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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Pantominices

Miguel Pinto Luz

Os resultados das eleições gerais em Espanha, com o partido mais votado impossibilitado de formar governo, ao contrário (por maiores que sejam as dificuldades) do segundo em votos, voltaram a agitar (más) consciências em Portugal. 

Toda a gente sabe que numa democracia parlamentar poderá não bastar ser o mais votado para governar. Que, para governar, é preciso uma maioria parlamentar de suporte à solução governativa, seja ela de um partido só, ou de vários.

Admitamos no entanto que nem toda a gente saiba isso. Que há quem ande distraído e entenda que baste um voto a mais que à concorrência para a legitimação democrática de governar.

Admitindo isso, poderíamos aceitar que seria por simples distracção que grande parte da actual cúpula dirigente do PSD vem, agora, reclamar a legitimidade de Feijóo para constituir governo em Espanha. Da mesma forma que há oito anos considerara uma traição à democracia que António Costa tivesse formado governo em Portugal.

Só que, entretanto, e já lá vão três anos, o mesmo PSD formou governo (regional) nos Açores nas mesmíssimas condições - não tendo sido o partido mais votado. O PS obteve então mais de 39% dos votos, e o PSD menos de 34. E cai pela base a tese da distracção.

Os dirigentes do PSD, com o vice-presidente Miguel Pinto Luz à cabeça, não andam distraídos. Fazem-se de distraídos. E isso tem nome - chama-se aldrabice, pantominice e má-fé!

Não são distraídos, mesmo que se façam de distraídos quando se lhes lembra que até a linha vermelha do Chega pisaram quando a janela se lhes abriu. São impostores, pantomineiros e trapaceiros, entre outras adjectivações que os qualificam para o exercício da actividade política em Portugal.

Ganharam todos, mas não está ali um bom negócio.

Por que conservador Partido Popular venceu as eleições na Espanha, mas  ainda é incerto se governará - BBC News Brasil

Nas eleições gerais em Espanha ganharam todos, mesmo que ninguém tivesse  ganhado. 

Bem ... todos, não. O Vox não ganhou, o que foi uma chatice para André Ventura, que foi a correr para Madrid para a festa que saiu furada. Queria aparecer mais uma vez abraçado ao gajo para quem a Espanha inclui Portugal - o que é de patriota, está bem de ver - mas teve de meter a viola no saco.

O PP, agora de Feijóo e daqui a pouco de Isabel Ayuso, ganhou porque foi o mais votado. Foi o mais votado porque esvaziou o Vox, e porque o Ciudadanos se esvaziou a si próprio. Mas não tem como formar governo e, sem chegar ao governo, perdeu.

O PSOE, ganhou porque, sem ter ganhado, se vender a alma ao diabo, poderá  formar governo. E sabe-se como Pedro Sánchez é especialista em negócios que metam alma e diabo. O problema agora poderá ser o diabo, nunca a alma.

E o diabo ficou à solta na Catalunha.

Se o negócio é bom quando ganham todos, estas eleições teriam tido tudo para ser um bom negócio. Mas não foi nada disso. Foi um negócio falhado!

 

O beco de Sanchez e Iglesias

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Na eleições em Espanha, as quartas em quatro anos e as segundas em 6 meses, apenas a extrema direita ficou com razões para rir, mesmo que o PP, agora de Pablo Casado tenha, do segundo pior resultado da sua história, feito  uma festa. 

Não clarificaram nada e complicaram tudo. À primeira vista dir-se-ia que o sistema político espanhol está definitivamente esgotado e incapaz de assegurar a governabilidade ao país. Provavelmente estará.

Resta uma única saída para o "El Bloqueo": que, agora bastante mais fragilizados e ainda mais ameaçados, Pedro Sanchez e Pablo Iglesias se entendam. E que, depois de se entenderem, sejam capazes de fazer pontes com os partidos autonómicos para garantir os 20 deputados que, ainda assim, lhes faltam agora para assegurar a governação. E que não lhes faltavam no anterior quadro parlamentar saído das eleições de Abril...

Se foi este o beco que escolheram, encontrem-lhe agora a saída.

Como é que se diz geringonça em castelhano?

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Espanha foi a votos e nada ficou como estava. Não houve qualquer revolução sociológica a determinar o novo mapa político da(s) Espanha(s): direita e esquerda mantiveram os seus votos. Só que os da direita, distribuídos por três forças políticas - o PP, que praticamente implodiu, o Ciudadanos, que quase chegou a segundo partido, e o Vox, da extrema direita (sim, Nuno Melo - extrema direita), mesmo sem se confirmar o tsunami anunciado -  valeram menos 22 deputados. Mesmo assim, menos que os 29 perdidos pelo Podemos, vítima dos seus próprios erros, mas também da radicalização eleitoral que potenciou o voto útil nos socialistas.

No meio disto tudo o PSOE ganhou e Pedro Sanchez dá agora voltas à cabeça para encontrar uma geringonça que lhe permita governar. A tentação de um bloco central com o Ciudadanos está fora de causa. Nem eles eles próprios, nem os eleitores socialistas, o querem. Logo que os resultados ficaram conhecidos, ao mesmo tempo que celebravam a vitória, as bases socialistas gritavam "Rivera, no". E não bastam os deputados do Podemos, tal foi hecatombe eleitoral. É preciso envolver ainda os partidos nacionalistas da Catalunha (Esquerda Republicana da Catalunha,  com 15 deputados, já que também o partido de Puidgemont foi "castigado") ou do País Basco (Partido Nacional Basco,  6 deputados) ...

Ah... a resposta é artilugio!

 

 

Pugilismo e representação

 

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Em Espanha não se sabe no que dá. Se fosse por cá, Rajoy tinha garantida a maioria absoluta... Mas também já havia meio mundo a dizer que aquele puñetazo tinha sido encomendado...

Veja-se só o que rendeu a Marinha Grande, que comparada com Pontevedra é uma brincadeira de crianças.

E não, não é só uma questão de ângulo fotográfico. É a diferença entre um murro que poderá não ter passado de um encontrão, e um puñetazo cheio de estilo. Podemos não ter as aptidões pugilísticas dos nuestros hermanos, mas somos bem melhores na representação!

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