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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Sem novidades

Por Eduardo Louro

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Na Grécia, tudo na mesma... Tsypras voltou a ganhar, e vai voltar a formar governo com os mesmos gregos independentes. Tudo na mesma: o Syriza, a direita da Nova Democracia, a extrema direita da Aurora Dourada, os socialistas do PASOK, tudo como em Janeiro, mais voto menos voto. Tudo na mesma, com a realidade a trocar as voltas às sondagens. Como tem acontecido por todo o lado, e vai inevitavelmente acontecer também por cá, onde já não há pingo de vergonha, com resultados por encomenda, à vontade do freguês.

E, com tudo na mesma, vamos começar a voltar a ouvir falar da Grécia. Até porque já anda tudo farto de refugiados, o tema já começa a estar gasto e é preciso mudar de assunto. Mesmo sem novidades! 

O roto

Por Eduardo Louro

 

Quando aqui comentei pela primeira vez a vitória eleitoral do Syriza na Grécia, a propósito dos assustados, referi que Rajoy já tinha dado conta do seu pânico, mas que por cá ainda se não tinha visto qualquer reacção. Não tinha, na altura... Mas chegou, tarde como é costume, mas chegou pouco depois a reacção do governo. É certo que não revelou o pânico de Rajoy, porque por cá não há Podemos. Nem juntos, nem separados. Simplesmente não há...

Mas não foi menos gravosa, antes pelo contrário. Rajoy revelou medo, e foi acintoso e inapropriado na reacção. Indelicado. Foi uma reacção a um resultado eleitoral, onde se não deveria meter, é certo, mas foi isso. Foi indelicado para com um partido que acabara de ganhar as eleições no seu país. Passos Coelho, com toda a sua inépcia e a arrogância dos impreparados, reagiu mais tarde e quando o fez atingiu um governo democraticamente eleito num país afim. Não foi apenas inapropriado e acintoso, entrou na esfera do conflito diplomático!

Passos Coelho, e este governo - das formiguinhas - não é apenas incompetente e inapto. Não é apenas o último suporte do radicalismo alemão, cujos interesses sobrepõe aos nacionais. É também ridículo, o roto que aponta ao nu! 

 

COISAS INTRAGÁVEIS XIII

Por Eduardo Louro

                                                                      

No domingo não houve apenas eleições na Grécia. Também houve em França. Como há um mês e pouco atrás… Então, em França votou-se para as presidenciais, para eleger Hollande e, na Grécia, para nada!

Há alguma coisa em comum entre estas duas eleições de domingo? Há, ambas são marcadas por sistemas eleitorais bizarros!

Se na Grécia o sistema dá um bónus de 50 deputados ao partido vencedor – na circunstância o partido da Nova Democracia elegeu 79 deputados e recebeu 50 de bonificação, o que significa que apenas 60% dos seus deputados são eleitos – em França, um partido com 30% dos votos elege mais de 50% dos deputados e outro, com 13%, elege um ou dois. Em França um pequeno partido cresce, cresce e, por mais que cresça, nunca consegue eleger um deputado!

São sistemas eleitorais vocacionados para promover a estabilidade política?

Serão. Mas também para evitar a mudança!

Não é que a democracia esteja em causa. Desde se conheçam as regras, e elas sejam iguais para todos, a formalidade democrática estará assegurada. Mas que estas formas de representação minam a democracia representativa, minam!

É votar para que tudo sempre fique na mesma. Ou perto disso!

OS GREGOS NO EURO, NO OUTRO...

Por Eduardo Louro

                                                                      

Provavelmente animados pela resiliência da sua selecção nacional de futebol, os gregos voltaram a votos para colocar FIM no filme de terror e suspense que passou neste último mês em todos os cinemas perto de si, por esta Europa fora. Que agora parece suspirar de alívio!

Não sei quem, neste filme, assustou mais quem. Se foi a eurocracia que mais assustou os gregos, ou se foram os gregos quem mais assustou os eurocratas. Mas acredito que dos sustos de uns e outros venha alguma mudança!

Os partidos do centrão de lá – os mesmos que trouxeram a Grécia até aqui – com a Nova Democracia à frente (nos resultados das eleições, mas também no percurso do desastre), vão poder formar governo, mercê do peculiar bónus de 50 deputados que o sistema eleitoral grego atribui ao partido mais votado.

No entanto não representam mais de 40% do eleitorado, o que, numa sociedade com grande apetência pela rua, deverá ser levado em conta. Em especial pelos poderes europeus que, tendo-se envolvido como se envolveram nestas eleições, não podem deixar agora de responder afirmativamente à revisão do acordo em vigor, que também o próprio Samaras reclama!

A CANDEIA GREGA

Por Eduardo Louro

                                                                      

A Grécia, essa candeia europeia que há muito tempo vai à frente, a mostrar-nos o caminho que as coisas levam, chegou a novo porto.

Os partidos do arco do poder, responsáveis pelo estado a que aquilo chegou, acabaram por se esgotar e esgotar a clássica alternância. Nem outra coisa seria de esperar, a não ser que a democracia fosse apenas votar sempre nos mesmos, nos predestinados que tudo podem fazer sem que o soberano povo se incomode. Este novo porto a que a Grécia chegou no domingo não é mais do que isso, a democracia a funcionar. No seguinte, onde poderá atracar a curto prazo, poderá já nem isso subsistir para funcionar…

O resultado da (em) democracia foi este: num país que já era ingovernável não é sequer possível constituir governo!

Claro que, para a Europa, isto resolve-se facilmente. Com a mesma facilidade com que resolveu até aqui. Agora expulsa-se a Grécia do Euro e da União e assunto resolvido!

Não. Não está resolvido!

Não é, neste momento, muito difícil de prever que, dentro de pouco tempo, a Grécia esteja a ser governada por uma ditadura militar. Não sei se nessa altura toda a gente achará que não tem nada a ver com aquilo!

 

 

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