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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

No adeus de Merkel ...

Merkel deixará comando da Alemanha após eleição de 2021; entenda quem pode  ser o novo líder | Mundo | G1

O passado domingo ficou marcado pela eleições na Alemanha, ganhas pelo SPD, com 25,7% dos votos, o melhor resultado desde de Gerard Schroder, em 1998; um pouco acima dos 24,1% (o pior resultado de sempre no pós-guerra) da CDU-CSU, orfã de Merkel, que caiu quase 10 pontos, relativamente às últimas eleições, de 2017.

Para governar vai ser necessária uma coligação de pelo menos três partidos, pelo que tudo está em aberto. Tão em aberto que Olaf Scholz (SPD) e Armin Laschet (CDU) reclamam, ambos, a liderança do futuro governo, que negoceiam com os Verdes (14,8% dos votos) e com os liberais do FDP (11,5%). Negociar acordos de governação é habitual na Alemanha; negociar a chefia do governo é que não.

Daí que a despedida de Merkel só deva acontecer já no próximo ano, e que o tão pesaroso adeus, ao fim de 16 anos, não seja tão imediato quanto seria suposto. O que em nada altera o fim do ciclo Merkel, nem a imagem que dele - e dela própria - fica.

Passados aqueles anos da troika, em que gerou ódios em Portugal, Merkel foi reabilitada em 2015, com a crise dos refugiados, e deixa a liderança - alemã e europeia - com a sua popularidade em alta. Em Portugal tornou-se quase unânime. A esquerda perdoou-lhe e, de Hitler de saias, passou a farol da democracia e dos direitos humanos na Europa, deixando a direita a chorar de rir.

Diz-se hoje que Merkel ficará para sempre na História da União Europeia. Certamente que sim, mas não creio que fique como a grande líder europeia - que dificilmente alguma vez haverá - que dela querem fazer. E menos ainda pelo seu legado à Europa.

Nestes 16 anos a Europa correu vertiginosamente para a irrelevância. Sem política externa, e sem política defesa, outra coisa não poderia acontecer. Aconchegou-se debaixo da protecção militar americana, tomou por sua a agenda externa de Washington, foi pagando para que lhe resolvessem os problemas e foi fazendo negócios com a China. Foi mais ou menos isto. O resto foi o brexit, que fez o resto ... Até à actual completa irrelevância no contexto global.

Se é verdade que nem tudo é responsabilidade da Srª Merkel, até porque boa parte disto tem raízes históricas mais profundas, também nada disto pode ser ignorado. E não o sendo, será mais fácil à História encontrar em Merkel um marco do declínio europeu que propriamente uma referência de liderança europeia. Mesmo que ela não tenha culpa nenhuma que no seu tempo não tenha surgido melhor!

 

Ponto final com reticências

Presidenciais: Marcelo venceu no círculo de Faro com 57,33% - Postal do  Algarve

 

O país votou, contra tudo - pandemia, condições climatéricas - mas não contra todos. Não votou em massa, e a abstenção atingiu até um novo recorde, agora nos 60.5%, mesmo assim aquém do que seria de esperar. Não vale a pena especular com a abstenção técnica, mesmo que não se possa deixar de ter em atenção que o considerável aumento da mortalidade no último ano a deva ter feito subir. Vale a pena lembrar que havia mais milhão e meio de inscritos fora do país e, acima de tudo, e que com a pandemia, com mau tempo, com uma vitória antecipadamente garantida, e numa reeleição, poderia ter sido pior.
Marcelo Rebelo de Sousa ganhou, como se sabia que ganharia. Mas ganhou mais claramente do que se admitia que ganhasse. Aumentou a sua votação, teve mais volos que na eleição para o primeiro mandato e, se não atingiu o recorde que se dizia que perseguia, também não ficou lá muito longe.
Ganhou de tal maneira que houve derrotas para todos os gostos. Só que, é histórico, nas noites eleitorais em Portugal ninguém perde. Ganham todos. E desta vez até ganhou quem não foi a eleições. Como Rui Rio e Francisco Rodrigo dos Santos, que não percebem o que lhes está a acontecer.
Na tão aguardada disputa do segundo lugar Ana Gomes ganhou a Ventura. Se o que o homem diz fosse para levar a sério, hoje abandonaria a liderança do seu partido. Como todos sabemos qual é o valor da sua palavra, e das linhas com que se coze, tirou da cartola o coelho que se sabia que tiraria. Não tem outro, e já está gasto, mesmo com tão pouco tempo.
É insubstituível. Afinal é um enviado de Deus ...
Inegável é que chegou ao dois dígitos, com quase 12% dos votos, e alterou profundamente o espaço eleitoral da direita Pouco importa donde vêm esses votos, virão de diversas origens. Umas supostamente identificáveis na expressão eleitoral em distritos como Setúbal, Évora ou Beja. Outras nas de Bragança, Vila Real ou Guarda. Importa é que existem, que estão aí.
E não são um problema para o PSD, cada vez mais emagrecido, e para o CDS, que já desapareceu. São um problema para o país. E para o regime, que PS e PSD, em vez de cuidar, foram deixando esgotar.
Percebeu-se isso nos discursos que encerraram a noite eleitoral. No discurso oportunista e grosseiro, mas apoteótico, de Ventura; e no discurso de Estado, mas preocupado e até resignado, do presidente reeleito.
O ponto final nas presidenciais veio cheio de reticências...
 
 

 

Indicadores e opções

Eleições gerais na Nova Zelândia adiadas por quatro semanas - Plataforma  Media

 

Este foi um fim-de-semana de eleições em vários países do mundo. Entre eles na Nova Zelândia, onde a primeira-ministra Jacinda Ardern foi reeleita com 50% dos votos, que lhe garantiram a maioria absoluta.

A economia neozelandesa é das mais afectadas pela pandemia. A quebra na actividade económica foi a mais expressiva entre todos os países da OCDE, do primeiro para o segundo trimestre do ano o PIB caiu mais de 12%. As exportações afundaram, e o turismo, a principal actividade económica do país, ficou paralisado com o fecho das fronteiras. E o desemprego cresceu como nunca.

É da teoria política que, em condições económicas desta natureza, não há governo que possa ganhar eleições. E no entanto Jacinda Ardern não só ganhou as eleições como reforçou substancialmente a sua votação. Porque é jovem? Porque rompeu com as velhas e bafientas regras de fazer política? Porque quebrou barreiras entre governantes e governados? Porque protagoniza uma liderança estimulante?

Por tudo isso. Porque foi com com tudo isso que conseguiu os melhores indicadores do planeta nos resultados da pandemia: 1900 casos positivos, e 5 mortos. Num país de 5 milhões de habitantes!

Quando tanto se fala no equilíbrio, e que as medidas de protecção à saúde não podem colocar a economia em causa, Jacinda Ardern não teve dúvidas que a sua prioridade era a saúde. Que se afundasse a economia, se esse era o preço a pagar para combater o vírus.

E os eleitores também não tiveram dúvidas em trocar os maus indicadores económicos pelos excelentes indicadores na pandemia.

Porquê? Porque podem. E esse é o melhor de todos os indicadores!

Vá lá... Vamos lá votar!*

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Estamos a dois dias das eleições europeias do próximo domingo. Hoje é o último dia de campanha, à meia-noite acaba esta lufa-lufa das últimas semanas, que trouxe os partidos e as suas caras mais conhecidas para a rua, para fazerem o mesmo de sempre, da maneira que sempre fizeram. Como se o tempo, que corre vertiginosamente, estivesse afinal há décadas parado. 

Amanhã é dia de reflexão. Como se do que para trás ficou sobrasse alguma coisa que mereça reflexão, em mais um sinal da forma como o tempo parou em todo o nosso sistema político. Não só nada ficou para reflectir, como nada nos tempos de hoje impede a difusão do que quer que seja. Os jornais antecipam as suas edições para tratar do tema eleitoral como entendem. Os semanários que saem ao sábado, saem hoje. E não consta que à meia-noite sejamos obrigados a destrui-los. Nem que as páginas da internet se apaguem. Nem que das redes sociais desapareça tudo o que lá foi deixado… Para não falar dos cartazes, que se perpetuam.

No domingo, depois de tudo reflectido, vamos votar. Alguns de nós. Poucos, como se sabe. E se lamenta. Mas só isso, apenas se lamenta. Porque, pelo que atrás acabou de ser dito, parece que não se faz muito para que seja de outra maneira. Posso estar enganado, mas não me parece que o combate à abstenção se faça continuando a fazer tudo na mesma, como se tudo estivesse exactamente na mesma.

Com todo este imobilismo é difícil contrariar esta tendência galopante de abstenção.

Só que – e é esse verdadeiramente o drama – não é abstendo-nos da nossa participação cívica e democrática que mudamos nada disso. Quantos mais nos abstivermos menos são os que podem inverter a degradação do sistema de representação democrática. E, não tenhamos dúvidas, quando este sistema se esgotar, não restam boas alternativas. Tudo o que há disponível é muito pior!

E na Europa, que é o que desta vez está em causa, e onde esta é a única oportunidade de eleitoralmente nos expressarmos, esse pior é ainda pior.

Por isso, importa mesmo votar. Primeiro votemos, e depois exijamos. Como referiu Bruno Lage com aquela autêntica pedrada no charco em plena festa do título do Benfica no passado fim-de-semana. Depois sejamos exigentes. Com tudo e sempre!

 

* A minha crónica de hoje na Cister FM

Israel: uma escolha sem escolha!

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Hoje há eleições em Israel, uma democracia que ... tem dias. E de que nunca se espera mais que eleições, de quatro em quatro anos. De que nunca se espera grande coisa...

Hoje voltará a ser assim. Os israelitas voltarão a votar, mas da sua votação não pode resultar nada de novo. Limitar-se-ão simplesmente a escolher entre assegurar o quinto mandato a Benjamin Netanyahu, apoiado externamente por Bosonaro e Trump, mas também por Putin e, internamente, pela extrema-direita ultra-ortodoxa, com promessas de anexar territórios da Cisjordânia; ou eleger Benny Gantz, um general de extrema-direita que por falta de espaço tenta passar por moderado, enquanto se vai gabando do número de palestinianos que matou na Faixa de Gaza.

Muito provavelmente a única diferença é que, um, ao fim de quatro mandatos, já está acusado de corrupção. O outro, ainda não!

 

Brunismo sem Bruno

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Começam a ser divulgados os primeiros resultados das sondagens às eleições no Sporting. E Pedro Madeira Rodrigues - o único que enfrentou Bruno de Carvalho, denunciando-o e opondo-se-lhe em eleições -, fica-se por 1% das intenções de voto, ao nível do desconhecido Fernando Tavares Pereira.

Todos os outros candidatos, que representam no conjunto mais de 98% das intenções de voto dos sportingustas, apoiaram o desastrado presidente destituído, e alguns deles defenderam-no até com unhas e dentes. Poderia dizer-se que há aqui qualquer coisa que não bate certo, e que Madeira Rodrigues nem se enxerga. Mas o que parece certo concluir é que os sportinguistas querem de volta o brunismo. Mas sem Bruno... Por enquanto, dirá o próprio...

 

Eleições à vista*

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Já se percebeu que as eleições do próximo ano, que toda a gente anda já a cheirar, vão correr sob dois temas inevitáveis: incêndios e Sócrates.

Não há volta a dar, e os dados estão lançados.

António Costa, tal como há um ano, andava feliz da vida. Tudo lhe corria bem, o sol brilhava e não havia nuvens. Foi tanto assim que, de início, nem ligou muito aos incêndios de Junho; já então foi preciso que o presidente Marcelo lhe chamasse a atenção.

Era uma grande injustiça, sentia o primeiro-ministro: estava tudo a correr tão bem, e logo tinha que aparecer esta chatice…

Um ano passou, e tudo voltava a estar a correr bem. Os incêndios faziam parte do passado, agora limpavam-se as matas, em festa. Já só faltava um ano para as eleições, e as contas não se faziam por menos – maioria absoluta, limpinho!

Da oposição vinham boas notícias, e Rui Rio era fixe. A esquerda da geringonça podia ser, se não descartada, reduzida à sua insignificância.

A 25 de Abril o presidente Marcelo começou a dizer umas coisas. Nada de importante, nada que António Costa não arrumasse em dois tempos: aquilo era como a “arte moderna”, que não é fácil de entender. E então o presidente passou a tornar-se mais fácil de entender, a ponto de, hoje, pouco mais de duas semanas depois, já toda a gente o perceber bem.

Tudo mudou, e hoje já ninguém brinca em serviço. A seguir a Sócrates veio Manuel Pinho, e a seguir Mário Lino. E Paulo Campos e António Mendonça… E sabe-se lá que mais…

E já nada está preparado para a época de incêndios que aí vem, de pouco valendo se as matas foram ou não foram limpas. O topo da pirâmide da Protecção Civil continua nas mãos de boys, que continuam a cair que nem tordos, uns atrás dos outros, viciados em licenciaturas manhosas. E toda a gente grita que não há meios. Não há aviões nem há coisa nenhuma…

E, estocada final, o presidente diz que não se recandidata se a tragédia se repetir!

Mas – a tragédia, meus amigos – já aí está. Até aqui havia “N” motivações para criminosos e pirómanos acenderem fogos. Agora há “N” e mais uma, mais clara que nunca: derrubar um governo!

Não é coisa pouca. E não há inocentes nesta história…

 

* A minha crónica de hoje na Cister FM

"Arriverdeci"!

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A Alemanha tem finalmente, cinco meses depois das eleições, condições para formar governo. Ontem os mlitantes social-democratas do SPD confirmaram em referendo o "bloco central", e com isso o novo fôlego de Merkel. E a União Europeia mais ou menos no mesmo tom, mesmo que Macron o queira um bocadinho mais carregado.

Coisa em que, pelos vistos, a Itália não está interessada. Nas eleições de ontem, os italianos não adiantaram lá grande coisa à governação do país - aquilo parece ingovernável - , mas não deixaram grandes dúvidas que não vão em cantigas - isto é ainda efeito do festival - europeias. Se aqueles resultados não dão para governar, já dão bem para perceber um "arriverdeci" à União Europeia, bem claro no pontapé no rabo de Matteo Renzi, o primeiro-ministro que fora uma espécie de comissário político designado pela União Europeia.

 

As eleições que já não interessam

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No próximo domingo os alemães vão a votos, e ninguém dá por isso. Não se ouve falar das eleições alemãs...

E no entanto a Alemanha é o mais determinante país das nossas vidas. Na Europa nada se faz sem a Alemanha, e muito menos contra a Alemanha.

Há um ano eram as eleições na América, e não se falava noutra coisa. Há pouco tempo foram as eleições em França, e o tema estava na ordem do dia. Até as eleições na Holanda, há pouco mais de um ano, mereceram muito mais interesse do que, agora, as alemãs. 

Há dois ou três anos que andamos a deixar temas pendurados, sempre com o pretexto das eleições na Alemanha. Isto só depois das eleições na Alemanha. Aquilo nunca seria objecto de discussão anes das eleições. Fosse isto e aquilo o que quer que fosse: imigração, refugiados, dívida, etc. E agora que aí estão, ninguém fala nelas...

Estranho? Não, Merkel! 

Angela Merkel vai voltar a ganhar as eleições na Alemanha, sem qualquer sombra de dúvida. E Angela Merkel é hoje uma líder europeia bem mais consensual que há dois ou três anos. Mais que consensual, é indiscutível. Tudo à sua volta é tão volátil, tão cabeça no ar, tão desprovido, que acabou por emergir com o estatuto do grande estadista que a Europa há muito não tinha.

Por isso não há notícia. Por isso as eleições alemãs já não têm qualquer interesse.

Proíba-se! *

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Depois da Comissão Nacional de Eleições – a CNE – ter emitido uma recomendação desaconselhando a realização de jogos de futebol no dia das eleições autárquicas, corre por aí que o governo se prepara mesmo para proibir, por lei, os jogos de futebol em dia de eleições.

Como, pela tecnicidade da lei, ela tem que ser geral e abstrata, irá certamente encontrar uma abrangência que vá para além do futebol e que nem deixe escapar os sempre bem regados jogos entre solteiros e casados, que acontecem pelo país fora. Nem sei se museus, cinemas e teatros escapam…

O governo poderá até vir a recuar nesta intenção - acredito até que venha -, mas confesso que ela não me surpreende. Está-lhes na massa do sangue. A primeira coisa que vem à cabeça desta gente é legislar: faça-se uma lei. A segunda é proibir: proíba-se! É assim que, de há muito, as coisas se resolvem em Portugal.

Vemos que em boa parte dos países, na Europa, mas não só, se vota durante a semana, num normalíssimo e corrente dia de trabalho. Começamos a ver surgir o voto electrónico, que agiliza todo o processo, e facilita a vida a toda a gente. Mas nada disso se aplica a nós, aqui neste cantinho da Europa, que o Senhor Juncker já não enxerga.

Por cá tem de se votar ao domingo, e na agenda de cada um nada mais pode constar que a deslocação à assembleia de voto, de manhã, o regresso a casa para almoço com a família, e o aconchego do sofá para fazer contas à vida enquanto as urnas não fecham.

Enquanto se pensar assim, não se pensa que os cidadãos não vão votar porque a sociedade não está virada para promover a consciência cívica e os valores da cidadania. Porque a pobreza de ideias, o mau gosto, os dislates e os disparates das campanhas eleitorais conseguem destruir qualquer réstia de consciência cívica que possa ter resistido. Ou porque, cansados de falsas promessas, de abusos, de comportamentos à margem da ética, muitas vezes irresponsáveis, ou mesmo delituosos, muitos desistiram da democracia.

Ah… Já agora recomendaria que se pedisse ao resto da Europa para também não jogar à bola, nesse dia. É que a malta não vai à bola, mas também não sai de frente da televisão para ir votar.

 

* Da minha crónica de hoje na Cister FM

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