidade da Srª Merkel, até porque boa parte disto tem raízes históricas mais profundas, também nada disto pode ser ignorado. E não o sendo, será mais fácil à História encontrar em Merkel um marco do declínio europeu que propriamente uma referência de liderança europeia. Mesmo que ela não tenha culpa nenhuma que no seu tempo não tenha surgido melhor!

 

Ponto final com reticências

Presidenciais: Marcelo venceu no círculo de Faro com 57,33% - Postal do  Algarve

 

O país votou, contra tudo - pandemia, condições climatéricas - mas não contra todos. Não votou em massa, e a abstenção atingiu até um novo recorde, agora nos 60.5%, mesmo assim aquém do que seria de esperar. Não vale a pena especular com a abstenção técnica, mesmo que não se possa deixar de ter em atenção que o considerável aumento da mortalidade no último ano a deva ter feito subir. Vale a pena lembrar que havia mais milhão e meio de inscritos fora do país e, acima de tudo, e que com a pandemia, com mau tempo, com uma vitória antecipadamente garantida, e numa reeleição, poderia ter sido pior.
Marcelo Rebelo de Sousa ganhou, como se sabia que ganharia. Mas ganhou mais claramente do que se admitia que ganhasse. Aumentou a sua votação, teve mais volos que na eleição para o primeiro mandato e, se não atingiu o recorde que se dizia que perseguia, também não ficou lá muito longe.
Ganhou de tal maneira que houve derrotas para todos os gostos. Só que, é histórico, nas noites eleitorais em Portugal ninguém perde. Ganham todos. E desta vez até ganhou quem não foi a eleições. Como Rui Rio e Francisco Rodrigo dos Santos, que não percebem o que lhes está a acontecer.
Na tão aguardada disputa do segundo lugar Ana Gomes ganhou a Ventura. Se o que o homem diz fosse para levar a sério, hoje abandonaria a liderança do seu partido. Como todos sabemos qual é o valor da sua palavra, e das linhas com que se coze, tirou da cartola o coelho que se sabia que tiraria. Não tem outro, e já está gasto, mesmo com tão pouco tempo.
É insubstituível. Afinal é um enviado de Deus ...
Inegável é que chegou ao dois dígitos, com quase 12% dos votos, e alterou profundamente o espaço eleitoral da direita Pouco importa donde vêm esses votos, virão de diversas origens. Umas supostamente identificáveis na expressão eleitoral em distritos como Setúbal, Évora ou Beja. Outras nas de Bragança, Vila Real ou Guarda. Importa é que existem, que estão aí.
E não são um problema para o PSD, cada vez mais emagrecido, e para o CDS, que já desapareceu. São um problema para o país. E para o regime, que PS e PSD, em vez de cuidar, foram deixando esgotar.
Percebeu-se isso nos discursos que encerraram a noite eleitoral. No discurso oportunista e grosseiro, mas apoteótico, de Ventura; e no discurso de Estado, mas preocupado e até resignado, do presidente reeleito.
O ponto final nas presidenciais veio cheio de reticências...
 
 

 

Indicadores e opções

Eleições gerais na Nova Zelândia adiadas por quatro semanas - Plataforma  Media

 

Este foi um fim-de-semana de eleições em vários países do mundo. Entre eles na Nova Zelândia, onde a primeira-ministra Jacinda Ardern foi reeleita com 50% dos votos, que lhe garantiram a maioria absoluta.

A economia neozelandesa é das mais afectadas pela pandemia. A quebra na actividade económica foi a mais expressiva entre todos os países da OCDE, do primeiro para o segundo trimestre do ano o PIB caiu mais de 12%. As exportações afundaram, e o turismo, a principal actividade económica do país, ficou paralisado com o fecho das fronteiras. E o desemprego cresceu como nunca.

É da teoria política que, em condições económicas desta natureza, não há governo que possa ganhar eleições. E no entanto Jacinda Ardern não só ganhou as eleições como reforçou substancialmente a sua votação. Porque é jovem? Porque rompeu com as velhas e bafientas regras de fazer política? Porque quebrou barreiras entre governantes e governados? Porque protagoniza uma liderança estimulante?

Por tudo isso. Porque foi com com tudo isso que conseguiu os melhores indicadores do planeta nos resultados da pandemia: 1900 casos positivos, e 5 mortos. Num país de 5 milhões de habitantes!

Quando tanto se fala no equilíbrio, e que as medidas de protecção à saúde não podem colocar a economia em causa, Jacinda Ardern não teve dúvidas que a sua prioridade era a saúde. Que se afundasse a economia, se esse era o preço a pagar para combater o vírus.

E os eleitores também não tiveram dúvidas em trocar os maus indicadores económicos pelos excelentes indicadores na pandemia.

Porquê? Porque podem. E esse é o melhor de todos os indicadores!

Vá lá... Vamos lá votar!*

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Estamos a dois dias das eleições europeias do próximo domingo. Hoje é o último dia de campanha, à meia-noite acaba esta lufa-lufa das últimas semanas, que trouxe os partidos e as suas caras mais conhecidas para a rua, para fazerem o mesmo de sempre, da maneira que sempre fizeram. Como se o tempo, que corre vertiginosamente, estivesse afinal há décadas parado. 

Amanhã é dia de reflexão. Como se do que para trás ficou sobrasse alguma coisa que mereça reflexão, em mais um sinal da forma como o tempo parou em todo o nosso sistema político. Não só nada ficou para reflectir, como nada nos tempos de hoje impede a difusão do que quer que seja. Os jornais antecipam as suas edições para tratar do tema eleitoral como entendem. Os semanários que saem ao sábado, saem hoje. E não consta que à meia-noite sejamos obrigados a destrui-los. Nem que as páginas da internet se apaguem. Nem que das redes sociais desapareça tudo o que lá foi deixado… Para não falar dos cartazes, que se perpetuam.

No domingo, depois de tudo reflectido, vamos votar. Alguns de nós. Poucos, como se sabe. E se lamenta. Mas só isso, apenas se lamenta. Porque, pelo que atrás acabou de ser dito, parece que não se faz muito para que seja de outra maneira. Posso estar enganado, mas não me parece que o combate à abstenção se faça continuando a fazer tudo na mesma, como se tudo estivesse exactamente na mesma.

Com todo este imobilismo é difícil contrariar esta tendência galopante de abstenção.

Só que – e é esse verdadeiramente o drama – não é abstendo-nos da nossa participação cívica e democrática que mudamos nada disso. Quantos mais nos abstivermos menos são os que podem inverter a degradação do sistema de representação democrática. E, não tenhamos dúvidas, quando este sistema se esgotar, não restam boas alternativas. Tudo o que há disponível é muito pior!

E na Europa, que é o que desta vez está em causa, e onde esta é a única oportunidade de eleitoralmente nos expressarmos, esse pior é ainda pior.

Por isso, importa mesmo votar. Primeiro votemos, e depois exijamos. Como referiu Bruno Lage com aquela autêntica pedrada no charco em plena festa do título do Benfica no passado fim-de-semana. Depois sejamos exigentes. Com tudo e sempre!

 

* A minha crónica de hoje na Cister FM

Israel: uma escolha sem escolha!

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Hoje há eleições em Israel, uma democracia que ... tem dias. E de que nunca se espera mais que eleições, de quatro em quatro anos. De que nunca se espera grande coisa...

Hoje voltará a ser assim. Os israelitas voltarão a votar, mas da sua votação não pode resultar nada de novo. Limitar-se-ão simplesmente a escolher entre assegurar o quinto mandato a Benjamin Netanyahu, apoiado externamente por Bosonaro e Trump, mas também por Putin e, internamente, pela extrema-direita ultra-ortodoxa, com promessas de anexar territórios da Cisjordânia; ou eleger Benny Gantz, um general de extrema-direita que por falta de espaço tenta passar por moderado, enquanto se vai gabando do número de palestinianos que matou na Faixa de Gaza.

Muito provavelmente a única diferença é que, um, ao fim de quatro mandatos, já está acusado de corrupção. O outro, ainda não!

 

Brunismo sem Bruno

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Começam a ser divulgados os primeiros resultados das sondagens às eleições no Sporting. E Pedro Madeira Rodrigues - o único que enfrentou Bruno de Carvalho, denunciando-o e opondo-se-lhe em eleições -, fica-se por 1% das intenções de voto, ao nível do desconhecido Fernando Tavares Pereira.

Todos os outros candidatos, que representam no conjunto mais de 98% das intenções de voto dos sportingustas, apoiaram o desastrado presidente destituído, e alguns deles defenderam-no até com unhas e dentes. Poderia dizer-se que há aqui qualquer coisa que não bate certo, e que Madeira Rodrigues nem se enxerga. Mas o que parece certo concluir é que os sportinguistas querem de volta o brunismo. Mas sem Bruno... Por enquanto, dirá o próprio...

 

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