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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Biden - 46º Presidente dos EUA

Presidente eleito Biden pede ″plano robusto″ para recuperar economia  norte-americana - DV

 

Só agora, com os 302 votos dos delegados do Colégio Eleitoral - a que faltam ainda os quatro do Havai, ainda por depositar mas igualmente a favor da candidatura democrata - está verdadeiramente confirmada a eleição de Byden como 46º Presidente dos Estados Unidos da América. 

Nas contas finais Biden ficou com 306 votos, Trump com 232, e tudo ficou finalmente arrumado. Chegou a temer-se que não fosse assim. As movimentações de rua dos activistas de Trump dos últimos dias, insistindo na sucessivamente derrotada tese das eleições fraudulentas, poderiam fazer supor tentativas desesperadas de impedir a normalização democrática, e a paz. 

Pode agora dizer-se que Trump foi derrotado. O trumpismo, é que não. Continua aí. Por todo o lado e por muito tempo...

"Condescendente"

Trump admite retirar apoio a juiz nomeado para o Supremo Tribunal

 

Três semanas depois, Donald Trump percebeu que tinha perdido as eleições, e que era necessário iniciar os protocolos de transição de poder. Não reconheceu que perdeu as eleições, condescendeu apenas. Porque continua a garantir que continua  na luta contra os resultados, e que acredita que a vai ganhar.

"No melhor interesse do nosso país, recomendei a Emily e à sua equipa para fazerem o que tem de ser feito em relação aos protocolos inicias [de transição de administrações], e disse à minha equipa para fazer o mesmo"  - escreveu no twitter.

A Emily é Emily Murphy, responsável da Administração dos Serviços Gerais dos EUA. Que só depois daquela publicação deu nota que Biden é o "aparente vencedor" das eleições presidenciais, e que por isso 'abriu caminho' para o processo de transição de poder.

Daqui dá para perceber como é curta a distância que separa as apregoadas instituições americanas da Casa Branca. E de como personagens como Trump as conseguem rapidamente resumir à simples forma de verbo de encher.

 

 

Trump acabou. O "trumpismo" não!

Serei um presidente para todos os americanos', diz Biden após vitória |  Eleições nos EUA 2020 | G1

 

Finalmente. Agora sim, é definitivo. Se é que alguma coisa é hoje definitiva nos Estados Unidos da América. Com o encerramento das contagens da Pensilvânia, é certo que Joe Biden venceu as eleições.

Festeja-se na América - com sa ruas cheias de ... jovens - e festeja-se um pouco por todo o mundo. E Biden vai receber agora - "agora" é uma força de expressão, o que aí vem, pelo que se pode adivinhar, vai durar - uma América dividida. E perigosa.

Ainda assim, menos perigosa do que seria, se não tivesse virado a página negra que narra estes últimos quatro anos da sua História.

Trump acabou. "Trump nunca mais". O mesmo não se pode, infelizmente, dizer do "trumpismo".

Negro

Expresso | O cenário do Apocalipse: como Trump abriu a porta a um golpe na  noite eleitoral

 

Da América, tudo na mesma. Sem fumo branco.

Apenas fumo negro, bem negro, de um troglodita que uma vez foi feito presidente da mais influente país do mundo. O sistema que Trump, irresponsavelmente e sem apresentar uma única prova, ou sequer indício, acusa de fraudulento, corrupto e ladrão é o sistema institucional de que ele deveria ser o garante e responsável máximo. É o mesmo que o fez Presidente, com menos votos que a adversária, e com dezenas de delegados conquistados por escassas diferenças de votos. E o mesmo que ainda agora está a eleger mais senadores republicanos que democratas.

Mesmo que aqueles 15 ou 20 minutos de ontem da conferência de imprensa de Trump, na Casa Branca - que usa como sede de campanha, como usa o AIr Force One como se fosse o seu avião particular - de conteúdo vazio e repetitivo, como sempre, tenham sido o discurso de derrota de Trump.

Preocupante e perigoso, evidentemente. Mas não se esperava outra coisa.

A mítica democracia americana

Trump fala em votação viciada, Biden aposta em 'roubar' estados  republicanos — DNOTICIAS.PT

Tudo aquilo a que estamos a assistir nestes dias que se estão a seguir ao das eleições nos Estados Unidos leva-nos como nunca a questionar a democracia americana.

Desde logo, um país imenso, dividido em cinquenta estados, mais Washington DC, mas apenas dois partidos. Depois, num regime ultra-presidencialista, o presidente não é eleito por sufrágio directo, tornando frequente - tão frequente que aconteceu por duas vezes nas duas últimas décadas - que o presidente eleito não seja o que teve mais votos. Depois ainda, as diferentes diferenças nas votações que permitam a um candidato requerer judicialmente a recontagem dos votos: 1% nuns estados, menos ainda, noutros. E por último a cereja no topo do bolo: os delegados resultantes dos resultados eleitorais  em cada estado, que no colégio eleitoral vão finalmente eleger o presidente, poderão até nem votar no candidato para que estão mandados pelo voto popular que representam. O candidato mais votado de um estado assegura a totalidade dos delegados desse estado ao colégio eleitoral; mas cada um desses delegados poderá depois até votar no candidato adversário. Nalguns estados, o delegado que o fizer é obrigatoriamente substituído na votação. Mas noutros sujeita-se apenas a uma multa, e mantém o voto contrário ao mandato que recebeu.

No meio de tudo isto não surpreende o que Trump está fazer para se agarrar no poder. Está a fazer tudo o que um anquilosado processo velho de século e meio lhe permite. O que surpreende é a massiva participação dos americanos nestas eleições. A maior dos últimos 100 anos, que já fez de Biden o candidato mais votado da História da América.

Talvez seja isso que ainda alimenta a mítica democracia americana. Em tudo o resto é uma democracia cada vez menos democrática, como é timidamente cada vez mais reconhecido. Mas, à americana, os americanos acham-na perfeita!

 

O pesadelo americano

VÍDEOS: Veja tudo sobre as eleições americanas na GloboNews

 

A noite foi longa, mas não deu para muito.  Deu no entanto o suficiente para ficarmos desde já a saber que não vão ser fáceis estes quase dois meses e meio que faltam até 20 de Janeiro, dia da tomada de posse do 46º presidente da América.

Trump não perdeu tempo e foi rápido a mostrar que já não consegue surpreender. O guião há muito que estava escrito: à primeira oportunidade declararia vitória, denunciaria fraude eleitoral e reclamaria no Supremo Tribunal, que agora controla, a interrupção da contagem dos votos por correspondência.  

Seguiu-o à risca, mesmo sem a força dos votos contados. Que seguem favoráveis a Biden, com 49,9% dos votos e 238 (contra 213 de Trump) eleitores no colégio  eleitoral. 

Entretanto as armas esgotaram-se nos supermercados !!!

 

A fanfarronice "must go on".

Elecciones en EE UU: Trump deixa hospital e minimiza covid-19, que matou  210.000 nos EUA: “Não tenham medo” | Internacional | EL PAÍS Brasil

 

Trump saiu do hospital e a primeira coisa que teve para dizer foi, sem surpresa: “Não tenham medo de Covid. Não deixem que ele domine a vossa vida”. 

Não disse que afinal todas as porcarias que garantiu ter tomado, e recomendou que todos tomassem, não lhe tinham valido de nada. Não disse que acabara de sair de um internamento de urgência onde lhe tinham sido prestados cuidados e tratamentos que estão de todo inacessíveis aos americanos. Não repetiu as palavras do chefe da equipa médica que o assistiu no Walter Reed Medical Center, que dissera que, apesar do estado de saúde do presidente ser ainda considerado grave, poderia abandonar o hospital por dispor, na Casa Branca, do departamento médico presidencial com os melhores profissionais e as melhores condições de prestação de cuidados.

Nada disso lhe interessava referir. Interessa-lhe continuar a insistir na sua estratégia de minimizar o virus e a pandemia, porque é isso que alivia a percepção de toda responsabilidade que tem na realidade pandémica da América. E lhe alimenta a indissociável fanfarronice!  

 

E o algodão ficou amarelo ...

Resultado de imagem para eleições americanas 2018

 

O algodão não engana... Mas também não desenganou por completo. Os americanos mostraram um cartão amarelo a Trump, mas nem foi muito alaranjado. 

Os democratas ganharam claramente a Câmara dos Representantes, a câmara baixa do Congresso, por onde tem de passar todo o processo legislativo. E isso vai atrapalhar a agenda de Trump, mas vai também permitir o avanço em muitas investigações incómodas para o actual presidente, como as ligações e as interferências do regime de Putin na sua eleição e o seu cadastro fiscal. E ganharam mais governadores estaduais. Mas os republicanos mantiveram, e até reforçaram, a sua posição no Senado, a câmara alta, o que obriga a muita concertação no processo legislativo.

Trump não foi plebiscitado, antes pelo contrário, foi admoestado. Mas também não ficou erguida uma barreira à sua reeleição. Nem do lado democrata emergiu um adversário de peso, até porque a estrela ascendente, Beto O´Rourke, perdeu a corrida para o Senado, no Texas, para o poderoso Ted Cruz. Se as declarações de Trump tivessem alguma vez alguma justificação, diria que talvez tenha sido por isto que tenha escrito no seu twitter: "Tremendous success tonight. Thank you all!".

 

 

 

Teste do algodão

Resultado de imagem para campanha eleitoral de trump 2018

 

Hoje há eleições nos Estados Unidos. A meio do mandato, Trump quis fazer delas um plebiscito, como expressamente confirmou, e um trampolim para a reeleição. Para isso empenhou-se e comprometeu-se integralmente com a campanha, o que quer rigorosamente dizer que mentiu, manipulou e forjou como se não houvesse amanhã.

O reportório não é novo, nem traz sequer nada de novo: amedrontar os eleitores, incutir-lhes muito medo com a invasão do país por um gigantesco bando de sul-americanos criminosos, terroristas, traficantes de droga, violadores e assassinos, e avisar que só não ganhará se houver fraude eleitoral. Novo é que, agora, milhares de pessoas a fugir da miséria a que foram condenados por governantes corruptos que sucessivas administrações americanas plantaram e suportaram, engrossam uma caravana que atravessa o México em direcção a norte, à fronteira onde Trump colocou 15 mil soldados com ordem para matar. 

Hoje os americanos vão dizer se a eleição de Trump, há dois anos, foi um acidente, ou se, fechando-se sobre si próprios, fecharam definitivamente a América ao mundo. É uma espécie de teste do algodão!

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É verdade. É hoje!

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Chegou o dia que ninguém acreditava que pudesse chegar. Há 8 anos - a 20 de Janeiro de 2009 - poder-se-ia ter dito a mesma coisa. Mas não é da mesma coisa  que se está a falar...

Se há oito anos a surpresa estava na cor da pele do presidente em cerimónia de posse, hoje, a surpresa está na cor das ideias do presidente que vai tomar posse. Negras, mas muito mais negras que a cor da pele do seu antecessor. E bem capazes de mudar a face do mundo... Tanto, que muitos até acham que poderá ter começado hoje a terceira guerra mundial!

E não faltam razões para pensar assim. Trump já provou que, por maiores que sejam os disparates que diga, não os diz apenas por dizer. É mesmo para fazer. E o choque frontal contra a China, a anulação da NATO, a desvalorização das Nações Unidas, a mudança da embaixada americana de Telavive para Jerusalém, o muro do México, a hostilização da União Europeia, a negação do aquecimento global, e todos os  retrocessos incorporados no "Make America Great Again", só dão para admitir o pior.

Diz-se que, mais que divididos, os americanos estão arrependidos. Nunca um presidente tomou posse com tão baixos níveis de popularidade. Mas também nunca um presidente fora eleito com tantos (3 milhões) votos a menos que o adversário. Nem com ideias tão perigosas... E fala-se já num impeachement, a curto prazo. Não faltarão certamente razões, mas também não faltavam para que não fosse eleito!

 

 

 

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