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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

O mestre ou artista?

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A histérica reacção de Sócrates às palavras de António Costa sobre as maiorias absolutas ("os portugueses não gostam de maiorias absolutas"), em carta publicada no passado fim de semana no Expresso, foi levada  a crédito da sorte política do actual primeiro-ministro. Para António Costa, nesta altura, nada melhor que a hostilidade expressa de Sócrates.

Na entrevista de ontem à noite à SIC o tema veio a terreiro, tendo António Costa respondido que não quis atingir José Sócrates: “Não me passou isso pela cabeça”.

Poderia parecer que, com esta resposta - em vez de, por exemplo "cada um faz as interpretações que quer" - , estaria a desbaratar a vantagem que é ter Sócrates do lado de lá. Mas não está. Dando por certo que essa é uma vantagem que já ninguém lhe tira, com esta resposta Costa quis reduzir Sócrates à inexistência. 

É por estas e por outras que lhe chamam mestre. Poderá nem ser um mestre na política, mas é um mestre na arte do jogo político. A dúvida é se a isto se chama mestre, ou se chama artista.

 

 

A entrevista do Presidente

Capa do O JogoCapa do RecordCapa do A Bola

 

Uma entrevista do Presidente do Benfica é sempre notícia. Uma entrevista do presidente com mais longevidade no Benfica, em directo na televisão, é notícia incontornável. Tão incontornável que "O Jogo" teve de encher a primeira página com Pinto da Costa, sem que ninguém percebesse por quê.

Pelo que já vi, a nação benfiquista apreciou do desempenho televisivo de Luís Filipe Vieira. E aplaudiu.

A entrevista é cirúrgica, a um mês das eleições. E isso deixa-me logo de pé atrás. Depois, parece-me que Vieira falou de mais do que não devia e de menos do que devia: falou de mais de Jorge Jesus (até em função dos processos judiciais em curso, se deles for para tirar alguma coisa) e de menos das relações com o Real Madrid. E nada das relações com o Atlético de Madrid. 

De resto foi igual a ele próprio, cada vez mais solto e cada vez a dominar melhor a comunicação, mesmo quando não evita algumas contradições, como aconteceu no mal explicado negócio dos direitos televisivos com a NOS. Se, como referiu, há "questões claras para clarificar", o que será das que não são claras? Como, por exemplo, se ainda está por agendar a reunião com a NOS que anunciou (para Janeiro, já lá vão 8 meses) logo que foi conhecido o contrato que o mesmo operador negociou com o Sporting.

E quando o painel de benfiquistas - o ex-jogador Diamantino, o Domingos Amaral e o Pedro Ribeiro - colocou, especialmente o Domingos, questões mais incómodas, sentiu-se acossado e não teve dúvidas em responder-lhe como a um adversário. Como se estivesse a responder à oposição, que que não tem, e não às interrogações de um adepto benfiquista.

Confesso que gostaria de ter gostado um bocadinho mais. Mas isso sou eu, que sou assim...

Estava tudo a correr tão bem...

Por Eduardo Louro

 

Estava tudo a correr tão bem... De peito cheio, embalado pela a prestação de ontem frente ao rival, Costa estava imparável. A entrevista corria às mil maravilhas, sem dificudades de qualquer ordem, sem percalços nem obstáculos... Só que de repente, sem que ninguém conseguisse perceber por quê, perante uma pergunta mais áspera, António Costa abana.

Treme, mas espera-se que se recomponha. Com a confiança em alta, traquejado, outra coisa não é de esperar, mesmo que o Vítor Gonçalves avance com uma ou outra eventualmente mais tendenciosa. Ficaremos sempre sem saber se foi aquele abanão que encorajou o entevistador da RTP a avançar, ou se aquela era a inabalável sequência  que tinha preparada para a entrevista. O que sabemos é que acto contínuo Costa caiu mesmo. Mais que perder o controlo, perdeu as estribeiras!

Deitou tudo a perder, e de repente perdeu a crista da onda para nela se embrulhar sem mais vir à superfície... Poderá porventura ter perdido quase tudo o que ontem ganhara, e só não foi pior porque o Vítor Gonçalves até não é mau rapaz. Recuou, não quis fazer sangue. Mas podia ter feito!

Uma questão de tempo

Por Eduardo Louro

 

 

Posso estar enganado, mas creio bem que era mais aguardada a entrevista de Luís Filipe Vieira que a decisão do Tribunal Constitucional, os dois happenings do dia.

E Luís Filipe Vieira não desiludiu, não frustrou as expectativas e foi igual a ele próprio. O que quer dizer que disse o mesmo de sempre – mesmo quando o que há para dizer é diferente – e convenceu os mesmos de sempre, que era aliás o seu objectivo. O tempo se encarregará de o desmentir, mas isso depois já não conta para nada. Porque a memória é sempre curta, e quando o não for é sempre possível um refresh: voltar a tirar o mesmo coelho da cartola!

O entrevistador - Hélder Conduto - foi, como sempre, sério e a entrevista foi profissional, o que tanto o honra a ele como à BTV. A entrevista correu como têm corrido todas as que o presidente do Benfica tem dado a todas as outras estações. O Helder Conduto aceitou as explicações das saídas de Oblak e de Garay, e não questionou a inevitabilidade subjacente. Não perguntou, por exemplo, por que o contrato de Oblak não foi revisto logo no final da época, com a consequente revisão da cláusula de rescisão. Nem por que carga de água, estava tão zangado com o jogador, que elevou à categoria de vilão, e nada incomodado com a atitude do Atlético de Madrid, ao ponto de, quando tinha tanto por onde, lhe não colocar nenhuma dificuldade. Nem se não teria sido um bom negócio para o Benfica renovar atempadamente com o Garay, ou mesmo em última instância no início do ano, então já mesmo que à custa de um salário proibitivo. Mas temporário e perfeitamente justificável... Mas também nunca vi nenhum outro jornalista esmiuçar coisas deste tipo. Ao presidente do Benfica ou a qualquer outro!

O resto é coisa de tempo. De pouco, ou mesmo de muito pouco tempo!

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